A Administração Meteorológica da China anunciou que o país construiu a maior rede de observação meteorológica agrícola do mundo, segundo reportagem da CCTV News publicada nesta quarta-feira (1º). O sistema integra monitoramento por ar, espaço e solo e sustenta políticas de segurança alimentar, além de apoiar a digitalização da produção agrícola.
O modelo reúne dados de diferentes camadas de observação para acompanhar o desenvolvimento das lavouras em tempo real. Durante a atual temporada de plantio de primavera, instituições regionais já utilizam essa estrutura para orientar decisões no campo. Na província de Henan, por exemplo, o instituto local de ciências meteorológicas analisa indicadores como teor de clorofila com base em 48 sistemas de observação fenológica. Com isso, técnicos conseguem identificar padrões de crescimento do trigo e ajustar práticas agrícolas.
Em Hunan, uma das principais regiões produtoras de arroz, autoridades meteorológicas e agrícolas instalaram estações de monitoramento em áreas de cultivo. Os equipamentos acompanham variáveis de microclima e enviam alertas sobre riscos, como temperaturas elevadas que podem comprometer mudas. De acordo com dados oficiais, a taxa de podridão precoce caiu 20% nos últimos três anos, enquanto os custos de produção reduziram mais de 10%.
A infraestrutura nacional inclui 642 estações de observação manual, 738 automáticas, 15 centros especializados e 91 unidades experimentais. Esse conjunto permite cobrir áreas agrícolas estratégicas e reduzir lacunas de dados, com integração entre observação e experimentação.
Segundo a administração meteorológica, a China mantém atualmente um sistema completo de coleta automatizada de dados sobre estágios de desenvolvimento das culturas, com precisão superior a 90% nos principais indicadores.
Além disso, o país colocou em operação o Observatório Nacional do Clima de Xiong’an, o 27º observatório climático nacional. A unidade passou a enviar dados em tempo real para a plataforma de big data “Tianqing”, o que amplia a capacidade de previsão e emissão de alertas.
O observatório adota uma estrutura com uma estação principal e oito auxiliares, distribuídas entre áreas urbanas e rurais da Nova Área de Xiong’an. A configuração cobre diferentes zonas ambientais, incluindo regiões urbanas, florestais, áreas úmidas e terras agrícolas, o que permite monitoramento climático integrado em múltiplos cenários.
Fonte: ithome

