O Ministério da Ecologia e Meio Ambiente da China apresentou, em 30 de março, os avanços no uso de inovação tecnológica para gestão ambiental e anunciou novas medidas para ampliar o controle de poluentes e a transição para uma economia de baixo carbono.
Segundo Wang Zhibin, diretor do Departamento de Ciência, Tecnologia e Finanças, o país ampliou os investimentos em inovação durante o 14º Plano Quinquenal, com foco no desenvolvimento verde. O ministério coordena três projetos do Programa Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento Prioritário: controle integrado da poluição do ar, do solo e das águas subterrâneas; proteção e restauração de ecossistemas frágeis; e tecnologias para economia circular.
Além disso, o governo iniciou um projeto nacional de governança ambiental na região Pequim–Tianjin–Hebei. De acordo com o ministério, essas iniciativas aumentaram a precisão no combate à poluição e contribuíram para a melhoria da qualidade ambiental.
No monitoramento, o país implantou um sistema tridimensional que integra dados de satélite, solo e ar. A tecnologia de sensoriamento remoto por satélites hiperespectrais permite identificar fontes de poluição e substituir parte das inspeções presenciais. Com isso, plataformas de monitoramento conseguem detectar emissões de poluentes como PM2.5 e ozônio e indicar áreas ou empresas fora dos limites regulatórios.
No controle da poluição, o governo prioriza ações voltadas à qualidade do ar, da água e do solo. Um dos projetos inclui um sistema de prevenção e controle da poluição das águas subterrâneas, que combina monitoramento automático, barreiras ecológicas e técnicas de remediação, com aplicação na região de Pequim–Tianjin–Hebei.
No setor industrial, a política de redução de emissões avança com a adoção de padrões de ultrabaixa emissão na geração de energia e em indústrias como siderurgia, materiais de construção e química. A medida integra a estratégia de transição para uma economia de baixo carbono.
Para o 15º Plano Quinquenal, o ministério prevê ampliar o uso de inovação tecnológica e integrar soluções em diferentes setores. A meta é transformar resultados científicos em aplicações práticas na gestão ambiental.
Outro foco é o controle de novos poluentes, tema associado à saúde pública. O governo prepara o primeiro programa nacional dedicado exclusivamente a esse tipo de substância, com pesquisas voltadas à identificação, avaliação de risco e controle. O projeto inclui o desenvolvimento de tecnologias para monitoramento, sistemas de alerta e soluções de substituição industrial.
As ações também devem priorizar setores como indústria química, farmacêutica e energia renovável, além de áreas como parques industriais e fontes de água potável. O objetivo é implementar projetos-piloto e criar modelos replicáveis de gestão de riscos.
Na área de fiscalização, o ministério ampliou o uso de inteligência artificial, big data e computação em nuvem. As tecnologias já permitem monitoramento contínuo da biodiversidade, com reconhecimento automático de espécies por imagem e som.
Além disso, sistemas baseados em inteligência artificial identificam fraudes em inspeções veiculares e detectam emissões irregulares de veículos pesados. Segundo o ministério, a aplicação dessas ferramentas deve crescer nos próximos anos, com foco na modernização da governança ambiental.
Fonte: news.cn

