26 de janeiro de 2026
A Administração Estatal de Tributação divulgou, em 26 de janeiro, uma análise baseada em big data tributário que indica a recuperação e a diversificação do mercado consumidor chinês em 2025. Segundo o órgão, políticas públicas direcionadas estimularam a demanda por eletrodomésticos, telefones celulares e veículos de novas energias, além de impulsionarem novos modelos de consumo ligados a cultura, turismo, tecnologia digital, esportes e saúde. O levantamento também identificou crescimento no consumo entre idosos, crianças e turistas estrangeiros. Os programas de troca de eletrodomésticos ampliaram o consumo de bens duráveis. Em 2025, os dados de notas fiscais mostram que a receita de vendas no varejo de eletrodomésticos de uso diário, como geladeiras, cresceu 17,4% em relação ao ano anterior. Equipamentos de cozinha e banheiro, como fogões a gás, avançaram 12,9%, enquanto os equipamentos de comunicação, como telefones celulares, registraram alta de 18,6%. No setor automotivo, o consumo de veículos de novas energias manteve a trajetória de crescimento. As vendas e a receita desses veículos aumentaram 24,3% e 21,1%, respectivamente, na comparação anual. A integração entre cultura e turismo também contribuiu para o aquecimento do consumo. Em 2025, a receita de criações e apresentações artísticas cresceu 17,3% em relação ao ano anterior. Modelos de negócios baseados em experiências imersivas ampliaram o consumo cultural e turístico. As agências de viagens e serviços relacionados registraram aumento de 11,2% na receita, enquanto pontos turísticos cresceram 26,1% e as atividades de lazer avançaram 14,6%. O uso de tecnologias digitais reforçou o crescimento de novos formatos de consumo. Plataformas de serviços de estilo de vida online registraram alta de 9,4% na receita em 2025, enquanto os serviços de entrega de comida cresceram 13,3%. O consumo cultural digital também avançou. Jogos e animações impulsionaram o setor, que registrou aumento de 16,6% na receita anual. O consumo nos setores de esportes e saúde manteve expansão. A receita de serviços de exibição esportiva cresceu 12,2% em 2025, enquanto os serviços de consultoria esportiva avançaram 27,8%. No segmento de saúde, os serviços de consultoria em saúde aumentaram 11,7%, os serviços de preservação da saúde cresceram 12% e os serviços integrados de esportes e saúde avançaram 16,5%. O levantamento também apontou expansão do consumo entre idosos e crianças. Em 2025, os serviços de assistência a idosos cresceram 24,9% em relação ao ano anterior. Os serviços de assistência social avançaram 23,1%, e os lares de idosos registraram alta de 15,4%. No setor de cuidados infantis, a receita aumentou 5,4%, impulsionada pela ampliação da rede de serviços e pelo apoio institucional. O consumo estrangeiro ganhou fôlego com a ampliação da política de reembolso de impostos de saída. Em 2025, o número de turistas estrangeiros que solicitaram reembolso cresceu 305% em relação ao ano anterior. As vendas de produtos com reembolso avançaram 95,9%, enquanto o valor total devolvido aumentou 95,8%. O país incorporou sete novas regiões à política — Dalian, Hubei, Jilin, Guizhou, Mongólia Interior, Shanxi e Qinghai — elevando para 12.930 o número de lojas habilitadas, sendo mais de 7.000 com serviço de “reembolso instantâneo na compra”. Para Shi Zhengwen, diretor do Centro de Pesquisa em Direito Fiscal e Tributário da Universidade de Ciências Políticas e Direito da China, os resultados refletem os efeitos das políticas de estímulo ao consumo adotadas pelo governo. Segundo ele, os programas de troca de produtos impulsionaram o consumo em massa, enquanto novos modelos de negócios ampliaram o alcance do mercado. O crescimento do consumo entre idosos, crianças e turistas estrangeiros contribuiu para diversificar a demanda e fortalecer o consumo interno como motor do desenvolvimento econômico. Fonte: ST Daily
23 de junho de 2025
Em Chengdu, província de Sichuan, técnicos agrícolas monitoram a produção de um campo de arroz próximo ao sítio arqueológico de Baodun, datado de 4.500 anos, por meio de uma plataforma inteligente. No local, que pertence à fase final do Neolítico,o último período da Idade da Pedra, arqueólogos encontraram vestígios vegetais, como grãos de arroz carbonizados, painço e milheto. Essas sementes comprovam a longa tradição agrícola da civilização chinesa. E a implementação da tecnologia digital está contribuindo para a renovação dessa herança milenar. A cerca de um quilômetro do sítio, na área de testes de novos cultivares da Universidade Agrícola de Sichuan, cientistas desenvolvem o arroz “Tianfu Yanzhi Xiangya”. Por meio da modelagem com inteligência artificial, eles simulam híbridos de arroz, reduzindo o tempo de desenvolvimento em comparação com os métodos tradicionais, que exigem o cultivo completo para validar os resultados. Equipamentos agrícolas como tratores autônomos, plantadeiras automáticas, pulverizadores inteligentes de duplo sistema e plataformas digitais de medição da colheita são usados para testar novos paradigmas de bioengenharia agrícola. Segundo Yuan Zhouping, diretor do Departamento de Indústria Agrícola da Tianfu Agricultural Expo Park Investment, Chengdu criou um parque de exposições que integra cultura, comércio, agricultura, turismo e esportes. O local transforma os campos em espaços para eventos culturais, como feiras, mercados e exposições ao ar livre. Além do arroz, a planície de Chengdu abriga plantações de amoreiras e linho. A região está entre as primeiras do mundo a desenvolver técnicas de criação de bichos-da-seda , fiação e tecelagem. Registros indicam que, entre 770 e 476 a.C., os antigos Shu comercializavam tecidos de seda com o Estado de Qin. No Museu da Seda de Sichuan, uma máquina de tecelagem Shu Jin da Dinastia Tang está em exibição. Com 6 metros de comprimento, 1,5 metro de largura e 5 metros de altura, a máquina apresenta linhas marcadas com os números “1” e “0”, refletindo princípios similares ao sistema binário, evidência da engenhosidade da civilização do século VIII. A empresa Sichuan Shujing Cultural Communication, centro de preservação do bordado e da seda de Shu em Chengdu, promove a integração entre tradição e tecnologia. Desde 2016, o centro usa tecnologia de imagem digital para transformar desenhos personalizados em padrões de tecido, que são produzidos por máquinas e posteriormente bordados à mão por artesãos. A introdução da inteligência artificial no design de padrões reduziu o tempo de produção e garantiu exclusividade para cada peça. “A ‘Nova Seda com IA’ atende às demandas do mercado e amplia as possibilidades do artesanato tradicional. Ela transforma o consumidor em co-criador e leva o bordado de Shu a milhares de lares”, afirmou Zhong Ming, diretora do Shu Jing Hall. A relação entre civilizações também se manifesta em outros pontos históricos. Em 1024, a planície de Chengdu emitiu o primeiro papel-moeda oficial do mundo, o “Jiaozi”. Atualmente, a exposição “A Floresta do Belo – Arte de Han Meilin”, no Museu de Arte de Chengdu, apresenta obras inspiradas em moedas antigas e xilogravuras, que misturam cultura tradicional e arte contemporânea. O Museu de Qiongyao lançou produtos culturais que combinam elementos do sítio arqueológico de Sanxingdui, como a máscara dourada, com o pássaro solar do sítio de Jinsha e a cerâmica de Qiongyao. Esses produtos são comercializados por meio de plataformas de transmissão ao vivo, atraindo consumidores jovens. Na exposição de relíquias da civilização grega no Museu do Sítio de Jinsha, a guia humana virtual inteligente “Atena” interage com os visitantes. Segundo a equipe do museu, ela utiliza tecnologias como reconhecimento e síntese de voz e inteligência artificial generativa. A guia oferece explicações, tira selfies e responde perguntas em tempo real, criando uma experiência imersiva. O ornamento de ouro com o pássaro solar, encontrado no sítio de Jinsha e símbolo do patrimônio cultural da China desde 2005, permanece em destaque. Datado entre as dinastias Shang e Zhou, o ornamento apresenta quatro pássaros em voo formando um círculo externo e doze raios curvos no interior, representando a adoração ancestral ao sol. Esse artefato representa o esplendor da antiga civilização de Shu e, com o apoio das tecnologias digitais atuais, mantém sua relevância. Fonte: news.southcn.com
10 de junho de 2025
A Conferência Chinesa de Civilização Digital 2025 reuniu, na noite de 9 de junho, apresentações que reuniram cultura tradicional e avanços tecnológicos. O evento “Tecnologia ilumina o espaço-tempo da civilização digital” mostrou como ferramentas digitais reinterpretam o patrimônio cultural chinês. O encontro dividiu-se em três etapas: “Rastreamento da Luz – Origem da Civilização”, “Foco da Luz – Coordenadas da Era” e “Perseguindo a Luz – Visão do Futuro”. As atividades incluíram apresentações de instrumentos musicais tradicionais, relatos históricos, ópera Huangmei, dança e peças teatrais que exploraram a relação entre cultura e tecnologia. O público acompanhou um espetáculo audiovisual que combinou música, teatro e recursos digitais. O evento destacou o uso da tecnologia para aproximar o patrimônio cultural das novas gerações. A música tradicional mostrou potencial para quebrar barreiras culturais. A técnica tradicional de encaixe, sunmao, transformou-se em jogo digital imersivo. Assistentes de inteligência artificial integraram elementos da cultura Hui, conectando passado e presente. Destaques incluíram o “Projeto Eco”, apresentado por Zhang Tengjiao, da Universidade de Ciência e Tecnologia da China, que desenvolve recursos digitais para crianças com autismo. Chu Zhaodong, da Universidade de Tecnologia de Hefei, expôs o “Pequeno Chá em Ascensão”, iniciativa que utiliza tecnologia digital para fortalecer a indústria local do chá. Liu Qingfeng, presidente da iFlytek, reforçou em seu discurso o papel da tecnologia como ponte entre civilizações e meio para revelar necessidades humanas. Fonte: news.china.com.cn
18 de novembro de 2024
Com uma população de mais de 200 milhões de pessoas e um número crescente de usuários de internet, o Brasil possui grande potencial no mercado de e-commerce. Em 2023, o setor de varejo online no país alcançou uma receita de R$185,7 bilhões (US$32,08 bilhões), com 87,8 milhões de consumidores online. De olho nesse potencial, empresas chinesas têm intensificado seus investimentos no Brasil. Plataformas estão otimizando cadeias de suprimentos e melhorando a eficiência logística para oferecer aos consumidores uma maior variedade de produtos e uma experiência de compra de alta qualidade. O AliExpress, por exemplo, tem promovido a construção de armazéns no Brasil. Já a SHEIN anunciou planos de investir R$750 milhões no país nos próximos anos, com o objetivo de colaborar com 2.000 fabricantes e construir uma cadeia de suprimentos local. A Temu, plataforma operada pela PDD Holdings , rapidamente ganhou participação no mercado brasileiro graças a preços competitivos. Infraestrutura digital China e Brasil também estão expandindo a cooperação em áreas como infraestrutura digital, tecnologia digital e cidades inteligentes. A gigante chinesa Huawei instalou mais de 8.000 quilômetros de fibra óptica na floresta amazônica, conectando mais brasileiros à internet de banda larga. Além disso, a subsidiária brasileira da China Telecom concluiu a construção de um centro de operações de rede em São Paulo, oferecendo serviços de alta qualidade para empresas chinesas e brasileiras. A empresa chinesa TCL estabeleceu uma linha de produção de televisores digitais em Manaus, utilizando manufatura inteligente para aumentar a eficiência. [caption id="attachment_22246" align="alignnone" width="1662"] Fonte da imagem: Divulgação[/caption] Além disso, a CRRC Changchun Railway Vehicles Co., Ltd. fundou um centro de tecnologia de cidades inteligentes e intercâmbio cultural China-Brasil no Rio de Janeiro. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Diário do Povo
5 de setembro de 2023
A inteligência artificial (IA) gerou uma corrida entre países e a China não ficou de fora. O setor tem recebido forte apoio do governo chinês e o país tem uma meta ambiciosa: se tornar líder global em IA até 2030. Segundo o Instituto de Informação Científica e Técnica da China, pelo menos 79 modelos de IA em grande escala foram desenvolvidos no país, cada um com mais de 1 bilhão de parâmetros. Esses modelos são capazes de realizar tarefas complexas, como processamento de linguagem natural, reconhecimento de imagem, geração de texto e análise de dados. Alguns exemplos de modelos de IA em grande escala na China são o ERNIE 3.0 da Baidu, o Wu dao 2.0 do Academia de Inteligência Artificial de Pequim e o CogView da Microsoft Research Asia. Inicialmente, o governo chinês introduziu uma abordagem pró-ativa para contribuir para a IA como parte de sua estratégia de desenvolvimento econômico. Em 2017, o Conselho de Estado da China publicou um plano para promover o desenvolvimento da Inteligência Artificial no país, que estabeleceu metas para 2020, 2025 e 2030. O plano prevê que a China se torne um centro global de inovação em IA até 2030, com um valor estimado do setor de mais de 1 trilhão de yuans (cerca de US$155 bilhões). O plano também enfatiza a importância da ética e da regulamentação da IA, assim como da cooperação internacional. Além disso, empresas chinesas vêm se destacando na corrida para o avanço tecnológico na China, especialmente nas áreas de computação em nuvem, big data, internet das coisas e inteligência artificial industrial. Algumas das principais empresas chinesas de IA são a Baidu, a Alibaba, a Tencent, a Huawei e a ByteDance. Alibaba lança modelo de linguagem natural para transformar a comunicação digital O Grupo Alibaba, líder em tecnologia digital e computação em nuvem, revelou recentemente seu novo LLM, chamado Tongyi Qianwen (通义千问) , que será integrado progressivamente a todos os serviços do ecossistema Alibaba, começando por DingTalk e Tmall Gênio. O modelo facilitará a comunicação na plataforma digital de trabalho DingTalk, onde terá capacidade de redigir emails por conta própria, registrar o conteúdo de reuniões e elaborar planos de negócios. No fornecedor de dispositivos inteligentes Tmall Genie da Internet das Coisas (IoTs), Tongyi poderá interagir de forma mais fluida. A aplicação da IA nos serviços públicos na China A Inteligência Artificial na China tem sido usada não apenas para fins industriais e científicos, mas também para melhorar o bem-estar e o entretenimento das pessoas, oferecendo uma variedade de serviços e produtos baseados em IA que tornam a vida dos usuários mais fácil e conveniente. Com isso, o país vem empregando sistemas inteligentes para otimizar os serviços públicos, como o transporte público, o controle do tráfego, a prevenção de desastres e a administração urbana. O Apollo Go é um dos exemplos da aplicação da inteligência artificial, que visa melhorar a mobilidade, a segurança e a eficiência do transporte. O projeto foi lançado em 2017 e desde então tem evoluído para incluir diferentes cenários de condução, como rodovias, vias urbanas, áreas rurais e parques industriais. O serviço de táxi autônomo oferecido pela Baidu em algumas cidades da China, como Pequim, Xangai, Guangzhou e Chongqing, permite que os usuários solicitem um veículo autônomo por meio de um aplicativo móvel e sejam transportados para o destino desejado. Os veículos são equipados com sensores avançados, como câmeras, radares e sistema de sensoriamento remoto (LIDAR), que permitem que eles naveguem pelo trânsito complexo e lidem com situações imprevistas. Os veículos também contam com a supervisão remota de operadores humanos em caso de emergência. Créditos: China2Brazil Imagem principal: Rawpixel /Freepik
5 de janeiro de 2023
A estação do programa espacial chinesa terminou a estrutura em forma de T que consiste no módulo central de Tianhe e nos módulos de laboratório Wentian e Mengtian. A tecnologia digital impulsionou os processos de projeto, fabricação e teste durante a construção da configuração que pesa quase uma centena de toneladas. “A tecnologia digital melhorou a eficiência e a qualidade do desenvolvimento da estação espacial da China , encurtando seu ciclo de desenvolvimento em 30%”, disse Lin Xiaoqing, engenheiro-chefe de digitalização e tecnologia de fabricação inteligente da China Aerospace Science and Technology Corporation (CASC), ao China Media Group (CMG). Modelo CNC 3D O desenvolvimento da estação do programa espacial utiliza um modelo tridimensional (3D) de controle numérico computadorizado (CNC), que é uma fonte de dados unificada contendo informações de projeto, fabricação, teste e montagem. De acordo com Lin, o modelo é mais intuitivo e reduz o tempo de desenho e preparação do processo, especialmente para o desenvolvimento de produtos estruturais complexos. "A eficiência da preparação do processo e da programação do controle numérico foi muito melhorada, e a eficiência do desenvolvimento aumentou em mais de 50%", disse ele, acrescentando que o modelo 3D também unifica a fonte de dados do processo de desenvolvimento, o que ajuda a controlar a qualidade do produto. Estação espacial digital O sistema de estação espacial é altamente complexo, envolvendo múltiplas disciplinas e sistemas, tais como energia, meio ambiente, controle, informação e propulsão. Sua complexidade também reside no fato de que se um projeto for ajustado ou alterado, ele terá impacto sobre os sistemas vizinhos. A transposição do módulo é um passo vital para a montagem e construção final da estação espacial, disse Wang Xiang, comandante-chefe do sistema da Estação Espacial da China. “Os modelos cinéticos dos módulos da estação espacial vêm de diferentes departamentos. Por exemplo, temos um departamento responsável pelo projeto estrutural e outro responsável pelo desenvolvimento de grandes pranchas à vela. A transposição não só muda a postura da estação espacial como também muda como as pranchas à vela são irradiadas pelo sol, impactando assim a geração e fornecimento de energia”, explicou Wang à CMG. Desde o início do processo de projeto da estação espacial, foi estabelecido um conjunto de plataformas digitais de projeto colaborativo, onde uma simulação multidisciplinar abrangente pode ser realizada. Atualmente, a “estação espacial digital” é usada para o projeto e verificação dos planos de vôo da missão, bem como o monitoramento de dados em tempo real e a previsão do status em órbita da estação espacial. “Esta estação espacial digital tornou-se uma ferramenta muito eficaz para garantir e apoiar a operação segura da estação espacial no céu”, disse Wang. Fonte: Taizhang