20 de setembro de 2023
No primeiro semestre deste ano, a China celebrou um notável aumento de 5,4% no número de casamentos em comparação com o ano anterior. Essa reviravolta positiva pode ser atribuída, em grande parte, à redução do impacto da pandemia de Covid-19 , que impôs restrições a aglomerações. De acordo com dados recentes divulgados pelo Ministério de Assuntos Civis da China, um total de 3,9 milhões de casais oficializaram sua união nos primeiros seis meses de 2023. Essa reversão marca o fim de uma tendência de queda que perdurou por nove anos consecutivos, com o ano passado registrando apenas 6,8 milhões de casamentos, o número mais baixo desde 1986. Especialistas destacam que a Covid-19 e outros fatores levaram alguns casais a adiar seus planos de casamento do último trimestre de 2022 para o primeiro semestre de 2023, contribuindo significativamente para o aumento nos números durante o período de seis meses. A indústria de casamentos na China, especialmente nos setores de buffet e fotografia, sofreu um impacto considerável devido aos adiamentos causados pela pandemia. Alguns casais que se casaram no ano passado só conseguiram realizar seus banquetes neste ano, devido às restrições da Covid-19. Como resultado, observou-se uma notável recuperação nesse setor. Dados fornecidos pelo provedor de serviços online Meituan mostram um aumento no número de estúdios de fotografia de casamento e fornecedores de serviços de banquete de casamento desde o início do ano. As províncias de Guangdong, Jiangsu e Shandong destacaram-se como as três principais regiões para o consumo relacionado a casamentos. Além disso, houve um aumento substancial nas buscas por hotéis que oferecem espaço para festas de casamento no Baidu em maio, durante o feriado de cinco dias do Dia do Trabalho. As pesquisas por fotógrafos de casamento também cresceram significativamente, de acordo com dados do mecanismo de busca chinês. Em algumas regiões da China, as autoridades tomaram medidas para incentivar os casais a se casarem, oferecendo incentivos financeiros. Por exemplo, Changshan, uma cidade de nível de condado na província de Zhejiang, está fornecendo 1000 yuans (US$137) para casais que estão embarcando em seu primeiro casamento, desde que a mulher tenha 25 anos ou menos. O distrito de Shangyu em Shaoxing, também em Zhejiang, está seguindo o mesmo caminho, oferecendo 1000 yuans para cada casal recém-casado. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: CCTV Imagem principal: Buritora/ Adobe Stock
19 de julho de 2023
Este ano, o mercado de turismo doméstico da China apresentou uma recuperação gradual. De acordo com os dados divulgados recentemente pelo Ministério da Cultura e Turismo, com base nos resultados da pesquisa amostral de turismo doméstico, no primeiro semestre de 2023, o número total de viagens domésticas atingiu 2,384 bilhões, um aumento de 929 milhões em relação ao mesmo período do ano anterior, representando um crescimento de 63,9%. No primeiro trimestre, o número total de viagens domésticas foi de 1,216 bilhão, um aumento de 46,5% em relação ao mesmo período do ano anterior; no segundo trimestre, o número total de viagens domésticas foi de 1,168 bilhão, um aumento de 86,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. O aumento na receita do turismo superou o aumento no número total de viagens. No primeiro semestre de 2023, a receita do turismo doméstico (despesas totais com turismo) atingiu 2,3 trilhões de yuans, um aumento de 1,12 trilhão de yuans em relação ao ano anterior, quase dobrando. Os governos locais também implementaram políticas relevantes, como o "Plano de Implementação de Yunnan para Implementar a Estratégia de Expansão da Demanda Interna", que propõe a expansão de produtos e serviços turísticos diversificados, personalizados e sob medida; A cidade Chongqing iniciou o "Festival Nacional de Consumo de Verão de 2023 e Festival de Vida Noturna em Chongqing"; A cidade Henan emitiu diretrizes para a construção de estradas turísticas. Fonte: STCN Imagem principal: Wirestock/Freepik
16 de dezembro de 2020
Dados divulgados pelo National Bureau of Statistics (NBS) em 15 de dezembro mostraram que o valor agregado real das indústrias acima da escala nacional (limiar estabelecido pelo governo, entende-se como uma empresa de médio ou grande porte) cresceu 7% em novembro, 0,1 ponto percentual a mais do que em outubro e o maior desde maio de 2019. A taxa de desemprego caiu pelo quarto mês consecutivo, marcando a recuperação das atividades industriais. O desempenho excedeu ligeiramente as expectativas do mercado. Uma pesquisa recente com 15 instituições nacionais e internacionais realizada pela Caixin Media mostrou que a previsão média e mediana do crescimento do valor agregado industrial dos economistas para o novembro foram ambos de 6,9%, com uma faixa de previsão inferior e superior de 6,4% a 7,5%. Olhando para os dados econômicos de outubro e novembro, o crescimento econômico está basicamente em cerca de 7% para o quarto trimestre e espera-se que a taxa de crescimento anual exceda 2% para o ano de 2020 (a China crescia por volta de 7% a 6% nos últimos 5 anos). Analisando as expectativas para o crescimento econômico em 2021, muitas instituições esperam que fique em torno de 9%, com expectativas mais conservadoras em torno de 7,5%. Entretanto, com a incerteza externa ainda elevada, aumento mais rápido da alavancagem geral a partir das políticas mais flexíveis deste ano e pressões da dívida interna, a economia da China continua sob pressão. Setor de serviço também se recupera diante da pandemia O índice nacional de produção de serviços aumentou 8% em relação ao ano anterior, aumento de 0,6 ponto percentual em relação a outubro. Dados do comércio exterior da China supera as expectativas Os dados de exportação em novembro superaram muito as expectativas externas. A taxa de crescimento das exportações está crescendo constantemente desde que se tornou positiva em junho. Com base no crescimento de 11,4% em outubro, a taxa de crescimento das exportações da China em termos de dólar aumentou ainda mais para 21,1% em novembro. Isto está relacionado com a ressurgência da pandemia no exterior, o que provocou a demanda de materiais relacionados à prevenção e controle da pandemia e à "Home-Bound Economy". Além disso, a China também assumiu a transferência de ordens de produção de alguns dos países que teve a atividade industrial pausada. Fonte: caixin.com; 21caijing
11 de dezembro de 2020
Na Conferência Online da Standard Chartered 2021, ocorrida em 10 de dezembro, Ding Shuang, economista chefe da região China e Ásia do“Standard Chartered Bank” (Banco Britânico), estima-se que o crescimento econômico da China se recupere de 2,1% em 2020 para 8% em 2021. De acordo com Ding Shuang, quando e como retirar as políticas de estímulo introduzidas em resposta à pandemia, se tornou o foco da atenção atual do mercado chinês. Segundo Ding Shuang, é preciso estabelecer a retirada das políticas de estímulo como o tema da política macro, e evitar um o abismo político (interrupção drásticas de políticas que causam efeitos adversos). As políticas devem ser reduzidas em momentos e escalas certas, como a redução de orçamento público e fundos orçamentários do governo, incluindo a diminuição de créditos e a taxa de déficit estimado. Não há necessidade de aumentar as taxas de juros. De acordo com a previsão do Standard Chartered, a proporção da dívida da China como parte do PIB provavelmente aumentará moderadamente em 2021. Ding Shuang informou que a participação deve chegar a 285% até o final de 2021. Em 2019, a proporção era de 255% e em setembro de 2020 e aumentou para 280%. Ding Shuang disse que o crescimento econômico da China se recuperará acentuadamente em 2021 beneficiando-se dos impactos positivos da recuperação econômica global. Espera-se que a economia global recupere de uma taxa de crescimento negativo de -3,8% em 2020 para 4,8% em 2021. A tendência do crescimento da economia chinesa em 2021 pode mostrar uma alta no primeiro trimestre e uma breve retaguarda, pois o efeito negativo da retirada das políticas de estímulo vai surgir após o primeiro trimestre e à medida que os créditos/empréstimos e a taxa de déficit diminuem, a economia chinesa tem potencial de recuperar da breve retaguarda. Globalmente, a China continuará liderando a recuperação global em 2021, mas a diferença entre o crescimento chinês e o crescimento global diminuirá de 5,9 pontos percentuais em 2020 para 3,2 pontos percentuais em 2021. Fonte: 21caijing; caixin.com
30 de outubro de 2020
Recentemente o número de casos confirmados por dia da covid-19 atingiu um novo recorde na Europa. Atualmente, as pessoas já estão acostumadas com o home office, mas a reação que tiveram com o isolamento social foi bem diferente comparado com a primeira vez. Agora, elas estão comprando mais móveis para melhorar e diferenciar o ambiente de vida e trabalho. Os consumidores franceses escolheram a compra online porque as lojas e supermercados físicos na França estão com falta de estoques e o e-commerce foi uma das poucas formas de adquirir os produtos no momento. As exportações de móveis crescem drasticamente na China, as empresas expandem a capacidade de produção Afetada pelo fechamento de lojas no exterior, em março-abril deste ano, a Home bound Economy (termo surgido para ilustrar o consumo da vida home office) está voltando ao exterior, gerando um boom ainda maior nas compras online. A plataforma de comércio internacional da Alibaba, Aliexpress, por exemplo, em setembro, as vendas de móveis grandes aumentaram 3 vezes comparado com o ano passado. As vendas de cadeiras de escritório na Europa dispararam 500%, as vendas de sofás aumentaram mais de 200%, equipamentos de iluminação interna aumentaram mais de 50%, as lâmpadas UV germicidas aumentaram quase 200% ao ano. Além de móveis e lâmpadas, outras categorias domésticas também obtiveram crescimento acentuado. No mercado francês, houve um grande procura por luzes de suporte para o cultivo de vegetais, esta categoria aumentou 129%. A epidemia também estimulou o fenômeno de DIY (design próprio), os equipamentos para a atividade como mini motosserras aumentaram 258%; os utensílios de panificação, de café na França também tiveram um crescimento de 50% e 150%, respectivamente. O líder da categoria de indústria de móveis da AliExpress, Ding Huiying, disse aos repórteres da 21st Century Business Herald (CBH), que o aumento das exportações de móveis foi um imprevisto, muitos pedidos de fábrica foram agendados para o ano seguinte. Isso aconteceu, pois após o controle efetivo da epidemia da China, as exportações de manufaturados da China apresentaram flexibilidade; por outro lado, a China é o maior produtor mundial de móveis, a capacidade de produção foi responsável por mais de 25% da participação global. É também o maior exportador de móveis. Encomendas do comércio exterior migram de offline para online Foi relatado que em 28 de outubro, foi estabelecido em Foshan o primeiro armazém de contêineres de exportação de produtos de grande escala em peso e tamanho, o que supre a ineficiências da logística de exportações para produtos acima de 30 kg. Agora os comerciantes podem parear entre eles e montar um container para exportar juntos os produtos, dessa forma estimam que os custos logísticos podem ser reduzidos de até 70%. Ding Huiying explicou que no futuro, sejam compras de motocicletas elétricas, camas, sofás e outros itens com grande escala de peso e de tamanho, ou banheiras chinesas, banheiros, azulejos e outras mercadorias frágeis, podem ser adquiridos com um clique e a distribuição do produto acontecera através dos produtos estocados nos armazéns. Ela apresentou também que neste ano, no evento da Double Elevem, a Aliexpress e a empresa logística CAINIAO irão preparar 300 aeronaves para exportar as mercadorias chinesas ao redor do mundo, com uma frequência em média de 20 aeronaves a cada 2 semanas. Fonte: 21caijin
27 de outubro de 2020
Com a recuperação econômica do terceiro trimestre e o estímulo do evento de compras online do Dia dos Solteiros 11/11 (Double Eleven), as encomendas das fábricas de manufaturados aumentaram e em muitos lugares empresas começaram a competir pela mão de obra, oferecendo salários acima do preço de mercado. Zhou Feng, chefe de uma empresa de recursos humanos focada no recrutamento de operários, disse ao 21st Century Business Herald (CBH) que recentemente recrutou operários com um salário mensal de 8 mil yuans (R$ 6728,60) para uma fábrica de eletrônicos na província de Jiangsu. Os trabalhadores foram arrebatados pela fábrica de eletrônicos ao lado com um salário mensal de 10 mil yuans (R$ 8410,75) assim que chegaram ao local. Zhang Yi, diretor do Departamento de Estatísticas da População e Emprego do Escritório Nacional de Estatísticas (NBS), publicou recentemente um artigo explicando que após entrar no terceiro trimestre, à medida que a economia continua a se recuperar, vários indicadores econômicos melhoraram significativamente, o que lançou uma base importante para a estabilidade do emprego. Zhang Yi diz: "No terceiro trimestre, a produção industrial continuou a se recuperar, com o valor agregado das indústrias aumentando 5,8% em relação ao primeiro semestre do ano que diminuiu 1,3%; o consumo melhorou com total das vendas de bens de consumo no varejo aumentando 0,9% em relação ao primeiro semestre do ano que diminuiu 11,4%, esses fatores levaram à melhora da empregabilidade". O Escritório Nacional de Estatísticas divulgou dados sobre o mercado consumidor da China, os impactos da pandemia já foram recuperados e as vendas totais de bens de consumo no varejo registraram, em setembro, cerca de 3,53 trilhões de yuans (R$2,97 trilhões), 3,3% a mais que no ano anterior, o impulso da recuperação acelerou-se significativamente. Fonte: 21caijn
19 de outubro de 2020
Em 19 de outubro, o Escritório Nacional de Estatísticas da China (NBS) divulgou dados mostrando que, nos três primeiros trimestres, 8,98 milhões de pessoas foram empregadas na área urbana de todo o país, completando 99,8% da meta anual. Em setembro, a taxa de desemprego urbano foi de 5,4%, 0,2 pontos percentuais abaixo da taxa de agosto. Além disso, nos três primeiros trimestres, a renda disponível per capita do país foi de 23.781 yuans (R$ 27.425,98), um aumento de 3,9% nominalmente em termos anuais e de 0,6% em termos reais após a dedução da inflação, tornando-se positiva pela primeira vez durante o ano. Separando entre zona urbana e rural, a renda disponível per capita dos residentes urbanos foi de 32.821 yuans (R$27.400,94), um aumento nominal de 2,8% e uma diminuição real de 0,3%. A renda disponível per capita dos residentes rurais foi de 12.297 yuans (R$10.266,27), um aumento nominal de 5,8% e um aumento real de 1,6%. A relação de renda disponível per capita dos residentes urbanos e rurais foi de 2,67, uma diminuição de 0,08 em relação ao mesmo período do ano anterior, significa que a renda na zona rural se aproximou da urbana. Liu Aihua, responsável de um dos departamentos da NBS, focou na questão da empregabilidade dos graduados universitários e trabalhadores rurais que migraram para cidades. “A partir dos dados que monitoramos, a pressão é diminuída sobre a empregabilidade dos graduados universitários em setembro e a situação está melhorando. No início deste ano, sob o impacto da epidemia, muitas empresas pararam de trabalhar e as atividades de recrutamento foram suspensas, o que trouxe uma pressão alta sobre os graduados universitários. Em setembro, a taxa de desemprego das pessoas de 20-24 anos na faculdade caiu 2,4 pontos percentuais em relação ao mês anterior". O Relatório de Trabalho do Governo de 2020, estabelece uma meta de "mais de 9 milhões de novos empregos urbanos e uma taxa de desemprego urbano de cerca de 6%". A economia chinesa recuperou-se mais rápido que a expectativa, completando a meta nos 3 primeiros trimestres. Fonte: 21caijin
14 de outubro de 2020
O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou nesta terça-feira, 13, uma nova previsão sobre a economia global, afirmando que a mesma continuará a passar por uma profunda recessão em 2020. A China, por outro lado, é o único país do mundo a alcançar um crescimento positivo em 2020, segundo o FMI, que prevê um crescimento de 1,9% em 2020 e de 8,2% em 2021. A estimativa do FMI para a economia global está mais positiva do que os dados revelados em junho, estima em um crescimento negativo de 4,4%, aumentando 0,5 percentuais. Além disso, espera ter um crescimento da economia global em 3,9% no ano de 2021. O FMI relata que a economia global ainda está em recessão, a principal razão para a revisão ascendente do crescimento econômico mundial deste ano são os dados econômicos melhores do que o esperado do segundo trimestre, e há sinais de uma recuperação mais forte no terceiro trimestre. Mas isto se deve a medidas de estímulo extraordinárias. Os governos e bancos centrais do mundo inteiro já forneceram cerca de US$ 12 trilhões (R$ 66,65 trilhões) em apoio financeiro às famílias e empresas, por outro lado, o FMI alerta aos países sobre a acumulação de riscos financeiros a médio prazo que estas medidas trazem. O Diretor Geral do FMI, Kristalina Georgieva, acredita que a economia global está se recuperando do abismo da crise, todos os países embarcarão agora em um "longo caminho de escalada", que será um processo difícil, longo, acidentado, cheio de incertezas e altamente vulnerável à regressão. FMI prevê uma recessão de 5,8% dos países desenvolvidos este ano, incluindo uma recessão de 4,3% nos Estados Unidos, uma recessão de 8,3% na zona do euro e uma recessão de 9,8% no Reino Unido. Os países emergentes sofrerão uma recessão de 3,3%. FMI apontou que "a China está se recuperando mais rápido do que o esperado", dizendo que a atividade econômica normalizou mais rápido do que o esperado após a reabertura da maioria das áreas no início de abril, em meio a um forte apoio político e flexibilidade nas exportações, o crescimento do segundo trimestre do PIB foi surpreendentemente positivo. O FMI já financiou 81 países com mais de US$280 bilhões em empréstimos para ajudá-los a superar a crise, e incentivou os países a construírem uma economia mais resiliente e flexível que são necessárias para uma recuperação forte e sustentável. A economista chefe do FMI Gita Gopita disse que, para assegurar uma recuperação econômica sustentada, é necessário primeiro fortalecer a cooperação internacional para extinguir a crise de saúde pública causado pela COVID-19. Fonte: caixin.com; CCTV news
24 de junho de 2020
https://youtu.be/cnvuvARCHng Com a retomada da vida normal depois da pandemia do coronavírus, algumas cidades chinesas decidiram apostar nas feiras noturnas como uma forma de reanimar a economia local. Vendedores informais puderam retomar seus negócios e estão otimistas com a economia chinesa. As feiras noturnas oferecem comida local, vendas de artigos variados, e atrações de entretenimento como música e brinquedos para crianças. Leia também: Comércio informal ajuda a reacender economia chinesa Fonte: XINHUANET