27 de outubro de 2025
A Airbus inaugurou nesta semana uma nova linha final de montagem (Final Assembly Line) para aeronaves da família A320 em Tianjin, cidade portuária no norte da China. A expansão marca os 40 anos de presença da fabricante europeia no país e reforça a tendência de grandes empresas estrangeiras que seguem ampliando seus investimentos na segunda maior economia do mundo. A nova instalação reflete a confiança da Airbus no mercado de aviação chinês, na estabilidade da cadeia de suprimentos local e no ambiente de negócios do país. A participação da empresa no mercado chinês cresceu de cerca de 20% em 2008 para mais de 50% atualmente, fazendo da China o maior mercado individual da Airbus para aviões comerciais. “Com a segunda linha de Tianjin, ganhamos a flexibilidade e a capacidade necessárias para atingir nossa meta de montar 75 aeronaves da família A320 por mês até 2027”, afirmou o CEO da Airbus, Guillaume Faury, durante a cerimônia de inauguração. O projeto foi lançado após um acordo firmado em abril de 2023, durante o encontro dos líderes da China e da França, e teve a construção iniciada em setembro do mesmo ano. A obra foi concluída em ritmo acelerado, o que Faury descreveu como um exemplo da “velocidade chinesa”. O embaixador da União Europeia na China, Jorge Toledo Albiñana, que participou da cerimônia de lançamento da pedra fundamental dois anos antes, classificou o projeto como um caso exemplar de cooperação entre a China e a União Europeia, destacando o intercâmbio em design, inovação e qualificação técnica. Além da Airbus, outras multinacionais também estão ampliando sua atuação na China. Em 15 de outubro, o CEO da Apple, Tim Cook , anunciou novos investimentos no país. No dia 14, o CEO da Pfizer , Albert Bourla, informou que 30% da pesquisa e desenvolvimento global da empresa na última década ocorreu na China. No mesmo período, John Waldron, presidente e diretor de operações do Goldman Sachs, destacou que a instituição concluiu operações relevantes de mercado de capitais para companhias chinesas em 2025. Segundo o Ministério do Comércio da China, o investimento estrangeiro direto efetivamente utilizado somou US$708,73 bilhões nos últimos cinco anos, até junho de 2025. Já um relatório da Câmara Americana de Comércio em Xangai apontou que 71% das empresas norte-americanas no país registraram lucro em 2024, cinco pontos percentuais acima do ano anterior. Apesar das tensões globais e da reconfiguração das cadeias produtivas, a economia chinesa manteve crescimento constante. O PIB superou as marcas de RMB 110 trilhões, RMB 120 trilhões e RMB 130 trilhões nos últimos cinco anos e deve alcançar cerca de RMB 140 trilhões em 2025. A China continua responsável por cerca de 30% do crescimento econômico global. Dan Watkins, CEO da J.P. Morgan Asset Management Ásia-Pacífico, classificou a China como um “supercontribuidor” para a estratégia regional da instituição. Ele afirmou que a meta é dobrar os ativos sob gestão na região, chegando a US$600 bilhões nos próximos cinco anos. Durante encontro com Guillaume Faury em 21 de outubro, em Pequim, o ministro do Comércio da China, Wang Wentao, afirmou que o país manteve a expansão de seu mercado interno, consolidando-se como o segundo maior mercado consumidor e o segundo maior importador do mundo. Wang destacou ainda que a China continuará a investir em modernização e em novas forças produtivas de alta qualidade, criando novas oportunidades para empresas estrangeiras, como a Airbus. Fonte: gmw.cn
17 de abril de 2024
Uma feira com mais de 4 mil marcas de 71 países e regiões realizada em Haikou, na província de Hainan, no sul da China, de 13 a 18 de abril, despertou otimismo de empresas multinacionais com o potencial do mercado de consumo chinês. Empresários do mundo todo presentes na quarta edição da China International Consumer Products Expo afirmam que continuarão a investir no país e esperam integrar ainda mais o mercado chinês através da exposição e aproveitar as oportunidades de desenvolvimento no país. Desde a primeira edição da exposição em 2021, a fabricante francesa de licores e vinhos Pernod Ricard participou quatro vezes consecutivas. Segundo o jornal chinês China Daily, a Pernod Ricard afirmou que continuará a se concentrar no mercado de Hainan, contribuindo para o desenvolvimento sustentável local. Assim como o grupo de cosméticos Estée Lauder, que considera Hainan um dos destinos turísticos mais populares, oferecendo amplas oportunidades de crescimento para marcas de varejo globais. O centro de pesquisa e desenvolvimento da Estée Lauder em Xangai também planeja desenvolver mais produtos de beleza que atendam às necessidades dos consumidores chineses. Chen Kai, presidente da Ernst & Young China e CEO da Grande China, afirmou que a China é um motor importante para o crescimento econômico global e que a política de abertura ao exterior da China fornecerá mais “impulso” para os investidores globais explorarem esse vasto mercado. Ele acredita que o investimento estrangeiro na China manterá um desenvolvimento de alta qualidade este ano. A Volkswagen Group (China) apresentou 13 modelos de carros na exposição deste ano, e Zhang Lan, vice-presidente de vendas do grupo, afirmou: “A Volkswagen Group (China) chegou a um acordo de cooperação adicional com o governo da província de Hainan e com operadores locais de gerenciamento de carregamento de eletricidade veicular. O desenvolvimento da Zona de Livre Comércio de Hainan traz amplas oportunidades para o grupo, e a empresa está comprometidos em contribuir positivamente para a mobilidade verde e o desenvolvimento sustentável em Hainan.” Segundo Rainer Kern, vice-presidente e CFO da Kärcher China, fornecedora alemã de equipamentos de limpeza e soluções de limpeza, “O mercado chinês tem um grande potencial, amplo espaço de desenvolvimento e uma variedade crescente de cenários de aplicação para novos produtos e tecnologias”. “Estamos otimistas com o potencial de desenvolvimento do mercado chinês, disse. Fonte: chinadaily.com.cn Imagem principal: Yang Guanyu/ Xinhua
25 de março de 2024
Em 24 de março, o Ministro do Comércio da China, Wang Wentao, se reuniu com a presidente do Conselho de Administração e CEO da empresa de semicondutores AMD dos Estados Unidos, Lisa Su, o presidente e CEO Global da Medtronic, Geoff Martha, e o presidente e CEO da ExxonMobil, Darren Woods. O encontro entre representantes do ministro do Comércio chinês com vários líderes de empresas multinacionais, tem transmitido um sinal positivo de que a China está comprometida em expandir a abertura, acolhendo investidores estrangeiros para se estabelecer na China. “A abertura é uma característica marcante da China contemporânea. O governo chinês está empenhado em otimizar o ambiente de negócios e fornecer serviços de garantia para as operações e investimentos de empresas estrangeiras”, disse Wang Wentao. Empresas estrangeiras demonstram confiança no investimento na China “A China já é um mercado insubstituível”, disse o presidente da McKinsey para a China, Joseph Luc Ngai, durante o Fórum de Desenvolvimento da China de 2024. Ele afirmou que “o mercado chinês não apenas é vasto em escala, mas também está melhorando gradualmente em qualidade. A demanda por investimentos na China por parte de investidores estrangeiros continua forte, e a competição é ainda mais acirrada.” Dados do Ministério do Comércio mostram que, nos meses de janeiro e fevereiro de 2024, foram estabelecidas 7.160 novas empresas de investimento estrangeiro em todo o país, um aumento de 34,9% em relação ao ano anterior. Recentemente, vários executivos de empresas estrangeiras expressaram sua firme intenção de investir na China. O presidente e CEO da Micron Technology, Sanjay Mehrotra, declarou que planeja expandir os investimentos no país para atender às demandas dos clientes chineses e contribuir para o desenvolvimento da indústria de semicondutores e da economia digital na China. O presidente e CEO da Wacker Chemicals, Christian Hartel, afirmou que a Wacker Chemicals considera a China como um dos mercados mais importantes e continuará investindo firmemente no país, contribuindo para a transição verde e de baixo carbono nas indústrias química, automotiva e energética. Em 23 de março, o Ministério do Comércio realizou uma mesa redonda com empresas estrangeiras do setor farmacêutico. Executivos globais de empresas como Bristol-Myers Squibb, GlaxoSmithKline, Danaher, Pfizer, AbbVie, Sanofi, Takeda Pharmaceutical, Gilead Sciences e Merck, juntamente com representantes da Associação Americana de Pesquisa e Fabricação de Medicamentos, participaram da reunião. Os executivos das empresas presentes expressaram confiança no futuro desenvolvimento econômico da China e no bom ambiente de negócios, reafirmando assim sua determinação em investir no país. De acordo com dados do Ministério do Comércio, nos meses de janeiro e fevereiro de 2024, o investimento em indústrias de alta tecnologia na China atingiu RMB 71,44 bilhões, representando 33,2% do total de investimento estrangeiro real, dos quais RMB 28,27 bilhões foram investidos na indústria de alta tecnologia manufatureira, um aumento de 10,1% em relação ao ano anterior. Os setores da construção, atacado e varejo também registraram aumentos de 43,6% e 14,5%, respectivamente, no investimento estrangeiro real. Nos últimos anos, os centros de pesquisa e desenvolvimento (P&D) estrangeiros se tornaram um “termo quente” para atrair investimentos estrangeiros. Em 12 de março, a Apple anunciou a expansão do seu laboratório de pesquisa de aplicativos na China para apoiar a fabricação de produtos. Até o momento, a Apple investiu mais de RMB 1 bilhão em seu laboratório de pesquisa de aplicativos. Além da Apple, o Vice-Presidente Executivo e Presidente da China e Ásia Oriental da Schneider Electric, Yin Zheng, afirmou que a China, como um dos quatro principais centros de P&D globais da empresa, é uma “fonte importante de inovação e um centro de desenvolvimento crucial”. O Presidente do Conselho da indústria química alemã Evonik, Christian Kullmann, declarou que a China se tornou um mercado estratégico importante e um centro de P&D fundamental para a empresa. Cada vez mais empresas estrangeiras estão intensificando seus investimentos em centros de P&D e inovação na China. De acordo com dados da Comissão de Comércio de Xangai, somente em 2023, 30 novos centros de P&D estrangeiros foram estabelecidos em Xangai, totalizando 561 centros de P&D estrangeiros reconhecidos em toda a cidade até o final de 2023. O “Plano de Aprimoramento dos Centros de P&D Estrangeiros em Xangai”, recentemente divulgado pela cidade, entrou em vigor em 15 de março, com o objetivo de atrair e apoiar a concentração e a melhoria dos centros de P&D estrangeiros em Xangai, impulsionando o desenvolvimento de alta qualidade do investimento estrangeiro e melhorando o serviço à construção do Centro Internacional de Inovação Científica e Tecnológica de Xangai. Especialistas afirmam que, à medida que a China continua a aumentar sua abertura ao exterior, as empresas multinacionais estão buscando novas oportunidades, transformando seus investimentos na China de “fábricas de manufatura” para “ sedes de P&D ”, tornando-se a escolha de mais empresas estrangeiras. Fonte: cs.com.cn Imagem principal: Zenstock/ Freepik