23 de janeiro de 2026
O presidente da China, Xi Jinping, conversou por telefone com o presidente do Brasil , Luiz Inácio Lula da Silva, na manhã de 23 de janeiro. O diálogo teve como foco o aprofundamento das relações bilaterais e a coordenação entre os dois países em temas internacionais. Durante a conversa, Xi afirmou que, em 2024, China e Brasil elevaram oficialmente a parceria bilateral ao nível de uma comunidade de futuro compartilhado. Segundo ele, ao longo do último ano, os dois países avançaram na articulação de suas estratégias de desenvolvimento e ampliaram a cooperação em diferentes áreas, consolidando um modelo de colaboração entre países do Sul Global. Xi destacou que 2026 marca o início do 15º Plano Quinquenal da China, período em que o país pretende ampliar a abertura econômica e promover o desenvolvimento de alta qualidade. De acordo com o presidente chinês, esse cenário cria novas oportunidades para a cooperação sino-brasileira. A China manifestou interesse em aprofundar a cooperação econômica, comercial e tecnológica com o Brasil, com o objetivo de ampliar os resultados práticos da parceria bilateral. O presidente chinês também abordou o contexto internacional, marcado por instabilidade e incertezas. Segundo Xi, China e Brasil exercem papel relevante na defesa da paz, da estabilidade internacional e na reforma da governança global. Ele afirmou que os dois países devem atuar de forma coordenada para defender os interesses comuns do Sul Global, apoiar o papel central das Nações Unidas e promover a justiça e a equidade no sistema internacional. Xi reiterou ainda o compromisso da China em fortalecer as relações com a América Latina e o Caribe. Na conversa, Lula afirmou que a visita de Xi Jinping ao Brasil, em 2024, contribuiu para elevar a relação bilateral e ampliar a cooperação entre os dois países. Segundo o presidente brasileiro, o novo patamar da parceria impulsionou avanços em áreas estratégicas e abriu espaço para maior integração entre China, Brasil e América Latina. Lula destacou que Brasil e China atuam como defensores do multilateralismo e do livre comércio. Diante do atual cenário internacional, o presidente afirmou que o Brasil pretende intensificar a coordenação com a China, fortalecer a cooperação no âmbito dos BRICS, apoiar a autoridade das Nações Unidas e contribuir para a manutenção da paz e da estabilidade regionais e globais. Fonte: gmw.cn
14 de abril de 2023
O secretário do Partido Comunista de Xangai, Chen Jining, recebeu nesta quinta-feira a comitiva liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em visita à cidade chinesa . Chen destacou que a China e o Brasil são exemplos de países em desenvolvimento que trabalham juntos e cooperam em solidariedade. Chen afirmou que o presidente Lula é um velho amigo do povo chinês e que sua visita oficial, a convite do presidente Xi Jinping, certamente impulsionará a relação estratégica abrangente entre as duas nações. Xangai é o centro econômico da China e a cidade está empenhada em aprofundar a reforma de alta qualidade e o desenvolvimento aberto, acelerando a construção de centros internacionais de economia, finanças, comércio, navegação e inovação tecnológica. Xangai tem uma relação amistosa com a cidade de São Paulo e estabeleceu relações de intercâmbio com o Rio de Janeiro. Chen expressou o desejo de que, sob a orientação estratégica dos líderes dos dois países, a cooperação entre Xangai e as cidades brasileiras possa ser melhorada. O representante chinês disse esperar que a cooperação nas áreas de economia, comércio, ciência e tecnologia, indústria, energia e outros campos possa ser reforçada para promover juntos a transformação urbana e o desenvolvimento verde e com baixo carbono. O presidente Lula afirmou estar muito satisfeito em visitar Xangai e agradeceu a recepção calorosa. O Brasil valoriza muito o desenvolvimento das relações com a China, e esta visita oficial ao país, assim como a reunião com o presidente Xi Jinping, ajudará a consolidar ainda mais a parceria estratégica entre Brasil e China. Lula espera aprofundar a cooperação em áreas como economia, comércio, ciência e tecnologia, educação e intercâmbio cultural entre os dois países, especialmente entre as cidades brasileiras e chinesas, e criar juntos um futuro melhor. Fonte: Jiefang Daily Imagem principal: Gao Feng/ Xinhua
14 de abril de 2023
Durante sua visita de Estado à China, o presidente do Brasil , Lula, afirmou em entrevista exclusiva por escrito à Xinhua que as relações entre Brasil e China são importantes tanto para os dois países quanto para o mundo. Ele enfatizou o papel dos países do BRICS na construção de uma ordem internacional mais democrática e inclusiva. "Manter as características e a coerência desse mecanismo é crucial, o que significa apoiar o multilateralismo e promover um papel mais importante dos países em desenvolvimento no sistema internacional", disse. Ao recordar seus mais de 20 anos de interação com a China, Lula afirmou: "Quando visitei Pequim pela primeira vez, ninguém poderia imaginar que as relações entre Brasil e China teriam tanta importância hoje". O comércio entre Brasil e China cresceu constantemente desde que Lula foi eleito pela primeira vez em 2003. "A China se tornou o principal parceiro comercial do Brasil; e além do setor econômico, as relações políticas entre os dois países também continuam a se aprofundar", afirmou Lula. De acordo com estatísticas brasileiras, o comércio bilateral entre Brasil e China ultrapassou US$ 100 bilhões por cinco anos consecutivos até 2022, com a China sendo o maior parceiro comercial do Brasil por 14 anos consecutivos. Ao falar sobre as relações econômicas e comerciais entre Brasil e China, Lula não economizou elogios. Ele disse: "Nossas exportações para a China são maiores do que nossas exportações combinadas para os Estados Unidos e a União Europeia. A China é atualmente o principal motor da agricultura brasileira, e espero que a China se torne um poderoso motor para a reindustrialização do Brasil". Lula expressou o desejo de cooperação entre Brasil e China para promover o desenvolvimento econômico sustentável do Brasil. Ele disse que há um enorme potencial de cooperação entre os dois países em biocombustíveis e hidrogênio verde, e que é necessário trabalhar ainda mais duro na inovação tecnológica para transformar o conhecimento científico avançado em aplicação prática. Na entrevista, ele afirmou que o governo brasileiro está trabalhando para melhorar a infraestrutura nacional, incluindo portos, aeroportos, rodovias, ferrovias e energia. "Há um grande espaço para cooperação e investimento com a China nesses campos", afirmou. Lula elogiou o modelo de modernização da China. "O sucesso da modernização chinesa demonstra que não existe uma fórmula única para o desenvolvimento, cada país deve seguir seu próprio caminho de acordo com os desafios históricos e suas próprias forças", afirmou. O presidente destacou que o Brasil está empenhado em construir uma "estrada de modernização brasileira", que combina o crescimento econômico, a redução da pobreza e desigualdade social, e a garantia da sustentabilidade dos recursos naturais. "Queremos alcançar o crescimento com justiça social, sustentabilidade ambiental e respeito à democracia e aos direitos humanos", afirmou. Lula acredita que na área de governança global, a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas explana de forma abrangente a transformação do ideal de desenvolvimento sustentável em prosperidade compartilhada por todos, sendo um bom guia de ação para áreas relacionadas. Ele sugere que Brasil e China coordenem mais em organizações internacionais e multilaterais, como a Organização Internacional do Trabalho, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura e a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação. Lula acredita que a cooperação Brasil-China é importante para enfrentar as mudanças climáticas. "A mudança climática é uma ameaça real, especialmente para os mais vulneráveis, e pode prejudicar nossos esforços para erradicar a pobreza e a fome", disse Lula. "O Brasil e a China podem avançar na transição para uma economia de baixo carbono. O Brasil tem uma matriz energética limpa que pode ser expandida e combinada com investimentos chineses." Lula também espera que a China desempenhe um papel na promoção da integração regional na América Latina e no Caribe. "Sem estradas, ferrovias, linhas de transmissão de energia, telecomunicações, bem como conexões aéreas e marítimas, a integração regional é impossível", disse Lula. "A China pode desempenhar um papel ativo em ajudar a integrar a infraestrutura da região." Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Xinhua Imagem principal: Ricardo Stuckert/ Gov.br
12 de abril de 2023
O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva inicia nesta quarta-feira sua visita de quatro dias à China. É esperado que a viagem eleve as relações bilaterais, tanto políticas quanto econômicas, a um novo patamar e contribua com energia positiva para a complexa situação internacional. Acompanhado por centenas de empresários, governadores estaduais, congressistas e ministros, Lula fará sua terceira visita oficial à China como presidente do Brasil . A visita estava originalmente marcada para março, mas foi adiada devido às condições de saúde de Lula. Também será a primeira viagem de Lula fora do Hemisfério Ocidental desde que assumiu o terceiro mandato em 1º de janeiro. Sua visita o levará a Xangai e Pequim. Em Xangai, ele participará da inauguração da ex-presidente brasileira Dilma Rousseff como chefe do Novo Banco de Desenvolvimento do BRICS. Em Pequim, Lula se encontrará com o presidente Xi Jinping, o primeiro-ministro Li Qiang e Zhao Leji, presidente do Comitê Permanente do Congresso Nacional do Povo, o principal órgão legislativo do país. "Os dois lados mantiveram comunicação próxima sobre a visita", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Wang Wenbin, na terça-feira. "O fato de Lula liderar uma grande delegação à China em sua visita de estado tão logo após sua recuperação indica a importância elevada que ambos os lados atribuem a essa visita e a nossas relações bilaterais." A China está pronta para trabalhar com o Brasil e aproveitar esta visita como uma oportunidade para atualizar a cooperação mutuamente benéfica e amistosa em vários setores e trazer mais energia para que os países em desenvolvimento coordenem em unidade e lidem conjuntamente com os desafios globais, disse Wang. De acordo com uma declaração do escritório de imprensa de Lula, cerca de 20 acordos bilaterais devem ser assinados durante a visita. A relação China-Brasil tem sido mais próxima e o comércio aumentou de forma contínua e sustentável desde 2004, quando Lula visitou Pequim pela primeira vez. Em 2009, ele visitou a China pela segunda vez. A China tem sido o maior parceiro comercial do país sul-americano desde 2009. Segundo a Administração Geral de Alfândegas, o comércio bilateral alcançou US$ 171,49 bilhões em 2022, um aumento anual de 4,9%. "Durante a visita, espera-se que os dois países consolidem a base da cooperação existente em setores tradicionais, como construção de infraestrutura, agricultura e mineração, e expandam a cooperação em novas áreas, incluindo a economia verde, economia digital e alta tecnologia", disse Wang Youming, diretor do Instituto de Países em Desenvolvimento do China Institute of International Studies. A cooperação bilateral já rendeu frutos antes da chegada de Lula. Em 7 de fevereiro, o Banco Popular da China, o banco central do país, assinou um memorando de cooperação com o Banco Central do Brasil para estabelecer acordos de compensação em renminbi no Brasil, uma medida que impulsionará a facilitação do comércio e do investimento bilateral. Desde o estabelecimento das relações diplomáticas há quase meio século , as relações entre a China e o Brasil mantiveram um crescimento constante em meio às mudanças no cenário internacional e alcançaram resultados frutíferos na cooperação prática em diversos setores, estabelecendo um bom exemplo para os principais países em desenvolvimento que buscam o desenvolvimento conjunto por meio da solidariedade e colaboração. De acordo com Wang do CIIS, o desenvolvimento das relações China-Brasil ajudará a impulsionar a cooperação da China com a América Latina e a aprofundar as relações da China com organizações regionais como a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos. "Em um momento em que o cenário internacional está sofrendo volatilidade sistemática e o sistema de governança global está fragmentado, a coordenação e as interações entre os dois países em questões globais quentes também revelarão as opiniões independentes dos países em desenvolvimento e importantes economias emergentes no que diz respeito à segurança global e à ordem internacional", acrescentou. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Diário do Povo Imagem principal: Ricardo Stuckert/ Divulgação Gov.br
20 de março de 2023
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva do Brasil visitará a China, de 26 a 31 de março, acompanhado de uma delegação de mais de 200 empresários. É esperado que a cooperação com a China seja fortalecida em várias áreas, tais como economia verde, economia digital, alta tecnologia e Mercosul. A grande questão e preocupação da comunidade internacional é se o Brasil, como o maior país em desenvolvimento dos hemisférios oriental e ocidental, assinará o acordo da “Iniciativa do Cinturão e Rota” (Belt and Road Initiative, BRI, na sigla em inglês) com a China, o que levará a um novo “boom político e econômico” entre os dois países. Este ano marca o 10º aniversário da BRI, e 21 países latino-americanos já assinaram acordos de cooperação BRI com a China. Embora a China tenha sido o maior parceiro comercial do Brasil desde 2009, e de acordo com estatísticas aduaneiras chinesas, o comércio bilateral entre o Brasil e a China será de US$ 171,49 bilhões em 2022, dos quais as exportações chinesas serão de US$ 61,97 bilhões. O ex-presidente Jair Bolsonaro adotou uma política pró-ocidental e distante da China, o que levou a uma situação de “economia quente e política fria” entre o Brasil e a China. Entretanto, devido à política pró-ocidental e distante da China do último presidente, o Brasil e a China haviam estado anteriormente em uma situação de “economia quente e política fria”, e o Brasil não havia assinado um acordo de cooperação com a China no acordo da “Iniciativa do Cinturão e Rota”, como fizeram a Argentina, o Chile e outros grandes países latino-americanos. Acredita-se que a assinatura do acordo da “Iniciativa do Cinturão e Rota” com a China ajudará a impulsionar os setores econômico, tecnológico e social do Brasil, reforçando ainda mais a cooperação com a China em áreas como nova infraestrutura, nova energia, e novos mercados. A viagem de Lula à China terá uma delegação de 27 deputados, 12 senadores, governadores estaduais e ministros, assim como mais de 200 empresários de mais de 140 indústrias. A delegação brasileira incluirá representantes empresariais de uma ampla gama de setores, incluindo infraestrutura, bancos, agronegócios, alimentos, vestuário e calçados, telecomunicações e inovação digital. Desenvolvimento da economia digital Em primeiro lugar, a cooperação na nova infraestrutura será reforçada. Embora o Brasil tenha uma população de 215 milhões de habitantes, uma taxa de penetração da Internet de 76% e uma taxa de penetração dos smartphones de 68%, a “nova infraestrutura” do país, representada pela tecnologia 5G, inteligência artificial, internet industrial e internet das coisas, ainda não é capaz de atender às necessidades de desenvolvimento econômico e social. Em resposta, o governo brasileiro desenvolveu uma estratégia e um plano para o desenvolvimento da economia digital, esperando torná-la um novo ponto de crescimento econômico através de tecnologias inovadoras como redes 5G, centros de dados e inteligência artificial. Embora a cúpula do G7, liderada pelos Estados Unidos, tenha emitido um comunicado conjunto em 2021 para estabelecer a parceria Build Back Better World, que planeja investir mais de US$ 40 trilhões para atender às necessidades de infraestrutura dos países em desenvolvimento, o governo não conseguiu atender a essas necessidades. Entretanto, desde seu início, o plano só tem sido ouvido. Ao mesmo tempo, a economia digital da China vem crescendo nos últimos anos, com a indústria continuando a crescer em ritmo acelerado e ocupando o segundo lugar no mundo há vários anos. Portanto, se o Brasil e a China fortalecessem sua cooperação no novo setor de infraestrutura e assinassem um acordo de cooperação para a construção da Rota da Seda Digital, isso ajudaria o Brasil a aprofundar seus esforços no novo setor de infraestrutura e impulsionaria o desenvolvimento da economia digital. Novas energias Em relação à estrutura de geração de energia do Brasil, a hidroeletricidade responde por mais de 60%. A situação atual de dependência da geração de energia hidrelétrica torna o fornecimento de eletricidade do Brasil desigualmente distribuído e vulnerável a condições climáticas extremas. Além da energia hidrelétrica, o Brasil é rico em recursos de energia solar e eólica. O Brasil tem uma intensidade luminosa média de 4,5 a 6,3 kWh/m2 por dia e um potencial de energia solar de 114 GW. O Brasil é também um dos países mais ricos em termos de energia eólica, com um potencial de 143 GW. Por esta razão, o governo brasileiro está encorajando o desenvolvimento da geração de energia não-hidro renovável e estabeleceu uma meta de aumentar a participação do país na geração de energia não-hidro renovável para 28% a 33% até 2030. A China alcançou um salto no desenvolvimento da energia renovável representada pela geração de energia hidrelétrica, eólica e fotovoltaica. Nos últimos 10 anos, a capacidade total instalada de geração de energia renovável da China atingiu 1,1 bilhão de quilowatts, com a capacidade instalada de energia hidrelétrica, eólica, fotovoltaica e de geração de energia de biomassa em primeiro lugar no mundo. Entre eles, a capacidade instalada combinada de energia eólica e fotovoltaica é de 670 milhões de quilowatts, o que é quase 90 vezes maior do que em 2012. Além disso, com a rápida iteração da geração de energia fotovoltaica da China e outras tecnologias, ela tem repetidamente estabelecido novos recordes mundiais de eficiência na conversão de baterias. E as baixas velocidades de vento, resistência a tufão, torres ultra altas e tecnologias de energia eólica de ultra alta altitude estão entre as melhores do mundo. Portanto, será muito benéfico se o Brasil puder fortalecer ainda mais a cooperação com a China no novo setor energético, utilizando e alavancando as novas tecnologias de geração de energia da China e o conhecimento em hidrogênio verde, armazenamento de energia e novas fontes de energia, como energia eólica offshore e geração de energia fotovoltaica distribuída, utilizando novos equipamentos de energia relevantes produzidos na China, além de atrair mais investimentos das novas empresas de energia chinesas. Acordo do BRI e a questão ecológica O acordo BRI, com seu tema de baixo carbono e ecologicamente correto, deve se tornar um novo destaque para a futura cooperação prática entre a China e o Brasil. Isto porque a urgência da ação global continua a aumentar à medida que os efeitos adversos da mudança climática global se tornam cada vez mais evidentes. Em particular, a floresta amazônica no Brasil, considerada o “pulmão da terra”, atingiu um ponto irreversível de mudança de vida ou de morte. Se o desmatamento não for interrompido imediatamente, a maior floresta tropical do mundo poderá desaparecer, provocando mudanças dramáticas no clima global. A questão de como salvar a floresta amazônica brasileira e proteger a segurança climática global tornou-se importante para todos os países. Como a floresta amazônica é a maior floresta tropical do mundo, ela desempenha um papel fundamental na acumulação e armazenamento de carbono na atmosfera. Espera-se que a China e o Brasil reforcem sua cooperação sobre como proteger a floresta amazônica, por exemplo, desenvolvendo conjuntamente vários satélites sino-brasileiros de recursos terrestres para monitorar a floresta amazônica em tempo real, e pesquisando e desenvolvendo conjuntamente plantas de alto valor econômico e agrícola. Em quarto lugar, devemos buscar a “Floresta Comum do Sul”. Mercosul O Mercosul é uma importante organização de cooperação econômica regional na América Latina e é considerado o quinto maior grupo econômico do mundo. A organização é formada por quatro países membros - Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai - e outros países sul-americanos, incluindo Chile, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Suriname e Guiana, são países associados ao Mercosul. O Mercosul havia chegado a um acordo com a UE em junho de 2019, mas o acordo ainda está sob revisão legal devido às preocupações dos países da UE tanto com questões ambientais no Brasil quanto com a concorrência insalubre que resultaria da entrada de produtos de países sul-americanos, especialmente produtos agrícolas, nos países da UE. O Mercosul está diante do fato de que o tratado com a UE tem sido “escondido”, e com o rápido desenvolvimento da economia chinesa, os países sul-americanos estão sentindo o crescente encanto e atração do mercado chinês. Para abrir ainda mais as portas do mercado chinês, é necessário desenvolver uma cooperação mais profunda com a China. Se durante sua visita à China, o Presidente Lula do Brasil puder facilitar e promover o progresso no acordo de livre comércio entre o Mercosul e a China, ou mesmo chegar a um acordo, ele não só trará o enorme mercado chinês de 1,4 bilhão de pessoas aos países sul-americanos, incluindo o Brasil, mas também ajudará a aumentar ainda mais a influência de Lula e do Brasil em todo o continente sul-americano. Vale notar que após tomar posse este ano, o Presidente Lula visitou os Estados Unidos em 10 de fevereiro. Embora ele tenha tido uma boa conversa com o Presidente americano Joe Biden, a visita a Washington não teve resultados substantivos e ele só ficou em Washington por um dia antes de voltar para casa apressadamente, o que foi classificado pela opinião pública internacional como superficial. Cooperação de ganhos múltiplos Portanto, se Lula não quiser repetir os mesmos erros e quiser cooperar com a China em todas as frentes e aumentar ainda mais a capacidade do Brasil de participar em assuntos regionais e até mesmo internacionais, assinar o acordo de cooperação BRI com a China e aderir à iniciativa seria uma boa ideia. O Brasil não só poderá abrir o mercado chinês de 1,4 bilhão de pessoas, mas como a maior economia da América do Sul, a cooperação entre a China e os países sul-americanos também será mais bem promovida, o que levará a uma situação de múltiplos ganhos. É claro que a visita do Presidente brasileiro Lula à China, com ou sem a assinatura do acordo de cooperação BRI com a China, não impedirá que a China e o Brasil acelerem sua cooperação e embarquem em uma nova situação de “prosperidade política e econômica”. Para os governos, empresas e pessoas de toda a Área da Grande Baía de Cantão-Hong Kong-Macau, vale a pena considerar como aproveitar as oportunidades apresentadas pelo aumento da cooperação entre a China e o Brasil, e de fato todo o Mercosul. Para Hong Kong em particular, enquanto a China explora as oportunidades nos países da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) e do Oriente Médio, deve também procurar ativamente oportunidades nos países da América do Sul, para que “parentes distantes possam ser como vizinhos próximos”. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Takungpao Imagem principal: Lucio Tavora/Xinhua
3 de janeiro de 2023
O presidente chinês, Xi Jinping, enviou na segunda-feira (2), uma mensagem de parabéns a Luiz Inácio Lula da Silva por sua posse como presidente da República Federativa do Brasil. Em sua mensagem, Xi apontou que a China e o Brasil são os principais países em desenvolvimento com influência global e importantes mercados emergentes. Os dois países são parceiros estratégicos abrangentes que compartilham amplos interesses comuns e assumem responsabilidades comuns de desenvolvimento, acrescentou Xi. Desde o estabelecimento de laços diplomáticos há 48 anos, as relações bilaterais testemunharam um desenvolvimento sustentado e aprofundado graças aos esforços conjuntos de ambos os lados, e cresceram cada vez mais maduras e dinâmicas, disse Xi, acrescentando que a relação China-Brasil se tornou um modelo de relações entre os principais países em desenvolvimento com conotações ricas e amplas perspectivas. Xi também disse que atribui grande importância ao desenvolvimento da parceria estratégica abrangente China-Brasil e está disposto a trabalhar com Lula para continuar a apoiar firmemente uns aos outros em um caminho de desenvolvimento de acordo com suas próprias condições nacionais, respeitar os principais interesses uns dos outros, promover sua cooperação prática, fortalecer a coordenação multilateral e liderar e empurrar a parceria para um nível mais alto a partir de uma perspectiva estratégica e de modo a beneficiar melhor os dois países e seus povos. Fonte: GOV.CN