15 de setembro de 2025
Em agosto, o índice de preços ao consumidor (CPI) da China, excluindo alimentos e energia, alcançou seu nível mais alto desde março do ano passado. A evolução levanta a questão sobre um possível “ponto de viragem” nos preços. Fu Linghui, porta-voz da Administração Nacional de Estatísticas da China, afirmou em 15 de setembro que fatores recentes contribuem para a recuperação do CPI, mas que a trajetória dos preços ainda exige monitoramento. “Não é fácil determinar o ponto de viragem de um indicador econômico”, disse Fu em coletiva do Gabinete de Informações do Conselho de Estado. “Normalmente, só é possível confirmar um ponto de viragem muito tempo depois de ele ocorrer, principalmente porque a variação do indicador depende de múltiplos fatores e flutuações de curto prazo podem ocultar a tendência real.” Segundo Fu, o CPI chinês manteve-se baixo desde o início do ano, mas políticas voltadas à ampliação da demanda interna e ao estímulo à recuperação dos preços têm gerado mudanças consistentes. Em agosto, o núcleo do CPI subiu 0,9% em relação ao ano anterior, alta de 0,1 ponto percentual em relação a julho, marcando o quarto mês consecutivo de aceleração. Fu apontou fatores que devem sustentar a recuperação: a demanda por alimentos aumenta com o clima mais ameno; o consumo deve crescer com a proximidade do Festival do Meio Outono e do feriado do Dia Nacional; o setor de vestuário lança novas coleções, influenciando preços; e a volta às aulas eleva a demanda por serviços de educação. Além disso, políticas do governo contra a concorrência excessiva entre empresas começaram a impactar os preços de produção em alguns setores. À medida que esses preços chegam ao consumidor, o CPI tende a subir. Apesar disso, Fu destacou que a oferta interna de bens e serviços permanece ampla e que oscilações nos preços internacionais de energia podem afetar o mercado doméstico, gerando incertezas. O acompanhamento contínuo do CPI permanece necessário. Fonte: chinanews.com.cn
10 de fevereiro de 2025
A economia da China está dando novos sinais de recuperação, com a inflação ao consumidor acelerando em janeiro devido à influência do feriado do Festival da Primavera. Os dados oficiais divulgados neste domingo (9) apontam para uma retomada gradual da demanda interna. De acordo com dados do Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês), o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), principal indicador da inflação, subiu 0,5% em janeiro na comparação anual, após um crescimento de 0,1% em dezembro. O núcleo do IPC, que exclui os preços voláteis de alimentos e energia e é considerado um indicador mais preciso da relação entre oferta e demanda, registrou alta de 0,6% em janeiro, ante 0,4% em dezembro. Analistas projetam que a economia chinesa terá um início robusto no primeiro trimestre, impulsionada pela intensificação dos esforços para expandir o programa de renovação do consumo em 2025, pela aceleração na implementação de projetos estratégicos e pelos primeiros indícios de estabilização do mercado imobiliário. No entanto, alertam que a economia ainda enfrenta desafios, como a demanda enfraquecida e incertezas externas. Nesse contexto, recomendam que as autoridades ampliem os ajustes anticíclicos na política fiscal e monetária, incluindo um pacote abrangente de estímulos para impulsionar o consumo e estabilizar o setor habitacional. Feng Lin, diretora-executiva de pesquisa da Golden Credit Rating International, destacou que a inflação ao consumidor acelerou principalmente devido à antecipação do Festival da Primavera, que este ano ocorreu em janeiro, diferentemente do ano passado, quando foi celebrado em fevereiro. Essa mudança no calendário impulsionou o aumento nos preços de alimentos e serviços. "Para 2025, espera-se que a inflação ao consumidor permaneça em um nível baixo, o que abre espaço para um ajuste mais forte da política anticíclica", afirmou Feng. Ela ressaltou, porém, que a demanda doméstica continua um desafio, em grande parte devido à correção em curso no setor imobiliário, que afeta a confiança dos consumidores, além da desaceleração no crescimento da renda disponível per capita no ano passado, impactando o poder de compra das famílias. Por outro lado, o índice de preços ao produtor (IPP), que mede a variação dos preços na porta das fábricas, caiu 2,3% em janeiro na comparação anual, mantendo-se no mesmo nível do mês anterior. Feng observou que a recuperação da demanda de mercado ainda não foi suficiente para sustentar um aumento nos preços industriais. Segundo ela, o retorno do IPP ao território positivo dependerá da eficácia das medidas anticíclicas adotadas pelo governo em 2025, com as políticas de apoio ao setor imobiliário desempenhando um papel crucial. Em entrevista coletiva no início do ano, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma informou que o limite anual do programa de renovação do consumo será significativamente maior do que em 2024, com o anúncio oficial previsto para ocorrer durante as "Duas Sessões", os encontros anuais dos principais órgãos legislativos e consultivos da China. Louise Loo, economista-chefe do think tank britânico Oxford Economics, disse que espera "um aumento significativo nas cotas de emissão de títulos destinadas a gastos com estímulos" nas reuniões de março, com aproximadamente um terço desses recursos sendo direcionado para medidas de suporte ao consumo, incluindo a ampliação do programa de renovação de bens de consumo. Na frente fiscal, o Banco Popular da China (PBoC) indicou, em sua reunião de política monetária do quarto trimestre, que haverá mais cortes na taxa de compulsório e nas taxas de juros "no momento apropriado". Loo e sua equipe preveem um corte acumulado de 40 pontos-base na principal taxa de juros — o maior em um único ano desde 2015 — e uma redução de 150 pontos-base no compulsório bancário ao longo de 2025. Luo Zhiheng, economista-chefe da Yuekai Securities, afirmou que, apesar dos desafios estruturais internos e das incertezas externas, a China ainda possui condições favoráveis para garantir um crescimento estável no primeiro trimestre, impulsionado por medidas governamentais de estímulo ao consumo e ao investimento empresarial, além dos primeiros sinais de estabilização no setor imobiliário. Li Chao, economista-chefe da Zheshang Securities, destacou que a economia chinesa deve começar o ano com força. "A meta de crescimento anual da China para 2025 pode ser mantida em torno de 5%, igual ao ano anterior. O PIB do primeiro trimestre deve crescer 5,1%, com a economia ao longo do ano apresentando uma recuperação em formato de 'U'", afirmou. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: 21 Jingji
9 de agosto de 2024
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da China, um dos principais indicadores da inflação , aumentou 0,5% em relação ao ano anterior em julho, de acordo com dados divulgados pelo Escritório Nacional de Estatísticas (NBS) na sexta-feira, 9. Em termos mensais, o IPC também subiu 0,5% em julho, impulsionado por fatores sazonais, incluindo as férias de verão e as condições climáticas, representando uma alta em comparação com a queda de 0,2% registrada em junho. Em contraste, o índice de preços ao produtor (IPP) registrou uma queda de 0,8% em julho, mantendo a mesma taxa de declínio do mês anterior. A queda é atribuída às flutuações nos preços das commodities internacionais e à demanda insuficiente no mercado interno por certos produtos industriais, conforme explicou a estatística-chefe do NBS, Dong Lijuan. Nos primeiros sete meses de 2024, o IPC do país subiu 0,2% em comparação com o mesmo período do ano passado, enquanto o IPP caiu 2,0%. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: CGTN
10 de maio de 2023
As exportações da China tiveram um aumento de 8,5% em dólares americanos em abril, marcando o segundo mês consecutivo de crescimento. Enquanto isso, as importações tiveram uma queda de 7,9% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Economistas consultados pela Reuters estimavam que as exportações aumentaram 8% em abril, enquanto as importações permaneceram inalteradas. Em março, as importações diminuíram 1,4% em relação ao ano anterior, enquanto as exportações tiveram um salto surpreendente de 14,8%, de acordo com dados do governo . O superávit comercial da China aumentou para US$ 90,21 bilhões em abril, em comparação com US$ 88,2 bilhões em março. Economistas do Goldman Sachs afirmam que os dados mais suaves em abril provavelmente refletem a "sazonalidade residual" após o Ano Novo Lunar deste ano. Os economistas do banco esperavam ver "a dissipação dessa tendência sazonal para desacelerar o crescimento das exportações em abril", escreveram em nota no início deste mês sobre os dados comerciais da China. Recentes dados econômicos divulgados pela segunda maior economia do mundo mostraram que o setor de serviços da China continuou a se destacar, apesar dos dados decepcionantes da indústria. O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) de manufatura do Escritório Nacional de Estatísticas ficou aquém das expectativas e caiu para a zona de contração com uma leitura de 49,2 em abril, em comparação com a leitura de março de 51,9. " A China já passou pela fase mais rápida de sua reabertura", escreveram os economistas do Goldman Sachs em uma nota separada na sexta-feira. Eles reiteraram sua previsão de crescimento total da economia chinesa de 6% em 2023. "Reuniões recentes com clientes no continente sugerem um pessimismo gradualmente desaparecendo em relação ao crescimento de curto prazo, mas alguma preocupação com as pressões deflacionárias, embora em nossa opinião isso não seja um risco importante para 2023-2024", escreveram. Inflação à frente Os dados de inflação da China estão previstos para serem divulgados na quinta-feira. Os economistas esperam que a inflação diminua para um aumento de 0,3% em relação ao ano anterior, de acordo com uma pesquisa da Reuters. O índice de preços ao produtor é esperado para apresentar o sétimo mês consecutivo de quedas depois de cair 2,5% em março. Economistas consultados pela Reuters esperavam uma queda de 3,2%. "Os banqueiros centrais na China parecem ter poucas preocupações com a deflação, julgando pelos relatórios trimestrais de política monetária do PBoC e as minutas das reuniões", escreveram os economistas do BofA Global Research. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: The Paper Imagem principal: Leeyiutung/ Adobe Stock
13 de janeiro de 2023
Matéria publicada originalmente no dia 15 de agosto de 2022 Recentemente, as principais economias da América Latina voltaram a aumentar as taxas de juros. Entre elas, a Argentina, a terceira maior economia da América Latina, aumentou sua taxa de juros de referência em quase 10 pontos porcentuais para 69,5% em 11 de agosto, o oitavo aumento consecutivo deste ano. Bu Shaohua, vice-diretor do Instituto de Estudos Latino-Americanos e Caribenhos do Instituto de Estudos Internacionais da China, disse ao 21st Century Business Herald que a atual taxa de inflação dos EUA ainda está longe da meta de 2%, e ainda é alta a probabilidade de que o Federal Reserve continue a aumentar as taxas de juros no futuro. Aumentar as taxas de juros continua sendo uma das poucas ferramentas de política monetária disponíveis para as principais economias latino-americanas para se proteger contra efeitos colaterais da Reserva Federal. No caso da Argentina, em particular, as taxas de juros positivas exigidas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) como parte de seu acordo de reestruturação da dívida significam que ela terá que continuar aumentando as taxas de acordo com o aumento da inflação. "A maioria dos bancos centrais da América Latina não espera reduzir as taxas até 2024", disse Gabriel Casillas, diretor de economia latino-americana do Barclays. Com o Federal Reserve dos EUA aumentando as taxas de juros e o fortalecimento do dólar americano, algumas economias emergentes estão enfrentando maior pressão para pagar suas dívidas. Para a América Latina, será uma repetição da crise da dívida dos anos 80? Bu disse que os países da América Latina estão agora expostos ao risco da dívida soberana, embora a situação seja diferente da dos anos 80, pois os EUA usam a ferramenta monetária de aumentar as taxas de juros para mitigar os efeitos colaterais de sua própria estagflação. Ele explicou que após o período de "Grande Moderação" da economia global de 1984 a 2007, os países latino-americanos geralmente melhoraram suas políticas macroeconômicas e aprofundaram sua cooperação com a China e outras economias fora da região, o que melhorou sua capacidade de resistir a riscos. Atualmente, exceto para alguns países como Argentina, El Salvador, Suriname e Equador, que têm grandes riscos de dívida, as reservas de divisas de outros países latino-americanos são relativamente suficientes e podem resistir a choques externos e manter relativa estabilidade econômica e financeira interna sem uma recessão grave da economia global. Países latino-americanos continuam a aumentar as taxas de juros O banco central argentino elevou sua taxa de juros de referência em 950 pontos base para 69,5% na terça-feira, o oitavo mês consecutivo de aumentos este ano e apenas duas semanas após o aumento anterior de 800 pontos base. No mesmo dia, o banco central do México aumentou sua taxa de juros de referência em 75 pontos base para 8,5%. O banco central do Peru aumentou sua taxa de juros de referência em 50 pontos base para 6,5%, a 10ª e 13ª subidas consecutivas, respectivamente. Isto vem depois que o banco central do Brasil aumentou sua taxa de juros de referência em 50 pontos-base para 13,75% em 3 de agosto, a 12ª subida consecutiva desde março de 2021 e uma desaceleração em relação aos seis anteriores. Um dos objetivos dos países latino-americanos para aumentar as taxas de juros é conter a inflação. De acordo com dados oficiais, a inflação na Argentina, México, Peru e Brasil em julho foi de 71%, 8,15%, 8,74% e 10,07% em uma base anualizada, tudo bem acima dos limites superiores das metas de seus bancos centrais. Entre eles, a Argentina enfrenta uma pressão inflacionária maior. Analistas pesquisados pelo banco central argentino recentemente elevaram suas previsões de inflação para 2022 para 90,2%, 16,2 pontos percentuais acima da previsão do mês anterior. Objetivamente falando, no contexto do impacto da COVID-19, do conflito Rússia-Ucrânia e outros fatores no lado da oferta, é difícil para os países latino-americanos esfriar significativamente a pressão inflacionária no curto prazo, confiando em políticas de aperto monetário. Em 27 de julho, segundo o Fundo Monetário Internacional, é esperado para 2022 na América Latina uma taxa de inflação de 12,1%. Até o final deste ano, cinco grandes economias da América Latina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru, a inflação média será superior ao limite da meta do Banco Central de cerca de 400 pontos base. Além de amortecer a demanda dos consumidores e aliviar parcialmente a inflação, os aumentos das taxas de juros na América Latina têm como objetivo estabilizar as taxas de câmbio e proteger-se contra os efeitos colaterais dos aumentos das taxas Fed. Desde março, sob o pano de fundo do aumento contínuo das taxas de juros da Reserva Federal dos EUA, a maioria das economias emergentes, incluindo a América Latina, estão geralmente enfrentando a pressão da depreciação da moeda e da saída de capital. As saídas acumuladas dos mercados emergentes até agora em 2022 são de cerca de US$ 50 bilhões. Mas os exportadores de recursos da América do Sul continuam atraentes para o investimento estrangeiro em comparação com outros países emergentes, impulsionados pelos altos preços das commodities e pelas altas taxas de juros. Os fluxos de Investimento Estrangeiro Direto (IED) para a América Latina aumentaram no primeiro trimestre de 2022, com países como a Colômbia vendo seus níveis mais altos em mais de uma década. "Com os preços das commodities saindo de seus recentes altos e preocupações com o risco político na América Latina, os influxos de Investimento Estrangeiro Direto na região se afrouxarão nos próximos trimestres”, de acordo com a Economist Intelligence Unit. Fang Kun, analista macro-chefe da Yuekai Securities, disse em entrevista ao 21st Century Economic Report que o efeito do aumento das taxas de juros nos países da América Latina é diferente, o que se deve principalmente às diferenças na situação econômica de cada país: Argentina, Chile, Colômbia como representante das frágeis economias de fraco crescimento econômico, após o aumento das taxas de juros, a taxa de câmbio ainda apareceu depreciação unilateral e aumento da volatilidade, a inflação acelerou. Representada pelo Brasil, o benefício econômico interno dos exportadores de recursos do México, após o boom das exportações, aumenta as taxas de juros após as flutuações da taxa de câmbio central estável nos dois sentidos, a inflação de cima até mesmo cai para trás. "Em geral, o ritmo dos aumentos subsequentes das taxas de juros na América Latina dependerá principalmente das mudanças na política monetária da Reserva Federal e do impacto das condições externas sobre a inflação”, disse Fang Kun. Será que a crise da dívida se repetirá? Com o Fed aumentando as taxas de juros, o fortalecimento do dólar e os altos preços das commodities, os custos de financiamento e a pressão do serviço da dívida das economias emergentes com baixo nível de desenvolvimento, a alta proporção de dívida denominada em dólar e a estrutura econômica única estão aumentando, e o risco de crise da dívida é relativamente alto. Haverá outra grande crise de dívida para as economias latino-americanas? Fang disse aos repórteres que a possibilidade de uma crise geral da dívida na América Latina é baixa neste ciclo de aumento das taxas de juros. Ele analisou ainda que o aumento do índice do dólar americano impulsionou o retorno do dólar americano, e o Federal Reserve continuou a aumentar as taxas de juros para elevar os custos de financiamento, levando à deterioração das condições externas enfrentadas pela dívida latino-americana. Ainda assim, a situação atual se compara favoravelmente com a crise da dívida latino-americana dos anos 80 de três maneiras: Primeiro, o crescimento econômico latino-americano tornou-se mais resiliente. O ciclo das commodities impulsionou o crescimento econômico da região, favorecendo as exportações dos países de recursos. O Fundo Monetário Internacional em julho revisou o crescimento real do PIB na América Latina para 3% em 2022, em linha com o crescimento global de 3,2%. Em segundo lugar, a escala e a proporção da dívida externa da América Latina são menores, e o engrossamento das reservas externas a torna mais solvente. De acordo com as estatísticas do Banco Mundial, a proporção da escala da dívida externa de curto prazo em relação às reservas totais na América Latina caiu para 29,4% em 2020, muito abaixo do pico de 260% em 1982. Em terceiro lugar, a disciplina fiscal foi reforçada. Algumas economias tomaram iniciativas para aumentar os impostos e reduzir os déficits, o que ajudará a estabilizar o crédito soberano. Xie Wenze, pesquisadora do Instituto de Estudos Latino-Americanos da Academia Chinesa de Ciências Sociais, apontou ao 21st Century Business Herald que, atualmente, a maioria dos países latino-americanos tem uma forte capacidade de resistir a riscos e choques externos, com exceção de alguns países latino-americanos, como Argentina e Equador. Especificamente, o Chile e a Colômbia têm déficits fiscais e de poupança menores, e menores encargos da dívida pública. Em 2021-2022, o déficit fiscal do Chile representou cerca de 1,5% do PIB, seu déficit de poupança representou 4,6%, e sua dívida total do governo representou 38,3% do PIB. O déficit fiscal e o déficit de poupança da Colômbia representaram cerca de 4,0% do PIB, e sua dívida total do governo representou 48,3% do PIB. No caso do Brasil, o grande déficit orçamentário, o peso da dívida pública é mais pesado, o montante total da dívida do governo respondia por cerca de 90% do PIB. Apesar das flutuações na taxa de câmbio real do Brasil, as reservas cambiais relativamente suficientes contribuíram para a depreciação do real de 5,54:1 para 5,40:1 em relação ao dólar americano entre janeiro e julho de 2022, e a valorização do real em cerca de 2,5%. Mas é importante notar que, embora as principais economias da América Latina tenham diminuído o peso da dívida, ou seja, a dívida externa como parte do PIB, em geral o nível de dolarização foi elevado. Por exemplo, no final de maio de 2022, a dívida externa total do Chile era de cerca de US$237,45 bilhões, dos quais mais de 90% eram em dólares americanos ou dívida externa vinculada ao dólar, e a dívida externa representava cerca de 75% do PIB do Chile. "Para a grande maioria dos países da América Latina, especialmente os países baseados em recursos, reduzir o grau de dolarização é uma das medidas importantes para melhorar sua capacidade de suportar o impacto dos riscos externos”, disse Xie. Choques nos preços das mercadorias O desempenho econômico latino-americano e os movimentos de preços das commodities mostram uma forte correlação. No nível comercial, a América Latina é o maior exportador líquido de alimentos do mundo, representando cerca de 25% da produção agrícola global, e atualmente cerca da metade das exportações do Brasil, Argentina e Colômbia são produtos primários. A Colômbia, por exemplo, exporta petróleo bruto e importa combustíveis refinados, mas exporta cerca de duas vezes mais do que importa. Os altos preços internacionais do petróleo e do carvão ajudaram a melhorar os indicadores fiscais do país com receitas adicionais de exportação. O superávit comercial da Colômbia em produtos relacionados ao petróleo aumentou 68% no primeiro trimestre de 2022 em relação ao ano anterior. O déficit do governo caiu de 8,6% do PIB no início de 2021 para 7,1% no final do ano. Dado o aperto das condições financeiras globais, a "inversão" das tendências de alta dos preços das commodities e a persistência de pressões inflacionárias, qual é a previsão para o crescimento econômico latino-americano este ano? Espera-se que a América Latina cresça 3% este ano, acima de uma previsão de crescimento de 2,5% em abril, de acordo com as últimas Perspectivas Econômicas Globais do Fundo Monetário Internacional divulgadas em 26 de julho. Espera-se que o Brasil cresça 1,7%, acima de uma previsão de 0,8% em abril. Espera-se que o México cresça 2,4%, acima de uma previsão de 2% em abril; o Chile deverá crescer 1,8%, acima de uma previsão de 1,5% em abril. O Banco Mundial previu em 7 de junho que a economia da região cresceria 2,5% em 2022. Espera-se que o Brasil cresça 1,5% e o México 1,7%. Em abril, a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) previu um crescimento médio de 1,8% este ano, com as economias sul-americanas devendo crescer 1,5%, em meio ao aumento da inflação, custos e volatilidade financeira causados pelo conflito Rússia-Ucrânia. Em conjunto, as perspectivas econômicas da América Latina ainda enfrentam incertezas. Embora os preços das commodities a serem impulsionados, a América Latina em alguns exportadores de commodities melhorou as receitas de exportação e a situação financeira, mas o custo de produção dos fertilizantes e o aumento dos preços do petróleo levam a um aumento parcialmente compensado pelo aumento do preço dos alimentos internacionais, combinado com os eventos climáticos extremos que afetam a produção agrícola, os benefícios da sustentabilidade ainda não foram percebidos. Além disso, o aumento dos preços ao consumidor e as taxas de juros globais compensam parcialmente os efeitos positivos sobre a economia. Na visão de Bu, a possibilidade de estagflação na economia dos EUA continua a aumentar, combinada com a queda dos preços atuais das commodities, a recessão da Zona Euro, o conflito em curso entre a Rússia e a Ucrânia e outros múltiplos fatores adversos, a América Latina este ano e as perspectivas de crescimento econômico geral do próximo ano não são otimistas. Entre as principais economias latino-americanas, a turbulência política do Peru dificultará o crescimento, a economia do México será atingida pela retração da demanda dos EUA e o Brasil é um país com um desempenho relativamente saudável. Fonte: 21st Century Business Herald
12 de janeiro de 2023
O índice de preços ao consumidor (CPI) da China, um principal indicador da inflação, aumentou 2% ao ano em 2022, disse quinta-feira o Escritório Nacional de Estatísticas da China (NBS, sigla em inglês). Em dezembro, o índice da China subiu 1,8% ano a ano, contra 1,6% em novembro. Ao mesmo tempo, os preços em geral ficaram estáveis graças aos esforços da China para coordenar melhor a resposta à epidemia e o desenvolvimento econômico e social, e a adoção pelo país de medidas para garantir o abastecimento do mercado e estabilizar os preços, disse Dong Lijuan, estatístico sênior do NBS. Em uma base mensal, o CPI permaneceu estável em dezembro. Os preços dos alimentos inverteram a queda de 0,8% em novembro para subir 0,5% mês a mês, aumentando a inflação mensal do consumidor em cerca de 0,09 pontos percentuais, de acordo com os dados do NBS. Especificamente, o preço da carne de porco, um alimento básico na China, caiu 8,7% em dezembro em relação ao mês anterior, devido ao aumento da oferta. Entretanto, os preços da carne suína ainda subiram 22,2% ano a ano, diminuindo 12,2 pontos percentuais em relação ao mês anterior. Os preços de legumes e frutas frescas aumentaram 7% e 4,7% a partir de novembro, respectivamente, devido a fatores sazonais. Os preços dos produtos não alimentares caíram 0,2% mês a mês em dezembro. Impulsionados pelos preços internacionais mais baixos do petróleo, os preços domésticos da gasolina e do diesel caíram 6,1% e 6,5%, respectivamente, a partir de novembro. Os dados de quinta-feira (12) também mostraram que o índice de preços ao produtor da China, que mede os custos das mercadorias no portão da fábrica, deslizou 0,7% ano a ano em dezembro. Fonte: Economic Daily
12 de janeiro de 2023
Matéria publicada originalmente no dia 10 de agosto de 2022 A China deve manter sua política monetária estável para a meta no segundo semestre, já que se espera que a inflação do consumidor aumente ligeiramente dentro de uma faixa razoável no resto do ano, disseram especialistas. A inflação acelerou para o nível mais alto em dois anos, em grande parte impulsionada pelo aumento dos preços da carne suína, mas ainda assim conseguiu vir mais fraca do que o esperado em julho. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da China, um dos principais indicadores da inflação, subiu 2,7% em relação ao ano anterior em julho, após um aumento de 2,5% no mês anterior, de acordo com dados divulgados, nesta quarta-feira (10), pelo Departamento Nacional de Estatísticas (DNE). O crescimento do IPC da China, que exclui os preços voláteis de alimentos e energia, chegou a 0,8% ano a ano em julho, após um aumento de 1% no mês anterior. Zheng Houcheng, Yingda Securities Research Institute Zheng Houcheng, diretor do Yingda Securities Research Institute, disse que o aumento do IPC do país em julho se deve em grande parte ao aumento dos preços da carne suína, já que alguns produtores estavam relutantes em vender porcos prontos para o mercado. Olhando para o futuro, Zheng espera que os preços ao consumidor possam flutuar em agosto, e que o aumento do IPC possa ter dificuldades para superar 3% ao ano durante o mês. Em comparação com a alta dos preços em outras economias importantes, os níveis de preços gerais da China são geralmente estáveis. A inflação atingiu uma alta de 40 anos em junho nos Estados Unidos, enquanto o índice de preços ao consumidor aumentou 9,1% em relação ao ano anterior, disse o Departamento do Trabalho dos EUA. Tommy Wu, Oxford Economics Tommy Wu, economista líder da Oxford Economics, disse que o efeito do aumento dos preços globais dos alimentos sobre os custos domésticos dos alimentos na China também será provavelmente modesto, dada a autossuficiência da China em grãos básicos no curto prazo. Com uma transmissão limitada da inflação de fábrica e dos preços de energia sobre os preços ao consumidor, e uma inflação central moderada devido à fraca demanda interna, Wu informou que sua equipe espera que a inflação do consumidor chinês permaneça abaixo da meta de 3% para 2022. Diante desse cenário, ele disse que a flexibilização monetária continuará sendo direcionada para apoiar o crédito a pequenas e médias empresas, manufatura, bens imóveis e financiamento de infraestrutura. Um relatório divulgado na quarta-feira pelo Banco Popular da China disse que a China pode enfrentar uma crescente pressão inflacionária em casa devido a fatores como a recuperação da demanda dos consumidores, o aumento dos preços da carne suína e os altos custos de energia e matérias-primas, e que as pressões inflacionárias importadas continuarão a existir. Olhando para o segundo semestre, o banco central do país informou que a inflação do consumidor chinês subirá a um ritmo mais rápido do que o nível no primeiro semestre, e o aumento do IPC pode exceder 3% em alguns meses. Segundo o relatório, a China continuará a manter uma política monetária prudente e se absterá de adotar fortes políticas de estímulo. E ficará de olho na situação da inflação tanto no país como no exterior. Wen Bin, China Minsheng Bank Wen Bin, economista-chefe do China Minsheng Bank, avalia que a economia do país está se recuperando gradualmente em meio à recuperação da demanda do mercado, uma vez que muitos setores incluídos no núcleo do IPC saltaram mensalmente. Os dados da NBS mostraram que os preços de passagens aéreas, hospedagem em hotéis e turismo aumentaram 6,1%, 5% e 3,5%, respectivamente, em julho, em uma base mensal. Embora a China esteja enfrentando a pressão inflacionária do aumento dos preços da carne suína nos próximos meses, Wen disse que os recentes movimentos do governo para estabilizar o abastecimento e os preços ajudarão a garantir a ordem do mercado. Quanto ao resto do ano, Wen disse que sua equipe espera que o IPC aumente modestamente e que o índice de preços ao produtor continue a baixar, o que não colocará pressão extra sobre a flexibilização da política monetária. De acordo com o DNE, o Índice de preços ao produtor (PPI) da China, que mede os preços de fábrica, aumentou 4,2% em julho, após um aumento de 6,1% em junho, esfriando para o nível mais baixo desde fevereiro de 2021. Em uma base mensal, o PPI diminuiu 1,3% em julho. Yin Ye, Hongta Securities Yin Yue, uma analista macroeconômica da Hongta Securities, cotada em Xangai, concordou que a inflação não colocará muita pressão sobre a flexibilização monetária da China, especialmente considerando o nível relativamente baixo do núcleo do IPC e a desaceleração do crescimento do PPI. Feng Mohan, Beijing FOST Economic Consulting Co Ltd Olhando para o futuro, Feng Mohan, um pesquisador de macroeconomia da Beijing FOST Economic Consulting Co Ltd, disse que não descarta a possibilidade de o PPI cair no segundo semestre em meio ao enfraquecimento da demanda global, uma perspectiva global sombria e um alto efeito de base do ano anterior. Fonte: CS.COM
11 de maio de 2022
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da China, o principal indicador de inflação do país, subiu 2,1% em abril na comparação anual, segundo dados oficiais divulgados pelo Escritório Nacional de Estatísticas (NBS), nesta quarta-feira (11). Salto ou variação homóloga do IPC em abril Em março, o aumento anual do IPC voltou à “era 1”, influenciado por fatores como surtos de distribuição doméstica e aumento dos preços internacionais de commodities. De acordo com o monitoramento do Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China (MARA, sigla em inglês), em abril, o preço médio por atacado teve aumento de 1,9% em termos mensais, caindo 42,6% anualmente. Os preços dos legumes tiveram queda mensal de 11,5% e um aumento de 28,7% anualmente. "Em relação aos preços dos alimentos, desde meados de abril, os preços da carne suína pararam de cair e se recuperaram, e os preços dos legumes caíram sazonalmente à medida que o clima continuou a aquecer e os legumes entraram na temporada de produção e comercialização. Para bens de consumo industriais, os preços internacionais do petróleo caíram a um nível elevado e os preços domésticos do petróleo refinado receberam seu primeiro ajuste para baixo no ano," disse Zhou Yue, analista principal da Zhongtai Securities. O especialista observou que os preços dos suínos aumentaram para cobrir a queda dos preços do petróleo. O IPC de abril deve aumentar 2,0% em relação ao ano anterior, considerando o efeito do fator tail-raising . O relatório do Centro de Pesquisa Econômica Nacional da Universidade de Pequim considera que o IPC deve aumentar 1,8% ano a ano em abril, devido às medidas de proteção ao bem-estar das pessoas e pela aceleração da produção de suínos, a queda relativa da demanda do consumidor e o contínuo aumento de commodities industriais a montante. Índice de Preço com condições para manter um aumento moderado Conforme o monitoramento do "sistema nacional de informações de preços de mercado de produtos agrícolas por atacado" do Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China, de 29 de abril a 5 de maio, o preço da carne de porco aumentou 4,2% em relação ao ano anterior e caiu 36,3% em comparação ao ano anterior. O preço médio de 19 tipos de vegetais no mercado por atacado de 286 locais de produção e venda em todo o país é de 4,10 CNY/kg, 7,0% abaixo da semana passada, 15,2% acima do ano anterior. Zheng Houcheng, diretor do Instituto Britânico de Pesquisa de Valores Mobiliários, disse que a probabilidade de um grande aumento no preço médio atacadista da carne suína no segundo trimestre é baixa. Porém, existe possibilidade de um movimento ascendente constante no IPC da carne suína mensal de abril a junho, impulsionado por uma base descendente no mesmo período em 2021. Fu Linghui, porta-voz da Agência Nacional de Estatística da China disse que o consumo e a demanda de investimento ainda estão em recuperação e têm um efeito limitado na atração de preços. Ao mesmo tempo, as medidas tomadas pelo mercado para assegurar a estabilidade dos preços continuarão a dar resultados, o que também contribui para a estabilidade dos preços. Por conseguinte, existe uma base e uma condição para que os preços se mantenham globalmente estáveis e moderados. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Diário do Povo
10 de agosto de 2020
O Escritório Nacional de Estatísticas da China divulgou nesta segunda-feira que o índice de preços ao consumidor (IPC), o principal indicador da inflação, subiu 2,7% em julho em comparação com uma leitura de junho de 2,5%. Fatores sazonais como enchentes em julho empurraram para cima os preços dos alimentos, o que contribuiu para o aumento do IPC. Segundo analistas, a inflação começará a cair nos próximos meses. Os preços dos alimentos subiram anualmente 13,2%, elevando o IPC em 2,68 pontos percentuais. Os preços da carne suína aumentaram 85,7% com relação ao ano anterior, um aumento de 4,1 pontos percentuais em relação ao mês anterior. Os preços dos vegetais frescos subiram 7,9%, enquanto os preços dos ovos caíram 16,6% anualmente, assim como as frutas preços, que caíram 27,7%. O núcleo do IPC de julho, que exclui preços de alimentos e energia, aumentou 0,5% na comparação anual, uma queda de 0,4 pontos percentuais em relação ao mês anterior. Fora o preços dos alimentos, outros preços não tiveram aumento. A recuperação do consumo pós-epidemia ainda é lenta, especialmente no turismo, entretenimento, consumo ao ar livre e outras áreas. Os preços de transporte, roupas, necessidades diárias e serviços mostraram um crescimento anual negativo em julho. O crescimento do IPC urbano foi de 2,4% e o crescimento rural de 3,7% em julho. De janeiro a julho, o IPC aumentou 3,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Em julho, o Índice de Preços ao Produtor (PPI) da China caiu 2,4% na comparação anual e subiu 0,4% mês a mês. De acordo com a pesquisa, de 40 grandes setores industriais, os preços subiram em 21 setores, caíram em 15 setores e permaneceram estáveis em quatro setores. Fonte: Global Times e Xinhua News Agency