4 de maio de 2026
A entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia , em 1º de maio de 2026, representa um dos movimentos mais relevantes do comércio internacional para o agronegócio brasileiro nas últimas décadas. Após mais de vinte anos de negociações, o entendimento conecta dois grandes blocos econômicos, reúne cerca de 700 milhões de consumidores e cria uma nova etapa de integração comercial entre América do Sul e Europa. Para o Brasil, principal país agroexportador do Mercosul, o acordo abre uma nova fronteira internacional baseada em acesso ampliado a mercados, redução tarifária gradual e maior diversificação de destinos estratégicos para seus produtos. Segundo informações oficiais do Governo do Brasil e da União Europeia, o acordo estabelece cronogramas progressivos de desgravação tarifária, além de avanços em áreas como facilitação de comércio, investimentos, compras públicas, medidas sanitárias e fitossanitárias e cooperação regulatória. Na prática, isso significa melhores condições de competitividade para diversos setores do agro brasileiro, especialmente aqueles em que o país já possui escala produtiva, eficiência logística crescente e forte reputação internacional em abastecimento. Para um país que já lidera exportações globais de soja, café, açúcar, suco de laranja, carne bovina e carne de frango, o novo ambiente comercial reforça o protagonismo do Brasil no fornecimento global de alimentos. Entre os segmentos mais impactados está a proteína animal. O mercado europeu historicamente impõe elevados padrões sanitários e barreiras tarifárias relevantes , o que sempre limitou parte do potencial exportador sul-americano. Com o novo acordo, foram definidos mecanismos de acesso preferencial e cotas específicas para determinados produtos, criando oportunidades concretas para expansão gradual das vendas brasileiras de carne bovina e de aves. Ainda que volumes estejam sujeitos a controles e exigências rígidas, a simples abertura institucionalizada desse canal comercial já altera a percepção estratégica sobre o futuro do setor. No caso da carne bovina, a criação de quotas tarifárias com alíquota reduzida é interpretada por analistas europeus como uma das áreas mais sensíveis do tratado, justamente pela competitividade do Brasil. Já no segmento avícola, onde o país ocupa posição global de liderança, o acesso ampliado tende a favorecer exportadores com histórico consolidado em biossegurança, produtividade e escala industrial. Outro grupo altamente beneficiado envolve açúcar, etanol e produtos agroindustriais. O Brasil reúne vantagens naturais e industriais difíceis de replicar: clima favorável, grande disponibilidade de terras agricultáveis, tecnologia tropical consolidada e matriz energética competitiva. No açúcar e no etanol, o acordo reforça a posição brasileira em um momento em que a Europa amplia o debate sobre segurança energética, transição verde e redução de emissões. O etanol de cana, em particular, passa a ganhar importância não apenas como commodity, mas como solução energética de baixo carbono. Frutas frescas, sucos e alimentos processados também devem encontrar ambiente favorável. O consumidor europeu valoriza rastreabilidade, qualidade, sustentabilidade e regularidade de entrega, atributos que cadeias exportadoras brasileiras vêm fortalecendo nos últimos anos. Itens como limão, melão, manga, uva, abacate, café especial e derivados vegetais podem ampliar presença em nichos premium, agregando valor à pauta exportadora nacional. I mpacto além da exportação direta O acordo reposiciona o Brasil como plataforma internacional de produção agroindustrial. Empresas globais que buscam abastecer diferentes mercados passam a enxergar o país não apenas como fornecedor de matéria-prima, mas como base estratégica para processamento, industrialização e distribuição. Para investidores estrangeiros, inclusive chineses, esse fator merece atenção especial. A China continuará sendo o principal parceiro comercial do agronegócio brasileiro em diversas cadeias, especialmente soja, carne bovina e celulose. No entanto, a abertura simultânea de uma nova frente robusta na Europa aumenta o valor geopolítico do Brasil. Em outras palavras, o país passa a atender com ainda mais relevância os dois maiores polos consumidores do mundo: Ásia e Europa. Isso fortalece a posição negociadora brasileira, amplia alternativas comerciais e reduz dependência excessiva de destinos específicos. Para grupos chineses com interesse em alimentos, logística, armazenagem, proteína animal, fertilizantes, biocombustíveis e infraestrutura portuária, o momento exige leitura estratégica. Investir no Brasil deixa de significar apenas acesso ao mercado local ou fornecimento à China. Passa a significar presença em uma plataforma capaz de abastecer múltiplos continentes sob diferentes regimes comerciais. Trata-se de uma mudança estrutural no mapa global de investimentos ligados ao agro. Naturalmente, o acordo não elimina desafios. O mercado europeu continuará exigindo padrões elevados de conformidade sanitária, rastreabilidade, sustentabilidade ambiental, bem-estar animal e governança corporativa. Portanto, o ganho brasileiro não será automático. As empresas mais preparadas tecnicamente, mais eficientes logisticamente e mais aderentes a padrões ESG serão as principais beneficiadas. Ainda assim, a mensagem central é clara: o agronegócio brasileiro entra em uma nova fase. Em um cenário global marcado por tensões geopolíticas, preocupação com segurança alimentar e busca por fornecedores confiáveis, o Brasil amplia mercados exatamente no momento em que o mundo mais precisa de estabilidade no abastecimento. O acordo Mercosul-União Europeia não substitui a importância da China para o campo brasileiro, nem reduz o protagonismo asiático. Ao contrário: ele confirma que o Brasil se consolida como eixo estratégico da segurança alimentar mundial. Para quem observa o comércio internacional com visão de longo prazo, a conclusão é objetiva: o agro brasileiro acaba de ganhar uma nova fronteira internacional. Autor: João Luiz Filho
3 de maio de 2024
Em 2024, o BRICS expandiu para 10 membros. De acordo com estatísticas aduaneiras, no primeiro trimestre, a China teve um comércio total de RMB 1,49 trilhão com os outros 9 países do BRICS, um aumento de 11,3% em relação ao ano anterior, representando 14,7% do valor total do comércio de importação e exportação da China. O Brasil é o maior parceiro comercial da China na região da América Latina, com exportações para o Brasil e importações do Brasil crescendo 25,7% e 30,1%, respectivamente, no primeiro trimestre. O comércio entre a China e a Rússia continua a se expandir, com crescimento contínuo no comércio de energia, automóveis, equipamentos de engenharia geral, entre outros setores. O comércio entre a China e a Índia cresceu pelo quinto trimestre consecutivo, com um aumento de 8,5% no primeiro trimestre. A África do Sul tem sido o maior parceiro comercial da China na África por 14 anos consecutivos, com exportações da China para a África do Sul totalizando RMB 35,11 bilhões e importações da África do Sul totalizando RMB 66,46 bilhões no primeiro trimestre desse ano. Além disso, a China mantém uma cooperação sólida com a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos no comércio de energia, sendo ambos países um dos dez maiores fornecedores de energia para a China no primeiro trimestre. A China também tem colaborado de forma pragmática com o Egito e a Etiópia no setor de infraestrutura, com exportações de projetos de construção para esses países crescendo rapidamente no primeiro trimestre. Os produtos chineses são muito populares no mercado iraniano, com as exportações da China para o Irã aumentando 15,2% no primeiro trimestre. O diretor do Departamento de Análise Estatística da Administração Geral das Alfândegas, Lv Daliang, afirmou que os países do BRICS, como representantes de mercados emergentes e países em desenvolvimento, têm o potencial de se tornarem um “acelerador” para a recuperação econômica global e o desenvolvimento do comércio. “Atualmente, o valor do comércio de mercadorias entre os países do BRICS representa cerca de 20% do comércio global, mas o comércio entre os membros do BRICS representa apenas cerca de 10% do total do comércio externo de cada país, o que indica um grande potencial de crescimento. Acredita-se que, com o enriquecimento e desenvolvimento contínuo da cooperação e dos campos de atuação da grande família do BRICS, as relações comerciais bilaterais e multilaterais possam progredir de forma ainda mais positiva”, afirmou. Em 1º de janeiro de 2024, a Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Irã e Etiópia tornaram-se membros oficiais do BRICS, elevando o número de países membros do BRICS de 5 para 10. Fonte: gov.cn Imagem principal: Zhang Guojun/ Xinhua
3 de outubro de 2023
O Banco da China fez história no comércio bilateral entre a China e o Brasil ao realizar, no dia 28 de setembro, a primeira transação completa em moeda local para empresas brasileiras. Essa realização abriu as portas para uma nova era no comércio bilateral, permitindo que empresas brasileiras descontassem cartas de crédito em Renminbi (RMB) e convertessem instantaneamente para o Real brasileiro (BRL). A transação em RMB é resultado de esforços conjuntos do Banco da China Brasil, empresas brasileiras e autoridades governamentais, demonstrando o compromisso de ambos os países em fortalecer os laços comerciais e promover o uso de suas moedas locais no comércio internacional. As negociações começaram em abril deste ano, durante a visita do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, à China. Durante a visita, China e Brasil assinaram um memorando de entendimento para promover o comércio em suas moedas locais. O Banco da China Brasil respondeu rapidamente a essa iniciativa e começou a fornecer soluções abrangentes para empresas brasileiras envolvidas no comércio com a China. Essas soluções incluem liquidação, financiamento e conversão de moeda em RMB, oferecendo uma gama completa de serviços para simplificar as transações comerciais. Eldorado Brasil Celulose: liderando a inovação A Eldorado Brasil Celulose, uma das empresas mais competitivas no setor de celulose no Brasil, foi uma das pioneiras a adotar essa nova abordagem. Em agosto deste ano, a empresa aceitou a proposta de um importador chinês de Xiamen para usar o RMB como moeda de contrato, com o Banco da China Brasil atuando como o banco recebedor. Essa transação bem-sucedida marcou o início de uma nova fase no comércio bilateral, à medida que as empresas brasileiras abraçam o RMB como parte fundamental de suas operações comerciais. Ciclo completo de operações em RMB No dia 28 de setembro, a Eldorado Brasil concluiu com sucesso uma transação em que descontou uma carta de crédito em RMB com pagamento a prazo emitida pelo importador chinês, recebendo antecipadamente o pagamento em RMB. Em conformidade com as regulamentações cambiais do Brasil, o Banco da China Brasil converteu imediatamente o RMB recebido em Reais e creditou na conta local do cliente. Esse ciclo completo de operações em RMB, desde a precificação dos bens até a conversão direta do RMB para o Real, proporcionou uma solução abrangente de liquidação em RMB para exportadores brasileiros. Impulsionando o comércio bilateral O Banco da China Brasil continua a apoiar empresas brasileiras na abertura de contas de liquidação em RMB offshore, na aceitação de pagamentos em RMB de importadores chineses e na utilização do RMB para importar equipamentos e materiais de produção da China. Essas iniciativas prometem fortalecer ainda mais o comércio entre a China e o Brasil, com mais empresas brasileiras incorporando o RMB em suas operações comerciais. Em um momento em que a cooperação econômica internacional é crucial, essa transação em moeda local entre o Banco da China Brasil e empresas brasileiras demonstra como as nações podem fortalecer seus laços comerciais e estabelecer as bases para um crescimento futuro. Com a promessa de tornar as transações comerciais mais eficientes, essa conquista marca um passo significativo em direção a uma colaboração econômica ainda mais estreita entre a China e o Brasil. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: CCTV Imagem principal: Xinhua
28 de setembro de 2023
Produção local, pós-venda e inovação. Foi baseado nesses três pilares que a Midea Carrier , fabricante chinesa de eletrodomésticos, enfrentou o preconceito contra produtos chineses no mercado brasileiro. No Brasil desde 2011, a empresa alcançou um faturamento local de R$3,2 bilhões em 2022. A expectativa é encerrar 2023 com um crescimento de 20% em comparação com o ano anterior. A operação brasileira é a segunda maior do mundo fora da China, atrás apenas dos Estados Unidos em faturamento. Atualmente, 85% de todos os produtos da marca vendidos no país são produzidos nas fábricas de Manaus e Canoas. Segundo Felipe Costa, CEO da Midea Carrier, "o Brasil se tornou prioridade do grupo para receber investimentos". "Estamos muito otimistas com o que está por vir, a partir da segunda metade de 2024 teremos nossa nova fábrica em funcionamento , sendo um grande propulsor de nossos negócios nos próximos anos", diz. Em entrevista, o CEO falou sobre os planos de crescimento da empresa, os desafios de operar no Brasil, e sobre como a Midea Carrier trabalha para adaptar os produtos às necessidades do consumidor brasileiro. Confira a entrevista com Felipe Costa, CEO da Midea Carrier no Brasil: Conte um pouco sobre a presença da empresa no Brasil. Qual é o tamanho da operação aqui? A Midea Carrier é uma joint-venture formada em 2011 por uma das maiores fabricantes de eletrodomésticos do mundo, a chinesa Midea, e a líder mundial em condicionadores de ar e climatização, Carrier. A união das marcas originou a maior produtora e distribuidora do segmento de ar-condicionado na América do Sul, que emprega quase 2.000 pessoas nas operações do Brasil, Argentina e Chile. Somos líderes no mercado de ar-condicionado no Brasil e contamos com duas fábricas, uma em Manaus (AM) com capacidade produtiva de mais de dois milhões de unidades de ar condicionado do tipo split, de uso residencial e comercial leve e outra em Canoas (RS), dedicada aos produtos de climatização comercial, com capacidade produtiva de mais de 300 mil toneladas de refrigeração (unidade de medida comumente usada no segmento – cada tonelada de refrigeração equivale a 12.000Btu/h). A empresa conta ainda com três centros de distribuição, localizados junto às fábricas, e outro em Itajaí (SC), e escritórios de vendas em SP, RJ e PE, além de 10 lojas no país. Qual o faturamento da empresa (Brasil e Global)? No Brasil, o faturamento foi de R$ 3,2 bilhões em 2022. No mundo, a Midea faturou USD 50,1 bilhões em 2022. Como funciona a operação no Brasil? A Midea está em quantos pontos de venda? A operação brasileira é a segunda maior do mundo fora da China, atrás apenas dos Estados Unidos em faturamento. Nossos produtos são comercializados em revendedores especializados de ar-condicionado e nos varejistas nacionais bem como nos regionais, ou seja temos uma presença nacional através dessa rede e também temos nosso e-commerce, a Midea Store, e a rede de lojas próprias Totaline, que tem 10 unidades no Brasil. O atendimento pós-venda é parte muito importante da nossa operação: temos cobertura nacional com 380 parceiros autorizados e atendemos mais de 30 mil consumidores todos os meses. Quais são os principais desafios e vantagens de operar negócios no Brasil? O Brasil possui uma população bastante razoável combinada com clima quente, em sua maioria, o que faz dele um dos maiores mercados de eletrodomésticos e ar-condicionado no mundo. Os desafios logísticos e a complexidade fiscal são largamente sobrepujados pelas oportunidades oferecidas pela penetração ainda relativamente baixa no segmento de ar condicionado e pela demanda de reposição da ampla base instalada de linha branca com consumidores buscando produtos mais eficientes e adaptados às suas necessidades (facilidade de uso, estética apurada, conectividade e alta qualidade). A Midea Carrier tem como estratégia aproveitar sua competência de pesquisa e desenvolvimento no país para inovar e adaptar os produtos às necessidades locais. Temos feito isso com sucesso, trazendo ao consumidor brasileiro soluções inovadoras com produtos plenamente adaptados às necessidades dos nossos consumidores. Por muito tempo, produtos chineses eram considerados de baixa qualidade no mundo, e essa fama também chegou ao Brasil. Como a Midea Carrier enfrentou esse preconceito no mercado? A Midea Carrier possui um compromisso contínuo com a produção de produtos de alta qualidade e confiabilidade. Isso envolve investimentos significativos em pesquisa e desenvolvimento, controle de qualidade rigoroso e certificações de conformidade. Além disso, a companhia tem um compromisso com a sustentabilidade, desenvolvendo produtos eficientes em termos de energia e responsabilidade ambiental. Para superar a desconfiança dos consumidores em relação aos produtos "Made in China", a Midea Carrier adotou uma estratégia que se baseia em três pilares. O primeiro é ampliar ao máximo a produção local no Brasil. Em apenas dois anos, a empresa conseguiu dobrar a proporção de produtos fabricados nacionalmente. Atualmente, 85% de tudo o que é vendido no país é produzido nas fábricas localizadas em Manaus e Canoas. Os 15% são importados e distribuídos pelo centro de distribuição no porto de Itajaí, em Santa Catarina. O segundo pilar é o foco no atendimento pós-venda. Além de oferecer garantia de dez anos para produtos como compressores e motores, a Midea Carrier planeja aproveitar toda a rede de assistência técnica já existente para os aparelhos de ar-condicionado e estender esses serviços para outros produtos. Isso visa aprimorar a experiência do cliente e garantir a satisfação pós-compra. O terceiro pilar é se consolidar como uma empresa de tecnologia, indo além da imagem de fabricante de eletrodomésticos. Isso significa investir em inovação, pesquisa e desenvolvimento, e destacar-se como uma empresa que oferece soluções tecnológicas avançadas em seus produtos. Por meio do aplicativo Smart Home, o consumidor pode controlar e monitorar nossos produtos conectados, como aparelhos de ar-condicionado, refrigeradores e lavadoras. A Midea Carrier enfrenta no Brasil a concorrência de marcas bastante consolidadas no mercado brasileiro como LG, Consul, Philco, Samsung, Brastemp, Electrolux. Como vocês se destacam e se diferenciam da concorrência no Brasil? Os grandes diferenciais da Midea Carrier são a consistência e a ambição. Consistência na condução dos negócios de uma empresa que é líder do segmento de ar-condicionado há quase três décadas e continua a se reinventar para manter essa liderança e a ambição de crescer de forma sustentável no segmento de eletrodomésticos. Somos muito fortes em produtos inovadores e competitivos, temos uma rede de distribuidores diversa, difícil de ser igualada, fábricas com grande capacidade e qualidade dos produtos, pesquisa e desenvolvimento no Brasil integrada com nossa matriz na China e estamos cada vez mais dirigindo nossos negócios pela experiência do consumidor, o que muitos buscam mas poucos realmente chegam lá. Como vocês definem o perfil do consumidor brasileiro? Você poderia dar exemplos desses produtos com características para brasileiros e como tem sido a aceitação desses produtos? Quais são os produtos da Midea Carrier mais vendidos no Brasil? O brasileiro é um consumidor moderno e que valoriza as questões do meio ambiente, da sustentabilidade e do aproveitamento correto dos recursos naturais. Destaca-se na nossa linha de produtos o condicionador de ar inverter Air Volution, desenvolvido para o mercado nacional com alta eficiência energética e condensadora de dimensões reduzidas facilitando a instalação e uso dos espaços. Muito preocupado com consumo de energia o brasileiro aceitou muito bem a nossa linha de refrigeradores com alta eficiência energética, tanto que estamos investindo em uma fábrica nova no município de Pouso Alegre para termos mais competitividade no futuro. Muitas famílias preferem lavadoras de roupas de grande capacidade, pois evitam utilizar lavanderias, por exemplo, conseguindo lavar cobertores, cortinas e peças de grande volume, por isso trouxemos ao Brasil a linha de lavadora de roupas de carga superior, que também será produzida em Pouso Alegre, apesar de nosso sucesso com as máquinas de carga frontal (lavadoras e lava-e-seca). Também temos fornos elétricos que oferecem funções variadas, como assar, grelhar e gratinar, as quais são apreciados por aqueles que gostam de cozinhar trazendo o sabor e textura de churrasqueira, uma das comidas típicas do Brasil. A companhia é líder do segmento de ar-condicionado no País, com aproximadamente 25% de participação de mercado no segmento residencial e com fatia acima de 30% na área corporativa. Mesmo comercializando quase toda a linha de Home Appliances com produtos importados, a empresa fechou 2022 com uma participação de mercado significativa segundo a GfK, entre eles: 25% de participação de mercado em lavadoras front load (incluindo lava e seca) 20% Lava e seca 16% em secadoras, 13% em lava-louças 10% em micro-ondas; 56% de participação de mercado em frigobares, 27% em freezer horizontais Quais são as perspectivas para o mercado de eletrodomésticos até o final do ano de 2024? A Midea Carrier é líder em climatização no Brasil e está conquistando cada vez mais espaço no mercado de eletrodomésticos também. Para esse ano, a expectativa é encerrar 2023 com um crescimento de 20% em comparação a 2022, aumentando nossa participação em categorias de grande representatividade e impulsionados pelos lançamentos de produtos, tanto na linha de eletrodomésticos quanto de ar-condicionado. O Brasil se tornou prioridade do grupo para receber investimentos e estamos muito otimistas com o que está por vir, à partir da segunda metade de 2024 teremos já nossa nova fábrica em funcionamento sendo um grande propulsor de nossos negócios nos próximos anos. Quais são os planos da empresa para o mercado brasileiro? Tem planos de expandir para outros países da América do Sul, além de Brasil, Argentina e Chile? A meta definida pela empresa é crescer no Brasil aproximadamente 30% nos próximos três anos, buscando estar entre os três primeiros “players” de eletrodomésticos e consolidando cada vez mais a liderança em ar-condicionado. A empresa já exporta para o Caribe, Argentina, Chile, Equador e México produtos produzidos no Brasil e busca ampliar as exportações nos próximos anos. A Midea patrocina o Manchester City. Tem alguma intenção de patrocinar um time brasileiro? O Manchester City é um parceiro da Midea Global. O time cresceu muito nos últimos anos e tem fãs no mundo todo – apenas 10% deles na Inglaterra. Por enquanto, vamos focar no clube inglês e ativar seus apoiadores brasileiros, reforçando a Midea como marca global de eletrodomésticos. Esta é a primeira entrevista da série “10 perguntas para”, que tem como objetivo entrevistar empresas chinesas que operam no Brasil. Nesta edição, conversamos com Felipe Costa, CEO da Midea Carrier, líder mundial em eletrodomésticos e climatização.
25 de setembro de 2023
O comércio bilateral entre a China e o Brasil atingiu um marco histórico nos primeiros oito meses deste ano, superando a marca de US$ 100 bilhões, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços do Brasil. Durante a visita oficial do membro do Comitê Permanente do Bureau Político do Comitê Central do Partido Comunista da China (CPC), Li Xi, ao Brasil, foi enfatizada a determinação de ambas as nações em aprofundar sua cooperação prática e promover a construção de uma "comunidade com um futuro compartilhado para a humanidade". Um exemplo notável dessa cooperação é o setor agrícola, onde o Brasil se tornou um fornecedor líder de produtos como milho, soja e carne bovina para a China. Apenas em agosto, o Brasil exportou um recorde de 2,3 milhões de toneladas de milho para a China, elevando o volume anual para 4,6 milhões de toneladas. A China tem sido o principal parceiro comercial do Brasil por 14 anos consecutivos e ambos os países estão explorando novas áreas de cooperação, incluindo inovação tecnológica. Além do comércio, a China também tem investido em infraestrutura e projetos de interesse público no Brasil, como o projeto de transmissão de energia da usina hidrelétrica de Belo Monte. Além das relações bilaterais, a China e o Brasil desempenham um papel importante no cenário global como os maiores países em desenvolvimento dos hemisférios Oriental e Ocidental, respectivamente. Ambas as nações reforçaram seu compromisso em coordenar em organizações internacionais e mecanismos multilaterais, incluindo as Nações Unidas, o G20 e o BRICS . Em um comunicado conjunto, enfatizaram a promoção de valores como paz, desenvolvimento, justiça, democracia e liberdade em todo o mundo. Essa cooperação bilateral e multilateral entre China e Brasil continua a moldar o cenário global e abordar desafios globais, como pobreza, desigualdade e mudança climática, em busca da paz, desenvolvimento e prosperidade global. Tradução: Mei Zhen Li Fonte e imagem: Xinhua
17 de agosto de 2023
A próxima 15ª Cúpula dos líderes dos países do BRICS, bloco que inclui Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, a ser realizada em Johannesburgo, com início na próxima semana, tem despertado interesse de outros países emergentes. Este será o primeiro encontro a ser realizado de forma presencial desde o início da pandemia de Covid-19. Segundo o governo brasileiro, dos países do bloco, estarão presentes os presidentes Lula (Brasil), Cyril Ramaphosa (África do Sul) e Xi Jinping (China), e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, participará de forma remota. Numerosos países em desenvolvimento e emergentes expressaram forte desejo de aprofundar sua cooperação com os países do BRICS. A Ministra de Relações Internacionais e Cooperação da África do Sul, Naledi Pandor, recentemente declarou que 67 líderes de países africanos e do Sul Global foram convidados para participar do Diálogo entre os países do BRICS e a África, além do Diálogo BRICS+, com cerca de 20 representantes de organizações como a Comissão da União Africana, as Nações Unidas e grupos de economia regionais, convidados a participar de reuniões prévias à cúpula. O sucesso da cooperação entre os países do BRICS nos 17 anos de existência aumentou a confiança dos países que desejam acelerar seu desenvolvimento enquanto mantêm sua independência. Isso ganhou grande reconhecimento e confiança das nações em desenvolvimento em todo o mundo. Os países do BRICS se tornaram uma importante força emergente na economia mundial. De acordo com dados estatísticos divulgados em março deste ano pelo instituto de pesquisa econômica Acorn Macro Consulting do Reino Unido, quando considerado o poder de compra, até 2022 a participação dos países do BRICS na economia global ultrapassou a do Grupo dos Sete (G7). O Fundo Monetário Internacional prevê que nos próximos cinco anos a contribuição dos países do BRICS para o crescimento econômico global chegará a quase 40%. Nos últimos anos, os países do BRICS têm fortalecido sua cooperação prática em áreas como redução da pobreza, segurança alimentar, combate à COVID-19 e vacinação , financiamento para o desenvolvimento, mudanças climáticas e desenvolvimento sustentável, industrialização, economia digital, conectividade e muito mais. Isso tem injetado energia na recuperação econômica global. Fonte: Daily Economic Imagem principal: Rao Aimin/ Xinhua
16 de maio de 2023
A relação diplomática entre o Brasil e a China tem sido historicamente caracterizada por laços comerciais e cooperação em diversas áreas. Os dois países estabeleceram relações diplomáticas em 1974, durante o governo do presidente Ernesto Geisel e mantiveram um relacionamento relativamente estável desde então. Contudo, foi a partir de 2009, com a segunda visita do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China, que o país tornou-se o principal parceiro comercial do Brasil. Em contrapartida, o Brasil tornou-se um importante fornecedor de commodities (produtos básicos globais não industrializados) para a China. As exportações brasileiras para o país asiático, são dominadas por produtos como soja, minério de ferro, petróleo e carne bovina. Já a China exporta para o Brasil produtos manufaturados, eletrônicos e bens de consumo, auxiliando o comércio bilateral de modo fundamental para as economias de ambos os países, além de contribuir para o desenvolvimento econômico global. O volume de comércio bilateral chegou a US$150,5 bilhões em 2022 . Além das relações comerciais, os dois países têm buscado a cooperação em diversas áreas, como ciência e tecnologia, educação, cultura e turismo e promovido intercâmbios e parcerias. A China também tem sido um importante investidor em setores-chave da economia brasileira, como energia, agricultura, transporte e telecomunicações. Empresas chinesas têm participado de licitações de projetos de infraestrutura no Brasil e têm sido parceiras em projetos como a construção de usinas hidrelétricas e ferrovias. Os desafios e oportunidades entre os laços diplomáticos Brasil-China Apesar das relações estáveis, é importante ressaltar que essa diplomacia passou por alguns desafios ao longo dos anos, como mudanças de governo, políticas internas e externas, eventos geopolíticos globais, entre outros. Questões como a competição no setor industrial, barreiras comerciais, protecionismo e divergências em fóruns internacionais também geraram atritos entre os dois países. No entanto, ao longo desses quase 50 anos de relações diplomáticas, a China e o Brasil têm mantido um crescimento constante em sua relação, mesmo diante das mudanças no cenário internacional. Recentemente, os dois países concordaram em realizar transações comerciais em suas próprias moedas , retirando o dólar americano como intermediário. Isso permitirá que os países conduzam transações diretas, trocando Yuan por Real e vice-versa, em vez de usar o dólar. O acordo será executado pelo Banco Industrial e Comercial da China (ICBC) e pelo Banco de Comunicações BBM. A expectativa é que isso reduza os custos, facilite os investimentos, impulsione transações transfronteiriças e fortaleça ainda mais o comércio entre Brasil e China.
14 de abril de 2023
Durante sua visita de Estado à China, o presidente do Brasil , Lula, afirmou em entrevista exclusiva por escrito à Xinhua que as relações entre Brasil e China são importantes tanto para os dois países quanto para o mundo. Ele enfatizou o papel dos países do BRICS na construção de uma ordem internacional mais democrática e inclusiva. "Manter as características e a coerência desse mecanismo é crucial, o que significa apoiar o multilateralismo e promover um papel mais importante dos países em desenvolvimento no sistema internacional", disse. Ao recordar seus mais de 20 anos de interação com a China, Lula afirmou: "Quando visitei Pequim pela primeira vez, ninguém poderia imaginar que as relações entre Brasil e China teriam tanta importância hoje". O comércio entre Brasil e China cresceu constantemente desde que Lula foi eleito pela primeira vez em 2003. "A China se tornou o principal parceiro comercial do Brasil; e além do setor econômico, as relações políticas entre os dois países também continuam a se aprofundar", afirmou Lula. De acordo com estatísticas brasileiras, o comércio bilateral entre Brasil e China ultrapassou US$ 100 bilhões por cinco anos consecutivos até 2022, com a China sendo o maior parceiro comercial do Brasil por 14 anos consecutivos. Ao falar sobre as relações econômicas e comerciais entre Brasil e China, Lula não economizou elogios. Ele disse: "Nossas exportações para a China são maiores do que nossas exportações combinadas para os Estados Unidos e a União Europeia. A China é atualmente o principal motor da agricultura brasileira, e espero que a China se torne um poderoso motor para a reindustrialização do Brasil". Lula expressou o desejo de cooperação entre Brasil e China para promover o desenvolvimento econômico sustentável do Brasil. Ele disse que há um enorme potencial de cooperação entre os dois países em biocombustíveis e hidrogênio verde, e que é necessário trabalhar ainda mais duro na inovação tecnológica para transformar o conhecimento científico avançado em aplicação prática. Na entrevista, ele afirmou que o governo brasileiro está trabalhando para melhorar a infraestrutura nacional, incluindo portos, aeroportos, rodovias, ferrovias e energia. "Há um grande espaço para cooperação e investimento com a China nesses campos", afirmou. Lula elogiou o modelo de modernização da China. "O sucesso da modernização chinesa demonstra que não existe uma fórmula única para o desenvolvimento, cada país deve seguir seu próprio caminho de acordo com os desafios históricos e suas próprias forças", afirmou. O presidente destacou que o Brasil está empenhado em construir uma "estrada de modernização brasileira", que combina o crescimento econômico, a redução da pobreza e desigualdade social, e a garantia da sustentabilidade dos recursos naturais. "Queremos alcançar o crescimento com justiça social, sustentabilidade ambiental e respeito à democracia e aos direitos humanos", afirmou. Lula acredita que na área de governança global, a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas explana de forma abrangente a transformação do ideal de desenvolvimento sustentável em prosperidade compartilhada por todos, sendo um bom guia de ação para áreas relacionadas. Ele sugere que Brasil e China coordenem mais em organizações internacionais e multilaterais, como a Organização Internacional do Trabalho, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura e a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação. Lula acredita que a cooperação Brasil-China é importante para enfrentar as mudanças climáticas. "A mudança climática é uma ameaça real, especialmente para os mais vulneráveis, e pode prejudicar nossos esforços para erradicar a pobreza e a fome", disse Lula. "O Brasil e a China podem avançar na transição para uma economia de baixo carbono. O Brasil tem uma matriz energética limpa que pode ser expandida e combinada com investimentos chineses." Lula também espera que a China desempenhe um papel na promoção da integração regional na América Latina e no Caribe. "Sem estradas, ferrovias, linhas de transmissão de energia, telecomunicações, bem como conexões aéreas e marítimas, a integração regional é impossível", disse Lula. "A China pode desempenhar um papel ativo em ajudar a integrar a infraestrutura da região." Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Xinhua Imagem principal: Ricardo Stuckert/ Gov.br
13 de abril de 2023
O Banco Industrial e Comercial da China (Brasil) Ltda anunciou que processou com sucesso sua primeira transação de liquidação transfronteiriça em renminbi (RMB), o que representa um avanço considerável nos negócios transfronteiriços em RMB do banco no mercado brasileiro. Em fevereiro, o Banco Popular da China, banco central do país, autorizou o ICBC Brasil como o banco de compensação RMB no Brasil, o que permitiu ao banco realizar transações em RMB entre clientes brasileiros e chineses. Na transação em questão, o ICBC Brasil deu suporte a ambas as partes, permitindo a liquidação diretamente na moeda chinesa. Isso demonstrou vantagens significativas em termos de eficiência de compensação, custos de câmbio e segurança dos fluxos de fundos e informações, afirmou o banco em comunicado à imprensa. "Continuaremos a aproveitar ativamente nossas vantagens como o banco de compensação RMB no Brasil e nos esforçaremos para fornecer serviços de liquidação transfronteiriça convenientes, eficientes e seguros em RMB para empresas de ambos os países, promovendo o desenvolvimento contínuo da cooperação econômica e comercial entre a China e o Brasil", disse o chefe do ICBC Brasil. O sucesso da transação é um importante passo para aumentar a proporção de RMB no comércio e investimento entre a China e o Brasil , já que as empresas de ambos os países agora possuem mais opções de moeda para o comércio. Nos últimos anos, a cooperação econômica e comercial entre a China e o Brasil tem se aproximado cada vez mais, o que torna a implementação bem-sucedida desta transação ainda mais relevante. Com isso, o ICBC Brasil reforça sua posição como um dos principais players em transações financeiras entre Brasil e China, o que deve impulsionar ainda mais o comércio e investimento entre os dois países. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Xinhua Imagem principal: Agência Xinhua
3 de abril de 2023
O renminbi (RMB), moeda chinesa, ultrapassou o euro e se tornou a segunda maior moeda de reserva internacional do Brasil, de acordo com o último Relatório de Gestão de Reservas Internacionais divulgado pelo banco central do país na sexta-feira (31). O relatório mostrou que o RMB representava 5,37% das reservas cambiais internacionais do Brasil até o final de 2022, superando a participação do euro de 4,74%, refletindo o aprofundamento dos laços econômicos entre o Brasil e a China . A moeda chinesa tornou-se uma das moedas de reserva de câmbio internacional do Brasil em 2019. Nos últimos dois anos, as reservas de RMB do Brasil cresceram significativamente. Em 2021, a participação do RMB em suas reservas de divisas aumentou para 4,99%, acima dos 1,21% do ano anterior. No mesmo ano, a participação do dólar americano caiu de 86,03% para 80,34% e a participação do euro caiu de 7,85% para 5,04%. O banco central também observou que as reservas internacionais totais do Brasil caíram de US$ 362,2 bilhões em 2021 para US$ 324,7 bilhões em 2022, devido a uma perda nos retornos das carteiras em meio às altas das taxas do Sistema de Reserva Federal (FED) e à valorização do dólar. O RMB representava 2,69% das reservas mundiais alocadas no último trimestre de 2022, dados divulgados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) mostrados na sexta-feira. A participação do RMB nas reservas cambiais mundiais ocupa o quinto lugar entre todas as moedas de reserva, seguindo o dólar americano, o euro, o iene japonês e a libra esterlina. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Diário do Povo Imagem principal: Cloudy Design/ Adobe Stock