22 de setembro de 2025
No dia 20 de setembro, a China iniciou em Delingha, na Prefeitura Autônoma Mongol-Tibetana de Haixi, província de Qinghai, a construção do primeiro radiotelescópio submilimétrico de 15 metros de diâmetro desenvolvido no país. O projeto é conduzido pelo Observatório Astronômico da Montanha Púrpura, da Academia Chinesa de Ciências. O equipamento terá um espelho de 15 metros de diâmetro capaz de captar radiação submilimétrica em faixas de alta frequência. Também contará com instrumentos como câmera multicolorida de grande campo de visão, receptores heteródinos de três bandas e receptor multifeixe de 460 GHz, o que permitirá observações em banda larga , com amplo campo de visão e alta sensibilidade. Segundo Li Jing, diretora do departamento de pesquisa do Observatório da Montanha Púrpura, as ondas submilimétricas abrangem radiações eletromagnéticas com comprimento de onda entre 0,1 e 1 milímetro. “Dentro dessa faixa estão informações que a luz visível e o infravermelho próximo não revelam, como a distribuição de gases moleculares, a atividade da poeira interestelar e o processo de formação de estrelas”, explicou. Ela destacou que telescópios ópticos não conseguem atravessar a poeira cósmica, enquanto as observações em submilímetro permitem estudar a formação de galáxias e rastrear moléculas associadas à vida. Por décadas, a China teve limitações na astronomia submilimétrica por não dispor de instalações próprias em operação regular. Para reduzir essa lacuna, pesquisadores aprovaram em 2022 a construção do radiotelescópio, que deve ampliar a capacidade nacional em pesquisas astronômicas. Com a entrada em operação, o telescópio deve apoiar estudos sobre a evolução das galáxias, a estrutura da Via Láctea , a química interestelar e a astronomia do tempo variável. Além da pesquisa astronômica, também funcionará como plataforma interdisciplinar para aplicações em ciências atmosféricas e em comunicações espaciais de alta capacidade entre a Terra e o espaço. Fonte: gmw.cn
30 de janeiro de 2024
A China tem planos de alcançar um marco astronômico com o lançamento do seu telescópio espectral mais avançado, até 2026. O Telescópio Espectroscópico da Universidade Jiao Tong (JUST), com uma imponente abertura de 4,4 metros, está programado para entrar em operação na Base de Observação Astronômica de Lenghu, em Qinghai. Após três anos de testes e monitoramento, a escolha estratégica da localização do JUST foi fundamentada em condições atmosféricas ideais, destacando-se pela qualidade do ar excepcional e pelos céus noturnos cristalinos. Este projeto, em linha com os objetivos do Instituto Tsung-Dao Lee da Universidade Jiao Tong, será instalado em uma elevação notável de 4.322 metros na Montanha Saishiteng. [caption id="attachment_19697" align="alignnone" width="2000"] Universidade Jiao Tong de Xangai/Divulgação[/caption] Com previsão de conclusão para 2026, o JUST se destacará como uma peça central nas pesquisas do universo escuro, rastreamento do universo dinâmico e busca por exoplanetas . Este telescópio será a joia da coroa da tecnologia astronômica chinesa, colaborando estreitamente com projetos como o telescópio de levantamento Mozi e o futuro Telescópio da Estação Espacial Chinesa (CSST). O diferencial do JUST reside na promessa de seus espectrômetros de alta resolução, capazes de realizar observações simultâneas de alta resolução em múltiplos alvos. Essa inovação promete revolucionar a eficiência na detecção de exoplanetas. O impacto do JUST na comunidade astronômica chinesa será notável, gerando avanços significativos em áreas como astronomia de domínio temporal, busca por exoplanetas e compreensão da estrutura cósmica. O futuro da astronomia chinesa está prestes a ganhar uma nova dimensão com a entrada em cena deste telescópio pioneiro. Fonte: Diário do Povo Imagem principal: Universidade Jiao Tong de Xangai/Divulgação
7 de agosto de 2023
Lenghu, uma cidade abandonada na região noroeste da China, passou por uma transformação e agora é uma popular base de observação astronômica. Localizada na Prefeitura Autônoma Mongol e Tibetana de Haixi, na Província de Qinghai, a cidade costumava ser um próspero centro de produção de petróleo , mas seus recursos se esgotaram ao longo do tempo, levando ao seu declínio, até ser abandonada. Hoje, Lenghu está experimentando um renascimento, graças às suas características geográficas únicas. Cercada por impressionantes formações rochosas Yardang e paisagens de florestas de terra, a cidade possui uma população permanente de pouco mais de 300 habitantes. A quinze quilômetros a sudoeste de Lenghu, encontram-se os remanescentes de sua antiga base de produção de petróleo, com casas residenciais abandonadas e estruturas de uma era passada. Os campos de petróleo que empregavam mais de 20.000 pessoas gradualmente cessaram a produção no final dos anos 1970, à medida que as reservas de recursos diminuíam. Trabalhadores e suas famílias partiram para novos campos de petróleo em províncias vizinhas. Em 2015, uma visão ambiciosa para revitalizar Lenghu tomou forma quando Tian Cairang, então vice-diretor do departamento de habitação e desenvolvimento urbano-rural da Prefeitura Autônoma Mongol e Tibetana de Haixi, foi nomeado vice-diretor do comitê administrativo da cidade de Lenghu. Determinado a reverter a situação da cidade, Tian explorou diversas oportunidades de desenvolvimento, com o turismo sendo uma consideração proeminente. No entanto, a localização remota de Lenghu e sua limitada acessibilidade desencorajaram potenciais investidores, apesar do rico potencial turístico da cidade, incluindo a formação rochosa Yardang e a vasta extensão do deserto de Gobi. Isso só mudou após a construção de uma nova estrada atravessando o deserto de Gobi e o estabelecimento de um "acampamento em Marte" em Lenghu. O "acampamento em Marte", em operação desde março de 2019, rapidamente se tornou um sucesso entre os turistas, especialmente os adolescentes. Oferecendo acomodações para 72 visitantes em cápsulas de dormir e 100 em tendas, o acampamento também possui um restaurante que atende a 60 hóspedes. Abraçando um tema futurista, o acampamento atraiu cerca de 100.000 visitantes dentro de um ano de sua inauguração, com 7.800 deles participando de atividades de popularização da ciência. [caption id="attachment_18058" align="alignnone" width="900"] Fonte da imagem: Chen Jie/ Xinhua[/caption] Hoje, Lenghu conta com 12 projetos de telescópios astronômicos em operação, com planos em andamento para a construção de 43 telescópios. Já foram construídos quatro telescópios, 29 concluíram a construção das torres de observação e corpos principais, e 10 ainda estão em desenvolvimento. Deng Licai acredita que, com o desenvolvimento contínuo da infraestrutura e os testes dos telescópios, Lenghu se consolidará como uma importante base internacional de observação astronômica e um centro de descobertas científicas. Em 2018, o projeto "Laboratório Lenghu" foi lançado, com o objetivo de colaborar com laboratórios escolares para oferecer cursos de astronomia online e offline para estudantes do ensino médio e fundamental em todo o país. Enquanto Lenghu desfruta de sua nova glória, a cidade serve como um exemplo notável de transformar adversidades em oportunidades, e seu futuro como um centro de descobertas astronômicas e avanços científicos parece promissor. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Diário do Povo Imagem principal: Chen Jie/ Xinhua
18 de janeiro de 2022
(Imagem meramente ilustrativa) Recentemente, o Observatório Astronômico Zijinshang da Academia de Ciências da China reportou a descoberta de um asteroide que está se dirigindo para a Terra. Espera-se que o asteroide, 2022 AA, catalogado pelo Minor Planet Center, sobrevoe a Terra em 4 de fevereiro. Zhao Haibin, pesquisador do Observatório Astronômico Zijinshang, disse que o asteroide descoberto por volta das 21h33 (horário de Beijing) do dia 1, é um corpo celeste do Asteroide Apolo, que tem órbitas localizadas perto da Terra. Ele tem cerca de 43 metros de diâmetro, equivalente a metade de um campo de futebol do tamanho padrão. Sua distância mínima de encontro orbital com a terra é de cerca de 341 mil km, ou seja, menor que a distância entre a Terra e a Lua. Vários observatórios de outros países, como por exemplo, EUA, Chile, também estão rastreando. Segundo as regras de designação de asteroides da Minor Center Planet, a sintaxe “2022" representa o ano que foi descoberto, o primeiro "A" significa que foi achado na primeira quinzena de janeiro, e o segundo "A" indica que é o primeiro asteroide descoberto durante aquele período. "De acordo com as medições, o 2022 AA passará a 2,55 milhões de quilômetros de distância do planeta Terra, sem sinais de perigo à Terra", afirmou Zhao. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Diário do Povo
14 de outubro de 2021
O primeiro satélite de teste de ciência e tecnologia de exploração solar da China, "Xihe", equipado no foguete Changzheng 2D, foi lançado com sucesso no Centro de Lançamento de Satélites de Taiyuan, hoje (14) às 18h51, horário de Beijing. Marcando um início na era de missões solares da China. Segundo as informações, da Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (CAST, sigla em inglês), este satélite (Detecção de Espectro Solar H-alpha [Hα] e Teste de Ciência e Tecnologia de Super Plataforma Dupla Satélite) foi aprovado pela Administração Espacial Nacional da China (CNSA, sigla em inglês) e desenvolvido pela 8 a Academia Chinesa de Tecnologia Espacial, e será operado pela Universidade de Nanjing (NJU, sigla em inglês). Após o lançamento bem-sucedido, o satélite realizará a primeira observação de imagem espectral de banda Hα de plano completo do mundo. Ao mesmo tempo, o satélite aplicará pela primeira vez em órbita as tecnologias de levitação, precisão de apontamento, ultra alta estabilidade e realizará dois tipos de compartimentos separados. Tradução: Mei Zhen Li.