5 de fevereiro de 2026
A China movimentou RMB 26,29 trilhões no comércio com economias da APEC em 2025, valor que representou 57,82% do comércio exterior do país. O dado foi apresentado na Primeira Reunião de Altos Funcionários da APEC China 2026, realizada em Guangzhou, no sul da China. Autoridades discutiram medidas para reduzir entraves ao comércio regional e responder à pressão sobre as cadeias globais de suprimentos. Zhao Zenglian, vice-ministro da Administração Geral das Alfândegas da China, afirmou que o país pretende ampliar a cooperação com as economias da APEC em comércio eletrônico transfronteiriço, comércio verde e acesso a mercados agrícolas. Ele defendeu mais transparência regulatória, alinhamento de políticas e simplificação de procedimentos alfandegários para reduzir custos e atrasos no comércio. Representantes de outras economias da APEC defenderam a integração de sistemas entre alfândegas, o intercâmbio de dados e o uso de ferramentas de análise de risco para manter o fluxo de mercadorias. Scott Butters, da Australian Border Force, disse que o compartilhamento de informações entre Austrália e China pode acelerar o comércio bilateral e melhorar a identificação de riscos. Brendan Pearce, da embaixada da Nova Zelândia em Pequim, afirmou que o uso de inteligência artificial pode ampliar a capacidade de análise das alfândegas e facilitar a liberação de cargas. As exportações chinesas de produtos de alta tecnologia para economias da APEC alcançaram RMB 4,63 trilhões em 2025, alta de 8,1% em um ano, com liderança de veículos elétricos, baterias de íon-lítio e equipamentos fotovoltaicos. Empresas também ampliaram vendas para a APEC: a LM Wind Power Blades (Fujian) exportou RMB 650 milhões em 2025, alta anual de 82,3% em valor, e a CJ (Shenyang) Biotech exportou RMB 630 milhões, crescimento de 45,4%, segundo dados das alfândegas locais. Fonte: China Daily
31 de dezembro de 2024
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, afirmou em 31 de dezembro que os países do Sul Global estão avançando de forma conjunta, trazendo um novo impulso à transformação da globalização econômica e promovendo uma nova dinâmica na governança global. Segundo Mao, a China continuará contribuindo com sua “contribuição do Sul Global” para o progresso da humanidade. A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa e reportada pela agência de notícias chinesa, Xinhua. Mao Ning destacou que esse movimento de eventos realizados em 2024, como a primeira cúpula ampliada dos BRICS e reuniões multilaterais importantes no Peru e no Brasil, incluindo a Reunião Informal de Líderes da APEC e a Cúpula do G20, reflete as grandes transformações pelas quais o mundo está passando. “O Sul Global deu passos significativos no palco da história, simbolizando mudanças profundas no cenário internacional”, afirmou Mao. Ele mencionou marcos como a ampliação dos BRICS , o surgimento do modelo de cooperação "SCO+" e a inclusão da União Africana no G20 como exemplos de avanços relevantes. Mao ressaltou que os países do Sul Global estão intensificando sua participação na cooperação multilateral, contribuindo para uma globalização econômica mais equilibrada e para a melhoria da governança global. Compromissos da China com o Sul Global Mao Ning destacou que a China, como um membro importante do Sul Global, tem se comprometido em promover a unidade e a revitalização dos países em desenvolvimento. Ele lembrou a iniciativa apresentada pelo presidente Xi Jinping, a Iniciativa de Cooperação Aberta e Inclusiva do Sul Global, que inclui oito medidas de apoio para fortalecer a cooperação entre esses países. “A China sempre defendeu que os países do Sul Global trabalhem juntos para promover a paz, sendo uma força estabilizadora no cenário internacional, um pilar para o desenvolvimento aberto, uma força construtiva para a governança global e um promotor do diálogo intercivilizacional”, afirmou o porta-voz. Perspectivas para o futuro Mao Ning também reforçou que a China continuará praticando o verdadeiro multilateralismo, defendendo os interesses comuns dos países em desenvolvimento e fortalecendo a autossuficiência coletiva do Sul Global. "A China está empenhada em unir os países para criar uma força conjunta que contribua para o progresso humano e para uma governança global mais inclusiva e equitativa", concluiu. Fonte: www.news.cn
25 de novembro de 2024
O presidente da China, Xi Jinping, retornou a Pequim no sábado (23), após uma intensa agenda internacional. O líder chinês participou da 31ª Reunião de Líderes Econômicos da APEC , da 19ª Cúpula do G20 e realizou visitas de Estado ao Brasil e ao Peru. A viagem, que durou 11 dias, foi descrita pelo Ministério das Relações Exteriores chinês como um marco de solidariedade e cooperação para o desenvolvimento global. De acordo com o chanceler chinês, Wang Yi, Xi participou de cerca de 40 encontros bilaterais e multilaterais e assinou mais de 60 documentos de cooperação durante a viagem. Wang destacou que, ao passar por Lima e Rio de Janeiro, Xi reiterou o compromisso da China com o multilateralismo e o desenvolvimento conjunto, promovendo uma visão inclusiva e sustentável para o futuro global. Na APEC, realizada em Lima, Xi apelou para que os países da Ásia-Pacífico aprofundem a cooperação multilateral, promovam a inovação verde e mantenham um desenvolvimento inclusivo e interconectado. Já na Cúpula do G20, no Rio de Janeiro, o líder chinês apresentou propostas voltadas para um crescimento econômico global mais inclusivo, resiliente e sustentável, além de anunciar oito novas ações da China para apoiar o desenvolvimento global, incluindo a adesão à Aliança Global contra a Fome e a Pobreza. Porto de Chancay e fortalecimento da relação com o Brasil Um dos destaques da visita ao Peru foi a participação, ao lado da presidente Dina Boluarte, na inauguração do Porto de Chancay, por videoconferência. O empreendimento, descrito como o primeiro porto inteligente e sustentável da América do Sul, tem potencial para transformar o comércio na região, estabelecendo um novo corredor terrestre e marítimo entre a Ásia e a América Latina. No Brasil, Xi se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um encontro que consolidou a relação bilateral como a “melhor da história”, segundo Wang Yi. Os dois líderes anunciaram a elevação da parceria para uma “comunidade com futuro compartilhado”. A visita marca um importante capítulo na história das relações sino-brasileiras. Diplomacia global e diálogo com grandes potências À margem das reuniões multilaterais, Xi também conduziu encontros bilaterais com líderes de diversas potências, incluindo o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden . Durante o diálogo, ambos destacaram a importância de uma relação estável entre os dois países, considerada essencial para a estabilidade global. Xi enfatizou a necessidade de uma convivência harmoniosa, baseada no diálogo e na cooperação, especialmente em questões sensíveis como Taiwan. Líderes da França, Alemanha e Reino Unido também se reuniram com Xi, que reforçou o apelo por uma visão de longo prazo nas relações sino-europeias, baseada no diálogo e em parcerias estratégicas. Ao longo da viagem, Xi Jinping apresentou medidas para promover o desenvolvimento sustentável e uma maior abertura econômica da China, convidando parceiros globais a crescerem juntos com o país. A agenda diplomática reforça o papel da China como um ator central na governança global e no fortalecimento da cooperação internacional. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Diário do Povo
18 de novembro de 2024
Na 31ª Reunião Informal dos Líderes da APEC, realizada na manhã de 16 de novembro no Centro de Conferências de Lima, no Peru, o presidente chinês Xi Jinping enfatizou o papel crucial da Ásia-Pacífico no atual momento histórico. Em seu discurso, intitulado "Assumir conjuntamente as responsabilidades da nossa época e promover o desenvolvimento da Ásia-Pacífico ", Xi apresentou as propostas da China para fortalecer a construção de uma comunidade com um futuro compartilhado na região. Pessoas de diferentes países destacaram as propostas apresentadas pelo presidente Xi Jinping como fundamentais para a promoção do desenvolvimento regional na Ásia-Pacífico. As três sugestões principais — "construir um padrão de cooperação aberto e inclusivo", "cultivar um motor de crescimento verde e inovador" e "adotar um conceito de desenvolvimento pró-inclusivo" — foram vistas como orientações claras para fortalecer a colaboração entre os países da região. As propostas foram recebidas como um marco para a integração e o desenvolvimento sustentável na Ásia-Pacífico. Segundo especialistas, as ideias reforçam a importância de equilibrar o progresso econômico com sustentabilidade e inclusão social, consolidando a região como um motor global de inovação e prosperidade. Xi destacou a necessidade de traçar um caminho que leve à criação de um novo período de "trinta anos dourados" de crescimento na região. Em seu discurso, o presidente ressaltou a importância do multilateralismo e da manutenção de uma economia aberta. Ele defendeu o fortalecimento do sistema de comércio multilateral, centrado na Organização Mundial do Comércio (OMC), e destacou o papel estratégico da APEC como uma "incubadora" de novas regras globais de comércio. Xi também propôs iniciativas para promover a integração econômica regional e a conectividade, além de eliminar barreiras ao comércio, investimento, tecnologia e serviços. O líder chinês enfatizou a urgência de garantir a estabilidade das cadeias industriais e de abastecimento, promovendo uma circulação econômica fluida na Ásia-Pacífico e globalmente. "Mostrar a mais pessoas que a cooperação na Ásia-Pacífico é um grande empreendimento de benefício mútuo" foi a mensagem central de seu discurso, que reforça o compromisso da China com a construção de uma comunidade regional interconectada e próspera. Elard Escala, ex-diretor-geral do Departamento da Ásia-Pacífico do Ministério das Relações Exteriores do Peru, afirmou que as iniciativas chinesas têm "grande importância prática" e ajudam a fortalecer as forças que defendem o multilateralismo, além de contribuir para a construção de uma economia mundial mais aberta. Mohamed bin Abdul Majid, presidente da Associação de Amizade Malásia-China e ex-embaixador da Malásia na China, ressaltou que políticas comerciais abertas e inclusivas são fundamentais para impulsionar o crescimento econômico e beneficiar os povos da Ásia-Pacífico. Ele destacou que o reforço da cooperação regional e a eliminação de barreiras comerciais podem promover o comércio e o investimento transfronteiriços, favorecendo o desenvolvimento e a prosperidade da região. Xi Jinping apresenta soluções para impulsionar crescimento verde e inovação na Ásia-Pacífico O presidente chinês delineou propostas estratégicas para fortalecer o crescimento sustentável e inovador na região da Ásia-Pacífico. Ele destacou a importância de aproveitar as oportunidades geradas pela nova revolução científica e tecnológica e pela transformação industrial, reforçando a cooperação em áreas como inteligência artificial, informação quântica, saúde e biotecnologia. Xi Jinping defendeu a criação de um ecossistema de inovação que seja aberto, justo, imparcial e não discriminatório, promovendo avanços na produtividade regional. Ele enfatizou a necessidade de priorizar a sustentabilidade ecológica, adotando práticas de economia circular e investindo na transformação verde e de baixo carbono, com o objetivo de construir uma Ásia-Pacífico limpa e bela. O líder chinês também propôs a integração da transformação digital com a transição verde, buscando criar novos motores e vantagens competitivas para o desenvolvimento econômico e social da região. Suas soluções representam a visão chinesa para liderar a coordenação entre inovação tecnológica e sustentabilidade, moldando o futuro da Ásia-Pacífico como um modelo de crescimento sustentável e inovador. Fonte: people.com.cn
13 de novembro de 2024
Nos primeiros 10 meses deste ano, o comércio da China com outras economias da região da Ásia-Pacífico (APEC) alcançou RMB 21,27 trilhões, estabelecendo um novo marco histórico para o período, segundo dados da alfândega chinesa. Esse montante corresponde a 59,1% do total das importações e exportações da China no período. De janeiro a outubro, o comércio da China com outras economias da APEC cresceu 5,7% em comparação anual, superando em 0,5 ponto percentual o crescimento geral do país no período. Entre os destaques, as exportações para o Vietnã, Peru, Malásia e México aumentaram 17,4%, 16,8%, 12,1% e 11,7%, respectivamente. As exportações para as regiões de Hong Kong e Taiwan cresceram 11,3% e 11%, respectivamente. As vendas para a Coreia do Sul, Tailândia, Canadá e Brunei também superaram a média de crescimento geral da China. Já as importações e exportações com Estados Unidos, Rússia e Cingapura mantiveram a trajetória de crescimento. O sistema industrial da China tem contribuído para impulsionar a produção nas economias da APEC, refletindo-se na melhoria da qualidade de vida. Nos primeiros 10 meses, as exportações chinesas de produtos intermediários para essas economias somaram RMB 5,56 trilhões, um crescimento de 8,4%, representando 45,4% do total de exportações da China para a APEC no período. Entre os principais itens, as exportações de componentes eletrônicos, peças automotivas, acessórios para equipamentos de processamento de dados automáticos e módulos de exibição plana cresceram 17,3%, 8%, 24,8% e 24%, respectivamente. No mesmo período, a China também exportou bens de consumo significativos para as economias da APEC, incluindo têxteis e vestuário, que alcançaram RMB 906,88 bilhões (alta de 3,9%); frutas e vegetais, RMB 92,87 bilhões (crescimento de 10,6%); móveis e eletrodomésticos, RMB 181,85 bilhões (crescimento de 8,9%); e veículos de passageiros, com RMB 212,35 bilhões (alta de 21,6%). O desenvolvimento de alta qualidade da China vem abrindo um mercado mais amplo e criando novas oportunidades para as economias da APEC. Nos primeiros 10 meses, as importações chinesas de produtos intermediários dessas economias somaram RMB 7,23 trilhões, um aumento de 3,5%, correspondendo a 80,2% das importações totais da China provenientes da APEC no período. Entre os destaques, as importações de produtos eletromecânicos alcançaram RMB 2,88 trilhões, um crescimento de 9,6%; os produtos energéticos, RMB 1,15 trilhão, com alta de 6,6%; e os minérios metálicos, RMB 945,1 bilhões, registrando aumento de 6,4%. Fonte: gmw.cn