23 de junho de 2022
Antes do final do primeiro semestre do ano, as exportações de automóveis da China ultrapassaram a marca de um milhão, com um aumento anual de mais de 40%. Comparado com a queda de 12% nas vendas de carros dentro da China de janeiro a maio, esse desempenho na exportação é inusitado. De acordo com os dados alfandegários de importação e exportação divulgados pela Administração Geral das Alfândegas, a exportação mensal de automóveis em maio atingiu 230 mil, um aumento homólogo de 35%. De janeiro a maio, esse número foi de 1,08 milhão, um crescimento ano a ano de 43%. Por outro lado, esses dados são ainda mais surpreendentes: de janeiro a abril, a Alemanha exportou 795 mil carros, e o Japão 1,126 milhão. Considerando a falta de oferta no mercado automotivo europeu, as exportações de carros da China nos primeiros cinco meses de 2022 já ultrapassou a Alemanha, indo para o segundo lugar no mundo. Em 2021, a China exportou 2,015 milhões de veículos novos, ocupando o 3º lugar no mundo. Ano passado também foi a primeira vez que as exportações de automóveis da China ultrapassam 2 milhões de unidades, passando a marca da média de 1 milhão de unidades, que se manteve por muitos anos. Outro dado das alfândegas De janeiro a abril de 2022, os dez países que mais exportam automóveis da China em valor são Estados Unidos, México, Japão, Bélgica, Rússia, Coreia do Sul, Alemanha, Reino Unido, Austrália e Arábia Saudita. Potências econômicas como a Europa e os EUA se tornaram os principais destinos de exportação automotiva da China. A razão da alta na exportação de automóveis da China Escassez global de veículos Uma das razões é a escassez global de veículos. Na conferência de dados de junho da China, Passenger Car Association (CPCA), Cui Dongshu, secretário-geral da CPCA, comentou que a falta de chips e recursos em todo o mundo levou à redução da produção de automóveis na Europa, América, Japão e outros países. No entanto, a demanda do mercado no Sudeste Asiático e em outros lugares ainda é intenso. Nos últimos anos, o poder da indústria automotiva da China aumentou muito, o que preencheu a lacuna de oferta insuficiente no mercado automobilístico global, trazendo assim um grande aumento. Alta na demanda por veículos de nova energia Vale salientar que, em particular, que nesta onda de exportações, o aumento da exportação de veículos de nova energia (NEV, sigla em inglês) está muito à frente. De acordo com dados da China Automobile Association, China exportou 43 mil NEVs em maio, um aumento anual de 130,5%. De janeiro a maio, o país exportou um total de 174 unidades de NEVs, 141,5% maior que o mesmo período de 2021. A China ocupa o primeiro lugar do mundo em produção e vendas de NEVs por sete anos consecutivos, tornando-se o maior mercado do mundo, segundo dados da CPCA. Fonte: The Paper
9 de maio de 2022
A Administração Geral das Alfândegas divulgou nesta segunda-feira (9), dados que mostram o valor total do comércio exterior de importação e exportação de mercadorias em abril deste ano foi 3,16 trilhões de yuans, apenas um aumento anual de 0,1%, e uma queda de 5,7 pontos porcentuais em relação a março. Desse total, as exportações cresceram 1,9% em relação ao ano anterior, muito menos que os 12,9% de março; as importações caíram 2%, 0,3 p.p. a mais do que em março. O comércio exterior chinês cresceu anualmente 7,9% entre janeiro e abril, impactado pela desaceleração acentuada das importações e exportações em abril, teve uma queda de 2,8 pontos percentuais em comparação aos primeiros quatro meses de 2022. Por que a queda? O crescimento das importações e exportações despencou em abril, devido à pandemia internacional e doméstica. De acordo com Pang Ming, analista de estratégia da China Renaissance, o índice de gerentes de compras de manufatura (PMI) da Markit dos EUA e da Zona do Euro recuperou para 59,2% e 55,5%, respectivamente, em abril, ambos acima do nível de 50%, indicando a recuperação da demanda externa é sólida. O comércio exterior da China enfrentou grande pressão de queda principalmente devido à pandemia em abril, provocada por interrupções na produção, cadeia de fornecimento e logística e transporte e as empresas de investimento. Segundo o pesquisador do Instituto Mundial de Economia e Política da Academia de Ciências Sociais da China, Gao Lingyun, a queda acentuada na taxa de crescimento das importações e exportações em abril é o resultado da distribuição de vários pontos da epidemia doméstica. Ainda que a pandemia tenha causado um pequeno obstáculo à produção normal, o comércio exterior chinês também manteve o crescimento em abril. A expectativa é de que o comércio exterior chinês ainda seja afetado em maio. Enquanto a taxa de crescimento do comércio externo da China despenca, a exportação dos países vizinhos sobe rapidamente. As exportações da Coréia do Sul saltaram 12,6% ano a ano em abril, e o volume acumulado das exportações nos primeiros quatro meses atingiu US$230,6 bilhões. Na opinião de Gao, mais digno de atenção do que o declínio na taxa de crescimento das importações e exportações, é que a quota de mercado das empresas de comércio exterior da China está sendo afastada pelos concorrentes estrangeiros. Se a epidemia na China persistir e o retorno ao trabalho e à produção se atrasar, espera-se que mais empresas internacionais se voltem, o que trará um profundo impacto na balança comercial do país. Pode ser estabilizado? No ano passado, as importações e exportações, que cresceram a um ritmo elevado, desempenharam um papel bastante importante no crescimento de 8,1% da economia chinesa. Se o aumento do comércio externo continuar a enfraquecer, irá atrasar o crescimento econômico global e afetar também o emprego. Em vista da grave situação do comércio exterior, as autoridades começaram a implementar medidas intensivas. Após a solicitação para acelerar o progresso das reduções fiscais de exportação, o executivo do Conselho de Estado da China anunciou recentemente uma nova ronda de medidas para estabilizar o comércio exterior. As medidas incluem a segurança dos pedidos, estabilizar as indústrias-chave, importação e exportação de indústrias de mão-de-obra intensiva, para as principais empresas de comércio exterior na produção, logística, uso de mão-de-obra. É necessário ainda promover o desbloqueio de portos marítimos e aéreos e outras operações de coleta, melhorar a eficiência das operações e desembaraço aduaneiro, além de promover o investimento em crédito para micro e pequenas e médias empresas. Analistas acreditam que as políticas e medidas ante pandêmicas cada vez mais precisas, bem como medidas de estabilização do comércio exterior que cobrem vários elos, fornecerão força para o crescimento suave do comércio exterior chinês. Gao disse que, considerando que o atual declínio do crescimento do comércio exterior chinês é causado pela epidemia, quando a situação da epidemia é estável e a política ante epidêmica é gradualmente liberado, os materiais de importação e exportação aparecerão "efeito mola", ou seja, mais restrições na fase inicial, maior repercussão após o levantamento das restrições. Olhando para o ano inteiro, sob múltiplas incertezas, espera-se que o crescimento do comércio exterior da China acabe com o alto crescimento dos dois anos anteriores, mas ainda prever que a escala se estabilize em cerca de 6 trilhões de dólares. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Zaker
13 de abril de 2022
Nesta quarta-feira (13/04), o Gabinete de Informação do Conselho de Estado realizou uma conferência de imprensa sobre a situação das importações e exportações no primeiro trimestre de 2022. Li Kuiwen, porta-voz da Administração Geral das Alfândegas e diretor do Departamento de Estatística e Análise, apresentou que o valor total de importação e exportação de comércio exterior da China neste período foi de 9,42 trilhões de yuans, um aumento anual de 10,7%, e sem nenhum tipo de obstáculos. Dentre o valor total do comércio exterior, as exportações foram de 5,23 milhões de yuans, com um aumento anual de 13,4%, enquanto as importações tiveram um valor de 4,19 milhões, 7,5% maior do que o mesmo período do ano passado. Li disse que o comércio exterior da China continua com seu ritmo de crescimento, mantendo positivo por sete trimestres consecutivos, e neste ano o primeiro trimestre teve um aumento de mais de 10%. As estatísticas alfandegárias mostram que, no primeiro trimestre, a estrutura do comércio exterior continuou sendo otimizada, com 5,95 trilhões de yuans comercializados em mercados gerais, um aumento anual de 13,9%. Já as importações e exportações para a ASEAN, União Europeia, Estados Unidos e Coreia do Sul foram de 1,35 trilhão, 1,31 trilhão, 1,18 trilhão e 574,18 bilhões de yuans, aumento anual de 8,4%, 10,2%, 9,9% e 12,3%, respectivamente. A ASEAN continua sendo o maior parceiro comercial da China, respondendo por 14,4% do total. Durante o mesmo período, o total de comércio exterior entre a China e os países ao longo do “Cinturão e Rota” atingiu 2,93 trilhões de yuans, um aumento anual de 16,7%. Fonte: 21st Century Business Herald, Diário do Povo
11 de março de 2022
Um total de 104 empresas de importação e exportação da província de Hubei receberam as concessões do acordo e Parceria Econômica Abrangente Regional (RCEP, sigla em inglês), registraram cerca de US$ 31 trilhões no biênio-janeiro de 2022. O chefe da alfândega de Wuhan informou que as indústrias de automóveis, fabricação de artefatos e vestuários, produtos químicos e outras indústrias de Hubei se beneficiaram grandemente. Para exportação, a alfândega de Wuhan emitiu 502 certificados de origem no âmbito do RCEP, no valor de US$ 26 milhões, envolvendo 94 empresas, principalmente produtos químicos, fabricação de artefatos e vestuários. No que diz respeito às importações, o pedido de benefício no âmbito do RCEP foi avaliado em US$ 3 milhões. As principais mercadorias são peças automotivas. Atualmente, o RCEP e os acordos comerciais preferenciais China-Asean, China-Coréia e China-Austrália são simultâneos e paralelos. A lista de concessões tarifárias e os padrões de origem não são os mesmos entre cada acordo comercial preferencial. As empresas têm mais opções comerciais preferenciais no comércio com a Asean, Coréia do Sul, Austrália e outros países. A escolha do acordo mais adequado para a empresa pode ser feita através da comparação entre o escopo das listas de redução de impostos nos diferentes acordos, as margens preferenciais das taxas, a rigidez dos critérios de origem e a facilidade dos procedimentos operacionais. O comércio da China com os países-membros da RCEP representa cerca de 1/3 do comércio doméstico total. Em 2021, a província de Hubei importou e exportou US$ 25 bilhões para os países-membros da RCEP, um aumento de 19,1% ano após ano, representando 29,8% do valor total de importação e exportação do comércio exterior da província no mesmo período. A alfândega de Wuhan disse que continuará a fortalecer a orientação política, liberar plenamente o RCEP e a política de abertura de dividendos superpostos, promover a indústria tradicional e a transformação e atualização da indústria de vantagem característica, orientar as empresas nos estados-membros para expandir os canais de compra de matérias-primas e componentes de produtos, a cadeia industrial profundamente integrada, ajudar o comércio exterior de hubei para alcançar o desenvolvimento de alta qualidade. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: 21st Century Business Herald
14 de janeiro de 2022
As exportações e importações da China em 2021 romperam pela primeira vez a barreira de US$ 6 trilhões, chegando a um valor de US$ 6,05 trilhões, disse a porta-voz da agência aduaneira chinesa, Li Kuiwen, nesta sexta-feira (14), durante uma coletiva de imprensa do Escritório de Informações do Conselho Estadual da China. De acordo com dados divulgados pela Administração Geral das Alfândegas da China, em 2021, o valor total das importações e exportações de mercadorias da China em moeda local foi de 39,1 trilhões de yuans, um aumento de 21,4% em relação ao ano anterior. Deste total, 21,7 trilhões de yuans foram de exportações e 17,4 trilhões de yuans foram de importações (crescimentos de 21,2% e 21,5%, respectivamente, em relação a 2020); quando comparado com 2019, os superávits da balança comercial, de exportação e de importação totalizam 23,9%, 26,1% e 21,2%, respectivamente. Segundo Li Kuiwen, as cinco principais características da balança comercial chinesa em 2021 se resumem em: A exportação e a importação da China em 2021 bateram o superávit comercial, chegando a US$ 6,05 trilhões. Comércio exterior com os principais países comerciais da China em 2021: ASEAN: 5,67 trilhões de yuans (ou US$ 892 bilhões), aumento de 19,7%. União Europeia: 5,35 trilhões de yuans (ou US$ 842 bilhões), aumento de 19,1%. EUA: 4,88 trilhões de yuans (ou US$ 768 bilhões), aumento de 20,2%. Japão: 2,4 trilhões de yuans (ou US$ 377 bilhões), aumento de 9,4%. Coréia do Sul: ¥ 2,34 trilhões (ou US$ 368 bilhões), aumento de 18,4%. No mesmo período, as importações e exportações chinesas para os países do Cinturão Econômico da Rota da Seda aumentaram 23,6%, 2,2 pontos percentuais acima do crescimento global. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Diário do Povo
29 de novembro de 2021
Recentemente, a alfândega chinesa divulgou estatísticas referentes ao período de janeiro a outubro de 2021. Durante esse período, o valor total de comércio entre a China e a África foi de US$ 209,74 bilhões, um aumento de 27,4% em relação ao mesmo período do ano passado. As exportações tiveram um valor total de US$ 112,48 bilhões, um aumento anual de 24,5%, enquanto as importações tiveram um valor total de US$ 57,36 bilhões, aumento de 31,7%. Os cinco principais países comerciais, a África do Sul, Nigéria, Angola, Egito e Congo (República Democrática do Congo), ocupam mais da metade do total, que juntos totalizam US$ 113,04 bilhões representam 53,9% do comércio da China com o continente africano. Fonte: The Paper