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Lula participa do início das obras da Ponte Salvador-Itaparica com empresas da China

Ponte Salvador-Itaparica
Imagem: Xinhua

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta quarta-feira, da cerimônia que marcou o início oficial das obras do Sistema Rodoviário Ponte Salvador-Ilha de Itaparica, na Bahia. O empreendimento, orçado em R$11,6 bilhões, integra o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) e está entre os maiores projetos de infraestrutura em execução no Brasil.

A obra será realizada por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP) entre o governo da Bahia e a concessionária Ponte Salvador-Itaparica, formada pelos grupos chineses China Communications Construction Company (CCCC) e China Civil Engineering Construction Corporation (CCECC).

Durante a cerimônia, Lula afirmou que o projeto fortalecerá a conexão entre Salvador e a Ilha de Itaparica e destacou que a construção seguirá critérios ambientais previstos para a execução da obra.

Representando a CCCC, o engenheiro-chefe da Road & Bridge International Co., Ltd., Lu Guannan, afirmou que a ponte simboliza a cooperação entre Brasil e China e contribuirá para o desenvolvimento econômico da região.

O sistema rodoviário prevê a construção de uma ponte de 12,4 quilômetros sobre a Baía de Todos-os-Santos, além de novos acessos viários em Salvador, uma via expressa em Vera Cruz e a duplicação de um trecho da rodovia BA-001.

Segundo as estimativas do projeto, a nova ligação reduzirá em cerca de duas horas o tempo de viagem entre Salvador e o Baixo Sul da Bahia. A expectativa é que aproximadamente 28 mil veículos utilizem a ponte diariamente, favorecendo atividades ligadas ao turismo, à indústria, ao comércio e à logística.

Outro destaque do empreendimento é a adoção de uma plataforma operacional inédita na América Latina, instalada ao longo de grande parte da ponte. A estrutura servirá como corredor logístico para o transporte de trabalhadores, equipamentos e materiais durante a construção, reduzindo em cerca de 70% a necessidade de embarcações e diminuindo os impactos das operações sobre a Baía de Todos-os-Santos.

Fonte: Xinhua