Economia

Didi Chuxing, dona da 99, entrega prospecto e prepara IPO nos EUA

A Didi Chuxing, empresa chinesa dona da 99, apresentou no dia 11 de junho, um pedido de abertura de capital (IPO) à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC), com a intenção de ingressar na Bolsa de Valores de Nova Iorque. Goldman Sachs, Morgan Stanley, JP Morgan Chase e China Renaissance Capital atuaram como subscritores. O código de ações da empresa é “DIDI”.

Notícias sobre o IPO da Didi Chuxing já vêm circulando na internet. Em janeiro, algumas mídias relatam que a Didi planeja finalizar o ingresso na Bolsa de Valores de Hong Kong até o terceiro trimestre. Em março, relatórios mostram que Didi estava mais inclinado a realizar IPO em Nova Iorque, e seu valor de mercado aumentou para US$ 100 bilhões. Em abril, houve relatos de que Didi entregou secretamente a solicitação aos EUA, possivelmente avaliado entre US$ 70 a US$ 100 bilhões.

Com essa notícia, a Didi provavelmente será o maior IPO chinês desde a Alibaba, em 2014.

“Reformas” no primeiro trimestre

De acordo com o prospecto, a Didi Chuxing fornecerá serviços como chamadas de carros, táxis, caronas, bicicletas compartilhadas, motocicletas compartilhadas, motoristas, frete, finanças, direção automática entre outros. O prospecto também mostra que em março de 2021, a Didi está operando em mais de 4000 cidades em 15 países diferentes, usuários ativos anuais da plataforma chegaram a 493 milhões.

Em relação aos fundos arrecadados, a Didi divulgou no prospecto que cerca de 30% será usado para expandir seus negócios internacionais fora da China, outros 30% será utilizado para melhorar o uso de viagens compartilhadas, carros elétricos e direção automática, cerca de 20% será destinada para lança novos produtos e expandir categorias de produtos existentes para melhorar a experiência dos clientes, o restante pode ser usada para requisitos de capital de giro e potenciais investimentos estratégicos.

A receita da Didi em 2018, 2019 e 2020 foi de US$ 21,15 bilhões, US$ 24,19 bilhões e US$ 22,15 bilhões, e as perdas líquidas foram de US$ 2,34 bilhões, US$ 1,51 bilhão e US$ 1,65 bilhão, respectivamente. Vale ressaltar que no primeiro trimestre deste ano, Didi obteve um lucro líquido de US$ 856 milhões.

Valor de mercado pode chegar a US$ 100 bilhões

Desde a sua formação, a Didi Chuxing vem sendo liderança no ramo de viagens compartilhadas.

De acordo com informações fornecidas pela Qixinbao, Beijing Xiaoju Technologies Co., Ltd., desenvolvedora da Didi, a empresa teve pelo menos 20 rodadas de investimento. Só em 2017 realizou duas rodadas de investimento com valor de US$ 9,5 bilhões.

As informações das mídias também mostram que pouco antes da listagem, em abril, a Didi realizou empréstimo rotativo com JPMorgan Chase, Morgan Stanley, Goldman Sachs, HSBC, Barclays Bank e Citigroup para seu ingresso nos Estados Unidos.

Na lista de investidores da Didi, empresas conhecidas como Apple, Toyota, Tencent, Alibaba, Foxconn e capital de risco conhecido como Hillhouse Capital e Sequoia Capital estão na lista. De acordo com estatísticas, ainda incompletas, a Didi tem mais de 41 investidores (instituições), muitos dos quais são antigos acionistas que o acompanharam por muitos anos e participaram de várias rodadas de investimento.

Em relação aos motivos da escolha de se listar nos Estados Unidos, alguns analistas acreditam que como já existem empresas de viagem online como Uber e Lyft no mercado americano, a Didi não precisa mais explicar sua lógica de negócios aos investidores, e é mais fácil de obter uma avaliação mais elevada.

 

Fonte: 21st Century Business Herald