A partir de 1º de maio de 2026, a China passou a implementar uma política de tarifa zero para 53 países africanos que mantêm relações diplomáticas com o país. Recentemente, um representante do Departamento da Organização Mundial do Comércio (OMC) do Ministério do Comércio da China afirmou que a medida trará novas oportunidades para a cooperação econômica e comercial entre China e África.
Redução de custos e aumento de ganhos
A tarifa zero reduzirá os custos de entrada dos produtos africanos no mercado chinês, oferecendo maior competitividade aos produtos africanos na China. Por exemplo, o cacau da Costa do Marfim e de Gana, que antes enfrentava tarifas de 8% a 22%; o café e o abacate do Quênia, com tarifas de 8% a 30% e 20%, respectivamente; além das frutas cítricas e vinhos da África do Sul, cujas tarifas variavam entre 12% e 14%–20%. Após 1º de maio, todos esses produtos poderão usufruir de tarifa zero, desde que atendam às exigências de origem e inspeção sanitária.
A medida cria condições favoráveis para ampliar as exportações africanas para a China e também enriquecerá a oferta no mercado chinês, proporcionando mais opções aos consumidores.
Integração entre comércio e investimento
A tarifa zero deverá atrair mais investimentos para a África, inclusive da China e de outros parceiros comerciais, trazendo capital, tecnologia, equipamentos e experiência de gestão. Produtos típicos africanos poderão ser processados localmente antes de serem exportados para a China.
Por um lado, isso favorecerá a formação e modernização das cadeias produtivas africanas, impulsionando a industrialização e a modernização agrícola do continente. Por outro, contribuirá para um comércio China-África mais equilibrado e sustentável, beneficiando ambos os lados por meio de oportunidades compartilhadas e desenvolvimento conjunto.
Modernização econômica
A política de tarifa zero incentivará a diversificação das exportações africanas, o aumento do valor agregado dos produtos e a otimização da estrutura exportadora, beneficiando um grande número de pequenos agricultores e micro e pequenas empresas, além de gerar novos empregos e melhorar as condições de vida.
A iniciativa também deverá ampliar a cooperação sino-africana em áreas como comércio de serviços, comércio digital, indústria verde e desenvolvimento sustentável, fortalecendo significativamente a capacidade de desenvolvimento autônomo da África e acelerando seu processo de modernização.
Fonte: gmw.cn

