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China está entre os 10 países mais inovadores do mundo

Países mais inovadores
Imagem:Ju Huanzong/ Xinhua

A China manteve a 10ª posição entre as economias mais inovadoras do mundo em 2026 e passou a reunir 25 dos 100 principais polos globais de inovação, o maior número entre os países avaliados. Os dados fazem parte do Índice Global de Inovação, divulgado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI).

A posição chama atenção também pelo nível de renda do país. A China é a única economia classificada como de renda média entre as 30 primeiras do ranking. Segundo a OMPI, o país apresenta resultados de inovação acima do que seus recursos disponíveis sugeririam: aparece em 5º lugar nos resultados gerados pela inovação, enquanto ocupa a 22ª posição nos recursos e condições destinados a produzi-los.

A China também concentra 25 dos 100 principais polos de inovação do mundo, o maior número entre os países avaliados. Os Estados Unidos aparecem em seguida, com 20. O eixo Shenzhen–Hong Kong–Guangzhou ocupa pelo segundo ano consecutivo a primeira posição global, seguido por Tóquio–Yokohama e San José–São Francisco. Pequim aparece em quarto lugar e Xangai–Suzhou, em sexto.

Esses polos são definidos pela OMPI a partir da concentração de inventores, publicações científicas e investimentos de capital de risco. No caso de Shenzhen–Hong Kong–Guangzhou, a região tem peso principalmente na produção de patentes e reúne empresas e universidades envolvidas em pesquisa e desenvolvimento.

O crescimento da capacidade de inovação acompanha o aumento dos investimentos em pesquisa. Em 2025, a China destinou RMB 3,926 trilhões a pesquisa e desenvolvimento, alta de 8,1% em relação ao ano anterior. O valor correspondeu a 2,8% do PIB.

A produção de propriedade intelectual também cresceu. Até o fim de junho de 2026, a China tinha 2,36 milhões de patentes de invenção classificadas pelo governo como de alto valor, equivalente a 16,8 para cada 10 mil habitantes. Mais de 70% dessas patentes estavam relacionadas a setores considerados estratégicos, como tecnologia da informação de nova geração e novas energias.

Fonte: news.cn