A China responde atualmente por mais de 40% das conexões 5G do mundo e deve ultrapassar a marca de 1,7 bilhão de conexões até 2030, segundo o relatório Mobile Economy China 2026, divulgado pela GSMA às vésperas do Mobile World Congress (MWC) Xangai.
De acordo com o estudo, a liderança chinesa vai além da adoção da tecnologia. O país também influencia o desenvolvimento de novas aplicações para redes móveis avançadas, impulsionando serviços digitais em diferentes setores da economia.
O relatório aponta que o foco do mercado está mudando da ampliação do número de usuários para a oferta de serviços com maior capacidade e desempenho. Nesse contexto, a China já iniciou a comercialização do 5G-Advanced em mais de 330 cidades do país, criando uma base para aplicações de inteligência artificial móvel, serviços digitais ao consumidor, transformação digital de empresas e modernização da infraestrutura pública.
Além do avanço tecnológico, o setor móvel teve impacto relevante na economia chinesa. Em 2025, as tecnologias e serviços móveis geraram US$1,5 trilhão em valor econômico, o equivalente a cerca de 7,2% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. A projeção da GSMA indica que esse valor poderá alcançar US$2,1 trilhões até 2030.
“Esses números mostram uma indústria que foi além da conectividade e passou a atuar como uma plataforma para produtividade, serviços baseados em inteligência artificial e crescimento econômico”, afirmou Sihan Bo Chen, chefe da Grande China na GSMA.
O MWC Xangai será realizado entre os dias 24 e 26 de junho e reunirá empresas, especialistas e executivos do setor de telecomunicações para discutir tendências e perspectivas para o futuro da conectividade móvel.
Fonte: Xinhua

