Províncias chinesas ampliam investimentos em computação e inteligência artificial para atrair empresas de tecnologia e fortalecer a economia digital. Mongólia Interior e Guizhou estão entre os exemplos mais recentes desse processo e disputam espaço entre os principais polos de infraestrutura computacional do país.
A estratégia segue caminhos diferentes. A Mongólia Interior aposta na combinação de energia renovável e centros de processamento de dados, enquanto Guizhou concentra esforços na economia digital, no desenvolvimento do mercado de dados e na expansão de aplicações de inteligência artificial.
Na Mongólia Interior, a indústria de computação movimentou 57,7 bilhões de yuans em 2025, crescimento de 26,2% em relação ao ano anterior. A capacidade computacional da região alcançou 237 mil P, dos quais mais de 92% estão ligados à computação inteligente.
Já Guizhou busca ampliar sua estrutura de computação inteligente e acelerar a aplicação de grandes modelos de IA, além de atrair parceiros para fortalecer seu ecossistema digital.
A disputa também tem atraído grandes empresas de tecnologia. Em junho, a Huawei participou de reuniões com autoridades das duas regiões, que buscam ampliar investimentos em centros de dados, inteligência artificial e infraestrutura computacional.
O avanço dessas iniciativas mostra como a capacidade de processamento de dados passou a ocupar posição estratégica no desenvolvimento regional da China. Enquanto algumas províncias utilizam energia renovável como vantagem competitiva, outras apostam em recursos de dados e infraestrutura digital para atrair novos investimentos.
Fonte: China News

