As exportações brasileiras de pescados para a China somaram US$38,03 milhões entre janeiro e setembro de 2026, com 3,97 mil toneladas embarcadas, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O setor agora busca ampliar essa presença após a abertura do mercado chinês para um número maior de espécies brasileiras.
A expansão foi favorecida por um protocolo assinado pelos dois países em abril de 2025, que ampliou o acesso de produtos da pesca extrativa brasileira ao mercado chinês, desde que atendidas as exigências sanitárias e comerciais locais.
Segundo Eduardo Lobo, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), as empresas brasileiras passaram a compreender melhor as características e preferências do consumidor chinês.
Nesta semana, dez empresas brasileiras participam da China Fisheries & Seafood Expo, realizada em Qingdao, onde apresentam produtos e se reúnem com compradores.
Entre as empresas que buscam ampliar espaço está a Ayamo Global Foods. Segundo a companhia, suas exportações para a China cresceram cerca de 100% desde 2024. O peixe-espada é hoje o principal produto vendido ao mercado chinês.
A empresa envia o pescado inteiro e congelado, com cabeça e vísceras, formato adaptado às características da demanda local. A China ainda representa uma parcela pequena dos negócios da exportadora, que pretende reduzir a dependência de outros mercados.
A Frescatto, por outro lado, exporta lagostas para a China há cerca de 15 anos e considera o país seu principal mercado. Para atender aos compradores chineses, a empresa adaptou o processo de produção: as lagostas chegam vivas à fábrica e são abatidas e congeladas poucas horas depois.
Após o embarque no Brasil, a viagem de contêiner até a China leva cerca de 40 dias. Segundo a empresa, a demanda chinesa por lagosta brasileira vem crescendo e o objetivo é ampliar tanto a oferta quanto a base de consumidores no país.
A participação brasileira na feira de Qingdao também é usada pelas empresas para buscar novos clientes, receber sugestões de compradores e identificar oportunidades para outros produtos.
Fonte: Xinhua

