
27 de agosto de 2026
Daiane Mendes
Uma lousa desenvolvida pela chinesa iFLYTEK usa inteligência artificial para transformar fórmulas escritas à mão em gráficos dinâmicos, reconhecer desenhos e convertê-los em modelos tridimensionais, além de responder a comandos de voz durante a aula. Chamado de Tongchuang AI Blackboard, o equipamento combina uma lousa física com uma tela digital. Quando o professor escreve uma função matemática, por exemplo, o conteúdo pode ser digitalizado e convertido em uma representação gráfica na tela. Já desenhos de figuras geométricas podem ser reconhecidos pelo sistema, padronizados e transformados em modelos 3D que permitem operações como rotação, abertura e divisão das formas. A proposta é incorporar os recursos digitais à própria dinâmica da aula, sem exigir que o professor deixe a lousa para operar um computador ou abra diferentes programas para apresentar o conteúdo. Comandos de voz e assistente virtual Uma das principais diferenças em relação a uma tela digital convencional está na capacidade de interpretar o que acontece durante a aula. O sistema reconhece conteúdos escritos à mão, falas e diferentes tipos de materiais apresentados pelo professor. A partir dessas informações, pode oferecer recursos complementares relacionados ao assunto que está sendo explicado. Isso torna a interação com o conteúdo mais imediata. Em vez de abrir um programa separado para mostrar uma representação gráfica ou tridimensional, o professor pode partir diretamente do que escreveu na lousa. O equipamento também reúne recursos de câmera e áudio para registrar informações da aula. Segundo a iFLYTEK, o sistema consegue organizar conteúdos escritos e falados e gerar registros que podem ser consultados posteriormente. A tecnologia já está presente em mais de 100 mil salas de aula e é utilizada em escolas de 33 regiões de nível provincial e mais de 1.400 distritos e condados da China, segundo informações divulgadas pela empresa. A iFLYTEK também começou a levar a solução para outros mercados. Uma escola da Indonésia passou a utilizar a tecnologia em 2026, enquanto delegações estrangeiras têm conhecido o equipamento em visitas e eventos ligados à inteligência artificial e à educação.

26 de agosto de 2026
Daiane Mendes
Representantes de grandes empresas chinesas se reuniram nesta quarta-feira (26), em São Paulo, para entender as mudanças previstas pela reforma tributária brasileira e seus impactos sobre as operações das companhias no país. Promovido pelo IEST Group, o encontro reuniu participantes e contou com apresentações de Tian Bin, fundador e CEO da consultoria, e de Douglas Campanini, contador e especialista em Direito Tributário da Athros Auditoria e Consultoria. A palestra foi realizada em português, com tradução para o mandarim, para facilitar a compreensão sobre as novas regras e seus efeitos na operação no país. Para empresas chinesas que chegam ao Brasil, entender a legislação, acompanhar suas mudanças e adaptar os processos internos também envolve a barreira linguística. “Para muitas empresas chinesas, o desafio não é apenas pagar impostos no Brasil, mas entender como as regras funcionam e como elas afetam o negócio. Nosso papel é traduzir essa complexidade e ajudar essas empresas a operar no país com mais segurança.”, afirmou Tian Bin. A complexidade do sistema tributário brasileiro é uma das principais dificuldades enfrentadas por empresas estrangeiras no país. Além dos tributos, as companhias precisam lidar com diferentes obrigações fiscais, regras locais e mudanças regulatórias que afetam desde a abertura da empresa até sua operação. Com a reforma tributária, empresas que atuam no Brasil terão de acompanhar mudanças que afetam impostos, contratos, sistemas e formação de preços. A Lei Complementar 214/2025 estabeleceu a substituição de parte dos atuais tributos sobre o consumo por um novo modelo chamado IVA Dual. A CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), tributo federal sobre bens e serviços, substituirá o PIS e a Cofins. Já o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços ), administrado por estados e municípios, substituirá o ICMS e o ISS. A nova estrutura também prevê o Imposto Seletivo, um tributo federal voltado a determinados bens e serviços considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. Para as empresas, porém, a mudança não se limita aos nomes dos impostos. A transição poderá exigir revisão de contratos com clientes e fornecedores, adequação de sistemas, avaliação dos impactos no fluxo de caixa e revisão da formação de preços. Durante a transição, as empresas terão de lidar ao mesmo tempo com parte dos tributos atuais e com as novas regras da reforma. Demandas que acompanham a entrada no Brasil A realização do encontro está ligada a uma demanda que o IEST Group acompanha desde o início de sua atuação. Com empresas chinesas interessadas em entrar ou expandir suas operações no Brasil, surgem dúvidas que vão além da legislação tributária e envolvem contratação, contabilidade, vistos, regularização de documentos e outras etapas da operação. Foi a partir dessas dificuldades que o IEST Group passou a concentrar serviços voltados principalmente ao atendimento de multinacionais chinesas no país. Hoje, o grupo atua em áreas como consultoria tributária, contabilidade e finanças, recursos humanos, terceirização, vistos, serviços paralegais e soluções digitais. O idioma é uma parte importante desse atendimento. Muitas decisões precisam ser discutidas entre equipes no Brasil e executivos ou matrizes na China, enquanto documentos, normas e procedimentos brasileiros estão disponíveis em português. Por isso, além da prestação dos serviços, parte do trabalho envolve explicar regras e processos brasileiros diretamente às equipes chinesas em mandarim. O mesmo movimento deu origem a outras iniciativas da empresa. A Feira de Recrutamento de Empresas Chinesas, por exemplo, surgiu a partir da dificuldade dessas companhias em encontrar profissionais no Brasil, especialmente para posições que exigem conhecimento do mercado local e, em alguns casos, domínio do mandarim. A iniciativa chegou à oitava edição em agosto deste ano. Realizada em São Paulo, a feira reuniu 30 empresas chinesas, com 503 vagas abertas, e recebeu 3.116 inscrições. Ao longo do dia, 1.576 pessoas passaram pelo evento. O que começou como uma resposta a uma dificuldade de contratação passou a reunir, em um mesmo espaço, empresas que já operam no país e profissionais interessados em trabalhar nessas companhias.

19 de agosto de 2026
Daiane Mendes
A China responde por cerca de 30% da produção manufatureira mundial, mas essa participação é ainda maior em algumas cadeias produtivas. Um levantamento do ChinaData , plataforma que reúne indicadores sobre a economia chinesa a partir de bases nacionais e internacionais, aponta os setores com maior participação chinesa na produção global. Da energia solar ao aço, os dados mostram participações superiores a 50% em áreas que incluem indústria pesada, bens de consumo, minerais e tecnologias ligadas à transição energética. A seguir, veja dez cadeias em que a participação chinesa ultrapassa a metade da produção mundial ou de etapas centrais do processo produtivo. 1. Painéis solares A China concentra cerca de 85% da capacidade mundial de produção da cadeia solar fotovoltaica , segundo a Agência Internacional de Energia (IEA). Em etapas específicas, a participação é ainda maior: o país reúne aproximadamente 95% da capacidade de produção de wafers, lâminas de silício usadas na fabricação das células solares. Nos módulos fotovoltaicos, a capacidade chinesa também supera 80% do total mundial. A presença do país se estende do processamento de matérias-primas à fabricação dos principais componentes utilizados nos painéis. 2. Baterias de íons de lítio Mais de 80% das células de baterias produzidas mundialmente em 2025 saíram da China, segundo o Global EV Outlook 2026, da IEA. As células são as unidades que armazenam energia e formam as baterias usadas em veículos elétricos e sistemas de armazenamento. A participação chinesa aumenta em alguns componentes. Em 2025, o país respondeu por cerca de 85% da produção mundial de materiais ativos de cátodo e por mais de 90% dos materiais ativos de ânodo utilizados nas baterias de veículos elétricos. 3. Grafite natural A China produziu cerca de 850 mil toneladas de grafite natural em 2025, equivalentes a 67,2% da produção mundial, segundo levantamento do ChinaData baseado em dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). O mineral é utilizado na siderurgia e na fabricação de baterias. Nesta última cadeia, a concentração chinesa cresce nas etapas de processamento. A IEA aponta que o país também concentra mais de 90% do refino do grafite utilizado na produção de materiais de ânodo. 4. Brinquedos Estimativas reunidas pelo ChinaData a partir de dados da Statista apontam que a China respondeu por 73,9% da produção mundial de brinquedos em valor em 2025. O levantamento estima US$ 85 bilhões produzidos no país, diante de um mercado global de US$ 115 bilhões. A indústria chinesa atende marcas locais e companhias internacionais que utilizam fabricantes instalados no país. Fabricantes estrangeiros, porém, têm transferido parte da produção para mercados como Índia, Vietnã e Indonésia, em um movimento de diversificação das cadeias de fornecimento. 5. Terras raras A China respondeu por 60% da mineração mundial de terras raras utilizadas na fabricação de ímãs em 2024, segundo a IEA. A participação chegou a 91% na produção refinada e a 94% na fabricação de ímãs permanentes de terras raras. Esses elementos são utilizados em motores elétricos, turbinas eólicas, eletrônicos, equipamentos industriais, data centers e outras tecnologias. A posição chinesa nessa cadeia não depende apenas da extração mineral. O país também concentra infraestrutura para separação, refino e transformação das terras raras em materiais e componentes industriais. 6. Alumínio primário A China produziu aproximadamente 43,5 milhões de toneladas de alumínio primário em 2025, equivalentes a 55,1% da produção mundial, segundo levantamento do ChinaData baseado em dados do Banco Mundial, do USGS e do International Aluminium Institute. O alumínio é utilizado em setores como construção civil, transporte, embalagens, equipamentos elétricos e energia. A participação chinesa aumentou de forma significativa nas últimas décadas. Em 2000, o país respondia por cerca de 11,5% da produção mundial. Em 2017, essa fatia já havia ultrapassado 50%. 7. Construção naval Os estaleiros chineses responderam por 56,1% da produção naval mundial em 2025, medida em toneladas de porte bruto, segundo dados do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China (MIIT). O país entregou 53,69 milhões de toneladas de porte bruto em embarcações no período. A participação foi ainda maior nos novos negócios: os estaleiros chineses receberam 69% dos novos pedidos feitos no mundo e encerraram o ano com 66,8% da carteira global de encomendas. Com esses resultados, a China manteve a liderança mundial nos três principais indicadores do setor pelo 16º ano consecutivo. 8. Calçados Mais da metade dos calçados fabricados no mundo ainda sai de fábricas chinesas. Em 2025, a China produziu 13,7 bilhões de pares, equivalentes a 55,6% da produção mundial, segundo o World Footwear Yearbook 2026. A diferença para os demais produtores permanece ampla. A Índia, segunda colocada, respondeu por 12,2% do total mundial, enquanto o Vietnã ficou com 6,7%. 9. Aquicultura A China também responde por mais da metade da produção mundial de aquicultura, atividade que inclui a criação controlada de peixes, crustáceos, moluscos e outros organismos aquáticos. Segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), a China respondeu por 56% da produção aquícola mundial em 2022. A organização projeta que essa participação permaneça próxima desse nível e chegue a cerca de 55% em 2032. Em 2025, a produção chinesa de produtos aquáticos cultivados chegou a 63,24 milhões de toneladas, alta de 4,4% em relação ao ano anterior, segundo dados do Escritório Nacional de Estatísticas da China citados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). 10. Aço A China produziu 960,8 milhões de toneladas de aço bruto em 2025, segundo a World Steel Association. A produção mundial ficou em aproximadamente 1,85 bilhão de toneladas no mesmo período. Na comparação entre os dois números, as siderúrgicas chinesas responderam por cerca de 52% de todo o aço bruto produzido no mundo. A diferença em relação aos demais produtores é significativa. A Índia, segunda colocada, produziu 164,9 milhões de toneladas em 2025, seguida pelos Estados Unidos, com 82 milhões, e pelo Japão, com 80,7 milhões.

13 de agosto de 2026
Daiane Mendes
“Xiplomacia” é a combinação de Xi, de Xi Jinping, com a palavra inglesa diplomacy . Usada por veículos estatais chineses para se referir à atuação e às ideias diplomáticas associadas ao presidente, a expressão procura sintetizar uma política externa que atribui à China participação mais ativa nos debates sobre desenvolvimento, segurança e governança internacional. Sob o comando de Xi, diferentes frentes da política externa chinesa passaram a ser articuladas de forma mais coordenada, aproximando diplomacia de temas econômicos, relações com países do Sul Global e participação em organismos multilaterais. Em junho de 2026, a China publicou os volumes I e II de uma coletânea com 134 textos de Xi Jinping sobre política externa, referentes ao período entre janeiro de 2013 e novembro de 2025. Compiladas pelo Instituto de História e Literatura do Partido do Comitê Central do Partido Comunista da China (PCCh), as obras reúnem discursos, relatórios e pronunciamentos que registram mais de uma década da formulação diplomática do atual líder chinês . Uma política externa mais associada a Xi A projeção internacional da China antecede Xi Jinping e acompanhou a expansão econômica do país, a entrada na Organização Mundial do Comércio (OMC), em 2001, e a integração às cadeias globais de produção. Com Xi, porém, a política externa ganhou maior centralização e passou a ser vinculada de forma mais direta aos objetivos de desenvolvimento e à atuação internacional do país. Steve Tsang e Olivia Cheung, autores de livro publicado pela Oxford University Press em 2026, argumentam que a China passou a buscar maior influência sobre a organização da ordem internacional. Segundo os pesquisadores, essa estratégia combina diplomacia, relações econômicas, participação em organismos internacionais e aproximação com países do Sul Global. O Pensamento de Xi Jinping sobre Diplomacia foi estabelecido como orientação da política externa chinesa durante a Conferência Central de Trabalho sobre Relações Exteriores de 2018. Na edição seguinte do encontro, realizada em dezembro de 2023, o governo reafirmou essa diretriz e vinculou a atuação diplomática à modernização chinesa, à participação na governança global, à abertura econômica e às relações com países em desenvolvimento. A mudança, portanto, não representa uma ruptura completa com a política externa anterior. O que se observa com Xi Jinping é uma maior articulação entre instrumentos que já faziam parte da atuação internacional chinesa e a criação de iniciativas apresentadas diretamente pelo governo como propostas para áreas como infraestrutura, desenvolvimento, segurança e governança global. Cinturão e Rota conecta infraestrutura, comércio e diplomacia A Iniciativa Cinturão e Rota, apresentada por Xi em 2013, colocou infraestrutura e conectividade no centro de parte da cooperação da China com outros países. Ferrovias, portos, estradas e projetos de energia passaram a integrar acordos que também têm efeitos sobre comércio e investimentos. A relação entre infraestrutura e economia ajuda a explicar por que esse tipo de projeto ocupa espaço na política externa. Uma ferrovia, um porto ou uma nova conexão logística pode reduzir o tempo de transporte, criar rotas comerciais e aproximar mercados, ao mesmo tempo em que estabelece relações de longo prazo entre governos, empresas e instituições financeiras. Nos primeiros sete meses de 2026, o comércio exterior de bens da China somou 30,13 trilhões de yuans (cerca de US$ 4,46 trilhões), crescimento de 17,3% sobre o mesmo período do ano anterior. As exportações chegaram a 17,44 trilhões de yuans, alta de 14%, enquanto as importações alcançaram 12,69 trilhões de yuans, crescimento de 22%. Parte significativa desse fluxo ocorreu com países participantes da Iniciativa Cinturão e Rota. Entre janeiro e julho, o comércio da China com esse grupo chegou a 15,36 trilhões de yuans, 15,5% acima do registrado no mesmo intervalo de 2025. Aproximação com países do Sul Global A aproximação com países do Sul Global tornou-se uma das frentes da política externa de Xi Jinping. A China defende maior participação das economias em desenvolvimento nas decisões internacionais e se apresenta como parte desse grupo. Em 2021, Xi lançou a Iniciativa de Desenvolvimento Global, voltada a áreas como redução da pobreza, segurança alimentar e industrialização. Segundo o Ministério das Relações Exteriores da China, mais de 130 países e organizações internacionais haviam manifestado apoio à iniciativa e participado de sua cooperação até julho de 2026, enquanto quase 100 haviam assinado documentos de cooperação. Nos anos seguintes, Xi apresentou iniciativas voltadas à segurança internacional e ao intercâmbio entre diferentes civilizações. Com essas propostas, a China passou a buscar não apenas maior participação nas instituições internacionais, mas também maior influência nos debates sobre desenvolvimento, segurança e governança global.

4 de agosto de 2026
Daiane Mendes
A Jovi lançou nesta terça-feira (4) os smartphones X300 Ultra e X300 Fashion Edition (FE), dois modelos que marcam a chegada da série X ao mercado brasileiro. O X300 Ultra chega por R$ 19.999 e traz ao país a proposta mais avançada da marca em fotografia e vídeo, enquanto o X300 FE, no valor de R$ 7.999, aposta em um formato mais compacto. O lançamento também indica uma mudança na estratégia da marca no Brasil. Depois de inicialmente direcionar parte de sua comunicação a empreendedores e usuários que utilizam o celular como ferramenta de trabalho, a Jovi passa a mirar também fotógrafos, produtores de conteúdo, filmmakers e outros profissionais ligados à produção de imagens e vídeos. Segundo André Varga, diretor de produto da Jovi no Brasil, essa proposta acompanha uma característica já presente no portfólio internacional da empresa. “A nossa marca global lá fora tem como um dos grandes diferenciais a série de celulares mais premium, com foco em captura de fotografia e vídeo. Então decidimos trazer para o mercado brasileiro o que temos de melhor nessa série”, afirmou Varga ao China2Brazil. Fotografia e vídeo são aposta do X300 Ultra O X300 Ultra chega ao Brasil com um conjunto de câmeras desenvolvido em parceria com a fabricante alemã de equipamentos ópticos Zeiss. Na traseira, estão uma câmera principal de 200 MP, uma ultra-wide de 50 MP e uma teleobjetiva de 200 MP com estabilização de nível gimbal. A câmera frontal tem 50 MP. Segundo a empresa, o conjunto foi pensado para manter alta resolução, estabilização óptica e recursos de vídeo nas diferentes lentes. Entre as funções voltadas a profissionais, o aparelho permite gravação em 4K a 120 quadros por segundo e oferece formatos utilizados em processos profissionais de edição de vídeo. Durante a apresentação, Varga afirmou que esses recursos estão disponíveis nas diferentes lentes do smartphone. A proposta também passa pelos acessórios que acompanham o aparelho. O X300 Ultra vem com extensores de telefoto de 200 mm e 400 mm, grip, adaptadores para as lentes e encaixe para tripé. A ideia é reunir, no mesmo conjunto, recursos direcionados a quem já trabalha com fotografia e vídeo. [caption id="attachment_29809" align="alignnone" width="900"] Imagem: China2Brazil[/caption] “É o primeiro momento que a marca chega nesse segmento superpremium em termos de faixa de preço. Então você, de fato, tem que trazer a experiência completa”, explicou Varga. Além das câmeras, o modelo utiliza o processador Snapdragon 8 Elite Gen 5, da Qualcomm, tem 16 GB de memória RAM, 512 GB de armazenamento e bateria de 6.600 mAh. O carregador de 100 W também acompanha o aparelho. X300 FE aposta em formato compacto O segundo lançamento, o X300 Fashion Edition, tem como proposta atender consumidores que buscam um smartphone potente, mas compacto. Com tela de 6,31 polegadas, o aparelho chega ao Brasil por R$ 7.999. O modelo utiliza o processador Snapdragon 8 Gen 5 e traz 12 GB de memória RAM, 256 GB de armazenamento e bateria de 6.500 mAh. O conjunto traseiro reúne uma câmera principal de 50 MP, uma teleobjetiva também de 50 MP e uma ultra-wide de 8 MP. A câmera frontal tem 50 MP. O X300 FE também mantém a parceria com a Zeiss nas câmeras. Para quem busca recursos adicionais de fotografia, a Jovi oferece separadamente um kit de R$ 1.499, que inclui um extensor de telefoto de 200 mm. Mais de dez produtos em pouco mais de um ano A chegada da série X ocorre pouco mais de um ano depois do início da operação da Jovi no Brasil. Nesse período, a empresa lançou mais de dez produtos no país. Segundo a companhia, quatro deles foram tropicalizados, termo usado pela marca para modelos que receberam adaptações específicas para as características e demandas do mercado brasileiro. [caption id="attachment_29807" align="alignnone" width="900"] Imagem: China2Brazil[/caption] Durante o lançamento, Allan Feng, CEO da Jovi no Brasil, afirmou que a companhia já conta com mais de 1.000 funcionários, nove escritórios regionais e produção em Manaus. A marca também diz estar presente em mais de 1.800 pontos de venda. Segundo Feng, a operação local tem papel importante na definição do portfólio da empresa. A Jovi realiza pesquisas e interações com consumidores brasileiros para identificar características e necessidades específicas do mercado. “O sucesso no Brasil não pode vir apenas da experiência global. Precisamos entender os consumidores brasileiros, a cultura e as necessidades brasileiras. É por isso que nossa equipe local realiza milhares de pesquisas e interações com usuários. Com base nesse conhecimento, já desenvolvemos produtos adaptados ao mercado brasileiro”, afirmou Feng. Globalmente, a Jovi está presente em mais de 60 países e regiões e informa ter mais de 500 milhões de usuários ativos. Segundo Feng, a companhia vendeu mais de 100 milhões de smartphones no último ano. Com a série X300, a fabricante passa a incluir sua linha premium no portfólio brasileiro, após um primeiro ano marcado pela estruturação da operação local, entrada em pontos de venda e adaptação de produtos ao consumidor do país.

30 de julho de 2026
Daiane Mendes
O Fórum E-Commerce Brasil 2026 , realizado entre os dias 28 e 30 de julho, no Distrito Anhembi, em São Paulo, reúne empresas de tecnologia, logística, meios de pagamento e serviços para o varejo digital. Entre os expositores desta edição, empresas chinesas e companhias que atuam na relação comercial entre Brasil e China apresentam soluções que vão do social commerce à logística internacional, passando por softwares de gestão e serviços de importação e exportação. A presença dessas empresas acompanha uma transformação do comércio eletrônico. Modelos que ganharam força na China, como as vendas por transmissões ao vivo, o uso de vídeos curtos para estimular compras e a integração entre plataformas digitais e logística, começam a ocupar espaço também no mercado brasileiro. Comércio eletrônico se aproxima das redes sociais Um dos principais exemplos é o TikTok Shop, plataforma de comércio eletrônico integrada ao TikTok que permite descobrir e comprar produtos dentro do aplicativo. No Fórum, a empresa participa com uma programação sobre anúncios, criadores de conteúdo, transmissões ao vivo e vídeos com links para compra. Lançado no Brasil em 2025, o TikTok Shop completou seu primeiro ano de operação no país em junho. O serviço reúne vendedores, marcas, criadores de conteúdo e consumidores em um mesmo ambiente digital. [caption id="attachment_29754" align="alignnone" width="900"] magem: China2Brazil[/caption] O Kwai, aplicativo da empresa chinesa Kuaishou, também participa do evento com o Kwai Shop. A ferramenta conecta vendedores e criadores de conteúdo por meio de vídeos curtos e transmissões ao vivo. Na China, a Kuaishou mantém uma operação que reúne conteúdo, comércio eletrônico e live streaming. Esse modelo é conhecido como social commerce, em que a venda ocorre a partir de conteúdos publicados nas redes sociais, sem depender apenas da procura tradicional por produtos em um marketplace. No evento, também há empresas que oferecem tecnologia, estrutura e produção para transmissões comerciais ao vivo. A logística é outro segmento com forte presença chinesa no evento. Empresas como J&T Express, iMile e Anjun apresentam soluções voltadas ao transporte internacional, armazenagem, serviços que reúnem separação, embalagem e envio de pedidos e distribuição para operações de comércio eletrônico. O crescimento dessas empresas acompanha o aumento das vendas transfronteiriças entre China e Brasil. Serviços aproximam empresas brasileiras de fornecedores chineses Além das plataformas e transportadoras, o Fórum reúne empresas que ajudam negócios brasileiros a comprar diretamente de fabricantes chineses. Esse trabalho inclui a busca por fornecedores, a negociação, a verificação das empresas contratadas e a organização da operação de importação. Criada em Shenzhen, na China, pelo empresário brasileiro Lincoln Fracari, a China Link informa atuar desde 2009 na estruturação de importações para empresas brasileiras. A companhia acompanha etapas como busca e auditoria de fornecedores, negociação, inspeção de qualidade, transporte internacional e desembaraço aduaneiro. A empresa também organiza viagens empresariais à China, com participação na Canton Fair e visitas a fábricas. Esse tipo de serviço atende empresas interessadas em importar diretamente, mas que ainda não possuem equipe própria na China ou experiência para avaliar fornecedores, calcular os custos da operação e acompanhar a produção. CECPS conecta empresas brasileiras e chinesas Também participa do Fórum o Centro de Serviços Econômicos e Comerciais entre a China e os Países de Língua Portuguesa e Espanhola, o CECPS . CECPS é uma instituição sem fins lucrativos, criada conjuntamente pelo Governo da Região Administrativa Especial de Macau e pela Comissão Executiva da Zona de Cooperação Aprofundada de Hengqin (Macau + Hengqin) O centro presta serviços voltados à aproximação entre empresas chinesas e mercados de língua portuguesa e espanhola. Sua atuação inclui encontros empresariais, visitas comerciais, capacitação, feiras, conferências, divulgação de oportunidades de negócios e apoio a projetos de investimento. Durante o Fórum, o E-Commerce Brasil assinou um Memorando de Entendimento (MoU), com a subsidiária brasileira do CECPS. O acordo foi assinado por Tian Bin, Diretor do Departamento de Serviços Econômicos e Comerciais do CECPS e Fundador do IEST Group, juntamente com Fernando Hideki Nagamine, Diretor Executivo do E-Commerce Brasil, e Bruno Pati, CEO do E-Commerce Brasil. [caption id="attachment_29757" align="alignnone" width="900"] Imagem: CECPS/ Divulgação[/caption] O acordo prevê intercâmbio de delegações empresariais, realização de encontros comerciais, produção de estudos de mercado e aproximação entre fornecedores brasileiros e empresas chinesas.

29 de julho de 2026
Daiane Mendes
Quem faz negócios com empresas chinesas provavelmente já ouviu falar em guanxi , termo usado para definir a rede de relacionamentos baseada em confiança, reciprocidade e compromisso de longo prazo. Mas esse conceito não se constrói apenas durante reuniões ou negociações. Na cultura empresarial chinesa , almoços e jantares de negócios fazem parte desse processo e funcionam como oportunidades para conhecer melhor os parceiros, criar confiança e demonstrar respeito antes mesmo de discutir questões comerciais. Embora alguns costumes possam parecer incomuns para quem está acostumado ao ambiente de negócios ocidental, eles ajudam a entender como as relações profissionais são desenvolvidas na China. Veja, a seguir, alguns dos principais aspectos que costumam fazer parte desses encontros. 1. O convite já faz parte da relação comercial Na China, convidar alguém para um almoço ou jantar de negócios vai além de um gesto de cortesia. O convite pode servir para agradecer uma parceria, solicitar um favor, iniciar uma aproximação profissional ou demonstrar respeito ao convidado. Em muitos casos, esse é o primeiro passo para construir uma relação de confiança. 2. Salas reservadas são comuns Grande parte dos encontros acontece em salas privativas dos restaurantes. Além de oferecer mais privacidade para as conversas, esse ambiente demonstra consideração pelos convidados. Em alguns estabelecimentos, até o número da sala pode ser escolhido de acordo com superstições tradicionais. Na cultura chinesa, alguns números são associados à boa sorte, enquanto outros são evitados por terem pronúncia semelhante à de palavras ligadas ao azar ou à morte. 3. Presentes exigem atenção à simbologia Em algumas ocasiões, é comum entregar um presente antes da refeição. Chás, bebidas, brindes institucionais e produtos típicos da cidade ou do país do visitante costumam ser boas opções. No entanto, a cultura chinesa atribui significados simbólicos a alguns presentes. Relógios, por exemplo, costumam ser evitados porque a expressão "dar um relógio", em mandarim, tem pronúncia semelhante à usada para acompanhar alguém em seu funeral. Da mesma forma, guarda-chuvas podem remeter à ideia de separação, enquanto flores brancas são tradicionalmente associadas ao luto. 4. Cada lugar à mesa tem um significado Os participantes não escolhem seus lugares aleatoriamente. O anfitrião ocupa uma posição específica, enquanto o convidado de honra se senta no lugar de maior prestígio. A distribuição dos demais convidados leva em consideração fatores como cargo, idade e nível de responsabilidade dentro da empresa. Por isso, é comum aguardar orientação antes de se sentar. 5. Compartilhar a comida faz parte da experiência Ao contrário do costume de pedir pratos individuais, o anfitrião normalmente escolhe o cardápio e procura oferecer variedade. Também é comum pedir mais comida do que o necessário como demonstração de hospitalidade e fartura. Os pratos são compartilhados por todos, utilizando kuài zi (筷子), termo em mandarim para os tradicionais hashis (palavra de origem japonesa conhecida no Brasil), próprios para servir os alimentos, enquanto a mesa giratória facilita o acesso às refeições. Entre os pratos tradicionais, o peixe costuma simbolizar prosperidade. 6. O brinde segue uma ordem Os brindes também obedecem a regras de etiqueta. O anfitrião costuma iniciar o primeiro brinde, seguido pelos participantes de maior hierarquia. Pessoas mais jovens ou em posições inferiores normalmente mantêm o copo ligeiramente abaixo do copo da pessoa mais velha ou de maior autoridade como demonstração de respeito. Atualmente, muitas empresas também respeitam quem prefere não consumir bebidas alcoólicas. 7. Conversas pessoais ajudam a criar confiança Durante a refeição, o diálogo vai além do trabalho. Família, cidade de origem, filhos, estudos e interesses pessoais costumam fazer parte da conversa. O objetivo é conhecer melhor o interlocutor e criar uma relação de confiança antes que ela se torne apenas uma relação comercial. É justamente nesse momento que o guanxi começa a ganhar força. 8. Dividir a conta não é o mais comum Em jantares de negócios, o anfitrião normalmente faz questão de pagar a conta como demonstração de respeito e hospitalidade. Dividir igualmente a despesa é menos frequente. A expectativa é que o convidado retribua o gesto em um próximo encontro, mantendo um ciclo de reciprocidade que contribui para fortalecer o relacionamento profissional ao longo do tempo.

23 de julho de 2026
Daiane Mendes
A China passou a ser vista de forma mais positiva do que os Estados Unidos pela população de 25 dos 36 países pesquisados pelo Pew Research Center. O levantamento, realizado entre fevereiro e maio de 2026 com mais de 42 mil entrevistados, indica uma mudança na percepção internacional sobre as duas maiores economias do mundo. A pesquisa mostra que apenas seis países ainda avaliam os Estados Unidos de forma mais favorável do que a China. Segundo o Pew Research Center, esta é a primeira vez desde o início da série histórica do instituto que a China supera os EUA em percepção positiva entre os países analisados. O levantamento também avaliou a confiança nos líderes dos dois países. Em 22 dos 36 países pesquisados, Xi Jinping recebeu avaliações mais favoráveis do que Donald Trump, embora os níveis de confiança em ambos permaneçam relativamente baixos em diversas regiões. De acordo com os pesquisadores, a mudança reflete principalmente a queda da imagem internacional dos Estados Unidos nos últimos anos. Entre os fatores apontados estão o desgaste nas relações com aliados tradicionais e a percepção de parte dos entrevistados de que Washington tem contribuído menos para a estabilidade internacional. O estudo também mostra mudanças expressivas em países historicamente próximos aos Estados Unidos. No Canadá, por exemplo, a parcela da população com visão positiva dos EUA caiu de 57% em 2023 para 33% em 2026. No mesmo período, a avaliação favorável da China subiu de 14% para 44%. Apesar da mudança na percepção geral, os Estados Unidos continuam sendo mais bem avaliados quando o tema é respeito às liberdades individuais. Ainda assim, a diferença em relação à China diminuiu em comparação com pesquisas anteriores.

23 de julho de 2026
Daiane Mendes
O Brasil já utilizou cerca de 80% da cota anual de exportação de carne bovina para a China, segundo a atualização mais recente do Ministério do Comércio chinês (MOFCOM). Apesar da proximidade do limite, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que a tarifa adicional de 55% ainda não entrou em vigor para a carne brasileira e desmentiu informações que circulam nas redes sociais sobre uma suposta nova taxação. A China adota um sistema de cotas para importar carne bovina. Pelas regras chinesas, cada país exportador tem um limite anual de vendas com a tarifa regular. Caso esse volume seja ultrapassado, a alíquota aumenta apenas sobre o excedente. O Brasil possui a maior cota entre os fornecedores da China, de 1,106 milhão de toneladas. Dentro desse limite, a tarifa de importação é de 12%. A sobretaxa de 55% será aplicada somente ao volume que exceder a cota estabelecida. Segundo o Mapa, os dados mais recentes mostram que aproximadamente 80% da cota brasileira foi utilizada. Isso significa que as exportações ainda permanecem abaixo do limite que acionaria a tarifa adicional. A atualização dos números gerou interpretações equivocadas nas redes sociais, onde publicações afirmaram que a China teria criado uma nova taxa para a carne bovina brasileira. O ministério esclareceu que não houve mudança nas regras de importação. A tarifa adicional faz parte de uma medida anunciada anteriormente pelo governo chinês e vale para todos os países exportadores que ultrapassarem suas respectivas cotas.

21 de julho de 2026
Daiane Mendes
Profissionais interessados em trabalhar em empresas chinesas já podem se inscrever na 8ª Feira de Recrutamento de Empresas Chinesas no Brasil. O evento, que será realizado em 8 de agosto, em São Paulo, reúne empresas chinesas com operação no país e candidatos em busca de oportunidades de emprego. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até 6 de agosto no site oficial da feira https://fremc.iestgroup.com/. A programação inclui divulgação de vagas, contato direto com recrutadores e palestras sobre o mercado de trabalho e a atuação de empresas chinesas no Brasil. A edição deste ano conta com o patrocínio da Shein, TP-Link, CMOC e Centro de Serviços Econômicos e Comerciais entre a China e os Países de Língua Portuguesa e Espanhola (CECPS). A feira é organizada pela Associação Brasileira de Empresas Chinesas (ABEC), pelo Instituto Confúcio na Unesp e pelo IEST Group, com apoio do Consulado Geral da República Popular da China em São Paulo. O evento acompanha o aumento da presença de empresas chinesas em setores como tecnologia, energia, logística, mineração, comércio eletrônico e telecomunicações. Com mais companhias instaladas no país, cresce também a procura por profissionais para áreas como Comercial, Marketing, Financeiro, Recursos Humanos, Tecnologia, Logística, Jurídico e E-commerce. Realizada desde 2016, a feira já reuniu mais de 100 empresas chinesas, recebeu mais de 4.600 participantes e disponibilizou pelo menos 1.270 vagas de emprego. Em 2025, a edição contou com mais de 2 mil candidatos inscritos e 32 empresas chinesas participantes. Serviço 8ª Feira de Recrutamento de Empresas Chinesas no Brasil Inscrições: até 6 de agosto de 2026 Data: 8 de agosto de 2026 Horário: das 10h às 16h Local: Faculdade ESEG – Grupo Etapa Endereço: Rua Vergueiro, 1549 – Paraíso – São Paulo (SP) Inscrições e informações: https://fremc.iestgroup.com