
16 de janeiro de 2026
China2Brazil
O Canadá anunciou, em 16 de janeiro de 2026, em Pequim, uma nova rodada de medidas para ampliar o comércio e os investimentos com a China. O primeiro-ministro Mark Carney confirmou que o país liberará a importação anual de até 49 mil veículos elétricos chineses, que pagarão tarifa de nação mais favorecida de 6,1%. O anúncio ocorreu após reunião em Pequim entre Carney e o presidente Xi Jinping, que discutiram uma agenda de cooperação voltada para energia, agroalimentos e fluxo de investimentos. Segundo Carney, a cota de veículos deve incentivar joint ventures no Canadá e reforçar a cadeia produtiva doméstica, ampliando a oferta para consumidores. Xi afirmou que os dois países devem orientar a relação bilateral por objetivos de longo prazo e por ganhos concretos para suas populações. O líder chinês defendeu que a cooperação avance de forma estável e previsível, com responsabilidade diante do cenário internacional. As delegações também trataram da criação de um ambiente mais seguro para negócios e de canais de coordenação econômica. O governo canadense classificou as medidas como parte de uma nova parceria estratégica com a China, que busca alinhar interesses comerciais e oportunidades industriais. A iniciativa ocorre em um momento de ajustes globais nas políticas para veículos elétricos, em que governos combinam tarifas, cotas e incentivos para proteger setores locais e ao mesmo tempo atrair investimentos. Fonte: IT Home

16 de janeiro de 2026
China2Brazil
O Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China e outros cinco departamentos governamentais emitiram medidas provisórias para regular a reciclagem de baterias de veículos elétricos. O documento cria um sistema de identificação digital para rastrear baterias desde a produção até o descarte, com o objetivo de organizar a cadeia de reciclagem e reduzir impactos ambientais. As baterias entram em fase de descarte quando perdem capacidade durante o uso. Segundo Wang Peng, diretor do Departamento de Conservação e Utilização Integrada de Energia do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação, a China se aproxima de um volume elevado de descarte. Ele informou, em coletiva no dia 16, que pesquisas indicam que o país deverá ultrapassar 1 milhão de toneladas anuais de baterias descartadas até 2030. As medidas estabelecem um sistema baseado em três eixos: canal completo, cadeia completa e ciclo de vida completo. O novo ID digital utiliza o código de cada bateria para conectar dados sobre produção, instalação, venda, substituição, descarte e reciclagem. Isso permite rastrear o ciclo de vida do produto e monitorar a gestão da cadeia de reciclagem. Wang Peng afirmou que o governo criará uma plataforma nacional para coletar informações como códigos de baterias, categorias de produtos, composição e registros de descarte. Cada bateria receberá um ID digital único e dinâmico, que servirá para supervisionar a cadeia de suprimentos e padronizar o fluxo de materiais. O documento também define responsabilidades específicas para fabricantes de baterias, montadoras de veículos elétricos e empresas de reciclagem e desmonte. Todas deverão transferir baterias usadas de forma padronizada, seguindo requisitos ambientais e de rastreabilidade. Wen Xuefeng, vice-diretor do Departamento de Resíduos Sólidos e Produtos Químicos do Ministério da Ecologia e Meio Ambiente, afirmou que o governo intensificará a fiscalização de empresas que desmontam e processam baterias, punirá violações ambientais e incentivará o envio de baterias usadas para recicladoras autorizadas. De acordo com o governo chinês, estima-se que até o final de 2025 a utilização integral de baterias de veículos elétricos no país supere 400 mil toneladas, com crescimento anual de 32,9%. As grandes empresas do setor também deverão alcançar níveis avançados de reciclagem de lítio, cobalto e níquel. Fonte: Finance China

16 de janeiro de 2026
China2Brazil
O Banco Popular da China (PBoC) anunciou, em 15 de janeiro, em coletiva no Gabinete de Informação do Conselho de Estado, a ampliação de instrumentos de crédito voltados à inovação tecnológica, modernização industrial e estímulo ao consumo. Segundo o vice-presidente do PBoC, Zou Lan, os dados financeiros de 2025 indicam que as políticas monetárias produziram efeitos sobre a economia real. O banco central elevou o limite do programa de refinanciamento para inovação tecnológica e modernização industrial de RMB 800 bilhões para RMB 1,2 trilhão, incluindo pequenas e médias empresas privadas com alto nível de investimento em pesquisa e desenvolvimento. Entre janeiro e novembro de 2025, o valor agregado das indústrias de alta tecnologia acima do porte designado cresceu 9,2% na comparação anual. No mesmo período, as taxas médias de juros de novos empréstimos para setores de tecnologia e economia digital ficaram 0,32 e 0,51 ponto percentual abaixo, respectivamente, dos níveis de novembro de 2024. Crédito para tecnologia, economia verde e consumo mantém expansão Zou afirmou que os empréstimos para áreas consideradas prioritárias, tecnologia, economia verde, finanças inclusivas, cuidado aos idosos e economia digital, registraram expansão de dois dígitos. Para a transição verde, o PBoC passou a enquadrar projetos com efeito direto de redução de emissões no instrumento de apoio à redução de carbono , que opera trimestralmente com prazo de um ano e limite anual de até RMB 800 bilhões. No campo do financiamento transfronteiriço, Xiao Sheng, diretor da Administração Estatal de Câmbio, informou que foram adotadas políticas para empresas de alta tecnologia e pequenas e médias empresas de base tecnológica, além de projetos-piloto de dívida externa verde. Essas medidas permitiram a captação de quase US$10 bilhões. Segundo ele, em linha com o 15º Plano Quinquenal, a administração seguirá ampliando os projetos financeiramente ligados à tecnologia e à economia verde. Novo programa de RMB 1 trilhão para empresas privadas O diretor do Departamento de Política Monetária do PBoC, Xie Guangqi, anunciou um programa de refinanciamento de RMB 1 trilhão voltado a empresas privadas, com foco em micro, pequenas e médias. Para apoiar a emissão de dívidas corporativas, o PBoC unificou o instrumento de compartilhamento de riscos para títulos de inovação tecnológica e o mecanismo para títulos de empresas privadas, criando um instrumento integrado com limite total de RMB 200 bilhões. No estímulo ao consumo, Xie afirmou que o PBoC instituiu um programa de RMB 500 bilhões para serviços e cuidado aos idosos. Até o fim de 2025, foram liberados RMB 118,4 bilhões após duas rodadas de pedidos de instituições financeiras. Em novembro de 2025, o saldo de empréstimos ao consumo, excluindo financiamento imobiliário pessoal, alcançou RMB 21,2 trilhões. Xie declarou que o banco central continuará a aplicar políticas de empréstimos garantidos para o empreendedorismo, apoio à geração de renda por grupos-chave e contratação por pequenas empresas. Também seguirá com ações para o desenvolvimento regulado do crédito ao consumo e uso de subsídios a juros, com o objetivo de reduzir custos de financiamento. Fonte: stdaily.com

16 de janeiro de 2026
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Empresas manufatureiras chinesas passam por transformação digital desde os últimos anos, com adoção crescente de IA, 5G e big data para elevar produtividade, reduzir custos e cumprir metas ambientais. O movimento ocorre em diversas províncias do país, ganhou impulso de políticas industriais e resultou em mais automação, integração em tempo real de dados e modernização da estrutura produtiva. O processo recebeu reforço do documento “Opiniões de Implementação da Ação Especial ‘Inteligência Artificial + Manufatura’”, que busca fortalecer a oferta tecnológica para promover manufatura inteligente e ampliar aplicações para acelerar a digitalização da indústria com IA. A diretriz busca integrar inovação científica em IA à inovação industrial e acelerar o desenvolvimento inteligente e de baixa emissão de carbono do setor. Segundo Wang Chao, professor da Universidade de Tecnologia de Pequim, a transformação digital é um caminho para superar obstáculos tecnológicos e construir um sistema industrial moderno. Ele afirma que os dados se tornam um novo fator de produção, com impacto sobre a produtividade total. Em Jiaxing, na província de Zhejiang, uma fabricante de fibras químicas usa veículos inteligentes no transporte interno e telas de controle com dados em tempo real. A empresa integrou IA e realidade aumentada em uma plataforma industrial para rastrear e gerenciar todas as etapas, da matéria-prima ao produto final. Após a transformação digital, a automação superou 95%, o valor de produção por trabalhador cresceu 28%, os custos de mão de obra caíram cerca de RMB 10 milhões por ano, o ciclo de desenvolvimento caiu 53% e a taxa de defeitos caiu 47%. Em Tianjin, uma fabricante de portas e janelas opera braços robóticos e linhas automatizadas que coordenam cortes, estampagem e montagem após inserção de parâmetros em terminais. Responsáveis afirmam que a produção sob medida, antes realizada em vários dias, hoje leva menos da metade do tempo. Dados oficiais indicam que, até 2025, a China contava com mais de 7 mil fábricas inteligentes de nível avançado e mais de 500 de nível excelente. O país também implementou mais de 20 mil projetos industriais de redes privadas 5G e mais de 8 mil fábricas 5G, além de somar mais de 600 mil pequenas e médias empresas de base tecnológica, 504 mil empresas de alta tecnologia, mais de 140 mil PMEs “especializadas, refinadas, diferenciadas e inovadoras”, 17,6 mil “pequenos gigantes” e 1.862 campeãs nacionais de nichos industriais. O avanço digital acompanha as metas ambientais. Em Mianyang, Sichuan, um parque de eletrodomésticos usa sensores para monitorar temperatura e pressão, identificar anomalias energéticas e ajustar consumo. Com uso de IA, a unidade aumentou produtividade e reduziu emissões em mais de 50 mil toneladas de carbono por ano. Em Tianjin, uma fábrica de equipamentos adota soldagem automática e veículos autônomos para logística interna. Segundo responsáveis, a unidade economiza mais de 3 milhões de kWh de eletricidade por ano, 7 mil metros cúbicos de água e reduz mais de 2 mil toneladas de carbono. Para Du Chuanzhong, diretor do Instituto de Economia Industrial da Universidade de Nankai, a digitalização da manufatura favorece a reciclagem de recursos, cadeias de suprimento verdes e metas de neutralidade de carbono. Ele afirma que ainda existem gargalos, como dependência externa em softwares industriais e retorno baixo de investimentos em IA, o que limita aplicações em larga escala. Du sugere rotas definidas de transformação, integração da digitalização ao negócio, conexão de cadeias de dados, plataformas unificadas e pesquisa tecnológica intensiva, além de inovação baseada em cenários para acelerar a aplicação industrial de tecnologias digitais. Fonte: people.com.cn

16 de janeiro de 2026
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A Alfândega de Gongbei informou, em 16 de janeiro de 2026, que o e-commerce transfronteiriço impulsionou o volume de exportações pelo posto rodoviário de Zhuhai da Ponte Hong Kong–Zhuhai–Macau em 2025. O canal de e-commerce registrou RMB 110,98 bilhões em exportações no ano, alta de 92,5% em relação a 2024. No total, o posto movimentou RMB 325,84 bilhões em importações e exportações em 2025, superando pela primeira vez a marca de RMB 300 bilhões e avançando 40,1% na comparação anual. Segundo a alfândega, medidas de facilitação aduaneira, como declaração simplificada, liberação por listas, estatísticas consolidadas e inspeção prioritária, ampliaram o uso da plataforma de e-commerce nas exportações. Dados operacionais mostram média diária de cerca de 500 caminhões de e-commerce saindo do posto com mais de 1,6 milhão de encomendas, que seguem pelos aeroportos de Hong Kong e Macau para mais de 140 países e regiões. O responsável pelo despacho aduaneiro da Shein afirmou que, nos períodos de pico, a frota disponível não atende à demanda. Segundo ele, em 2025 o peso das encomendas de e-commerce exportadas via posto ultrapassou 89 mil toneladas. A empresa opera no local desde 2020. Li Yuanyuan, chefe da Primeira Seção de Negócios Integrados da Alfândega da Ponte Hong Kong–Zhuhai–Macau, disse que o sistema one-stop para veículos de carga e passageiros, combinado às reformas de declaração antecipada e em duas etapas e ao mecanismo de trava transfronteiriça única, reduziu inspeções repetidas entre Guangdong, Hong Kong e Macau. Segundo ela, o objetivo é ampliar o corredor de comércio e logística da Grande Área da Baía com novas inovações regulatórias. Fonte: stdaily.com

15 de janeiro de 2026
China2Brazil
A China ampliou em 2025 o ritmo de construção ferroviária em várias regiões do país, com obras em áreas de alta altitude, litoral e regiões urbanas. O país executa projetos que integram a rede nacional “oito verticais e oito horizontais” e busca aumentar a conexão regional e a capacidade logística. Segundo o China State Railway Group, o investimento fixo nacional em ferrovias atingiu RMB 901,5 bilhões em 2025 (cerca de US$129 bilhões), alta de 6% em relação ao ano anterior, com 3.109 quilômetros de novas linhas em operação. No planalto do noroeste de Sichuan, a mais de 3.700 metros de altitude, avança a ferrovia Xining–Chengdu. No Túnel Hongyuan nº 2, mais de 400 trabalhadores da China Railway 19th Bureau enfrentam clima de baixa temperatura, áreas rochosas deformadas e fluxos de lama e água. A escavação ocorre por quatro frentes para manter o cronograma. Segundo o diretor do projeto, Yuan Deming, a ferrovia integra o corredor Lanzhou (Xining)–Guangzhou e, após a operação, ampliará a conexão entre os aglomerados urbanos de Lanzhou–Xining e Chengdu–Chongqing. O China State Railway Group informou que continuará priorizando projetos nacionais e prevê colocar em operação mais de 2.000 quilômetros de novas ferrovias em 2026. A entidade afirmou que organiza equipes para fortalecer a gestão dos canteiros, concentrar recursos em demandas estratégicas e intensificar pesquisas tecnológicas . No sudoeste montanhoso, o Túnel Bashancun, da ferrovia de alta velocidade Chongqing–Wanzhou, foi concluído. O túnel tem 7.306 metros de extensão e profundidade máxima de cerca de 390 metros, sendo o terceiro maior da linha. O responsável pelo projeto, Pei Wenqiang, da China Railway 18th Bureau, afirmou que o local apresenta gás, rochas frágeis, carste e temperaturas elevadas do subsolo, o que classifica o trecho como túnel de risco nível I. No litoral sudeste, a ferrovia de alta velocidade Wenzhou–Fuzhou alcançou um marco com o início das obras da Ponte Rodoviária e Ferroviária sobre o Rio Oujiang. De acordo com Li Ming, da China Railway 11th Bureau, o projeto adota um tabuleiro plano com quatro vias de alta velocidade no centro e uma rodovia de seis faixas nas laterais. O vão principal atinge 700 metros, o que torna a estrutura a maior ponte estaiada do país com quatro linhas ferroviárias. O avanço de obras em áreas distintas também alcança o centro do país. Em Pingdingshan, na província de Henan, a Ponte Especial Luzhan, da ferrovia de alta velocidade Pingluo–Zhoukou, segue em ritmo acelerado. A ponte tem 28,6 quilômetros e cruza ferrovias em operação, rodovias expressas e estradas nacionais. No trecho sobre a ferrovia de alta velocidade Zhengzhou–Wanzhou, o pilar principal fica a 9,6 metros da linha existente. A equipe da China Railway 25th Bureau utiliza um sistema inteligente de construção de pontes com controle inteligente, içamento de armaduras, cura por pulverização automática e monitoramento, o que elevou a eficiência em quase duas vezes em comparação a métodos tradicionais. Na cidade de Taicang, província de Jiangsu, a estação Taicang da ferrovia intermunicipal Xangai–Suzhou–Wuxi–Changzhou entrou na fase de construção da estrutura principal. A obra está ao lado da estação Taicang da ferrovia Hutong e enfrenta lençol freático alto e geologia complexa. A equipe adotou planos específicos de escavação e contenção, além de sistemas inteligentes de monitoramento do nível da água e de deformações. Na Prefeitura Autônoma Tibetana de Gannan, província de Gansu, o túnel Ganjia, com mais de 10 quilômetros, avançou mais de 6.000 metros de escavação. O responsável da China Railway 14th Bureau, Guo Zongyong, afirmou que o ecossistema local é frágil e que o túnel atravessa rochas macias e áreas com grandes deformações. Segundo ele, mais de 500 trabalhadores permanecem no local e utilizam previsão geológica antecipada e monitoramento automatizado. O China State Railway Group informou que, na próxima etapa, pretende intensificar o ritmo dos projetos no início do ano para ampliar o volume de obras no primeiro trimestre. O objetivo é reforçar o efeito do investimento ferroviário sobre a economia e acelerar a formação de um sistema moderno de infraestrutura ferroviária. Fonte: news.cn

15 de janeiro de 2026
China2Brazil
A Associação Chinesa da Indústria Automobilística (CAAM) informou, em 14 de janeiro, que a China produziu e vendeu mais de 34 milhões de automóveis em 2025, o que estabeleceu um recorde histórico e manteve o país como o maior mercado automotivo do mundo. O avanço foi resultado da expansão dos veículos de nova energia (NEVs) e de políticas internas de estímulo ao consumo. Em 2025, a China produziu 34,531 milhões de veículos e vendeu 34,4 milhões. As altas anuais foram de 10,4% na produção e 9,4% nas vendas. O país liderou o mercado global pelo 17º ano seguido. A produção total e as vendas superaram 30 milhões de unidades pelo terceiro ano seguido. O segmento de veículos de nova energia impulsionou o resultado. A produção atingiu 16,626 milhões de unidades e as vendas chegaram a 16,49 milhões, aumentos de 29% e 28,2% em relação ao ano anterior. Com isso, a China manteve a liderança mundial no setor pelo 11º ano seguido. Os NEVs passaram a responder por mais de 50% das vendas de carros novos no mercado interno. Segundo Chen Shihua, secretário-geral adjunto da CAAM, a indústria automotiva concluiu o 14º Plano Quinquenal com indicadores em alta. Ele afirmou que, em 2025, o reforço das políticas de incentivo, o lançamento de novos modelos e a liberação da demanda final sustentaram um crescimento acima do previsto. O mercado de veículos de passageiros encerrou o ano com produção e vendas acima de 30 milhões de unidades. As marcas chinesas alcançaram 69,5% das vendas no segmento, avanço de 4,3 pontos percentuais frente ao ano anterior. Ao mesmo tempo, o mercado de veículos comerciais mostrou recuperação. A produção e as vendas voltaram a superar 4 milhões de unidades. No comércio exterior, as exportações somaram mais de 7 milhões de unidades. Desse total, 2,615 milhões eram veículos de nova energia. Fonte: news.cn

15 de janeiro de 2026
China2Brazil
A State Grid Corporation of China informou que pretende investir 4 trilhões de yuans em ativos fixos durante o 15º Plano Quinquenal (2026–2030). A estimativa representa alta de cerca de 40% sobre o ciclo anterior (2021–2025). Os dados foram divulgados em 15 de janeiro pela agência Xinhua. Durante o período 2026–2030, a empresa planeja ampliar a infraestrutura para integrar geração solar e eólica, com aumento médio anual de aproximadamente 200 milhões de quilowatts em capacidade instalada de novas energias. A companhia também prevê fortalecer a regulação do sistema, expandir o armazenamento e criar condições para maior consumo de energia renovável. Além disso, pretende atender à construção de parques industriais de carbono zero , viabilizar 35 milhões de pontos de recarga e elevar a eletrificação do consumo final. A State Grid declarou que iniciará uma plataforma integrada com transmissão principal, distribuição e microrredes. A empresa prevê acelerar corredores de corrente contínua de ultra-alta tensão (UHVDC) e aumentar a transmissão interprovincial em mais de 30% em relação ao final do 14º Plano Quinquenal. A expansão pretende atender projetos no Deserto de Gobi e hidrelétricas no Sudoeste, reforçar o intercâmbio entre regiões e ampliar redes urbanas, rurais e remotas. A companhia também informou que avançará na digitalização da rede. Em artigo recente, a State Grid registrou que, em 2025, concluiu mais de 650 bilhões de yuans em investimentos anuais em ativos fixos, valor que superou o recorde histórico da empresa. No ciclo 2021–2025, o total investido superou 2,8 trilhões de yuans. No mesmo período, a companhia colocou em operação oito projetos CA e oito projetos CC de ultra-alta tensão, elevando a transmissão interprovincial em 40% frente ao final do 13º Plano Quinquenal (2016–2020). A State Grid opera em 26 províncias, regiões autônomas e municípios, cobre 88% do território chinês e atende mais de 1,1 bilhão de pessoas. Após a divulgação dos planos de investimento, as ações do setor de equipamentos elétricos subiram na tarde de 15 de janeiro. Segundo o jornal The Paper, a empresa vem ampliando investimentos em sequência. Em 2022, superou 500 bilhões de yuans anuais pela primeira vez. Em 2024, ultrapassou 600 bilhões. Durante o 13º Plano Quinquenal, o valor acumulado atingiu 2,38 trilhões de yuans, mas houve queda entre 2016 e 2019. A recuperação começou em 2020 com a retomada de projetos de ultra-alta tensão e armazenamento por bombeamento, dentro da política das “seis estabilidades”. O investimento em redes elétricas influência cadeias industriais extensas, incluindo geração, equipamentos e matérias-primas. Por isso, o mercado acompanha o ritmo de gastos do setor, dada sua relação com emprego e produção industrial. No final de dezembro de 2025, o presidente da State Grid, Zhang Zhigang, afirmou que a empresa deve ampliar investimentos para apoiar a demanda interna e o crescimento econômico. Segundo ele, o planejamento inclui alinhamento com estratégias nacionais, projetos de infraestrutura e estímulo ao investimento social e às cadeias de suprimentos. A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma e a Administração Nacional de Energia divulgaram diretrizes para o desenvolvimento da rede, com metas de modernização, expansão e atração de capital privado. O documento prevê ampliação da “Transmissão Oeste-Leste” para mais de 420 milhões de quilowatts até 2030, adição de cerca de 40 milhões de quilowatts de intercâmbio interprovincial, participação de 30% de renováveis na geração e capacidade de integração de 900 milhões de quilowatts de fontes distribuídas, além de mais de 40 milhões de unidades de recarga. No início de 2026, a China Southern Power Grid informou que investirá mais de 24 bilhões de yuans em redes nos primeiros três meses do ano, alta superior a 20% na comparação anual. No início de 2025, a empresa já havia projetado 175 bilhões de yuans para o ano, um recorde. Especialistas estimam que os investimentos médios anuais da State Grid e da China Southern Power Grid no próximo ciclo ultrapassem 1 trilhão de yuans. No setor financeiro, o UBS afirmou ao The Paper que a demanda doméstica de eletricidade pode crescer de 8% a 9% ao ano entre 2028 e 2030. O banco estima que data centers de IA contribuam com 2,3 pontos percentuais desse ritmo, exportações industriais com 1,4 ponto percentual e o restante pela eletrificação. O UBS também prevê CAGR de cerca de 12% para infraestrutura e energia no 15º Plano Quinquenal. A Agência Internacional de Energia projeta que o consumo elétrico de data centers dobrará até 2030. A S&P Global Market Intelligence calcula aumento de 860 TWh em 2025 para 1.587 TWh em 2030, com América do Norte e Ásia-Pacífico como principais vetores. Segundo executivos da Hitachi Energy, o avanço dos data centers de IA pressiona toda a cadeia elétrica, elevando a demanda por geração, transmissão e distribuição. A empresa relatou que, na China, crescem pedidos de equipamentos para integração de renováveis e longas distâncias. A Hitachi Energy é uma das maiores fabricantes de transformadores e fornecedora de tecnologias de transmissão e distribuição. A companhia afirmou que a expansão da rede não se limita à capacidade, mas demanda resiliência e confiabilidade diante da maior participação de fontes intermitentes. O cenário favorece tecnologias como transformadores, chaves de alta tensão e transmissão flexível. O vice-presidente Zhao Yongzhan disse ao The Paper que a transmissão UHV tende a manter intensidade elevada de investimentos, sustentada pela necessidade de conectar grandes usinas renováveis e hidrelétricas a centros de carga. Segundo ele, a China possui domínio tecnológico em UHV e sinaliza maior demanda no 15º Plano Quinquenal. Fonte: The Paper

15 de janeiro de 2026
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A província de Guizhou, no sudoeste da China, alcançou 150 EFLOPS de poder computacional em 2025, quase três vezes o volume de 2024. EFLOPS, corresponde a escala que mede o número de cálculos por segundo de supercomputadores usados em inteligência artificial (IA) e análise de dados. O dado foi divulgado na conferência provincial de trabalho de dados de 2026, realizada na terça-feira. Mais de 90% da capacidade veio de sistemas inteligentes. Guizhou é um dos principais centros de infraestrutura digital da China. Segundo dados oficiais, 50 centros de dados foram concluídos ou estão em construção na província. Além disso, Guizhou abriga um nó da rede computacional nacional, estrutura que interliga centros de supercomputação do país para distribuir tarefas de processamento. Esse nó já atraiu 48 provedores de serviços que usam a capacidade local para treinar modelos de IA , processar grandes bases de dados e executar aplicações corporativas. Os investimentos fixos em instalações ligadas à computação somaram 22 bilhões de yuans (aproximadamente US$3,14 bilhões) em 2025. Para 2026, o governo local projeta elevar o poder computacional para 190 EFLOPS e ampliar a infraestrutura com novos centros de dados focados em eficiência energética. Fonte: Xinhua

14 de janeiro de 2026
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A China movimentou 23,8 trilhões de yuans em consumo digital e manteve o maior mercado de varejo online do mundo pelo 13º ano consecutivo. O dado foi apresentado na Conferência Nacional de Comércio Eletrônico, realizada em Pequim entre 13 e 14 de janeiro, e indica o avanço do setor no país. Segundo informações divulgadas no evento, o comércio eletrônico da China registrou avanços desde o início do 14º Plano Quinquenal. O setor passou a atuar como motor de novas forças produtivas e contribuiu para o ajuste do modelo econômico. Desde o início do período, a integração entre indústrias digitais e físicas avançou. Mais de 1.500 eventos de matchmaking para comércio eletrônico industrial reuniram quase 10.000 empresas. Essas atividades aceleraram a modernização de setores tradicionais e ampliaram a conexão entre canais online e offline. No cenário externo, a China ampliou a cooperação internacional em comércio eletrônico apesar das incertezas globais. O país conta com 36 parceiros no programa “Comércio Eletrônico da Rota da Seda”. Além disso, as zonas piloto seguem em implantação e iniciativas como “Beneficiar o Mundo” ampliam o acesso ao mercado digital chinês. Do ponto de vista social, o setor criou mais de 78 milhões de empregos e elevou em quase 20% ao ano o volume de entregas expressas desde o início do 14º Plano Quinquenal. O comércio eletrônico também impulsionou o crescimento de softwares e serviços de informação, incluindo computação em nuvem e big data. Fonte: news.cn