
18 de fevereiro de 2026
China2Brazil
A China criou 70.392 novas empresas com investimento estrangeiro em 2025, segundo dados do Ministério do Comércio. O número representa alta de 19,1% em relação a 2024. No mesmo período, o uso efetivo de capital estrangeiro somou 747,69 bilhões de yuans. O setor de serviços concentrou 72,9% do total. Os dados indicam aumento na entrada de capital externo em um cenário de recuperação econômica global lenta e maior volatilidade nos fluxos internacionais de investimento. O crescimento no número de empresas reforça a posição do país como destino relevante para investidores internacionais. Além do volume, a composição do investimento mudou. A participação de indústrias de alta tecnologia aumentou, enquanto o foco se deslocou da expansão quantitativa para ganhos de qualidade e eficiência. Em 2026, novos projetos ampliaram esse movimento. Em Guangzhou, a STI Corporation anunciou investimento de cerca de 12,4 bilhões de yuans para construir uma base de manufatura inteligente de semicondutores de potência no distrito de Baiyun. A primeira fase prevê aporte de 1,6 bilhão de yuans para produzir substratos cerâmicos AMB. A construção começa após o Festival da Primavera e a empresa estima valor anual de produção de 3 bilhões de yuans quando atingir a capacidade total. Em Xangai, a Michelin iniciou a produção do “Projeto Magnolia”, com investimento de 3 bilhões de yuans. A unidade foca soluções ligadas a novas energias e mobilidade. Já em Taicang, na província de Jiangsu, a Bona Environmental Equipment inaugurou sua sede para a região Ásia-Pacífico. A empresa investiu 500 milhões de yuans na expansão e prevê aplicar mais 200 milhões de yuans nos próximos três anos para modernizar equipamentos e ampliar operações regionais. Os projetos abrangem manufatura avançada, pesquisa e desenvolvimento, economia verde e digital. Esse perfil acompanha a estratégia chinesa de modernização industrial. O avanço do investimento estrangeiro ocorre em paralelo a medidas de abertura econômica. O governo reduziu a lista negativa para acesso ao capital externo, ampliou o tratamento nacional às empresas estrangeiras e adotou incentivos fiscais para reinvestimento de lucros. Também ampliou a abertura do setor de serviços e reforçou regras para dar previsibilidade jurídica. Levantamento da Câmara de Comércio Americana na China mostra que 52% das empresas ouvidas colocam o país entre seus três principais destinos globais de investimento. Mais da metade espera registrar lucro ou lucro significativo até 2025. Já dados da Câmara de Comércio Alemã na China indicam que 93% das empresas alemãs instaladas no país pretendem manter presença no mercado, e mais da metade planeja ampliar os aportes. A disputa global por capital estrangeiro aumentou nos últimos anos, e a China enfrenta pressões externas e ajustes internos na estrutura de investimentos. Ainda assim, o país passou a competir menos por custo de fatores e mais por tamanho de mercado, base industrial, infraestrutura, ecossistema de inovação e regras institucionais. Para os próximos anos, a expectativa oficial é ampliar a abertura econômica, aprimorar serviços a investidores e manter garantias legais às empresas estrangeiras. A estratégia busca integrar capital externo aos projetos de modernização e expansão industrial do país. Fonte: gmw.cn

18 de fevereiro de 2026
China2Brazil
Robôs humanoides participaram do Gala do Festival da Primavera, na China, ao executar esquetes, simular lutas de boxe e interagir com atores no palco. O evento funcionou como vitrine tecnológica e campo de testes para sistemas de inteligência artificial e controle de movimento. Empresas do setor afirmam que os avanços apresentados já começam a migrar para aplicações comerciais, embora especialistas apontem limites técnicos e custos elevados para uso doméstico em larga escala. No esquete “O Favorito da Vovó”, um robô contracenou com atores humanos. Segundo Zhang Miao, diretor de marketing da Beijing Songyan Power Technology Group, o equipamento utiliza algoritmo próprio de controle facial e modelo interativo multimodal. O sistema possui mais de 30 graus de liberdade no rosto, o que permite executar microexpressões e micromovimentos. A equipe técnica informou que precisou resolver a sincronização, em tempo real, entre voz, movimento labial e expressão facial. Para isso, coletou grande volume de vídeos de conversas humanas e treinou o sistema para reconhecer expressões, emoções e linguagem, com respostas adequadas ao contexto. Além disso, o palco impôs exigências superiores às de laboratório. Os robôs precisaram ajustar posicionamento, ritmo e lógica de ação conforme o roteiro e a interação com atores e cenários. Do palco à aplicação prática O Festival da Primavera tem servido como vitrine para a robótica desde 2012, quando pequenos robôs apareceram pela primeira vez no evento. Em 2025, um robô da Yushu chamou atenção ao dançar Yangko. Já na edição mais recente, múltiplos robôs dividiram o palco. Ao longo da década, as apresentações passaram de movimentos simples para coreografias complexas e interação com humanos. Parte das tecnologias exibidas já opera fora do ambiente artístico. Fu Qiang, sócio e gerente de produto da Beijing Galaxy General Robotics, afirmou que o modelo incorporado da empresa treina continuamente o sistema com bilhões de dados. O robô Galbot G1, apresentado no festival, atua em ambientes reais, onde recebe clientes, interage, registra pedidos, coleta produtos e realiza entregas. Segundo Jiang Guangzhi, secretário do Partido e diretor do Departamento Municipal de Economia e Tecnologia da Informação de Pequim, a capital mudou o foco dos testes de habilidades motoras para capacidades operacionais. Nos Jogos de Robôs de 2025, os equipamentos executaram tarefas como triagem de medicamentos, manuseio de materiais e operações de precisão. A mudança indica transição da demonstração pública para a implantação prática. Limites técnicos e custo elevado Especialistas avaliam que o uso doméstico ainda exige tempo. Pan Helin, membro do Comitê de Especialistas em Economia da Informação e Comunicação do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação, afirmou que as apresentações ao vivo continuam como principal cenário de aplicação. Segundo ele, o palco ajuda empresas a atrair capital, talentos e parcerias. Lan Dapeng, pesquisador associado do Instituto de Automação de Shenyang, da Academia Chinesa de Ciências, apontou lacuna entre desempenho atual e exigências industriais. Ele afirmou que setores industriais demandam precisão elevada, enquanto muitos robôs humanoides alcançam apenas controle em nível centimétrico. Além disso, o custo total permanece alto. Como alternativa, ele sugeriu transferir tecnologias testadas para ambientes industriais específicos e adaptar sistemas conforme cada cenário. Estratégia regional e projeção de mercado O Centro de Pesquisa para o Desenvolvimento do Conselho de Estado, no “Relatório de Desenvolvimento da China 2025”, projeta que o mercado de inteligência incorporada pode ultrapassar 1 trilhão de yuans até 2035. O relatório indica impacto em áreas como logística, manufatura e serviços. As regiões chinesas adotaram estratégias distintas. A região Pequim-Tianjin-Hebei concentra pesquisa e inovação tecnológica. O Delta do Rio Yangtzé prioriza infraestrutura industrial, como centros de treinamento de dados e plataformas de código aberto. Já o Delta do Rio das Pérolas foca aplicação comercial e robôs de consumo e serviço. De acordo com Li Yechuan, diretor da Divisão de Manufatura Inteligente e Indústria de Equipamentos de Pequim, a capital reúne mais de 940 empresas de robótica, com faturamento superior a 40 bilhões de yuans. O governo local apoia avanços tecnológicos, cenários de aplicação e colaboração industrial. Escassez de talentos Apesar do crescimento, o setor enfrenta falta de profissionais. Zhang Miao afirmou que o mercado precisa de talentos interdisciplinares com formação em engenharia de sistemas. Segundo ele, o ciclo de formação é longo, o que exige cooperação entre empresas, universidades e institutos de pesquisa. Para o futuro, Lan Dapeng projeta avanço em duas frentes: fortalecimento de capacidades gerais, como percepção e tomada de decisão, e desenvolvimento específico para setores como cuidados domiciliares e montagem industrial. Ele defende integração entre regiões e cooperação ao longo da cadeia de pesquisa, produção e aplicação para sustentar o crescimento da indústria. Fonte: news.cn

13 de fevereiro de 2026
China2Brazil
A China realizou nesta sexta-feira (13) o primeiro voo tripulado de “táxi aéreo” em área urbana de Chengdu, na província de Sichuan. O teste, com uma aeronave eVTOL, durou cerca de cinco minutos e integrou os planos do governo local para iniciar a fase prática da economia de baixa altitude na região. Segundo o IT Home, o voo foi conduzido pela Sichuan Low-Altitude Economy Company. O presidente da empresa, Long Zhiyu, participou da operação como passageiro. O teste validou a segurança da aeronave e sua adaptação ao espaço aéreo urbano. Além disso, Jing Xuefeng, diretor do Estúdio de Economia de Baixa Altitude da Zona de Desenvolvimento Econômico de Jinjiang, informou que Bailuwan acelera a construção do “Smart Flight Center”, com início das operações previsto para 2026. O projeto prevê a criação de um centro de transporte urbano tridimensional, com serviços de pouso e decolagem, planejamento de dados, suporte à operação e manutenção, além de aplicações para diferentes cenários de uso. Segundo Jing, a partir do voo de verificação, o distrito de Jinjiang pretende ampliar a infraestrutura e a operação do centro de voos inteligentes. O plano inclui, por um lado, o avanço da exploração comercial da economia de baixa altitude e, por outro, a integração desse setor com áreas verdes, planejamento urbano e espaços de consumo. No médio prazo, com a implantação comercial do eVTOL , serviços como “táxis aéreos” urbanos devem entrar em operação e ampliar as opções de transporte na cidade. Fonte: IT Home

13 de fevereiro de 2026
China2Brazil
A plataforma social chinesa Soul anunciou nesta sexta-feira (12), em sua conta oficial no WeChat, que liberou o código do seu modelo de criação de humanos digitais em tempo real, o SoulX-FlashHead . Segundo a empresa, a ferramenta permite gerar avatares realistas ao vivo usando uma única placa de vídeo de uso comum em computadores pessoais. De acordo com a Soul, o modelo foi desenvolvido para funcionar em placas gráficas de consumo da NVIDIA . Em testes, a versão voltada à velocidade alcançou até 96 quadros por segundo em uma RTX 4090, com consumo de memória de 6,4 GB e suporte a até três conexões ao mesmo tempo. Já a versão focada em qualidade atingiu 16,8 quadros por segundo em uma RTX 5090 com uma placa e mais de 25 quadros por segundo com duas placas, mantendo a sincronização entre a fala e os movimentos da boca. A empresa informou que o modelo foi treinado com um grande volume de vídeos e áudios selecionados para reduzir erros visuais e melhorar a estabilidade dos personagens ao longo do tempo. Ao todo, foram usadas 782 horas de material de alta qualidade, extraídas de mais de 10 mil horas de conteúdo bruto, após etapas de limpeza e seleção dos dados. Na prática, a tecnologia pode ser aplicada em transmissões ao vivo contínuas, personagens virtuais para jogos e apoio ao ensino de idiomas com o uso de avatares. O estudo técnico foi publicado em repositório acadêmico, e o código, o modelo e o conjunto de dados estão disponíveis para acesso público. Fonte: IT Home

13 de fevereiro de 2026
China2Brazil
Em 11 de fevereiro, a DeepSeek iniciou testes graduais de seu principal modelo de inteligência artificial. Segundo o STAR Market Daily, a empresa atualizou a versão web e o aplicativo para permitir a leitura e o processamento de textos muito longos, com até 1 milhão de tokens. Antes disso, o DeepSeek V3.1, lançado em agosto de 2025, aceitava até 128 mil tokens por vez. De acordo com a empresa, o sistema agora consegue analisar grandes volumes de texto em uma única solicitação. Em um teste divulgado pela própria DeepSeek, o modelo identificou corretamente o conteúdo do livro Jane Eyre, com mais de 240 mil tokens. Na noite de 12 de fevereiro, o tema “DeepSeek está ficando frio” entrou entre os assuntos mais comentados no Weibo. Usuários relataram mudanças no comportamento do sistema após a atualização. Uma das principais queixas foi o fim do uso de apelidos personalizados. Antes, o sistema mencionava o apelido do usuário nas respostas. Depois da atualização, passou a usar apenas o termo “usuário”. Também houve críticas ao tom das respostas. Em pedidos de indicação de filmes, alguns usuários afirmaram receber comentários avaliados como condescendentes. Outros relataram que o sistema passou a responder de forma mais fria. Em contrapartida, parte do público considerou que as respostas ficaram mais diretas e objetivas. Segundo o The Economic Observer, um profissional do setor de inteligência artificial afirmou que essa versão funciona como um “modo turbo”, que prioriza velocidade e serve como teste final antes do lançamento do DeepSeek V4, previsto para meados de fevereiro de 2026. A série V reúne os principais modelos da empresa. O V3, lançado em dezembro de 2024, ampliou o desempenho do sistema. Depois, a DeepSeek lançou o V3.1, com foco em tarefas mais complexas, e apresentou o V3.2, em dezembro de 2025, como a versão estável mais recente. A empresa também divulgou o V3.2-Speciale, voltado a problemas avançados de matemática e pesquisa. Antes disso, o site The Information informou que a DeepSeek pretende lançar o V4 durante o período do Ano-Novo Lunar, em fevereiro, com melhorias em tarefas de programação. No início de 2026, a equipe da DeepSeek publicou dois estudos sobre novas formas de organizar o funcionamento dos modelos de IA . As propostas buscam reduzir custos e melhorar o desempenho em tarefas que exigem leitura de textos longos. Fonte: sina.com.cn

13 de fevereiro de 2026
China2Brazil
Pacientes dos Estados Unidos e de países da Europa passaram a viajar para Xangai para realizar tratamentos odontológicos, como implantes e coroas, motivados pelo preço mais baixo, pela agenda previsível e pela estrutura médica integrada. Em muitos casos, a economia com o procedimento cobre passagens e hospedagem. A cidade atrai esse público porque combina custos menores do que nos Estados Unidos e na Europa com cronogramas definidos e comunicação em outros idiomas. Em procedimentos como implantes, o intervalo entre extração e restauração definitiva pode ultrapassar seis meses no exterior, sem garantia de datas. Em Xangai, clínicas organizam o tratamento com cronograma fechado e permitem concluir a etapa inicial em poucas semanas, com uso de protocolos de carga imediata, quando indicados. Xangai reúne hospitais públicos de referência, como Shanghai Ninth People's Hospital e Tongji University Affiliated Stomatological Hospital, além de redes especializadas como Arrail Dental e MALO CLINIC China. Hospitais privados de alto padrão, como Jiahui Health e United Family Healthcare, ampliam a oferta de serviços para estrangeiros. O custo é o principal fator. Nos Estados Unidos, uma coroa dentária custa cerca de US$ 2.000 (aprox. RMB 14 mil). Em Xangai, materiais equivalentes variam entre RMB 7.000 e 8.000. Implantes chegam a cerca de US$ 5.000 por dente nos EUA, contra aproximadamente metade desse valor na China. Para quem precisa de múltiplos procedimentos, a diferença cobre as despesas de viagem. Além do preço, clínicas em Xangai operam com integração entre especialidades e logística mais rápida. Técnicos ajustam coroas no mesmo dia na clínica, o que reduz visitas e encurta o tratamento. Em outros países, o processo costuma exigir várias consultas ao longo de semanas ou meses. O avanço do turismo odontológico ocorre em um cenário de alta global nos gastos com saúde. Na União Europeia, a odontologia movimenta cerca de € 90 bilhões por ano, atrás apenas das doenças cardiovasculares e do diabetes. Estados Unidos, Alemanha e Japão lideram o mercado, e os gastos anuais dos EUA com odontologia já superaram US$ 100 bilhões em 2015. Com a expansão urbana, Xangai estruturou uma base ampla de serviços odontológicos. Desde 2025, clínicas da cidade registram aumento do atendimento a estrangeiros, que já representam cerca de 30% a 40% dos pacientes em alguns serviços. Parte desse público combina tratamento com turismo, impulsionada por regras de visto mais flexíveis e maior conectividade internacional. Especialistas indicam que o setor pode avançar com ampliação do atendimento multilíngue, padronização de informações para pacientes do exterior, facilitação de reembolsos de seguros internacionais e divulgação de credenciais médicas com formação no exterior. Com integração de pagamentos e rede hospitalar estruturada, Xangai amplia sua presença no mercado internacional de odontologia. Fonte: jiemian.com

13 de fevereiro de 2026
China2Brazil
A China passou a aplicar, em 2026, um novo padrão de regulação para drones de consumo. O governo reforçou a fiscalização de voos em baixa altitude, ampliou exigências legais e passou a exigir registro, autorização prévia em áreas controladas e respeito a limites de altitude. A medida busca reduzir voos irregulares e padronizar o uso desses equipamentos no país. Os drones de consumo se popularizaram na China ao longo dos últimos anos, sobretudo para fotografia aérea. A DJI liderou esse processo e se tornou a principal fabricante do setor. Após um período de uso pouco regulado, o governo iniciou uma reorganização nacional das regras de operação. Desde o fim de 2025, as autoridades intensificaram operações contra voos irregulares em grandes altitudes. Em 2024, entrou em vigor o Regulamento Provisório de Gestão de Voos de Aeronaves Não Tripuladas, que passou a exigir registro nominal dos drones e autorização para voos em áreas controladas, como regiões acima de 120 metros, arredores de aeroportos, áreas densamente povoadas e locais sensíveis. Em 1º de fevereiro de 2026, Xangai implantou um sistema integrado de controle do espaço aéreo de baixa altitude. Drones micro, leves e pequenos podem voar em áreas autorizadas após registro. Em áreas controladas, o operador precisa de aprovação prévia. Parques públicos passaram a funcionar como zonas de voo autorizadas, com agendamento. A legislação também endureceu as punições. Desde janeiro de 2026, violações relevantes das regras do espaço aéreo podem resultar em detenção de cinco a dez dias. Com isso, voos ilegais passaram a gerar sanções administrativas diretas. As novas regras já impactam o mercado. Em janeiro de 2026, mais de 60 mil drones estavam à venda em plataformas de segunda mão, alta de 200% em um ano. O movimento indica retração no número de usuários ativos. Diante da pressão sobre o setor, a DJI ampliou a atuação em equipamentos de imagem, como câmeras com estabilização e modelos panorâmicos, e passou a disputar espaço com a Insta360. Dados da IDC indicam que a empresa também entrou no mercado de robôs aspiradores, onde ficou em sexto lugar na China no trimestre de estreia. No plano técnico, dois padrões nacionais passaram a valer em 2026. Um impede o voo de drones não ativados ou com registro cancelado. O outro exige a transmissão contínua de identidade, posição e status do equipamento às autoridades durante o voo. A expectativa do governo é reduzir as infrações desde a compra até o uso. Fonte: news.qq.com

12 de fevereiro de 2026
China2Brazil
A China avançou na construção do trecho Baoshan–Ruili da ferrovia Dali–Ruili, em Yunnan, no sudoeste do país, e mantém a meta de concluir a linha até 2028. O projeto cruza as montanhas Hengduan, região de relevo íngreme e geologia instável, o que impôs obstáculos técnicos ao avanço das obras. Com 330 quilômetros de extensão, a ferrovia Dali–Ruili é dividida em dois trechos: Dali–Baoshan e Baoshan–Ruili. O traçado corta áreas montanhosas com alta atividade geológica, presença de água subterrânea e calor geotérmico, fatores que aumentam o risco de colapso e atrasos em obras de túneis. O trecho Dali–Baoshan, com 133 quilômetros, começou em 2008 e entrou em operação em 2022. Túneis como Dazhushan e Xiuling concentraram parte das dificuldades técnicas. O China Railway Engineering Group relatou infiltrações intensas de água subterrânea e temperaturas elevadas no túnel de Dazhushan. Em alguns pontos centrais, a temperatura média chegou a 41 °C, o que exigiu revezamento de equipes a cada três horas em áreas alagadas. A construção do trecho Baoshan–Ruili começou em 2015 e enfrenta desafios ainda maiores. O principal obstáculo é o túnel da montanha Gaoligong. Engenheiros lidam com rochas moles, deformações estruturais, calor geotérmico e grandes volumes de água durante a escavação. Esses fatores atrasaram o cronograma e exigiram mudanças no método de construção. Segundo Gao Shangjie, engenheiro sênior do departamento de transportes de Mangshi, na prefeitura autônoma de Dehong Dai e Jingpo, avanços técnicos recentes aceleraram o ritmo das obras. De acordo com o China State Railway Group e o governo provincial de Yunnan, o túnel principal de Gaoligong deve ser totalmente escavado até dezembro de 2027. A previsão oficial é iniciar a operação de toda a ferrovia Dali–Ruili em 2028. Quando entrar em funcionamento, a linha deve reduzir o tempo de viagem entre Kunming, capital de Yunnan, e a cidade fronteiriça de Ruili de cerca de nove horas para aproximadamente 4,5 horas. A ferrovia também deve integrar o corredor ferroviário China–Mianmar, o que amplia a conexão logística com países do Sudeste e do Sul da Ásia. De acordo com Chen Jie, vice-diretor da Comissão Provincial de Desenvolvimento e Reforma de Yunnan, a província vai acelerar a expansão ferroviária ao longo da fronteira sudoeste durante o 15º Plano Quinquenal (2026–2030). Além disso, a ferrovia de alta velocidade Chongqing–Kunming deve ser concluída nos próximos cinco anos, o que permitirá a formação de um anel ferroviário de alta velocidade entre os principais centros urbanos do sudoeste da China. Fonte: China Daily

12 de fevereiro de 2026
China2Brazil
O Banco Popular da China (PBoC) informou, em 10 de fevereiro, que a mudança na alocação de recursos entre depósitos e produtos financeiros não representa saída de recursos do sistema bancário. O dado consta no Relatório de Execução da Política Monetária do quarto trimestre de 2025. Segundo o banco central, a maior parte dos novos recursos captados por produtos de gestão de ativos vai para depósitos interbancários e certificados de depósito. Com isso, os saldos de instituições financeiras não bancárias nos bancos aumentam. Quando os recursos seguem para outros ativos, acabam convertidos em depósitos de empresas ou instituições relacionadas. No destino final, os recursos permanecem no sistema bancário. O PBoC informou que a composição dos depósitos mudou. A participação dos depósitos interbancários cresceu, enquanto a de famílias e empresas recuou. Ainda assim, consideradas em conjunto, essas categorias mantêm crescimento alinhado à expansão do M2, sem variação relevante no volume total de depósitos. Os dados oficiais mostram que, no ano passado, os depósitos em RMB cresceram RMB 26,41 trilhões. Desse total, RMB 14,64 trilhões vieram das famílias e RMB 6,41 trilhões de instituições financeiras não bancárias. Em 2024, os depósitos das famílias aumentaram RMB 14,26 trilhões, enquanto os das instituições não bancárias avançaram RMB 2,59 trilhões. Por trás do avanço dos depósitos de instituições não bancárias está a expansão dos produtos de gestão de ativos. No fim do ano passado, o volume sob gestão chegou a RMB 120 trilhões, alta anual de 13,1%. O crescimento acumulado foi de RMB 13,8 trilhões. Entre os principais produtos, os de gestão patrimonial dos bancos cresceram 10,6%, enquanto os fundos mútuos avançaram 14,3%. Segundo o banco central, a mudança reflete decisões dos investidores em um ambiente de juros mais baixos, com busca por melhor relação entre retorno e risco. No longo prazo, a ampliação das opções de investimento tende a levar famílias a ajustar a alocação de recursos entre depósitos e outros ativos. Fonte: CFTV

12 de fevereiro de 2026
China2Brazil
O setor de inteligência artificial (IA) da China entrou em uma fase de consolidação, segundo relatório do JPMorgan Securities China. O banco afirma que a chamada “guerra dos modelos” no país perdeu força e que o número de desenvolvedores com capacidade técnica e capital para disputar a liderança caiu de mais de 200 para menos de dez. A concentração ocorre em um grupo restrito de empresas com escala, infraestrutura e capacidade de transformar modelos em aplicações comerciais. O movimento coincide com uma sequência de atualizações de grandes plataformas de IA no país. Empresas como Yuanbao, Doubao, Qwen, Z.ai e MiniMax lançaram novas versões de seus sistemas nas últimas semanas. O mercado também aguarda a possível apresentação de um novo modelo da DeepSeek durante o feriado do Ano Novo Lunar. Com a maturidade dos grandes modelos, a disputa passa a se concentrar no desenvolvimento de aplicações de uso cotidiano. Plataformas como Doubao, Yuanbao e Qwen ampliam a integração da IA em serviços digitais, busca, criação de conteúdo e atendimento automatizado. O foco migra do tamanho dos modelos para a capacidade de entrega de produtos com adoção em escala. A ByteDance integra esse grupo com o Seedance , também chamado Jimeng, modelo de geração de vídeo em fase de testes internos na China. A ferramenta cria vídeos completos a partir de comandos em texto, com definição de enquadramento, sequência de cenas e sincronização de imagem e som. Demonstrações exibidas fora do país geraram repercussão entre usuários e profissionais do setor audiovisual. A adoção desse tipo de sistema altera o processo de produção de conteúdo. A criação de vídeos, antes dependente de equipes com roteirista, direção, captação de imagem, iluminação, edição e sonorização, passa a concentrar etapas em ferramentas automatizadas, reduzindo custos e barreiras de entrada para criadores e empresas. Fonte: sina.com.cn