
11 de maio de 2026
China2Brazil
Uma nova geração de produtos inovadores chineses, como celulares dobráveis, óculos inteligentes e câmeras panorâmicas, foi lançada no mercado, atraindo grandes filas de consumidores chineses e estrangeiros para experimentar e comprar os produtos. Se o entusiasmo dos consumidores demonstra o apelo das marcas chinesas no mercado, o forte desempenho das exportações comprova sua competitividade global. No terminal Haitong, no porto de Waigaoqiao, em Xangai, mais de 4 mil veículos elétricos chineses partem diariamente rumo ao mercado internacional. Apenas nos quatro primeiros meses de 2026, mais de 400 mil automóveis foram exportados pelo terminal. E não é só no setor automotivo que as marcas chinesas brilham. O grande navio de cruzeiro chinês “Aida Modu” já transportou quase 700 mil passageiros desde o início de suas operações; as rotas comerciais do avião C919 continuam se expandindo; enquanto tuneladoras gigantes e os trens de alta velocidade CR450 seguem quebrando recordes mundiais. O crescimento das marcas chinesas não se apoia apenas em tecnologia de ponta, mas também em criatividade e conexão emocional com os consumidores. Atualmente, roupas de estilo chinês contemporâneo, produtos inspirados na cultura tradicional e eletrodomésticos inteligentes conquistam cada vez mais espaço no mercado. Até o final de 2025, o número de marcas tradicionais chinesas reconhecidas oficialmente (“laozihao”) chegou a 1.455. Eventos esportivos regionais como o “Village Super League” transformaram-se em marcas nacionais de consumo cultural, enquanto novos formatos de negócios — como brinquedos colecionáveis, colaborações entre marcas e experiências imersivas de consumo — continuam surgindo. Os produtos chineses estão se tornando protagonistas no consumo doméstico. Ao mesmo tempo, uma nova geração de marcas chinesas também cresce rapidamente. Câmeras panorâmicas capazes de realizar gravações criativas vêm dominando as redes sociais globais e se tornaram favoritas entre aventureiros e criadores de conteúdo. Pequenos bonecos colecionáveis com design diferenciado também viraram febre mundial. Políticas públicas fortalecem ainda mais as marcas chinesas O plano quinquenal “15º Plano Quinquenal” detalhou ações específicas para fortalecer a construção de marcas em diversos setores. Entre as metas estão: reforçar o papel das marcas, elevar padrões de qualidade e ampliar a aplicação de novas tecnologias para impulsionar o consumo; fortalecer marcas tradicionais e marcas chinesas modernas; promover padronização e valorização de marcas; além de consolidar a marca “Invest in China”. O governo chinês continuará aperfeiçoando mecanismos de incentivo ao desenvolvimento de marcas, reforçando padrões de qualidade, inovação tecnológica e apoio à economia real e à modernização industrial, acelerando a construção da China como potência global de marcas. Segundo Zhu Hongren, vice-presidente executivo da Associação de Empresas da China, a construção de marcas tem incentivado empresas a ampliar investimentos em pesquisa e desenvolvimento, superar gargalos tecnológicos e impulsionar o surgimento de marcas nos setores de manufatura avançada, energia renovável e inteligência artificial, contribuindo de forma ampla e profunda para o desenvolvimento econômico de alta qualidade da China. Fonte: news.cctv.com

11 de maio de 2026
China2Brazil
O presidente dos Estados Unidos Donald Trump visitará a China entre os dias 13 e 15 de maio a convite do presidente chinês Xi Jinping. A informação foi divulgada por Guo Jiakun, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China. Este será o primeiro encontro presencial entre os líderes dos dois países desde a reunião realizada em Busan, em outubro do ano passado, além de marcar a primeira visita de um presidente norte-americano à China em nove anos. Segundo o porta-voz, Xi Jinping e Trump deverão tratar de questões ligadas à paz e ao desenvolvimento mundial. A China declarou estar disposta a trabalhar com os Estados Unidos com base nos princípios de igualdade, respeito mútuo e benefício recíproco, ampliando a cooperação, administrando divergências e trazendo mais estabilidade e previsibilidade para um mundo marcado por turbulências e incertezas. Em entrevista à imprensa no dia 10 de maio, Trump afirmou que a China é extremamente importante para a economia norte-americana e disse estar ansioso pela viagem, acrescentando acreditar que a visita será “muito emocionante”. Segundo informações divulgadas, a Casa Branca estaria convidando CEOs de grandes empresas como NVIDIA, Apple, ExxonMobil e Boeing para acompanharem Trump na visita à China. Negociações econômicas seguem em andamento Desde maio de 2025, equipes chinesas e norte-americanas já realizaram várias rodadas de negociações econômicas em cidades como Genebra, Londres, Estocolmo, Madri e Kuala Lumpur, demonstrando a disposição mútua de administrar divergências por meio do diálogo e estabilizar as relações bilaterais. As discussões envolveram medidas da Seção 301 relacionadas aos setores marítimo e naval chineses, extensão da suspensão de tarifas recíprocas, tarifas ligadas ao fentanil e cooperação policial, comércio agrícola e controles de exportação. As partes afirmaram ter alcançado consenso básico sobre mecanismos para resolver preocupações mútuas. Em 30 de outubro do ano passado, Xi Jinping e Trump se reuniram em Busan, na Coreia do Sul. Xi afirmou que “o diálogo é melhor do que o confronto” e ressaltou que, embora os dois países tenham diferenças naturais devido às distintas realidades nacionais, a cooperação econômica e comercial deve continuar sendo o “estabilizador” e o “motor” das relações bilaterais, e não um ponto de conflito. Segundo Xi, as equipes dos dois lados devem continuar negociando com base em igualdade, respeito e benefício mútuo, reduzindo gradualmente a lista de divergências e ampliando a lista de cooperação. EUA e China avançam na cooperação antidrogas No início de abril deste ano, o Departamento de Controle de Narcóticos do Ministério da Segurança Pública da China e a agência antidrogas do Departamento de Justiça dos EUA conduziram uma operação contra uma rede de tráfico internacional liderada por um suspeito de sobrenome Guo. As autoridades realizaram operações simultâneas nas províncias chinesas de Liaoning e Guangdong, bem como nos estados norte-americanos da Flórida e Nevada. Cinco suspeitos foram presos — dois chineses e três norte-americanos — e grandes quantidades de drogas, incluindo protonitazeno e bromazolam, foram apreendidas. O caso foi considerado mais um importante resultado da cooperação pragmática entre os órgãos antidrogas dos dois países e demonstrou a determinação conjunta de China e Estados Unidos em combater crimes relacionados ao narcotráfico. Fonte: jiemian.com

8 de maio de 2026
China2Brazil
Faltando menos de 40 dias para o início da Copa do Mundo de 2026, sediada por Estados Unidos, Canadá e México, a emissora estatal chinesa CCTV ainda não chegou a um acordo com a FIFA sobre os direitos de transmissão do torneio, segundo informou o jornal Beijing Daily em 6 de maio. FIFA estaria cobrando da China valores muito acima de outros mercados Durante as Eliminatórias da Copa do Mundo no ano passado, a CCTV decidiu não adquirir os direitos de transmissão devido aos preços excessivamente altos cobrados pela Asia Football Group (AFG), empresa responsável pela comercialização dos direitos da transmissão, em um movimento de resistência aos aumentos considerados irracionais no mercado de direitos esportivos. Agora, essa situação poderá se repetir na próxima Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México. Segundo informações divulgadas pela imprensa chinesa, a FIFA inicialmente pediu entre US$ 250 milhões e US$ 300 milhões pelos direitos de transmissão na China. Já o orçamento da CCTV estaria entre US$ 60 milhões e US$ 80 milhões. Mesmo após a FIFA reduzir a pedida para cerca de US$ 120 milhões a US$ 150 milhões, a distância entre as expectativas das partes continua enorme, e até agora nenhum acordo foi fechado. Nas últimas duas décadas, os custos de transmissão da Copa do Mundo na China dispararam. Para comparação, os direitos das Copas de 2010 e 2014 foram vendidos juntos por apenas US$ 115 milhões, enquanto os torneios de 2018 e 2022 custaram aproximadamente US$ 300 milhões em um pacote conjunto. Além do aumento de preços, a FIFA também vem sendo acusada de praticar preços diferenciados conforme o mercado. Segundo relatos, para a Índia a entidade teria oferecido os direitos de transmissão de duas Copas do Mundo por apenas US$ 35 milhões — valor cerca de 17 vezes inferior ao cobrado da China. Mercado chinês de direitos esportivos mudou A recusa da CCTV em aceitar as condições impostas pela FIFA também é vista como reflexo das mudanças no mercado chinês de mídia esportiva. Um dos fatores é a ausência da seleção chinesa na Copa do Mundo. Mesmo com a ampliação do torneio para 48 seleções, o interesse do público chinês pelo evento diminuiu significativamente. Além disso, por ser realizada no continente americano, muitas das partidas mais importantes ocorrerão de madrugada ou pela manhã no horário de Pequim, reduzindo o interesse dos anunciantes. Como as negociações seguem travadas às vésperas do torneio, a janela comercial para venda de publicidade já começa a ser perdida. Outro problema envolve dificuldades para jornalistas chineses obterem vistos e credenciais de trabalho, o que comprometeria a qualidade da cobertura in loco e da transmissão. Segundo estimativas, patrocinadores chineses já investiram mais de US$ 500 milhões nesta Copa do Mundo. Caso não haja transmissão oficial no país, isso poderá gerar forte insatisfação entre as marcas chinesas e enfraquecer a estratégia comercial da FIFA. O modelo de transmissão esportiva na China está mudando O mercado de direitos esportivos na China também passou por profundas transformações nos últimos anos. Até a Copa de 2014, a CCTV detinha praticamente o monopólio das transmissões, enquanto plataformas digitais só podiam adquirir direitos de reprises ou programas relacionados. A Copa da Rússia em 2018 marcou uma virada importante: pela primeira vez, a CCTV sublicenciou os direitos de transmissão, impulsionando o hábito de assistir aos jogos pelo celular. Na Copa do Catar de 2022, os direitos avançaram ainda mais em direção às plataformas de vídeos curtos e ao ecossistema digital. Com o crescimento acelerado das mídias integradas e do streaming, a Copa de 2026 poderá trazer formas ainda mais flexíveis de consumo, reduzindo a dependência da televisão tradicional e das transmissões da CCTV durante a madrugada. Para muitos analistas chineses, os direitos esportivos precisam retornar a preços mais racionais. Em meio à queda geral dos valores no mercado esportivo chinês — incluindo campeonatos como a Superliga Chinesa e a CBA — a tentativa da FIFA de elevar drasticamente os preços teria encontrado resistência em um momento pouco favorável. A postura firme da CCTV também recebeu amplo apoio da opinião pública chinesa nas redes sociais, e muitos acreditam que a FIFA pode ter errado o timing ao insistir em valores tão elevados. Fonte: sina.com.cn

8 de maio de 2026
China2Brazil
A decisão do Brasil de conceder entrada sem visto para cidadãos chineses portadores de passaporte comum provocou um aumento imediato no interesse por viagens ao país em toda a China. A medida entrará em vigor em 11 de maio e permitirá que turistas chineses permaneçam no Brasil por até 30 dias sem necessidade de visto. O anúncio rapidamente despertou entusiasmo entre os viajantes chineses. Segundo a plataforma de turismo Qunar, as buscas por voos para o Brasil dispararam poucas horas após a divulgação da notícia. Até as 20h30 de quinta-feira (dia 7 de maio), as pesquisas por voos para o Rio de Janeiro haviam dobrado em relação à hora anterior e aumentado quase três vezes em comparação com o mesmo período da semana passada. As buscas por voos para Brasília cresceram três vezes na comparação horária e 4,5 vezes na comparação semanal. As cinco principais cidades de origem dos voos para o Brasil foram Xangai, Pequim, Hangzhou (província de Zhejiang), Guangzhou (província de Guangdong) e Chengdu (província de Sichuan). A rota Pequim–Rio de Janeiro registrou o crescimento mais expressivo, com aumento de 6,8 vezes em apenas uma hora. As buscas por voos de Xangai e Chengdu para Brasília cresceram mais de dez vezes em relação à semana anterior. Yang Han, pesquisador do Instituto de Big Data da Qunar, afirmou que a medida reduzirá significativamente as barreiras de viagem para turistas chineses interessados em conhecer a cultura vibrante do Brasil, a paixão pelo futebol e o famoso Carnaval. “O Brasil está rapidamente se tornando um dos destinos de longa distância com crescimento mais acelerado entre os viajantes chineses nos últimos anos”, disse Yang. Durante o recente feriado do Dia do Trabalho na China, o Brasil entrou no ranking dos dez destinos internacionais mais populares entre turistas chineses. As reservas de voos da China para o Brasil cresceram 95% em relação ao ano anterior, enquanto as reservas para São Paulo aumentaram 130%, tornando a cidade um dos dez destinos internacionais com crescimento mais rápido durante o período. Com a nova política de isenção de visto em vigor, Yang acredita que o Brasil se tornará uma escolha popular para viagens de longa distância durante o verão e também nos próximos feriados do Festival do Meio do Outono e do Dia Nacional da China, quando muitos viajantes poderão transformar apenas três dias de férias anuais em uma viagem de 11 dias. Especialistas do setor também acreditam que a política impulsionará o turismo em toda a América do Sul. Xu Ning, gerente-geral da divisão de Austrália, Américas e África da agência de viagens UTour, sediada em Pequim, afirmou que o Brasil há muito tempo é um dos destinos preferidos dos turistas chineses devido às suas atrações culturais ricas e singulares. “O futebol brasileiro e o Carnaval são experiências culturais icônicas para os visitantes chineses”, disse Xu. “A política de isenção de visto estimulará significativamente o mercado turístico. Como o Brasil funciona como porta de entrada para a América do Sul, a medida também deverá beneficiar o turismo em toda a região.” A UTour informou que garantiu acesso a recursos exclusivos, como hotéis litorâneos no Brasil, hospedagens na floresta amazônica, hotéis de sal, Ilha de Páscoa e cruzeiros por geleiras, oferecendo roteiros variados de 10 a mais de 30 dias. Entre eles estão viagens multinacionais, como um tour de 36 dias pela América do Sul e um roteiro de 30 dias passando por Brasil, Argentina, Peru, Chile e Uruguai, além de pacotes de cruzeiros para a Antártida. Xu acrescentou que a UTour planeja lançar mais roteiros aprofundados exclusivamente pelo Brasil e otimizar seus produtos atuais para a América do Sul, a fim de atender à crescente demanda. Fonte: chinadaily.com.cn

7 de maio de 2026
China2Brazil
O Brasil foi o país que mais recebeu investimentos chineses no mundo em 2025, com aportes que chegaram a US$ 6,1 bilhões em projetos distribuídos por 20 estados brasileiros. É o que mostra estudo inédito divulgado hoje pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC). Intitulado “Investimentos Chineses no Brasil – 2025: Mineração, Mobilidade Elétrica e Renováveis” , o levantamento foi apresentado em evento online transmitido ao vivo pelo Zoom e pelo YouTube. A programação contou com abertura do Embaixador Luiz Augusto de Castro Neves, Presidente do CEBC, e de José Leandro Borges, Diretor do Bradesco, seguida da apresentação do estudo por Tulio Cariello, Diretor de Conteúdo e Pesquisa do CEBC e autor da publicação. Cariello destacou que o desempenho brasileiro foi puxado principalmente pelos setores de eletricidade e mineração, que praticamente empataram na liderança. “Os aportes em eletricidade, incluindo energias solar e eólica, têm crescido de forma contínua e chegaram a US$ 1,79 bilhão em 2025. Já os investimentos em mineração mais que triplicaram na comparação com o ano anterior, somando US$ 1,76 bilhão, com aquisições feitas por empresas chinesas em segmentos como níquel e cobre, que são essenciais para cadeias produtivas associadas à transição energética”, afirmou. Os investimentos de empresas chinesas no setor automotivo também chegaram a um novo patamar. “A inauguração das fábricas da GWM e da BYD no país e o início da produção local demonstram o amadurecimento dos projetos voltados para mobilidade elétrica no Brasil”, ressaltou Cariello. Segundo o estudo, o valor aportado por empresas chinesas no setor automotivo alcançou ao menos US$ 965 milhões em 2025, alta de 66% em relação ao ano anterior. Após a apresentação do estudo, o evento contou com debate moderado por Cláudia Trevisan, Diretora Executiva do CEBC, com participação de Danilo Goulart, Chief Representative Officer do Bradesco em Hong Kong; Ricardo Bastos, Presidente da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) e Diretor de Assuntos Institucionais da GWM Brasil; e Adriana Waltrick, CEO da SPIC Brasil. Para Goulart, o crescimento dos investimentos chineses no Brasil combina fatores conjunturais e estruturais. Ele mencionou o cenário internacional mais fragmentado, as restrições enfrentadas por empresas chinesas em alguns mercados e o interesse crescente por setores estratégicos, como mineração e cadeias produtivas ligadas à transição energética. Ao mesmo tempo, ressaltou que o Brasil tem uma relevância de longo prazo para a China e que a relação bilateral vem amadurecendo com a diversificação dos investimentos. “O relacionamento comercial entre China e Brasil vem amadurecendo ao longo do tempo. Estamos trazendo mais setores, e o estudo mostra investimentos em 20 estados brasileiros. Isso exige conhecimento do país, da cadeia produtiva e das condições locais”, afirmou Goulart. Segundo ele, a nova onda de aportes representa uma oportunidade importante, mas exige preparo institucional e empresarial para que os projetos se consolidem de forma sustentável. Ricardo Bastos destacou o avanço da mobilidade elétrica no Brasil e o papel das empresas chinesas nesse processo. Segundo ele, as vendas de veículos eletrificados representam parcela crescente do mercado nacional, enquanto a China segue como referência tecnológica global no setor. Para Bastos, a chegada de montadoras chinesas ao Brasil marca uma nova etapa, mas também exige adaptação à realidade local. “O modelo chinês deu muito certo, mas ele não é simplesmente exportável. Para operar e fabricar no Brasil, é preciso entender as condições locais e adaptar esse modelo à realidade brasileira”, afirmou. Bastos também ressaltou que o Brasil tem uma cadeia automotiva relevante, historicamente vinculada à indústria tradicional, e que o desafio agora é promover a migração e a incorporação de novas tecnologias ligadas à eletrificação. Adriana Waltrick, por sua vez, destacou a atratividade do Brasil para investimentos em energia renovável, não apenas pela disponibilidade de recursos naturais, mas também pela estrutura regulatória, pelos contratos de longo prazo e pela presença de instrumentos de financiamento. Segundo ela, o país reúne condições importantes para atrair empresas chinesas do setor, especialmente em um contexto global de aumento da demanda por energia limpa. “O Brasil tem uma matriz elétrica renovável que o mundo inteiro gostaria de ter. Estamos onde o mundo quer estar em 2050”, afirmou Waltrick. A CEO da SPIC Brasil também chamou atenção para desafios regulatórios e operacionais, como a necessidade de expansão da transmissão, maior digitalização do sistema elétrico, avanço em armazenamento, hidrogênio verde e integração de diferentes fontes de energia. O estudo atualiza o fluxo e o estoque dos investimentos chineses no Brasil entre 2007 e 2025, analisando valores, número de projetos, distribuição setorial e geográfica e modalidades de entrada do capital. Entre 2007 e 2025, os investimentos chineses no Brasil acumularam US$ 85,5 bilhões por meio de 355 projetos.

7 de maio de 2026
China2Brazil
No primeiro dia útil após o feriado de maio, a notícia que circulava há meses finalmente foi confirmada oficialmente: a Samsung deixará de vender eletrodomésticos na China. Um comunicado de menos de 200 palavras marcou a saída silenciosa da marca. Mesmo sendo líder global em vendas de televisores, a Samsung nunca conseguiu conquistar plenamente os consumidores chineses nos últimos anos. Assim como aconteceu com seus smartphones, a marca acabou relegada à categoria de “Outros” no mercado local. O mesmo ocorreu com geladeiras e máquinas de lavar, cujas participações de mercado caíram para menos de 0,5%. Até mesmo o segmento de monitores — que ainda apresentava bom desempenho no mercado premium — acabou incluído na retirada. O movimento já dava sinais antecipados. Em março, a Samsung esteve ausente da AWE, a principal feira chinesa de eletrodomésticos e eletrônicos, o que foi interpretado pelo mercado como sinal de redução da importância estratégica da China. Fontes próximas à empresa revelaram que alguns distribuidores já haviam recebido ordens, semanas antes, para interromper reposição de estoques e liquidar produtos remanescentes. Mais do que uma retirada comercial, a saída da Samsung se tornou um exemplo clássico de fracasso causado por arrogância estratégica e simboliza um novo marco na consolidação da liderança chinesa no setor de eletrodomésticos. Uma retirada anunciada A saída da Samsung não foi repentina, mas o desfecho de uma estratégia gradual de retração. Após a ausência na AWE, surgiram rumores em abril de que a empresa encerraria ainda este ano as vendas de televisores e eletrodomésticos na China. Pedidos de monitores também caíram significativamente, fábricas parceiras ajustaram produção e lojas físicas começaram a retirar os produtos das prateleiras. Na época, executivos da Samsung responderam apenas que a empresa “revisa regularmente sua estrutura global de negócios de acordo com mudanças no ambiente de mercado”. Em 6 de maio, a decisão foi oficializada. A Samsung China publicou em seu site que, “diante das rápidas mudanças do mercado”, decidiu interromper as vendas de todos os produtos de linha branca e eletrônicos domésticos, incluindo TVs e monitores, na China. Segundo fontes internas, o anúncio já havia sido comunicado aos funcionários às quatro da tarde do mesmo dia. A retirada inclui televisores, monitores, displays comerciais, ar-condicionados, geladeiras, lavadoras, secadoras, aparelhos de cuidados com roupas, soundbars, projetores, aspiradores, purificadores de ar e praticamente toda a linha de eletrodomésticos da empresa. Permanecerão apenas negócios como smartphones e memória semicondutora. Quanto ao pós-venda, a Samsung afirmou que continuará prestando suporte conforme exigido pela legislação chinesa. Apesar do comunicado oficial, alguns canais de vendas ainda não receberam instruções definitivas e seguem comercializando produtos normalmente. Lojas da JD.com afirmaram que futuras vendas dependerão de novas orientações da companhia. A decisão gerou enorme repercussão nas redes sociais chinesas. Muitos consumidores se surpreenderam com a saída até mesmo de produtos nos quais a Samsung ainda mantinha forte reputação, como monitores e soundbars premium. Dados da consultoria RUNTO mostram que, em 2025, os monitores Samsung ainda eram lucrativos na China, especialmente no segmento acima de RMB 3 mil, onde a empresa detinha 11,4% do faturamento. Mesmo assim, sua participação total no mercado chinês era inferior a 3%. No caso das soundbars, a Samsung ocupava o segundo lugar no mercado chinês premium, mas, por se tratar de um nicho pequeno, também acabou afetada. Distribuidores afirmam que os estoques devem acabar após o festival de compras “618”, o que pode provocar alta de preços. Ao mesmo tempo, a Samsung iniciou uma nova rodada de demissões na China. Até mesmo a divisão de smartphones, que continuará operando, foi impactada. Segundo fontes internas, as indenizações oferecidas estão abaixo das expectativas dos funcionários. Concorrência local Nos últimos anos, marcas chinesas como TCL, Hisense, Xiaomi e Skyworth travaram uma guerra feroz de preços e inovação tecnológica. Inicialmente dominaram o mercado com produtos de alto custo-benefício e depois consolidaram liderança por meio de avanços tecnológicos e forte adaptação ao consumidor local. Hoje, os oito maiores fabricantes de TVs na China são chineses. Já as vendas mensais da Samsung caíram para apenas algumas dezenas de milhares de unidades. Além disso, marcas chinesas lideraram a adoção da tecnologia Mini LED, que já representa 31,8% das vendas e 55,4% do faturamento do mercado chinês. Em comparação, as TVs OLED — principal aposta da Samsung — representam apenas 0,2% do volume vendido. A Samsung perdeu o ritmo das transformações do mercado chinês, especialmente na transição tecnológica de LCD para OLED e depois para Mini LED. Mais grave ainda: a empresa se recusou a adaptar seus produtos ao mercado local. Enquanto 60% do mercado chinês de TVs está abaixo da faixa de RMB 4 mil, a Samsung insistiu em manter foco exclusivo no segmento premium. Sua estratégia global padronizada ignorou preferências chinesas em software, usabilidade e integração inteligente, criando um descompasso entre preço e experiência do usuário. O resultado foi o afastamento gradual dos consumidores. Em 2013, a Samsung liderava o mercado chinês de TVs com mais de 18% de participação. Treze anos depois, sua fatia caiu para 3,62%. Em geladeiras e lavadoras, a participação despencou para cerca de 0,4%. Diante da perda de competitividade e da baixa rentabilidade do setor — que registrou prejuízo operacional de cerca de 200 bilhões de won sul-coreanos no último ano —, a empresa optou por concentrar esforços em mercados mais lucrativos, como os Estados Unidos. Fonte: tmtpost.com

7 de maio de 2026
China2Brazil
No dia 6 de maio, veículos da mídia chinesa informaram que o Fundo Nacional da Indústria de Circuitos Integrados da China (conhecido como “Grande Fundo Nacional”) está negociando para liderar a primeira rodada de financiamento da DeepSeek. A avaliação final da empresa poderá chegar a cerca de US$ 45 bilhões. O jornal Shanghai Securities News apurou a informação junto a diversas fontes consideradas confiáveis. Segundo pessoas próximas às negociações, “as conversas entre as partes realmente estão acontecendo, mas a avaliação da empresa ainda não foi definida”. A mesma fonte revelou que há vários outros potenciais investidores participando das negociações, incluindo gigantes da internet chinesa e outros fundos estatais. Apesar disso, os envolvidos mantêm postura discreta. Em grandes rodadas de financiamento envolvendo empresas altamente promissoras, é comum que as partes adotem cautela antes da conclusão oficial do acordo. Até o momento, a lista definitiva de investidores ainda não foi fechada. Diversos investidores afirmaram que o forte interesse do mercado inevitavelmente elevou a avaliação pretendida da DeepSeek, embora ainda seja difícil determinar o valor exato. “Esse projeto é diferente de outras startups. Apesar de a empresa ainda ter limitada monetização, os investidores enxergam enorme potencial de crescimento. Hoje, são os investidores que estão correndo atrás de Liang Wenfeng para ver quem será escolhido”, comentou um deles. Segundo analistas do setor, “os fundos estatais certamente terão papel central na composição final dos investidores”. Vale destacar que, em 24 de abril, a DeepSeek lançou oficialmente e em código aberto a versão preliminar do DeepSeek-V4. O novo modelo de IA, equipado com um mecanismo inovador de atenção, apresenta capacidade líder mundial em processamento de longos contextos e introduz inovações estruturais que abrem um novo caminho para o desenvolvimento coordenado entre software e hardware, fortalecendo a autonomia tecnológica da indústria chinesa de IA. Especialistas avaliam que o lançamento do V4 não apenas elevou o patamar tecnológico do setor e mudou percepções do mercado, mas também consolidou a posição da DeepSeek como uma das líderes no desenvolvimento de grandes modelos de IA da China, aumentando significativamente o reconhecimento de seu valor pelo mercado financeiro. Há apenas algumas semanas, no início das negociações, a avaliação da empresa girava em torno de US$ 20 bilhões — valor que agora mais do que dobrou. Informações públicas mostram que a DeepSeek foi fundada em julho de 2023, incubada pela gestora quantitativa High-Flyer, e tem como fundador Liang Wenfeng, ex-aluno da Universidade de Zhejiang. Até então, os recursos de pesquisa e desenvolvimento da empresa vinham majoritariamente do apoio interno da High-Flyer. Após o vazamento das informações sobre a rodada de financiamento, a DeepSeek realizou recentemente uma importante reorganização acionária. Registros empresariais mostram que, em 27 de abril de 2026, o capital registrado da empresa aumentou de RMB 10 milhões para RMB 15 milhões. Com o aporte adicional, Liang Wenfeng elevou sua participação direta de 1% para 34%, enquanto a fatia do antigo acionista controlador, a Ningbo Chengen Enterprise Management Consulting Partnership, foi diluída de 99% para 66%. Após a reestruturação, Liang Wenfeng passou a controlar cerca de 84,29% das ações da empresa, somando participações diretas e indiretas, consolidando seu controle absoluto sobre a DeepSeek. Segundo fontes da mídia, Liang também deverá participar da rodada atual de investimento com recursos próprios. Pessoas próximas à empresa afirmam que o principal objetivo da captação é enfrentar a crescente concorrência do setor e os desafios relacionados à retenção de talentos. Os recursos deverão ser usados para expandir a capacidade computacional, aumentar salários e garantir a permanência de profissionais de ponta, além de sustentar futuras pesquisas e a implementação em larga escala dos modelos de IA. Atualmente, o setor chinês de grandes modelos de IA vive intensa competição. De um lado, gigantes como ByteDance, Baidu, Alibaba, Tencent e Xiaomi ampliam investimentos em modelos próprios, aproveitando capital robusto, vastos recursos computacionais e ecossistemas consolidados para acelerar iterações tecnológicas e disputar talentos com altos salários. De outro lado, unicórnios de IA como Moonshot AI, Z.ai, MiniMax, Baichuan Intelligence e ModelBest crescem rapidamente, acelerando tanto o desenvolvimento tecnológico quanto a comercialização de produtos, aumentando a pressão competitiva sobre a DeepSeek. No cenário global, empresas como OpenAI, Anthropic e Google formam a primeira linha da IA mundial, exercendo forte pressão tecnológica, financeira e de talentos sobre concorrentes chineses como a DeepSeek. O Fundo Nacional da Indústria de Circuitos Integrados da China foi criado com base no “Plano de Promoção do Desenvolvimento da Indústria de Circuitos Integrados”, emitido pelo Conselho de Estado chinês em 2014. Operando sob modelo de captação de mercado e gestão profissionalizada, o fundo já lançou três fases de investimento voltadas à cadeia completa da indústria de semicondutores. A primeira fase foi criada em 2014, com escala de RMB 138,72 bilhões; a segunda, em 2019, somou RMB 204,15 bilhões; e a terceira fase, lançada oficialmente em 2024, possui capital registrado de RMB 344 bilhões, tornando-se atualmente o maior fundo industrial estatal da China. Fonte: sina.com.cn

6 de maio de 2026
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A partir de 1º de maio de 2026, a China passou a implementar uma política de tarifa zero para 53 países africanos que mantêm relações diplomáticas com o país. Recentemente, um representante do Departamento da Organização Mundial do Comércio (OMC) do Ministério do Comércio da China afirmou que a medida trará novas oportunidades para a cooperação econômica e comercial entre China e África. Redução de custos e aumento de ganhos A tarifa zero reduzirá os custos de entrada dos produtos africanos no mercado chinês, oferecendo maior competitividade aos produtos africanos na China. Por exemplo, o cacau da Costa do Marfim e de Gana, que antes enfrentava tarifas de 8% a 22%; o café e o abacate do Quênia, com tarifas de 8% a 30% e 20%, respectivamente; além das frutas cítricas e vinhos da África do Sul, cujas tarifas variavam entre 12% e 14%–20%. Após 1º de maio, todos esses produtos poderão usufruir de tarifa zero, desde que atendam às exigências de origem e inspeção sanitária. A medida cria condições favoráveis para ampliar as exportações africanas para a China e também enriquecerá a oferta no mercado chinês, proporcionando mais opções aos consumidores. Integração entre comércio e investimento A tarifa zero deverá atrair mais investimentos para a África, inclusive da China e de outros parceiros comerciais, trazendo capital, tecnologia, equipamentos e experiência de gestão. Produtos típicos africanos poderão ser processados localmente antes de serem exportados para a China. Por um lado, isso favorecerá a formação e modernização das cadeias produtivas africanas, impulsionando a industrialização e a modernização agrícola do continente. Por outro, contribuirá para um comércio China-África mais equilibrado e sustentável, beneficiando ambos os lados por meio de oportunidades compartilhadas e desenvolvimento conjunto. Modernização econômica A política de tarifa zero incentivará a diversificação das exportações africanas, o aumento do valor agregado dos produtos e a otimização da estrutura exportadora, beneficiando um grande número de pequenos agricultores e micro e pequenas empresas, além de gerar novos empregos e melhorar as condições de vida. A iniciativa também deverá ampliar a cooperação sino-africana em áreas como comércio de serviços, comércio digital, indústria verde e desenvolvimento sustentável, fortalecendo significativamente a capacidade de desenvolvimento autônomo da África e acelerando seu processo de modernização. Fonte: gmw.cn

6 de maio de 2026
China2Brazil
A China lançará uma nova rodada de injeções de capital em seus maiores bancos comerciais estatais por meio da emissão de títulos especiais do Tesouro, medida que deve aumentar significativamente a capacidade de concessão de crédito dessas instituições e reforçar o apoio à economia real. Segundo o Ministério das Finanças, os leilões de títulos especiais do Tesouro com vencimentos de cinco e sete anos — utilizados para injetar capital em instituições financeiras centrais — estão programados para 22 de maio e 12 de junho, marcando o início da segunda rodada de recapitalização direcionada aos grandes bancos estatais. Nesta etapa, o ministério planeja emitir RMB 300 bilhões (US$ 43,92 bilhões) em títulos especiais do Tesouro para reforçar o capital principal nível 1 (core tier 1) dos bancos. A medida deverá ampliar a expansão do crédito e reforça uma postura fiscal mais ativa. No ano passado, o ministério emitiu o primeiro lote de títulos especiais do Tesouro, totalizando RMB 500 bilhões, para apoiar a recapitalização do Bank of China, China Construction Bank, Bank of Communications e Postal Savings Bank of China. Esses quatro bancos levantaram juntos RMB 520 bilhões, elevando seus índices de adequação de capital principal nível 1 em 0,86, 0,48, 1,28 e 1,51 ponto percentual, respectivamente. O mercado espera, em geral, que o Industrial and Commercial Bank of China (ICBC) e o Agricultural Bank of China (ABC) sejam os principais beneficiários da segunda rodada de injeções de capital. A China International Capital Corp (CICC) estima que a injeção de RMB 300 bilhões poderá alavancar cerca de RMB 4 trilhões em expansão de ativos, aumentando a capacidade de concessão direta de empréstimos e de aquisições dos bancos, além de apoiar fortemente a economia real e ajudar a prevenir riscos financeiros. Segundo a CICC, a medida deverá elevar, em média, os índices de adequação de capital principal nível 1 dos dois bancos em cerca de 0,6 ponto percentual. De acordo com os relatórios do primeiro trimestre de 2026 dos grandes bancos comerciais estatais, até 31 de março, os índices de adequação de capital principal nível 1 do ICBC, CCB, ABC, BOC, BOCOM e PSBC estavam em 13,26%, 14,26%, 10,8%, 12,18%, 11,25% e 10,18%, respectivamente, todos acima das exigências regulatórias. Entre eles, ICBC e ABC registraram quedas de 0,63 e 0,43 ponto percentual em relação ao fim do primeiro trimestre de 2025, enquanto os outros quatro bancos apresentaram aumento. Zeng Gang, especialista-chefe e diretor do Shanghai Institution for Finance and Development, afirmou que o principal objetivo desta rodada de injeção de capital é fortalecer a capacidade de desenvolvimento sustentável de longo prazo dos grandes bancos estatais. Segundo ele, a medida ampliará significativamente a capacidade de empréstimo dessas instituições por meio de efeitos de alavancagem, oferecendo amplo suporte às políticas de estímulo ao crescimento. Wang Qing, principal analista macroeconômico da Orient Golden Credit Rating International, afirmou que, em meio aos ajustes no mercado imobiliário e aos contínuos cortes de juros promovidos pelo banco central chinês, as margens líquidas de juros dos bancos comerciais — especialmente dos grandes bancos estatais — vêm diminuindo rapidamente desde 2023. Isso enfraqueceu a capacidade dessas instituições de recompor capital por meio de lucros retidos, tornando necessárias injeções externas de capital para sustentar operações estáveis. Wang estima que uma injeção total de RMB 800 bilhões poderá sustentar entre RMB 6 trilhões e RMB 7 trilhões em novos empréstimos — equivalente a cerca de 37% a 43% dos novos financiamentos em RMB da China em 2025. Segundo ele, a medida fortalecerá a capacidade dos bancos de absorver riscos e aumentará a resiliência de longo prazo do sistema financeiro. O aumento da capacidade de crédito também reforçará o papel dos grandes bancos como principal fonte de financiamento da economia real, especialmente ao direcionar mais recursos para estratégias nacionais prioritárias, inovação tecnológica, pequenas e microempresas e outros setores prioritários ou mais frágeis da economia. A medida também destaca uma coordenação mais forte entre as políticas fiscal e monetária, sinalizando uma postura fiscal mais ativa e abrindo caminho para novos afrouxamentos monetários, acrescentou Wang. Fonte: chinadaily.com.cn

6 de maio de 2026
China2Brazil
Recentemente, as diferentes regiões da China divulgaram os dados do PIB do primeiro trimestre deste ano. Em termos de volume total, 13 províncias ultrapassaram a marca de RMB 1 trilhão em PIB, com Guangdong, Jiangsu e Shandong mantendo as três primeiras posições. Em relação ao crescimento, 15 províncias registraram expansão igual ou superior à média nacional de 5%, com Tibete, Shandong, Zhejiang, Xangai e Pequim liderando. No recorte urbano, as cidades de primeira linha tiveram desempenho especialmente forte: Xangai e Pequim superaram RMB 1 trilhão em PIB , enquanto Guangzhou registrou o maior crescimento dos últimos cinco anos. Especialistas avaliam que as principais províncias vêm desenvolvendo forças produtivas de nova qualidade de acordo com suas características locais, promovendo a modernização constante das indústrias tradicionais e acelerando o crescimento de setores estratégicos emergentes, o que oferece importante suporte tanto para a economia regional quanto para o crescimento nacional. Mudanças no ranking de várias províncias Primeiro, o volume econômico: no primeiro trimestre deste ano, 13 das 31 províncias e municípios tiveram PIB superior a RMB 1 trilhão. Guangdong liderou com RMB 3,5 trilhões, seguida de Jiangsu, com RMB 3,45 trilhões, e Shandong, com RMB 2,48 trilhões. Quanto ao crescimento, dados do Escritório Nacional de Estatísticas mostram que o PIB da China no primeiro trimestre alcançou RMB 33,4 trilhões, com alta de 5% em comparação anual, em preços constantes. Entre as 31 províncias, 15 apresentaram crescimento igual ou superior à média nacional. Shandong, Zhejiang, Sichuan, Xangai, Anhui e Pequim registraram expansão significativamente acima do índice nacional. Os dados mostram uma clara diferenciação regional. As 15 províncias que cresceram acima ou em linha com a média nacional concentram-se principalmente nas regiões leste e central, enquanto as 16 abaixo da média estão sobretudo no oeste e nordeste. No oeste, Tibete, Gansu, Sichuan e Qinghai cresceram acima da média nacional. De forma geral, o leste do país teve desempenho econômico superior ao oeste. Com essa divergência no crescimento, alguns rankings provinciais também mudaram. Jiangxi ultrapassou Shaanxi e subiu para a 14ª posição nacional. O PIB de Jiangxi chegou a RMB 857,35 bilhões, com crescimento de 5%, enquanto Shaanxi registrou RMB 845,7 bilhões e expansão de 4%. Chongqing superou Liaoning e passou à 16ª posição. Chongqing teve PIB de RMB 792,3 bilhões, com crescimento de 4,5%, enquanto Liaoning registrou RMB 778,8 bilhões e alta de 2,8%. Guizhou ultrapassou Shanxi, subindo para o 21º lugar. Shanxi registrou PIB de RMB 570,9 bilhões, com crescimento de 4,2%, enquanto Guizhou alcançou RMB 586,7 bilhões, com expansão de 4,7%. Cidades de primeira linha lideram crescimento No recorte urbano, após Nanjing divulgar seus dados econômicos em 29 de abril, ficou definido o ranking das dez maiores cidades em PIB no primeiro trimestre de 2026. Em termos de ranking, Guangzhou retomou a quarta posição nacional. Seu PIB alcançou RMB 798,8 bilhões, superando Chongqing, que registrou RMB 792,3 bilhões. Chengdu e Nanjing ficaram apenas cerca de RMB 10 bilhões atrás de Suzhou e Wuhan, mantendo chances de reduzir ainda mais a diferença ou até ultrapassá-las. Ningbo, em 11º lugar, também ficou próxima de Nanjing, que ocupa a 10ª posição. Quanto ao crescimento, exceto Chongqing (4,5%) e Nanjing (5,5%), as outras oito cidades tiveram expansão superior a 5,6%, todas claramente acima da média nacional. Em geral, essas cidades mantêm não apenas grande volume econômico, mas também elevado dinamismo. As cidades de primeira linha tiveram papel de destaque. Guangzhou liderou entre elas, com crescimento de 6,0%, sendo a primeira vez em cinco anos que supera simultaneamente a média nacional e a provincial. Pequim e Xangai cresceram 5,9%, enquanto Shenzhen avançou 5,8%. Xangai registrou o crescimento mais rápido para um primeiro trimestre em quase cinco anos, enquanto Pequim e Shenzhen ficaram acima tanto do mesmo período do ano anterior quanto da média anual de 2025. Jia Ruoxiang, diretor da Divisão de Pesquisa Integrada do Instituto de Desenvolvimento Territorial e Economia Regional da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, afirmou que o bom desempenho econômico das cidades de primeira linha exerce forte efeito de referência e transbordamento sobre o desenvolvimento nacional. Segundo ele, essas cidades impulsionam a integração regional das cadeias de inovação e industriais, estimulando o crescimento de outras regiões e formando um padrão de desenvolvimento em camadas e interligado, o que fortalece a resiliência do crescimento econômico de alta qualidade. Qual é a lógica por trás dessas mudanças nos dados do PIB? Observando as principais províncias, a recuperação da demanda interna tornou-se um motor fundamental. Jia Ruoxiang afirmou que essas regiões vêm combinando as políticas nacionais de “duas prioridades” e “duas renovações” para ampliar novos cenários de investimento e consumo, criando novos motores de crescimento econômico. No primeiro trimestre, as vendas no varejo de bens de consumo cresceram 2,4% em nível nacional. Zhejiang, Sichuan, Xangai, Henan, Guangdong, Shandong e Fujian tiveram crescimento do consumo acima da média nacional. O investimento também teve papel importante. O crescimento do investimento em ativos fixos em Xangai alcançou 7,6%. Sichuan e Zhejiang reverteram a tendência de queda nos investimentos em ativos fixos (excluindo famílias rurais), registrando altas de 2,7% e 0,6%, respectivamente, refletindo melhora contínua da confiança do mercado. A indústria continuou sendo um forte pilar da economia. Dados do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação mostram que, no primeiro trimestre, o valor agregado da indústria acima do porte designado cresceu 6,1% em comparação anual, com todas as 31 províncias registrando crescimento positivo. Mais de 80% dos setores industriais apresentaram expansão, e a indústria contribuiu com quase 40% do crescimento econômico nacional. Fonte: gmw.cn