
25 de maio de 2026
China2Brazil
A Huawei anunciou que pretende desenvolver chips mais potentes e eficientes até 2031 usando uma nova estratégia de engenharia, em meio às restrições dos Estados Unidos. A empresa afirmou que sua nova arquitetura poderá alcançar um nível de desempenho equivalente aos chips de 1,4 nanômetro, hoje considerados entre os mais avançados do setor. O anúncio foi feito durante uma conferência de semicondutores em Xangai. A proposta, chamada de “Lei de Escala Tau”, abandona a estratégia tradicional da indústria baseada apenas na redução do tamanho dos transistores. Segundo a empresa, o foco passa a ser a diminuição do tempo de propagação de sinais dentro dos chips, o que pode aumentar desempenho e eficiência energética mesmo sem acesso às ferramentas mais avançadas de fabricação. A Huawei informou que já produziu 381 chips com essa arquitetura nos últimos seis anos, incluindo aplicações para smartphones e inteligência artificial. A companhia também anunciou o lançamento, ainda neste semestre, de um novo chip Kirin com arquitetura multicamadas. O movimento ocorre enquanto empresas chinesas aceleram a adoção de chips nacionais diante das dificuldades para acessar tecnologia estrangeira. A DeepSeek, por exemplo, citou pela primeira vez os chips Ascend, da Huawei, ao lado das GPUs da Nvidia em um relatório técnico de IA. A projeção coloca a Huawei em uma corrida tecnológica próxima da TSMC, que prevê iniciar a produção em massa de chips de 1,4 nanômetro em 2028. Especialistas avaliam, porém, que a China dificilmente alcançará esse nível apenas com métodos convencionais de fabricação devido às limitações impostas pelas sanções dos EUA. Fonte: China Daily

22 de maio de 2026
China2Brazil
A China apoia uma integração mais profunda de suas empresas às redes globais de inovação e uma participação mais ampla em cooperações internacionais mutuamente benéficas, afirmou nesta sexta-feira a principal autoridade econômica do país. O governo chinês também ressaltou que nunca exigiu que empresas nacionais de tecnologia rejeitassem investimentos estrangeiros. Li Chao, porta-voz da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China (NDRC), fez as declarações durante uma coletiva de imprensa ao responder perguntas da mídia sobre reportagens envolvendo investimentos estrangeiros no setor de alta tecnologia chinês. A representante destacou que a China continua comprometida com sua política de abertura econômica e que “as portas do país continuarão se abrindo cada vez mais”. Ao mesmo tempo, Li afirmou que os investimentos estrangeiros na China devem ser realizados em conformidade com as leis e regulamentos chineses, sem comprometer a segurança nacional e os interesses do país. “Continuaremos implementando plenamente a Lei de Investimento Estrangeiro e seus regulamentos complementares, além de avançar na aplicação efetiva das políticas de abertura e das medidas voltadas à estabilização do investimento estrangeiro”, declarou. Ela acrescentou que a NDRC continuará promovendo um ambiente de negócios orientado pelo mercado, baseado no Estado de Direito e alinhado aos padrões internacionais, ao mesmo tempo em que reforçará os mecanismos de prevenção e controle de riscos. Fonte: chinadaily.com.cn

22 de maio de 2026
China2Brazil
A infraestrutura de carregamento para veículos elétricos na China atingiu um novo recorde, com o número total de carregadores se aproximando de 22 milhões, mostrando um crescimento extremamente acelerado. Segundo os dados mais recentes divulgados em 21 de maio sobre a infraestrutura nacional de recarga e troca de baterias para veículos elétricos referentes a abril de 2026, o país já conta com 21,955 milhões de pontos de carregamento, um aumento de 47,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Desse total, 4,907 milhões são carregadores públicos. Já os carregadores privados superam amplamente os públicos, alcançando 17,048 milhões de unidades. O crescimento dos carregadores privados também foi muito superior ao dos públicos, tornando-se o principal motor da expansão da infraestrutura de recarga. Em termos regionais, os carregadores públicos estão concentrados principalmente nas províncias e cidades de Guangdong, Zhejiang, Jiangsu, Xangai e Shandong. Juntas, as dez principais regiões concentram mais de 60% de todos os carregadores públicos do país. O consumo nacional de energia para carregamento também está concentrado nas províncias economicamente mais fortes. A maior parte da eletricidade consumida vem de ônibus elétricos e veículos particulares comuns, enquanto caminhões de limpeza urbana, logística e táxis representam uma parcela menor do consumo. Em abril, o volume total de eletricidade utilizado para carregamento atingiu cerca de 10,38 bilhões de kWh, apresentando forte recuperação em relação ao mês anterior, com crescimento tanto anual quanto mensal. Nos quatro primeiros meses de 2026, a China adicionou 1,863 milhão de novos carregadores. O crescimento dos carregadores privados praticamente dobrou, enquanto a expansão dos carregadores públicos desacelerou. Do ponto de vista da proporção entre veículos e infraestrutura, as vendas domésticas de veículos de nova energia atingiram 2,92 milhões de unidades entre janeiro e abril deste ano. A relação entre novos carregadores e novos veículos de nova energia vendidos foi de 1 para 1,6, indicando que o ritmo de construção da infraestrutura de recarga está conseguindo acompanhar, de forma geral, o crescimento do mercado de veículos elétricos no país. Fonte: sina.com.cn

21 de maio de 2026
China2Brazil
A Yangtze Memory Technologies Co. (YMTC), principal fabricante chinesa de memória flash, iniciou oficialmente seu processo de oferta pública inicial (IPO), com planos de listagem no mercado STAR da Bolsa de Xangai — segmento voltado a empresas de tecnologia e inovação. O movimento é considerado um marco estratégico para a indústria chinesa de semicondutores, em meio aos esforços do país para fortalecer sua autossuficiência tecnológica. Os documentos de registro apresentados pela companhia mostram que a YMTC possui uma estrutura acionária diversificada e sem controlador único, embora com forte presença de capital estatal. O maior acionista da empresa é a Hubei Changsheng Development, controlada integralmente pelo comitê administrativo da Wuhan Optics Valley, na província de Hubei, que detém participação de 26,54% na fabricante. Entre os principais investidores da Yangtze Memory Technologies Co. também estão as fases I e II do Fundo Nacional de Investimento da Indústria de Circuitos Integrados da China, além de fundos industriais e capitais estatais locais, reforçando o apoio estratégico do governo chinês ao desenvolvimento da cadeia doméstica de semicondutores. Em relatório recente, a Guosheng Securities afirmou que a YMTC deve protocolar oficialmente seu pedido de listagem em meados de junho. As projeções de mercado avaliam a companhia em cerca de RMB 300 bilhões (US$ 44 bilhões) no IPO, o que poderá tornar a operação uma das mais relevantes do setor de tecnologia chinês nos últimos anos. A YMTC é a única empresa da China capaz de fabricar chips de memória flash NAND 3D de ponta a ponta. NAND é um tipo de memória não volátil de alto desempenho usada para armazenamento de dados em data centers, smartphones e outros dispositivos tecnológicos. Até o terceiro trimestre de 2025, a YMTC detinha cerca de 13% do mercado global de NAND flash, garantindo uma posição de alto nível, segundo dados de pesquisa de mercado citados no documento. A Guosheng Securities afirmou que a YMTC iniciou a construção da terceira fase de sua base em Wuhan em setembro. No início de 2026, a instalação entrou na fase de montagem de equipamentos nas salas limpas. Quando essa terceira fase estiver totalmente operacional, a participação da YMTC no mercado global de NAND deve ultrapassar 15%. A empresa também planeja construir mais duas fábricas de wafers, o que dobraria sua capacidade total de produção quando concluídas. Impulsionada pela forte demanda de data centers com inteligência artificial, a receita da empresa ultrapassou RMB 20 bilhões no primeiro trimestre, dobrando em relação ao ano anterior. O plano de IPO ocorre em meio ao rápido desenvolvimento de grandes modelos de IA e infraestrutura computacional, que deram início a um “superciclo” no mercado de chips de memória. A consultoria Gartner afirmou que as vendas globais de chips devem se aproximar de RMB 9 trilhões em 2026, alta de 64% em relação ao ano anterior, com vendas de chips de memória estimadas em cerca de RMB 4,3 trilhões. Roger Sheng, vice-presidente de pesquisa da Gartner, disse que a YMTC fez progressos significativos, mas ainda existe uma grande lacuna de capacidade entre os líderes chineses de memória e seus concorrentes globais, indicando amplo espaço para expansão. A Soochow Securities afirmou em relatório que as sul-coreanas Samsung e a norte-americana Western Digital possuíam cerca de 410 mil e 400 mil wafers por mês no segundo trimestre de 2025, respectivamente, enquanto a capacidade mensal da YMTC era de apenas 140 mil wafers. Fonte: chinadaily.com.cn

21 de maio de 2026
China2Brazil
O PIB per capita é considerado um dos principais indicadores de desenvolvimento econômico regional. Atualmente, além das municipalidades diretamente subordinadas ao governo central, das cidades com status de subprovíncia e das capitais provinciais, sete cidades chinesas de nível de prefeitura consideradas “comuns” já registram PIB per capita superior a RMB 200 mil. Essas sete cidades são: Ordos, Karamay, Wuxi, Yulin, Suzhou, Changzhou e Dongying. Essas cidades podem ser agrupadas, principalmente, em dois perfis econômicos distintos. De um lado, estão grandes centros ligados à indústria energética, como Ordos, Karamay, Yulin e Dongying, reconhecidos pela abundância de recursos naturais. De outro, destacam-se importantes polos industriais do sul da província de Jiangsu, como Wuxi, Suzhou e Changzhou, cuja economia é impulsionada por uma forte base manufatureira. Ordos, importante centro produtor de carvão da China, registrou em 2025 um PIB de RMB 612,22 bilhões, com crescimento de 5,1% em termos reais, já descontada a inflação. No mesmo período, o PIB per capita da cidade alcançou RMB 272.704, o maior entre todas as cidades chinesas de nível de prefeitura. A força econômica de Ordos continua diretamente ligada ao setor de energia. Em 2025, a produção de carvão das empresas industriais acima do porte designado atingiu 890 milhões de toneladas — aumento de 250 milhões de toneladas em comparação com 2020. Paralelamente à expansão da produção, a cidade também acelera a modernização tecnológica do setor minerador, com avanços em automação e mineração inteligente. Atualmente, Ordos conta com 165 minas de carvão inteligentes, enquanto os índices de mecanização, beneficiamento e recuperação de recursos figuram entre os mais elevados da China. No início do 15º Plano Quinquenal, Ordos acelera a construção de cadeias industriais consideradas estratégicas, incluindo energia de classe mundial, carvão e química moderna, fabricação de equipamentos para novas energias e a indústria de caxemira. A estratégia busca, ao mesmo tempo, ampliar a eficiência das indústrias energéticas tradicionais e impulsionar novos setores, com foco em desenvolvimento econômico de alta qualidade. Outra importante cidade carbonífera chinesa, Yulin registrou, ao longo do 14º Plano Quinquenal, crescimento médio anual de 5,8% no PIB. No período, a economia local superou sucessivamente os patamares de RMB 500 bilhões, RMB 600 bilhões e RMB 700 bilhões, consolidando a liderança entre as cidades não capitais da região centro-oeste da China. A participação de Yulin no PIB provincial também avançou, passando de 15,6% para 20,5%. A produção de carvão ultrapassou 600 milhões de toneladas, enquanto a produção de gás natural e a exportação de energia elétrica cresceram 18% e 138%, respectivamente. Já em Karamay, a indústria de petróleo e petroquímica permanece como principal motor econômico. Nos últimos anos, a cidade ampliou sua capacidade de fornecimento e processamento de recursos, ao mesmo tempo em que intensificou a integração entre fontes tradicionais e novas matrizes energéticas. O setor de petróleo e gás expandiu sua escala e sofisticação, formando uma cadeia industrial completa que abrange perfuração, extração, transporte, armazenamento, refino, fabricação de equipamentos e serviços técnicos de engenharia. Como sede do campo petrolífero de Shengli, Dongying tem a indústria secundária (indústria e construção) representando 59,0% do PIB (a média nacional é 35,6%). Seus principais setores incluem extração de petróleo e gás, refino de petróleo, produção de matérias-primas químicas, produtos químicos e metalurgia de metais não ferrosos. O pesquisador Ni Fengrui, diretor do Instituto de Pesquisa de Pequenas e Médias Cidades, afirmou que essas cidades possuem forte dotação de recursos naturais e que, durante períodos de alta exploração energética, é necessário planejar antecipadamente para alcançar desenvolvimento sustentável. As demais cidades com PIB per capita superior a RMB 200 mil estão localizadas na região sul de Jiangsu, incluindo Wuxi, Suzhou e Changzhou, conhecidas por terem “indústrias fortes”. Entre elas, Suzhou — considerada a “mais forte cidade de nível de prefeitura” — registrou em 2025 um PIB de RMB 2,76951 trilhões. Com base na população residente, seu PIB per capita atingiu RMB 213 mil. Em 2025, o valor agregado da indústria acima do porte cresceu 7,6% em relação ao ano anterior, e o valor total da produção industrial atingiu RMB 4,89664 trilhões, um aumento de 3,9%. Em 24 de abril deste ano, duas empresas de Suzhou abriram capital em bolsas chinesas. Até o momento, Suzhou adicionou seis novas empresas listadas em 2025, totalizando 234 empresas de capital aberto. Suzhou tem liderado a transformação industrial entre cidades de nível de prefeitura, com forte presença em biomedicina, semicondutores e inteligência artificial, além de elevados investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Segundo o relatório estatístico de Wuxi de 2025, o PIB da cidade atingiu RMB 1,677394 trilhão, com crescimento de 5,1%. O PIB per capita chegou a RMB 223 mil. Em Changzhou, o PIB de 2025 foi de RMB 1,11587 trilhão, com crescimento de 5,2%, e o PIB per capita atingiu RMB 207 mil. Ni Fengrui analisou que muitas cidades comuns do Delta do Yangtze e do Delta do Rio das Pérolas aproveitaram vantagens geográficas, impulsionaram exportações e promoveram a modernização industrial, formando vantagens de mercado. Ele também afirmou que essas cidades devem, com base em suas próprias dotações de recursos, identificar vantagens comparativas e desenvolvê-las plenamente. No espaço urbano, devem escolher locais adequados para urbanização e concentração populacional, aumentando a produtividade. No desenvolvimento industrial, devem focar em manufatura e setores com vantagens competitivas próprias. Fonte: cctv.com

20 de maio de 2026
China2Brazil
A Boeing divulgou oficialmente que recebeu um compromisso de intenção de compra de 200 aeronaves pela China. O Ministério do Comércio da China confirmou recentemente o acordo e ressaltou que a concretização da cooperação depende de condições recíprocas entre as duas partes. A Boeing agradeceu publicamente ao presidente Donald Trump e ao governo dos EUA pelo apoio para viabilizar esse “marco histórico” de cooperação. A empresa afirmou que espera continuar atendendo ao crescimento da demanda do mercado aéreo chinês, oferecendo aeronaves e suporte completo para toda a cadeia de serviços. Segundo comunicado oficial do Ministério, o setor de aviação é uma área prioritária para aprofundar a cooperação mutuamente benéfica entre China e Estados Unidos. As empresas chinesas do setor aéreo decidiram adquirir as 200 aeronaves da Boeing com base nas necessidades reais do desenvolvimento do transporte aéreo do país e seguindo princípios comerciais de mercado. Ao mesmo tempo, os Estados Unidos irão fornecer garantias suficientes de motores e peças de reposição para a China, assegurando a estabilidade operacional da cadeia de suprimentos relacionada ao setor aeronáutico. Anteriormente, os EUA haviam imposto temporariamente restrições ao fornecimento de componentes ligados ao avião comercial chinês COMAC C919. O acordo agora alcançado entre as duas partes é visto como um resultado equilibrado após várias rodadas de negociações e disputas recíprocas, atendendo aos interesses de ambos os lados. Fonte: sina.com.cn

19 de maio de 2026
China2Brazil
A China é hoje o país mais avançado no desenvolvimento da chamada economia de baixa altitude. O país acaba de reestruturar o Departamento de Desenvolvimento da Economia de Baixa Altitude da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC), criado no fim de 2024, reforçando a prioridade estratégica do setor para o governo chinês. Na China, o conceito de “aviação civil de baixa altitude” — também chamado de “economia de baixa altitude” — está ligado ao desenvolvimento econômico e tecnológico do espaço aéreo situado abaixo de aproximadamente 1.000 metros de altitude, podendo chegar a 3.000 metros em determinadas operações. O conceito vai muito além de aeronaves de pequeno porte: trata-se de um ecossistema completo de mobilidade aérea e serviços tecnológicos. A economia de baixa altitude engloba drones comerciais, eVTOLs (aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical, conhecidas como “carros voadores”), helicópteros civis, táxis aéreos, logística aérea, entregas automatizadas, inspeções industriais e soluções de mobilidade urbana aérea, entre outras aplicações. Segundo informações oficiais, as principais responsabilidades do novo departamento incluem: elaborar planos de desenvolvimento da aviação civil de baixa altitude, coordenar segurança e desenvolvimento do setor, construir plataformas de despacho de voos de baixa altitude e estruturar uma rede nacional de estações de serviço de voo. O mercado chinês de economia de baixa altitude atingiu RMB 1,5 trilhão em 2025. Até o fim do ano passado, o país possuía 3,287 milhões de drones registrados, alta anual de 51%. Em 2023, esse número ainda era de apenas 1,267 milhão. Em julho de 2025, a autoridade aeronáutica chinesa anunciou a reorganização dos grupos de liderança relacionados à aviação geral, drones civis e promoção da economia de baixa altitude, criando oficialmente um Grupo de Trabalho para Aviação Geral e Economia de Baixa Altitude. Na ocasião, a entidade já havia destacado que concentraria esforços em áreas como planejamento estratégico, certificação de aeronaves, supervisão de mercado, regulação operacional, garantia de serviços de voo, construção de plataformas de despacho aéreo e fortalecimento do sistema de segurança operacional. Agora, a prioridade passou a ser centralizar e unificar o poder regulatório, transformando certificação de aeronaves, coordenação de voos e garantia operacional em funções administrativas permanentes. Isso também significa que futuras políticas para voos de baixa altitude terão maior força regulatória e aplicabilidade prática. A economia de baixa altitude, considerada uma nova indústria estratégica, abrange áreas como aviação geral, logística com drones, resgate de emergência, agricultura e silvicultura, entre outras aplicações. A diversidade de cenários torna a cadeia de gestão extremamente complexa e transversal. Por isso, a criação simultânea do Departamento de Desenvolvimento da Economia de Baixa Altitude e do Departamento de Segurança de Baixa Altitude não representa sobreposição burocrática, mas sim uma divisão clara e precisa de responsabilidades. Enquanto o Departamento de Desenvolvimento atua como um “supercoordenador”, responsável por formular estratégias nacionais, planos de médio e longo prazo e coordenar grandes questões do setor, o novo Departamento de Segurança assume o papel de “guardião da segurança operacional”. Desde 2024, a economia de baixa altitude foi incluída por três anos consecutivos no relatório de trabalho do governo chinês. Diversas cidades disputam protagonismo: Xangai quer se tornar a “capital mundial dos eVTOLs (aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical)”, enquanto Shenzhen acelera sua estratégia para virar a “capital global da economia de baixa altitude”. Fonte: chinanews.com.cn

18 de maio de 2026
China2Brazil
Em 2025, mais de 1,45 milhão de veículos foram exportados a partir de Xangai, maior terminal de navios roll-on roll-off (Ro-Ro) para automóveis da China, uma média de quase 4 mil carros por dia. Em outras palavras, menos de 30 segundos bastam para que um automóvel fabricado na China siga rumo ao mercado internacional. Dados da Administração Geral das Alfândegas da China mostram que, nos quatro primeiros meses de 2026, o valor das exportações chinesas de veículos elétricos cresceu 68,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Desde o início de 2026, as marcas chinesas de automóveis, apoiadas pela vantagem pioneira em veículos de nova energia e pela forte capacidade de inovação inteligente, não apenas ampliaram significativamente o volume de exportações, mas também passaram a desempenhar papel importante na inovação global em pesquisa e design automotivo por meio da integração profunda com inteligência artificial. Li Gengjun, gerente de plantão da Shanghai Haitong International Automotive Terminal, explicou que o navio atracado mais próximo transporta mais de 3.700 veículos, a grande maioria deles carros de nova energia destinados à Austrália. Segundo ele, o volume operacional diário gira em torno de 5.700 veículos, considerado um nível normal de atividade, mas em períodos de pico a movimentação já ultrapassou 12 mil carros em apenas um dia. De acordo com dados da Alfândega de Xangai, entre janeiro e abril de 2026, as exportações de veículos elétricos pelo porto da cidade somaram RMB 109,13 bilhões, um crescimento anual de 62,5%. Chen Jia, chefe da nona divisão de inspeção alfandegária do porto de Waigaoqiao, afirmou que, em 2025, os veículos de nova energia representaram cerca de 40% das exportações totais de automóveis. Já entre janeiro e abril de 2026, a alfândega supervisionou a exportação de 480 mil veículos, dos quais 66,6% eram veículos de nova energia, mostrando um crescimento bastante significativo. Jozef Kaban, vice-presidente global de design do centro de design do Instituto Geral de Pesquisa e Desenvolvimento de Inovação da SAIC, afirmou que a inteligência artificial não deve ser apenas um recurso adicionado posteriormente ao veículo, mas sim integrada profundamente à experiência do automóvel desde o início do desenvolvimento. Segundo ele, o veículo não apenas compreende o usuário, mas também percebe hábitos, reconhece personalidade e estado emocional, ajustando-se proativamente para proporcionar uma experiência de condução mais agradável. Fonte: news.cctv.com

18 de maio de 2026
China2Brazil
Robôs chineses passaram a contar com um campo nacional de treinamento de habilidades profissionais em uma base nacional de testes para aplicações de inteligência artificial voltadas à inteligência incorporada (embodied intelligence), em Hangzhou, na província chinesa de Zhejiang, em 16 de maio. A inteligência incorporada representa uma direção importante da evolução da inteligência artificial do mundo virtual para o mundo real, avançando rapidamente da fase laboratorial para uma nova etapa de aplicações práticas. O plano quinquenal “15º Plano Quinquenal” da China destaca explicitamente a necessidade de “planejar antecipadamente as indústrias do futuro”, promovendo áreas como a inteligência incorporada como novos motores de crescimento econômico. Nesse contexto, a base de testes intermediários tornou-se uma peça estratégica fundamental da iniciativa nacional “IA+”. Integrando-se ao cotidiano: criando um “showroom” do futuro Logo na entrada da área de exposição da base, um robô “barista” entrega cafés aos visitantes, despertando comentários como: “A ficção científica virou realidade”. De serviços de alimentação, supermercados autônomos e apresentações em eventos até inspeção elétrica, colheita agrícola e operações subterrâneas em minas, mais de 130 robôs “funcionários” atuam de forma coordenada em mais de 30 cenários de treinamento profissional orientados para aplicações reais. Segundo os organizadores, a base foi concebida como uma plataforma integrada de demonstração e promoção tecnológica, reunindo experiências imersivas, exibição de tecnologias, cooperação em pesquisa e fortalecimento industrial. Além de apresentar aplicações comerciais já implementadas, a estrutura também exibe processos de coleta de dados e treinamento de habilidades, ajudando a acelerar a transição da inteligência incorporada dos laboratórios para a sociedade. Cooperação profunda para formar um ecossistema industrial completo Atualmente, as vantagens da China em robótica e cadeia industrial ainda aparecem de forma relativamente fragmentada. Algumas empresas já demonstram liderança em áreas como controle de movimento robótico e fabricação de manipuladores inteligentes. Li Xingteng, vice-diretor-geral da empresa responsável pela operação da base — a Hangzhou Jushen Intelligent Pilot Test Base Technology — afirmou que o objetivo é criar uma plataforma nacional de cooperação profunda entre empresas de robótica e companhias de toda a cadeia produtiva, transformando essas vantagens “pontuais” em vantagens sistêmicas de cadeia industrial. A base pretende construir uma plataforma pública de serviços tecnológicos centrada em garantia de poder computacional, abertura de dados, serviços de modelos de IA e validação de cenários de aplicação. A proposta é formar um ecossistema completo que conecte desde computação, chips e hardware robótico até desenvolvimento de modelos de IA e criação de aplicações práticas, fortalecendo toda a cadeia industrial nacional. Wang Yaonan, membro da Academia Chinesa de Engenharia e especialista do comitê acadêmico da base, afirmou que, no futuro, com avanços tecnológicos contínuos e o amadurecimento do ecossistema industrial, a integração entre inteligência incorporada e tecnologia robótica deverá liberar um potencial de inovação ainda maior, tornando-se uma força central para impulsionar revoluções tecnológicas, transformações industriais e progresso social, rumo a um novo futuro de convivência entre humanos e máquinas e inteligência acessível a todos. Fonte: gmw.cn

15 de maio de 2026
China2Brazil
Para encontrar um caminho mais eficiente e sustentável para o desenvolvimento da capacidade computacional devido às demandas da Inteligência Artificial, empresas chinesas de infraestrutura digital decidiram seguir uma rota inovadora: construir centros de dados no fundo do mar. Na região do Mar da China Oriental, a leste de Xiaoyangshan, em Lingang, Xangai, uma plataforma marítima que se eleva mais de 20 metros acima do nível do mar chama atenção. Trata-se do primeiro centro de dados submarino do mundo conectado diretamente à energia eólica offshore em operação comercial. O projeto recebeu investimentos totais de RMB 1,6 bilhão, com planejamento geral de 24 megawatts. A primeira fase demonstrativa possui capacidade instalada de 2,3 megawatts e peso total de 1.950 toneladas — equivalente ao peso de cerca de 1.300 automóveis de passeio. Vantagens e desafios de instalar centros de dados no oceano O centro de dados submarino está instalado em uma área com profundidade de cerca de 10 metros, contendo quatro níveis de racks de servidores, cada um com aproximadamente 160 metros quadrados. A sala de servidores possui 192 racks, cada um com potência aproximada de 12 quilowatts. Milhares de servidores operam continuamente nas profundezas do mar, sustentando demandas de computação para internet e aplicações de inteligência artificial. Afundar o centro de dados no oceano é uma tentativa inovadora de resolver os problemas tradicionais dos centros terrestres: alto consumo de energia, alto consumo de água e grande ocupação de espaço. Nos centros de dados convencionais, cerca de 40% da eletricidade é usada apenas para resfriamento. Já nessa região marítima, a temperatura média anual da água é de apenas 15 °C, funcionando naturalmente como um enorme sistema de refrigeração. Segundo a responsável pelo projeto, Chen Xiyi, um centro de dados submarino de 2,3 megawatts consumiria cerca de 40 mil toneladas de água doce por ano se utilizasse métodos tradicionais de refrigeração — o equivalente ao consumo de aproximadamente 100 anos de uma família comum. O projeto utiliza tecnologia de circulação passiva de fluido refrigerante, empregando a água do mar como fonte de resfriamento para dissipar o calor dos servidores, alcançando consumo zero de água doce. O principal indicador para medir o consumo energético de um centro de dados é o PUE (Power Usage Effectiveness). Quanto mais próximo de 1, maior é a eficiência energética. Um centro de dados terrestre geralmente apresenta PUE entre 1,4 e 1,6. Já este centro submarino consegue operar abaixo de 1,15. A cerca de 500 metros do centro de dados submarino, mais de 50 turbinas eólicas offshore se erguem sobre o mar. Esse parque eólico marítimo de 200 megawatts gera mais de 500 milhões de kWh por ano. A energia renovável produzida ali tornou-se a principal fonte energética do centro submarino. Segundo relatório da International Energy Agency, até 2030 a demanda elétrica global dos centros de dados deverá mais que dobrar, sendo a inteligência artificial o principal motor desse crescimento explosivo no consumo de energia. Por meio de cabos compostos fotoelétricos, o centro submarino é conectado diretamente ao parque eólico, permitindo que mais de 95% da energia utilizada venha diretamente de fontes renováveis. Após entrar em plena operação, o projeto poderá economizar anualmente 61 milhões de kWh de eletricidade. A redução das emissões de dióxido de carbono equivalerá à capacidade anual de absorção de cerca de 1,6 milhão de árvores. Além disso, mais de 90% dos recursos terrestres podem ser economizados. Uma instalação de 2,3 megawatts ocupa apenas 200 metros quadrados equivalentes em área terrestre, muito abaixo dos 2.000 metros quadrados normalmente exigidos por centros de dados tradicionais instalados em terra. O que vemos acima da água é apenas a única parte visível do centro submarino. Abaixo dela existe um complexo sistema estrutural de aço. As águas de Lingang possuem ventos fortes, alto teor de sedimentos e condições marítimas complexas. A equipe de construção criou uma “nova estrutura para centros de dados submarinos”, integrando coordenadamente quatro componentes centrais e superando dificuldades como içamento integrado e posicionamento subaquático de alta precisão. Toda a construção foi concluída em apenas seis meses. Durante a visita, a sensação mais marcante foi o contraste: no fundo do mar, em vez de vida marinha, o que se encontra são 2.000 servidores operando simultaneamente. Talvez algum vídeo que você esteja assistindo agora ou alguma imagem gerada por IA tenha sido processada justamente ali. O primeiro sistema conectado ao centro submarino foi o centro de computação de inteligência artificial de uma empresa de telecomunicações localizada a 10 quilômetros da plataforma marítima. A companhia utiliza o centro submarino como complemento estratégico às instalações terrestres, formando uma rede integrada de computação entre mar e terra. Segundo Jiang Liu, responsável pelo projeto, o centro de dados submarino de Lingang possui ainda outra vantagem estratégica: sua forte compatibilidade com demandas de processamento de dados transfronteiriços. Em uma empresa de serviços internacionais de dados em Xangai, engenheiros de IA analisam vídeos quadro a quadro em frente aos computadores. Trata-se de um projeto de “modelo mundial”, envolvendo áreas como cinema, televisão e videogames. Em Lingang, esse tipo de atividade recebe um nome especial: “processamento de dados importados”. Projetos desse tipo exigem enorme capacidade computacional. Em apenas dois anos desde sua fundação, a empresa aumentou seu quadro de funcionários para 300 pessoas. Para empresas de processamento internacional de dados, os centros submarinos oferecem menor consumo energético, menor latência e custos mais baixos, tornando-se um importante suporte para a expansão global dos negócios. O sucesso comercial do modelo “energia eólica offshore + computação submarina” em Lingang levou as equipes de design e operação a planejarem mais centros submarinos. Segundo informações divulgadas, está em andamento a implantação em larga escala de módulos submarinos individuais de 5 a 7 megawatts, com planos de conectar múltiplos módulos nas regiões do Delta do Rio Yangtzé, Delta do Rio das Pérolas e Mar de Bohai. Comparado ao futuro planejamento nacional, o projeto atual de 2,3 megawatts em Lingang representa apenas “a ponta do iceberg”. Com o avanço contínuo da construção de instalações de computação inteligente em larga escala e alta densidade, a energia deverá se tornar um dos principais gargalos para o desenvolvimento da IA. A coordenação entre computação e energia surge justamente como uma solução essencial para superar esse desafio. No futuro, o surgimento constante de novas tecnologias e novos modelos deverá acelerar a implementação de mais projetos estáveis, verdes e de baixo custo de integração entre energia e computação, consolidando uma base sólida para o desenvolvimento da economia inteligente. Fonte: chinanews.com