
15 de julho de 2026
China2Brazil
Os preços dos imóveis nas principais cidades da China apresentaram sinais de recuperação em junho de 2026, com alta mensal nos valores de moradias novas e usadas nos maiores centros urbanos do país. Os dados divulgados em 15 de julho pelo Departamento Nacional de Estatísticas da China (NBS) indicam uma desaceleração da queda no mercado imobiliário. Segundo o órgão, os preços das moradias novas em cidades como Pequim, Xangai , Guangzhou e Shenzhen cresceram 0,1% em junho na comparação com maio. Já os imóveis usados avançaram 0,3% no período. Entre as quatro principais metrópoles chinesas, Xangai e Guangzhou registraram alta de 0,4% nos preços dos imóveis usados, enquanto Shenzhen teve crescimento de 0,3% e Pequim, de 0,1%. O vice-diretor do NBS, Mao Shengyong, afirmou que os preços de imóveis novos e usados nas principais cidades chinesas acumulam quatro meses consecutivos de alta desde março. No período, os valores das moradias novas cresceram entre 0,1% e 0,2% ao mês, enquanto os imóveis usados avançaram entre 0,3% e 0,4%. Apesar da recuperação nos grandes centros urbanos, cidades de médio e menor porte ainda registraram queda nos preços. No entanto, o ritmo de retração diminuiu na comparação com os meses anteriores. Entre as 70 cidades monitoradas pelo NBS, 20 registraram aumento nos preços dos imóveis novos em junho, quatro a mais que em maio e o maior número desde maio de 2025. Para Li Yujia, pesquisador-chefe do Centro de Pesquisa em Políticas Habitacionais da Província de Guangdong, o mercado imobiliário chinês deve seguir em processo de estabilização no segundo semestre, impulsionado pela retomada das negociações de imóveis usados e por políticas locais de incentivo, como programas de troca de imóveis antigos por novos. Fonte: China News

15 de julho de 2026
China2Brazil
O crédito em renminbi (RMB) da China aumentou RMB 10,72 trilhões no primeiro semestre de 2026, segundo dados divulgados pelo Banco Popular da China em 15 de julho. O resultado indica a manutenção do suporte do sistema financeiro à economia real do país. Até o fim de junho, o saldo dos empréstimos em RMB chegou a RMB 282,63 trilhões, com alta de 5,2% na comparação anual. Por setor, os empréstimos para famílias recuaram RMB 366,8 bilhões no período. Em contrapartida, os financiamentos para empresas e instituições cresceram RMB 11,13 trilhões, sendo RMB5,55 trilhões destinados a operações de médio e longo prazo. A oferta monetária também avançou no primeiro semestre. O agregado monetário amplo (M2) alcançou RMB 356,71 trilhões em junho, com crescimento anual de 8%. Já o M1, que representa a moeda em circulação e depósitos de alta liquidez, somou RMB118,48 trilhões, alta de 4% em relação ao mesmo período de 2025. Os depósitos em RMB aumentaram RMB 17,76 trilhões entre janeiro e junho. Desse total, os depósitos das famílias responderam por RMB 7,58 trilhões. Além disso, o estoque de financiamento social agregado da China chegou a RMB 462,06 trilhões no fim de junho, alta anual de 7,4%. No primeiro semestre, o volume adicional de financiamento social atingiu RMB 20,84 trilhões. Fonte: news.cn

15 de julho de 2026
China2Brazil
O comércio entre Brasil e China atingiu novos recordes no primeiro semestre de 2026. As exportações brasileiras para o país asiático somaram US$58,3 bilhões entre janeiro e junho, enquanto as importações chegaram a US$38,5 bilhões, de acordo com levantamento do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC). A China respondeu por 31,6% das exportações brasileiras no período, mantendo a liderança entre os destinos dos produtos nacionais. O país também foi o principal fornecedor do Brasil , com participação de 27% nas importações. O resultado gerou um superávit de US$19,8 bilhões para o Brasil na relação comercial com Pequim, valor equivalente a 47% de todo o saldo positivo registrado pelo país no comércio internacional no semestre. Entre os destaques está o petróleo, que alcançou US$15,1 bilhões em exportações para a China, maior valor da série histórica iniciada em 1997. O montante supera, sozinho, todas as exportações brasileiras para a Argentina no período, que somaram US$7,3 bilhões. Segundo o levantamento, a soja também registrou crescimento, com US$20,2 bilhões em vendas, alta de 7% na comparação com o primeiro semestre de 2025. O valor ficou acima de todo o comércio de exportação do Brasil para os Estados Unidos, que atingiu US$17,4 bilhões. Outros setores também tiveram desempenho recorde. As exportações de minério de ferro chegaram a US$9,2 bilhões, enquanto a carne bovina movimentou US$4,8 bilhões, maior resultado para o período, de acordo com o CEBC. No caminho inverso, os veículos eletrificados chineses ganharam espaço no mercado brasileiro. As importações de carros elétricos, híbridos e híbridos plug-in somaram US$5,35 bilhões no semestre, impulsionadas pela antecipação de embarques antes do aumento da tarifa de importação para 35%, que entrou em vigor em julho.

14 de julho de 2026
China2Brazil
A expansão do etanol de milho está modificando a estrutura da indústria brasileira de biocombustíveis e atraindo grupos estrangeiros interessados em combinar produção agrícola, transformação industrial, energia renovável e proteína animal. Empresas originárias do Paraguai e dos Estados Unidos já construíram operações de grande escala no país, enquanto capitais dos Emirados Árabes Unidos passaram a financiar a diversificação de grupos sucroenergéticos brasileiros. Paralelamente, companhias internacionais como a britânica BP avaliam novos projetos integrados às suas usinas de cana-de-açúcar. O crescimento do setor ajuda a explicar esse movimento. A produção brasileira de etanol de milho aproximou-se de 10 bilhões de litros na safra 2025/2026, ante 2,65 bilhões de litros no início da década. A Empresa de Pesquisa Energética já estimava que o milho representaria aproximadamente 23% da produção nacional de etanol em 2025, participação que tende a continuar crescendo com a entrada de novas fábricas. Desde 1º de agosto de 2025, o percentual obrigatório de etanol anidro misturado à gasolina brasileira também passou de 27% para 30%, criando demanda adicional para o combustível renovável. O interesse estrangeiro está relacionado às características específicas do modelo brasileiro. O país combina ampla oferta de milho de segunda safra, possibilidade de operação industrial durante praticamente todo o ano, mercado doméstico relevante de combustíveis e uma extensa cadeia de produção de carnes que demanda ingredientes para nutrição animal. A fábrica não depende somente da comercialização do etanol. O processamento do milho também gera DDG ou DDGS, óleo de milho, energia elétrica e, em determinados projetos, biometano e dióxido de carbono de origem biogênica. Esse modelo transforma as fábricas em biorrefinarias integradas. O milho deixa de ser comercializado apenas como commodity e passa a ser convertido simultaneamente em combustível, proteína para alimentação animal, óleo vegetal e energia. É justamente essa integração que tem atraído investidores internacionais com experiência em agronegócio , energia, infraestrutura e gestão de ativos. Além das condições agrícolas e industriais, o ambiente de incentivos públicos também funciona como importante fator de atração para o capital estrangeiro. Conforme a localização e o enquadramento de cada projeto, as empresas podem acessar créditos presumidos ou outorgados de ICMS, diferimento de impostos sobre máquinas e equipamentos, redução do IRPJ em áreas atendidas pela Sudam ou pela Sudene, financiamentos do BNDES, do Fundo Clima e dos fundos regionais, além de apoio municipal na disponibilização de terrenos e infraestrutura. Estados produtores adotaram mecanismos específicos para os biocombustíveis: Mato Grosso possui um módulo do PRODEIC voltado ao setor, enquanto a Bahia estabeleceu crédito presumido de 75% do ICMS em operações com etanol, DDG e óleo produzido nas biorrefinarias. O RenovaBio complementa essa estrutura ao permitir que produtores certificados emitam Créditos de Descarbonização (CBIOs), criando uma receita adicional associada à eficiência ambiental da fábrica. Embora esses instrumentos não eliminem os riscos do investimento e dependam de aprovação, contrapartidas e condições específicas, sua combinação pode reduzir o custo de implantação, melhorar o fluxo de caixa e aumentar a rentabilidade de longo prazo, tornando o Brasil mais competitivo na disputa por projetos internacionais de bioenergia. Entre as empresas estrangeiras, a Inpasa representa o caso mais expressivo. Fundada no Paraguai em 2006 e presente no Brasil desde 2018, a companhia desenvolveu uma plataforma industrial baseada no processamento de milho e sorgo para produção de etanol, DDGS, óleos vegetais e energia renovável. A empresa opera unidades em estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Maranhão e está expandindo sua presença para Goiás e Bahia. Somente os principais investimentos recentes anunciados pela Inpasa no Brasil somam aproximadamente R$9,7 bilhões. A unidade de Balsas, no Maranhão, inaugurada em 2025, recebeu R$2,5 bilhões. A fábrica de Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, foi projetada para processar 1 milhão de toneladas de grãos e produzir 460 milhões de litros de etanol por ano. Em Rio Verde, Goiás, a companhia iniciou a construção de uma biorrefinaria de R$ 2,4 bilhões, com inauguração prevista para o primeiro trimestre de 2027. Em Mato Grosso, o pacote envolvendo uma nova planta em Rondonópolis e a ampliação da unidade de Nova Mutum alcança R$3,48 bilhões. A trajetória da Inpasa demonstra que o Brasil não é apenas um mercado de consumo para o investidor estrangeiro. O país passou a funcionar como uma plataforma de produção agroindustrial em grande escala, apoiada pela disponibilidade regional de grãos, pela proximidade com produtores rurais e pela crescente demanda por biocombustíveis e coprodutos. Outro investidor estrangeiro pioneiro foi o Summit Agricultural Group, dos Estados Unidos. O grupo norte-americano participou da criação da FS Fueling Sustainability em parceria com a brasileira Tapajós Participações. A companhia foi a primeira indústria brasileira de grande escala dedicada à produção de etanol, nutrição animal e bioenergia integralmente a partir do milho. A FS iniciou suas operações em 2017 e atualmente possui três unidades industriais em Mato Grosso, localizadas em Lucas do Rio Verde, Sorriso e Primavera do Leste. A capacidade produtiva informada pela companhia alcança aproximadamente 2,6 bilhões de litros de etanol por ano. Além do combustível, as unidades produzem ingredientes para nutrição animal e energia elétrica, demonstrando a aplicação no Brasil de conhecimentos acumulados pela indústria norte-americana de etanol de milho, adaptados às condições agrícolas e energéticas brasileiras. A experiência da FS também evidencia a importância das parcerias entre investidores estrangeiros e grupos brasileiros. O investidor internacional pode aportar tecnologia industrial, conhecimento de processamento e acesso a capital, enquanto o parceiro local contribui com originação de milho, relacionamento com produtores, conhecimento tributário, licenciamento, logística e implantação regional. A Cargill constitui outro caso relevante de capital norte-americano. A multinacional participava da SJC Bioenergia desde 2011 e, em 2025, concluiu a aquisição integral da empresa, que passou a operar como Cargill Bioenergia. A plataforma possui unidades em Quirinópolis e Cachoeira Dourada, em Goiás, e processa cana-de-açúcar e milho para produzir etanol anidro e hidratado, açúcar, óleo vegetal de milho, ingredientes para nutrição animal e bioeletricidade. Em agosto de 2025, a Cargill confirmou a decisão de construir uma nova unidade de etanol de milho em Goiás, integrada a uma planta de cana-de-açúcar já existente. Embora a companhia não tenha divulgado inicialmente o valor do investimento, a capacidade ou o cronograma completo, o anúncio reforçou a estratégia de integrar as duas matérias-primas. O modelo permite utilizar infraestrutura, armazenagem, energia, logística e equipes administrativas de forma compartilhada, reduzindo o custo marginal da expansão. O capital dos Emirados Árabes Unidos também está presente nesse processo por meio da Mubadala Capital, acionista de referência da Atvos. Em 2023, a gestora realizou um aporte de R$500 milhões na companhia brasileira, contribuindo para a reestruturação financeira e para o início de um novo ciclo de investimentos. Nesse caso, a participação estrangeira ocorre por meio do controle e do financiamento de uma empresa brasileira já estabelecida no setor de bioenergia. Em maio de 2026, a Atvos anunciou sua primeira unidade voltada ao etanol de milho, integrada à Unidade Santa Luzia, em Nova Alvorada do Sul, Mato Grosso do Sul. O projeto terá capacidade para processar 642 mil toneladas de milho por ano e produzir 273 milhões de litros de etanol, 183 mil toneladas de DDG e 13 mil toneladas de óleo de milho. A integração com a usina de cana permitirá utilizar o bagaço para fornecer energia ao processamento do milho, ampliando o aproveitamento dos ativos industriais e mantendo a produção durante todo o ano. O projeto da Atvos mostra que a entrada estrangeira não precisa ocorrer somente por meio da construção de uma fábrica totalmente nova. Aquisições, aportes de capital, joint ventures e investimentos em empresas brasileiras com ativos já implantados também oferecem caminhos de entrada no mercado. Essa estratégia pode reduzir riscos relacionados a licenciamento, aquisição de terrenos, contratação de mão de obra, originação de grãos e conhecimento regulatório. A britânica BP representa uma etapa diferente desse movimento. A empresa ainda não anunciou uma fábrica brasileira de etanol de milho, mas confirmou que avalia investimentos no segmento. A análise considera a integração com as 11 unidades de açúcar e etanol de cana controladas pela companhia no Brasil. Entre as possíveis sinergias estão o compartilhamento de tanques, instalações logísticas e sistemas industriais, além da utilização do bagaço de cana para fornecer energia às futuras plantas de milho. Até julho de 2026, entretanto, não havia sido divulgada uma decisão final de investimento, localização, capacidade ou cronograma para o projeto. Para as empresas chinesas, o cenário apresenta uma particularidade. A China já possui forte presença no agronegócio e na indústria brasileira de biocombustíveis, especialmente por meio da COFCO International. A companhia opera no país com originação e exportação de grãos, processamento de soja, biodiesel e produção de etanol de cana-de-açúcar. Em 2019, informações de mercado indicaram que a COFCO avaliava uma fábrica de etanol de milho próxima ao seu complexo de Rondonópolis, em Mato Grosso, mas a empresa não confirmou o projeto naquele momento. Desde então, os anúncios oficiais da COFCO para Rondonópolis permaneceram concentrados no processamento de soja e na produção de biodiesel. Não foi identificado, até julho de 2026, anúncio corporativo de decisão final de investimento ou início de construção de uma fábrica de etanol de milho pela companhia chinesa. A possibilidade, entretanto, continua industrialmente coerente, considerando que o complexo está localizado em uma das maiores regiões produtoras de milho do país e possui acesso ferroviário e infraestrutura de processamento de commodities. A ausência de um grande projeto chinês confirmado contrasta com a velocidade de entrada de capitais paraguaios, norte-americanos e árabes. Ao mesmo tempo, cria uma oportunidade para grupos chineses interessados em equipamentos industriais, fermentação, enzimas, armazenagem de grãos, secagem de DDGS, cogeração, biometano, captura de carbono e produção de combustíveis sustentáveis. A oportunidade não está limitada à venda de equipamentos. Empresas chinesas podem entrar por meio de joint ventures com produtores brasileiros, aquisição de participação em usinas existentes, financiamento de projetos, fornecimento de tecnologia ou construção de biorrefinarias próprias. Também existe potencial para integração com cadeias de proteína animal, já que o DDGS produzido pelas fábricas pode ser direcionado à alimentação de bovinos, suínos, aves e peixes. Outro caminho estratégico está na internacionalização dos produtos. O etanol brasileiro pode ampliar sua utilização em combustíveis marítimos, combustível sustentável de aviação e outras rotas de descarbonização. Em junho de 2026, produtores brasileiros consideraram um avanço relevante o reconhecimento de parâmetros relacionados à pegada de carbono do etanol de milho no âmbito da Organização Marítima Internacional, movimento que pode abrir oportunidades futuras para combustíveis renováveis no transporte marítimo. O avanço dos investimentos estrangeiros indica que o etanol de milho deixou de ser uma atividade regional ou complementar. Ele passou a integrar decisões globais de alocação de capital em agronegócio, energia e descarbonização. Inpasa, Summit Agricultural Group, Cargill e Mubadala já possuem exposição concreta ao setor brasileiro, enquanto a BP analisa novas possibilidades de entrada. Para o capital chinês, a questão central não é mais determinar se existe mercado para o etanol de milho no Brasil. O mercado já está em operação, cresce rapidamente e recebe investimentos bilionários. A decisão estratégica passa a ser identificar o melhor modelo de entrada antes que os principais polos de produção, parceiros industriais e ativos logísticos sejam ocupados por outros investidores internacionais.

14 de julho de 2026
China2Brazil
Pesquisadores da Academia Chinesa de Ciências desenvolveram uma nova célula solar capaz de converter 28,04% da luz recebida em eletricidade , estabelecendo um recorde mundial para esse tipo de tecnologia. O estudo foi publicado em 13 de julho na revista científica Nature. A pesquisa foi conduzida por uma equipe do Instituto de Química da instituição, liderada pelos cientistas Li Yongfang e Meng Lei. Os pesquisadores criaram uma nova forma de controlar o funcionamento da célula solar em diferentes etapas, o que ajudou a melhorar seu desempenho e estabilidade. A tecnologia combina dois materiais, perovskita e compostos orgânicos, em uma única célula para aumentar a capacidade de aproveitamento da luz solar. Segundo os cientistas, o avanço pode contribuir para a produção de painéis solares mais eficientes e com custos menores no futuro. As células solares de perovskita-orgânica são consideradas uma das alternativas para a próxima geração de energia fotovoltaica porque podem alcançar altos níveis de eficiência e apresentam potencial para fabricação mais econômica. Fonte: news.cn

14 de julho de 2026
China2Brazil
A província chinesa de Hainan reafirmou a meta de proibir a venda de veículos movidos a combustíveis fósseis até 2030. O objetivo integra o 15º Plano Quinquenal para a Zona Nacional de Testes de Civilização Ecológica, publicado recentemente pelo governo provincial, que também prevê ampliar o uso de veículos de nova energia (NEVs) e fortalecer o Porto de Livre Comércio de Hainan como referência em transporte sustentável. Hainan foi a primeira província da China a estabelecer um cronograma oficial para encerrar a comercialização de veículos a combustão. Em 2018, o governo anunciou a meta de utilizar apenas veículos de nova energia em toda a ilha até 2030. No ano seguinte, o Plano de Desenvolvimento de Veículos de Energia Limpa formalizou a proibição da venda desses veículos a partir daquele ano. O novo plano mantém esse cronograma e estabelece que os veículos de nova energia representam 45% da frota da província até 2030, ante 23,75% registrados em 2025. Entre as metas definidas para o fim da década estão: 100% dos novos veículos adquiridos ou substituídos pelos serviços públicos e operações sociais, exceto veículos de uso especial, deverão utilizar energia limpa; 100% dos novos veículos particulares deverão ser de nova energia; A proporção entre veículos elétricos e pontos de recarga deverá permanecer abaixo de 2,5 para 1; A província ampliará o uso de veículos movidos a célula de combustível de hidrogênio em caminhões pesados, logística da cadeia do frio e transporte público. Segundo o Departamento Provincial de Indústria e Tecnologia da Informação, os veículos eletrificados responderam por 67,14% dos novos emplacamentos em Hainan em outubro de 2025. Na prática, dois em cada três veículos vendidos na província já utilizavam tecnologias de eletrificação. A expansão da mobilidade elétrica acompanha o crescimento da geração de energia renovável. Até o fim de junho de 2026, Hainan somava 12,71 milhões de quilowatts de capacidade instalada em fontes renováveis, sendo 9,87 milhões de kW em energia solar, 2,37 milhões de kW em energia eólica e 470 mil kW em biomassa. As fontes renováveis passaram a representar 50,1% da capacidade instalada de geração elétrica da província, tornando-se a principal base da matriz energética local. Durante o 14º Plano Quinquenal, Hainan consolidou o projeto da chamada "Ilha de Energia Limpa", ampliando a participação das fontes renováveis na geração de eletricidade. A província também lidera a China na taxa de penetração de veículos de nova energia e ocupa a segunda posição nacional na participação desses veículos na frota total. Fonte: news.cn

14 de julho de 2026
China2Brazil
Quase metade dos automóveis emplacados na China no primeiro semestre de 2026 foi de veículos de nova energia (NEVs) . Entre janeiro e junho, o país registrou 5,19 milhões de novos NEVs, o equivalente a 49,42% dos automóveis emplacados no período, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (13) pelo Departamento de Administração de Trânsito do Ministério da Segurança Pública. Ao fim de junho, a China somava 476 milhões de veículos em circulação e 567 milhões de motoristas habilitados. No primeiro semestre, o país emplacou 15,81 milhões de veículos automotores, dos quais 10,51 milhões eram automóveis e 5,11 milhões, motocicletas. Até o fim de junho, a frota de veículos de nova energia alcançou 48,97 milhões de unidades, o equivalente a 13,19% da frota de automóveis do país. O índice representa um avanço de 2,92 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2025. Do total de veículos de nova energia em circulação, 33,68 milhões eram veículos totalmente elétricos, que correspondiam a 68,77% da frota de NEVs. O mercado de veículos usados também registrou crescimento. Entre janeiro e junho, foram realizadas 18,52 milhões de transferências de propriedade, incluindo 17,05 milhões de automóveis. As transferências inter-regionais de carros de passeio usados somaram 3,45 milhões de operações, alta de 11,98% na comparação com o primeiro semestre do ano passado. Segundo o Ministério da Segurança Pública, a reforma do sistema de registro de veículos usados entre diferentes regiões simplificou os procedimentos para cidadãos e empresas e contribuiu para ampliar a circulação de seminovos e usados. Até o fim de junho, a China contabilizava 567 milhões de motoristas habilitados, dos quais 533 milhões possuíam licença para conduzir automóveis. No primeiro semestre, 13,04 milhões de pessoas obtiveram a carteira de motorista pela primeira vez, crescimento de 3,66% em relação ao mesmo período de 2025. Os serviços digitais de trânsito também avançaram. Entre janeiro e junho, os órgãos de trânsito processaram 55,66 milhões de solicitações online, incluindo renovação e segunda via da carteira de habilitação, emissão de certificados de registro de veículos e placas temporárias. O volume representa alta de 3,17% na comparação anual. Fonte: people.com.cn

14 de julho de 2026
China2Brazil
A fabricante suíça de chocolates Lindt & Sprüngli ampliou os investimentos na China após registrar crescimento médio anual de 20% no país nos últimos cinco anos. A empresa considera o mercado chinês estratégico para sua expansão global e pretende fortalecer a presença da marca com novas lojas, produtos adaptados ao público local e foco no aumento do consumo interno. Como parte dessa estratégia, a Lindt inaugurou em 1º de julho sua primeira loja de varejo na China, localizada em Xangai. A unidade vende chocolates, sorvetes e bebidas à base de chocolate. Segundo Michal Spiller, diretor executivo da Lindt & Sprüngli Alemanha e responsável pelos mercados da China, Áustria e Japão, a empresa pretende expandir sua atuação para outras cidades chinesas. Ele afirmou que as políticas voltadas ao estímulo do consumo interno reforçam a confiança da companhia para aumentar os investimentos no país. A empresa também intensificou a adaptação de produtos ao mercado local. Desde 2024, passou a lançar caixas de presente em edição limitada inspiradas no zodíaco chinês para o Ano Novo Lunar , em resposta ao aumento da demanda por chocolates durante as datas comemorativas. O potencial de crescimento do setor também é apontado por consultorias de mercado. Segundo a China Insights Consultancy (CIC), o consumo anual de chocolate na China é de cerca de 300 gramas por pessoa, aproximadamente dez vezes menor que o registrado em mercados maduros da Europa e da América. Para a consultoria, a mudança do chocolate de um produto voltado a presentes para um item de consumo cotidiano deve impulsionar a expansão do mercado. Fonte: China Daily

13 de julho de 2026
China2Brazil
A China aprovou 42 dispositivos médicos inovadores no primeiro semestre deste ano, incluindo tecnologias classificadas como inéditas no mundo, segundo dados da Administração Nacional de Produtos Médicos (NMPA). Os equipamentos atendem à demanda clínica no mercado chinês e ampliam a oferta de tecnologias desenvolvidas pelo país para o setor global de saúde. Entre janeiro e junho, a NMPA concedeu registro a 1.595 dispositivos médicos da Classe III. Desse total, 42 receberam a classificação de dispositivos médicos inovadores, o que indica o avanço da aprovação de equipamentos de alta complexidade. Os dispositivos médicos na China são divididos em três categorias de risco. A Classe III reúne os produtos com maior potencial de risco e, por isso, está sujeita ao processo regulatório mais rigoroso do país. Nessa categoria estão dispositivos implantáveis, equipamentos intervencionistas, aparelhos de suporte à vida, sistemas de diagnóstico de alto risco e dispositivos cirúrgicos. Para obter a classificação de dispositivo médico inovador, o produto deve possuir patente de invenção sobre tecnologias essenciais, apresentar um princípio de funcionamento ou mecanismo de ação inédito no país, alcançar nível tecnológico internacional e demonstrar valor clínico. Entre os destaques das aprovações deste ano estão o primeiro dispositivo implantável de interface cérebro-computador (BCI) do mundo e o primeiro oclusor autoexpansível biodegradável de rebite único para o tratamento de defeito do septo atrial. Segundo Yuan Peng, vice-diretor do Departamento de Registro de Dispositivos Médicos da NMPA, tecnologias como o sistema de perfusão de órgãos de doadores, a interface cérebro-computador implantável sem fio e o sistema de radioterapia por feixe de elétrons com taxa de dose ultraelevada passaram a integrar o "canal verde" de avaliação acelerada para dispositivos classificados como "Globalmente Inéditos". De acordo com o representante da agência, esse mecanismo tem impulsionado o desenvolvimento de equipamentos médicos de alta tecnologia, com destaque para as interfaces cérebro-computador. Fonte: CCTV

13 de julho de 2026
China2Brazil
A China recuperou mais de 180 milhões de hectares de pastagens, elevando para mais de 70% a proporção de áreas classificadas como saudáveis ou em condição subsaudável. Os dados foram apresentados durante o evento temático chinês do Ano Internacional das Pastagens e dos Pastores, realizado nesta segunda-feira (13), em Hohhot, na Região Autônoma da Mongólia Interior. Com cerca de 267 milhões de hectares de pastagens, a China possui a maior área desse tipo de ecossistema no mundo. Nos últimos anos, o país ampliou ações de conservação e recuperação ambiental , combinando processos de regeneração natural com projetos de restauração, além de integrar políticas voltadas à proteção de montanhas, rios, florestas, terras agrícolas , lagos, pastagens e desertos. Segundo dados oficiais, entre 2021 e 2025, período correspondente ao 14º Plano Quinquenal, a China recuperou, em média, mais de 3 milhões de hectares de pastagens degradadas por ano. No mesmo período, realizou o controle anual de pragas e roedores em mais de 6,6 milhões de hectares, enquanto a produção de forragem fresca superou 600 milhões de toneladas por ano. As medidas também incluem fiscalização dos recursos pastorais, concessão de subsídios para a proteção das pastagens e adoção de políticas como a proibição temporária do pastejo, o descanso das áreas de pastagem e o controle da capacidade de suporte dos rebanhos. Para o 15º Plano Quinquenal, que abrange o período de 2026 a 2030, o governo chinês pretende ampliar a recuperação de áreas degradadas, fortalecer a gestão das pastagens e incentivar o cultivo de gramíneas de alta qualidade para aumentar a oferta de forragem. O plano também prevê a integração entre recuperação ambiental, combate à desertificação, reflorestamento e desenvolvimento da pecuária ecológica. Além disso, a China pretende ampliar os incentivos à proteção ecológica das pastagens e reforçar a fiscalização contra práticas ilegais, como a conversão de áreas de pastagem em terras agrícolas. Fonte: Xinhua News