
10 de junho de 2024
China2Brazil
A 78ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas (UNGA), realizada em 7 de junho, adotou por unanimidade uma resolução proposta pela China para estabelecer um Dia Internacional do Diálogo entre Civilizações. A resolução, que designa 10 de junho como Dia Internacional do Diálogo entre Civilizações, pede por "diálogo igualitário e respeito mútuo" entre diferentes civilizações, refletindo a essência central da Iniciativa de Civilização Global (GCI). Aproveitando a importância do diálogo civilizacional Fu Cong, representante permanente da China nas Nações Unidas, apresentou o projeto de resolução na sessão plenária da UNGA, afirmando que a proposta da China visa aproveitar a importância do diálogo civilizacional para "eliminar discriminação e preconceito, melhorar a compreensão e a confiança, promover a conectividade entre pessoas e fortalecer a solidariedade e a cooperação". Isso demonstra "o firme apoio da China ao multilateralismo" e ao trabalho das Nações Unidas, destacando a responsabilidade da China como um grande país em um século de mudanças sem precedentes, disse o enviado. Em uma entrevista ao canal de televisão chinês, CGTN, Fu explicou ainda que "se você olhar ao redor do mundo, verá muitas disputas, muitos conflitos ou até mesmo guerras. E também há um aumento da intolerância, do extremismo e do populismo. Tudo isso pode encontrar suas raízes nas diferenças ou na falta de entendimento entre culturas e religiões." Enfatizando que a China defende o diálogo entre civilizações, Fu observou que "em nossa visão, o ângulo da civilização é muito potente para promover o entendimento mútuo. A China não é a primeira a propor isso. Mas, novamente, neste momento crítico, acreditamos que é importante que o mundo se concentre ou reconcentre sua atenção neste tema crucial." Guiando o mundo rumo à paz Em uma entrevista coletiva após a adoção da resolução, Fu ressaltou que o amplo apoio à criação do Dia Internacional do Diálogo entre Civilizações demonstra plenamente que a Iniciativa de Civilização Global está alinhada com a tendência e as necessidades dos tempos. A iniciativa foi apresentada pelo presidente chinês Xi Jinping na Reunião de Alto Nível do Partido Comunista da China em Diálogo com os Partidos Políticos do Mundo, em março de 2023. Xi destacou em seu discurso que a iniciativa defende o respeito pela diversidade das civilizações, os valores comuns da humanidade, a importância da herança e da inovação das civilizações, bem como robustas trocas e cooperações internacionais entre pessoas. Em contraste com as alegações ocidentais de "superioridade de certas civilizações e choque de civilizações", a China tem defendido a manutenção dos princípios de igualdade, aprendizado mútuo, diálogo e inclusão entre civilizações. Observando que a modernidade carrega tensões inerentes, Ni Feng, diretor do Instituto de Estudos Americanos da Academia Chinesa de Ciências Sociais, disse em um comentário para a CGTN que, à medida que as nações se desenvolvem economicamente, politicamente e socialmente, elas inevitavelmente buscam desenvolver suas culturas e as poderosas forças internas das diferentes civilizações se esforçam para "romper com a narrativa binária singular e exclusiva que centra na superioridade ocidental". "A modernidade hoje não é apenas pluralista, mas também diversificada. Essa multiplicidade faz com que seja uma necessidade comum para o progresso da civilização transcender as barreiras culturais dominadas pelo Ocidente e engajar-se em trocas civilizacionais iguais e mutuamente respeitosas", disse Ning, acrescentando que fortalecer o diálogo em uma base igualitária melhora o entendimento e a tolerância mútuos, guiando assim o mundo rumo à paz. Práticas da China na GCI A Iniciativa de Civilização Global foi incluída em declarações conjuntas, comunicados à imprensa ou declarações entre a China e países como Rússia, Sérvia, Hungria, Zâmbia e Maldivas, assim como em mecanismos regionais como a Cooperação Lancang-Mekong. Ao se comprometer com a iniciativa, que sublinha a resolução de diferenças e disputas através de diálogos com respeito e compreensão mútuos, a China tem chamado por esforços conjuntos para manter a paz e a estabilidade mundial . Em março do ano passado, o diálogo entre a Arábia Saudita e o Irã em Pequim foi um caso de sucesso da prática da Iniciativa de Civilização Global, levando à retomada das relações diplomáticas entre os dois países. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Diário do Povo Imagem principal: Wang Ying/ Xinhua

7 de junho de 2024
China2Brazil
O vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin, disse em entrevista à agência de notícias chinesa, Xinhua, que os dois países devem continuar buscando a integração de suas principais iniciativas, e o desenvolvimento das relações bilaterais, segundo ele, "continuará a ser guiado pelo respeito mútuo, amizade entre os povos, intercâmbio cultural e um senso de destino compartilhado". O vice-presidente e uma delegação brasileira estão em visita à China, por ocasião da sétima reunião da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (COSBAN) , Alckmin destacou que a COSBAN tem sido há 20 anos o principal mecanismo de diálogo regular e coordenação de relações entre os dois países, desempenhando um papel crucial no fortalecimento das relações bilaterais e na promoção do diálogo e da cooperação em diversas áreas. Segundo Alckmin, a reunião da COSBAN “mostra que os dois países estão cumprindo seu compromisso de aprofundar ainda mais a Parceria Estratégica Global." O vice-presidente, que também é Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil, afirmou na entrevista à Xinhua que a China possui uma forte influência nos setores de energia, tecnologia da informação, agricultura e indústria, especialmente em sustentabilidade e novas tecnologias, áreas nas quais os dois países devem continuar buscando a integração de suas principais iniciativas. "A complementaridade econômica entre os dois países abre um mundo de oportunidades para o Brasil. O crescimento econômico da China e sua demanda por produtos agrícolas, pecuários e minerais tornam o país o principal destino das exportações brasileiras atualmente." Alckmin disse que, considerando os desafios da nova industrialização e da transição ecológica no Brasil, o país busca desenvolver parcerias industriais e tecnológicas altamente especializadas com a China em áreas como semicondutores, inovação biotecnológica, tecnologia da informação e economia digital, além de energia sustentável. No que diz respeito ao intercâmbio cultural e à cooperação entre Brasil e China, Alckmin falou sobre a necessidade de os dois países aprofundarem o intercâmbio cultural e darem mais importância à preservação do patrimônio cultural, o que é fundamental para fortalecer as relações bilaterais e garantir o desenvolvimento sustentável. "A COSBAN possui uma subcomissão de Cultura e Turismo, responsável por formular medidas para intensificar o intercâmbio artístico e promover o fluxo bilateral de turistas", afirmou. Alckmin afirmou que Brasil e China contribuem para o desenvolvimento sustentável, paz e segurança, e cooperam estreitamente no cenário internacional, pois compartilham valores de multilateralismo. "No campo econômico e comercial, por exemplo, Brasil e China apoiam firmemente o sistema multilateral de comércio, a reforma da Organização Mundial do Comércio (OMC) e o pleno funcionamento do mecanismo de solução de controvérsias da OMC", disse à Xinhua. Brasil e China também colaboram no âmbito do G20 . Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Xinhua

7 de junho de 2024
China2Brazil
Recentemente, a BYD realizou a Assembleia Geral Anual, na China, com a participação de mais de 100 acionistas. Wang Chuanfu, presidente da BYD , afirmou na reunião que a criação real de uma marca premium depende da capacidade do produto, que, por sua vez, depende da inovação tecnológica. “Na BYD, a tecnologia é a rainha e a inovação é a base, e o núcleo são os pesquisadores e desenvolvedores”, afirmou o executivo. Em 2023, a BYD continuou a aumentar seu investimento em pesquisa e desenvolvimento (P&D), com despesas atingindo RMB 39,575 bilhões, um crescimento de 112,15% em relação ao ano anterior. No mesmo período, o número de pesquisadores e desenvolvedores da BYD excedeu 100 mil, quase 50% a mais em relação ao ano anterior. Em termos de inteligência e inovação tecnológica , Wang Chuanfu disse que atualmente a equipe de engenheiros da BYD na área de direção inteligente já está próxima de 5 mil pessoas, e no futuro a empresa investirá RMB 100 bilhões em P&D de tecnologias de direção e condução inteligente, incluindo Inteligência Artificial generativa e grandes modelos. Além disso, este ano, o mapa de “exportação” da BYD está recebendo cada vez mais atenção. Wang Chuanfu acredita que as empresas chinesas estão na terceira onda de “exportação”, o que deve promover a saída da tecnologia e aumentar os preços no exterior com tecnologias essenciais, vendendo produtos automotivos mais avançados e de maior valor agregado. Segundo o planejamento, no futuro, os gastos de capital da BYD ainda manterão um crescimento de dois dígitos. A empresa irá investir principalmente na construção do mercado externo local, a fim de aproveitar o excelente período da substituição de veículos a combustão por veículos elétricos, alcançando um rápido desenvolvimento. Atualmente, a BYD já obteve resultados preliminares na América do Sul, Europa, Sudeste Asiático, Oriente Médio e outras regiões. No entanto, a construção de instalações de carregamento, a melhoria das políticas e a propaganda do mercado de carros verdes em várias regiões no exterior ainda precisam ser desenvolvidas. No futuro, a BYD acelerará a promoção na construção da cadeia industrial localizada e na reserva de capacidade de produção. Fonte: yicai.com Imagem principal: Zheng Huansong/ Xinhua

7 de junho de 2024
China2Brazil
O Comitê Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China e outros cinco departamentos emitiram o “Plano de Ação Específico para a Economia de Energia e Redução de Carbono na Indústria de Refinaria”. Uma das metas é que, até o final de 2025, a capacidade inicial de processamento nacional de petróleo bruto seja controlada dentro de 1 bilhão de toneladas. Além disso, espera-se que a eficiência na utilização de energia e recursos na indústria de refino seja melhorada, a proporção da capacidade acima do nível padrão de referência de energia exceda 30%, e a capacidade abaixo do nível padrão de referência de energia conclua a transformação tecnológica, caso contrário, será excluída. De 2024 a 2025, através da implementação da reforma de economia de energia e redução de carbono na indústria de refino e da atualização de equipamentos energéticos, formarão cerca de 2 milhões de toneladas padrão de energia economizada e cerca de 5 milhões de toneladas de dióxido de carbono reduzidas. Até o final de 2030, a disposição da indústria de refino será ainda mais otimizada, a proporção da eficiência energética acima do nível padrão de referência de energia continuará a aumentar, e a eficiência básica dos principais equipamentos energéticos atingirá o nível avançado. A eficiência na utilização de energia e recursos na indústria de refino atingirá o nível avançado internacional, e a proporção do consumo de energia elétrica verde e hidrogênio verde no processo de produção aumentará significativamente, conseguindo resultados notáveis no desenvolvimento verde e de baixa carbono na indústria de refino. O projeto prevê ainda otimizar a estrutura e disposição industrial, além de controlar rigorosamente a escala da capacidade de refino, proibindo novos projetos de expansão indireta da capacidade de refino sob o pretexto de utilização integral de petróleo pesado, pré-tratamento de matérias-primas, unidades de asfalto. O texto também inclui uma regra de aplicação rigorosa dos requisitos de entrada de energia eficiente para novos projetos, implementar o sistema de avaliação do impacto ambiental de projetos de construção, garantir que novos projetos e projetos de expansão e reforma atinjam o nível padrão de referência de energia eficiente e o nível A de desempenho ambiental, e que os principais equipamentos energéticos atinjam o nível avançado de eficiência energética. Fonte: yicai.com Imagem principal: Hajarah Nalwadda/Xinhua

6 de junho de 2024
China2Brazil
Nos últimos anos, a indústria automotiva de nova energia da China se fortaleceu no exterior, mas também passou a enfrentar barreiras tarifárias elevadas na Europa e nos Estados Unidos. Nesta quinta-feira, 6, o chefe da Subdivisão de Automóveis do Conselho Chinês para a Promoção do Comércio Internacional (CCPIT), Wang Xia, afirmou no Fórum Automotivo de Chongqing, que a China terminou o subsídio de compra de novos veículos energeticamente eficientes no final de 2022, enquanto os subsídios dos EUA, Japão, Alemanha e outros países ainda persistem. Wang Xia apontou que a taxa de utilização da capacidade da nova energia automotiva da China atualmente é de cerca de 76%, semelhante à dos Estados Unidos. A proporção das exportações de veículos de passageiros da China no total das vendas é apenas de 15,9%, muito menor que a da Alemanha, Japão, Coréia do Sul e outros países. O preço dos veículos elétricos da marca chinesa no exterior também é significativamente mais alto do que no país, enquanto o preço de alguns veículos elétricos de marca internacional na China é muito mais baixo do que no mercado europeu. Wang Xia também disse que, desde que as joint ventures automotivas chinesas abriram a proporção de capital estrangeiro em 2022, a China entrou em uma nova era de cooperação internacional mais aberta e inclusiva, e as empresas automobilísticas chinesas e estrangeiras iniciaram uma nova rodada de cooperação bilateral abrangendo desde tecnologia, mercado, capital até canais. Os novos veículos energeticamente eficientes da China representam a capacidade avançada, não só enriquecendo a oferta global, mas também fazendo uma enorme contribuição para a luta global contra as mudanças climáticas e contribuindo para a transição verde. A globalização é uma demanda objetiva da especialização profissional e da reciprocidade de recursos no setor econômico. A revolução tecnológica da indústria automotiva precisa mais da globalização. Os líderes relevantes do Departamento de Indústria de Equipamentos do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação também disseram durante o fórum que alguns países e regiões abusam das medidas de socorro comercial, distorcendo gravemente a ecologia normal do desenvolvimento global da indústria. A China acredita firmemente que a visão de construir um mundo mais limpo e verde está em conformidade com os interesses comuns de toda a humanidade, e as divisões globais da indústria da cadeia de produção, bem como a realização das leis objetivas de melhoria da qualidade, redução de custos e aumento da eficiência, não serão alteradas pelas políticas comerciais protecionistas impróprias de alguns. Fonte: yicai.com Imagem principal: Ji Chunpeng/ Xinhua

6 de junho de 2024
China2Brazil
O vice-presidente do Brasil Geraldo Alckmin se reuniu com o vice-presidente da China, Han Zheng, nesta quinta-feira, 6, em Pequim, na sétima reunião do Comitê de Coordenação e Cooperação de Alto Nível China-Brasil (COSBAN). As autoridades co-presidiram o evento. Alckmin destacou que as relações entre Brasil e China transcendem o âmbito bilateral, possuindo significado estratégico e influência global. Ele afirmou que o Brasil valoriza o desenvolvimento das relações com a China e que deseja aproveitar o 50º aniversário do estabelecimento de laços diplomáticos e o 20º aniversário do mecanismo COSBAN como um novo ponto de partida para fortalecer a comunicação e a coordenação. Alckmin também declarou que o Brasil está disposto a cooperar estreitamente com a China em plataformas multilaterais, como as Nações Unidas, o G20 e o BRICS , para defender o multilateralismo de maneira conjunta. Alckmin também cumpriu uma agenda de compromissos, em um encontro com a presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento (NDB), Dilma Rousseff. Além disso, se encontrou com empresas chinesas, como a rede de cafeterias Luckin Coffee, que comprará café brasileiro. Durante o encontro da COSBAN, o vice-presidente chinês, Han Zheng destacou que, sob a orientação estratégica dos dois chefes de Estado, China e Brasil têm apoiado mutuamente os interesses centrais de cada nação, promovendo a cooperação de ganho mútuo, fortalecendo a confiança política e a coordenação estratégica. Han ressaltou que a cooperação em diversas áreas, como economia, comércio e aeroespacial, tem gerado resultados tangíveis, servindo como exemplo de colaboração Sul-Sul. Ele enfatizou que China e Brasil, como importantes membros do BRICS, compartilham amplos interesses comuns e que a China valoriza as relações bilaterais com o Brasil, considerando-as uma prioridade diplomática. O Vice-Presidente chinês chamou a atenção para a necessidade de intensificar a comunicação estratégica e aprofundar a amizade e a cooperação pragmática entre os dois países. Na reunião, Han e Alckmin ouviram apresentações dos chefes de departamentos relevantes dos dois países sobre temas como comércio, nova industrialização, relações políticas, agricultura e pecuária, políticas financeiras e infraestrutura. Além disso, discutiram os relatórios de trabalho de 11 subcomitês e do Conselho Empresarial China-Brasil, elogiando os resultados positivos alcançados na cooperação em várias áreas. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Xinhua

6 de junho de 2024
China2Brazil
Em 2023, a escala da indústria musical digital da China atingiu RMB 89,3 bilhões. O número de consumidores de música online chegou a 726 milhões. Os dados são do Relatório Geral sobre o Desenvolvimento da Indústria Musical da China 2024, divulgado nesta quinta-feira, 6. O relatório aponta que, em 2023, a indústria musical chinesa manteve um rápido crescimento contínuo. O mercado de shows musicais offline cresceu significativamente, e o número de usuários pagantes de música digital online aumentou de forma constante. Aponta ainda que houve um grande número de grandes shows e festivais musicais com tecnologias virtuais e de realidade aumentada, que melhoraram a experiência do público durante os shows. O impulso das novas tecnologias AI impulsionaram a produção inteligente de conteúdo musical digital. No ano passado, as plataformas de streaming se tornaram uma das principais fontes de receita e canais dos agentes de direitos autorais da indústria musical e dos músicos. As principais partes interessadas da indústria de direitos autorais de música discutiram ativamente os padrões de tarifação e mecanismos de cobrança de direitos autorais em cenários de transmissão ao vivo. Diretor do Centro de Estudos sobre o Desenvolvimento da Indústria Musical da Universidade de Comunicação da China, Zhao Zhian, a indústria de shows na China obteve um crescimento explosivo no último ano, com um aumento de mais de 120% em comparação com 2022. O avanço e a ampla aplicação da tecnologia da inteligência artificial na produção de conteúdo musical tiveram um papel importante, por exemplo, na eficiência da criação musical, na quantidade de músicas produzidas, incluindo a qualidade da produção e a disseminação e distribuição das obras. Mas, essencialmente, ainda é um atributo de ferramenta. Fonte: yicai.com Imagem principal: MIA Studio/ Adobe Stock

5 de junho de 2024
China2Brazil
A cidade de Xangai realizará de 19 a 20 de junho o Fórum de Lujiazui 2024. O fórum é co-organizado pelo Governo Municipal de Xangai, pelo Banco Popular da China, pela Comissão Reguladora de Finanças da China e pela Comissão Reguladora de Títulos da China. Durante o fórum, a Comissão Reguladora de Títulos da China anunciará medidas políticas relacionadas com os mercados de capitais. O fórum “Promoção do crescimento econômico mundial com o desenvolvimento de alta qualidade financeira”, discutirá formas de promoção do desenvolvimento de alta qualidade financeira através da reforma e inovação no setor financeiro, e a resolução os problemas atuais enfrentados pela economia global com o desenvolvimento de alta qualidade financeira, de modo a promover o crescimento econômico mundial sustentável. Durante este fórum, a Comissão Reguladora de Títulos China anunciará “Nove Medidas Nacionais” relacionadas com os mercados de capitais. A Comissão Reguladora de Títulos da China e o Governo Municipal de Xangai estabelecerão conjuntamente um mecanismo de cooperação para apoiar Xangai a acelerar a construção do “cinco centros”, ajudando o Centro Internacional de Finanças de Xangai a aumentar a sua competitividade e influência, e a desempenhar melhor o papel de liderança e demonstração de Xangai na promoção da construção moderna da China . Falando sobre as novas “Nove Medidas Nacionais”, Wang Li disse que, a fim de fazer bem a implementação, a Comissão Reguladora de Títulos da China convocou atempadamente uma reunião de mobilização e implementação dentro do sistema, unificou a consciência, detalhou as medidas e ações, reforçou a coordenação e a promoção, a fim de garantir que todos os principais trabalhos fossem implementados com sucesso. Recentemente, a Comissão Reguladora de Títulos da China viajou para Pequim, Zhejiang, Xangai, Guangdong e outros lugares, onde realizou reuniões separadamente com algumas empresas cotadas, instituições do setor e investidores, para investigar e supervisionar a implementação do projeto de “Nove Medidas Nacionais”, assim como comunicar e trocar ideias com os governos locais, aprofundando a coordenação central-local, de modo a promover conjuntamente a implementação das medidas. Xangai realizou uma reunião de mobilização e implementação para implementar o novo “Nove Medidas Nacionais”, enfatizando a necessidade de compreender profundamente a intenção estratégica nacional, captar precisamente a orientação política, implementar melhor os requisitos a nível nacional, cooperar com a implementação de várias políticas e medidas, e servir a construção dos “cinco centros” de Xangai. Fonte: news.cn Imagem principal: Chen Yehua/ Xinhua

5 de junho de 2024
China2Brazil
A China deu um passo significativo rumo ao futuro da mobilidade ao aprovar testes públicos de veículos com tecnologias avançadas de condução autônoma. Nove montadoras foram autorizadas pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação (MIIT) a realizar testes em vias públicas, marcando o início de um ambicioso plano para acelerar a adoção de carros autônomos no país. Os testes serão realizados em sete cidades, incluindo Pequim, Xangai e Guangzhou, abrangendo uma ampla gama de veículos, desde carros de passageiros a ônibus e caminhões. Durante a fase piloto, os veículos serão submetidos a rigorosos testes e avaliações de segurança. Os dados coletados serão essenciais para avaliar o desempenho dos veículos conectados inteligentes (ICVs) e sua integração nos sistemas de tráfego atuais, com o objetivo de melhorar a segurança nas estradas. Entre as montadoras autorizadas estão BYD , Nio e grandes fabricantes estatais como Changan Automobile, GAC e SAIC. Além das montadoras, operadores de frotas, como empresas de transporte por aplicativo, também participarão dos testes. O MIIT destacou que a China já alcançou avanços notáveis na área de ICVs, com mais de 29.000 quilômetros de estradas de teste dedicadas e mais de 6.800 licenças de teste emitidas até abril deste ano. Esses esforços resultaram em impressionantes 88 milhões de quilômetros de quilometragem acumulada de testes. Alguns ICVs já atingiram um estágio em que a produção em massa é viável, segundo o MIIT. No entanto, o foco agora é aprimorar a funcionalidade, o desempenho e, principalmente, garantir o mais alto nível de segurança. Ao priorizar esses aspectos, a China espera impulsionar o desenvolvimento de alta qualidade da sua indústria de veículos autônomos. Em novembro do ano passado, a China lançou diretrizes para o desenvolvimento de veículos autônomos para adoção em massa, permitindo que motoristas em veículos de teste tirem as mãos do volante, fazendo com que a responsabilidade pela segurança recaia sobre os fabricantes e operadores de frotas. Liu Fawang, vice-diretor do Centro de Desenvolvimento da Indústria de Equipamentos do MIIT, explicou que os padrões da indústria definem seis níveis de automação de condução, do Nível 0 (sem automação) ao Nível 5 (automação total). Atualmente, a maioria dos veículos vendidos na China oferece apenas recursos de assistência ao motorista do Nível 0 ao Nível 2 (automação parcial). Veículos com funções direção autônoma dos Níveis 3 (automação condicional) e 4 (automação elevada) estão atualmente em fase de testes. O MIIT acredita que esses testes pavimentarão o caminho para a comercialização de tecnologias de direção autônoma mais avançadas. A Tesla, por exemplo, está ansiosa para ver seu sistema Full Self-Driving (FSD) – essencial para sua visão de carros totalmente autônomos – operando na China. Apesar de ter lançado o FSD há quatro anos, a empresa ainda não disponibilizou essa tecnologia no mercado chinês, seu segundo maior mercado global após os Estados Unidos. Com esses desenvolvimentos, a China reafirma seu compromisso com a inovação e a segurança no trânsito, preparando-se para liderar a próxima era da mobilidade. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Yicai Global Imagem principal: Peng Ziyang/ Xinhua

4 de junho de 2024
China2Brazil
O ascensor da sonda chinesa Chang'e-6 descolou da superfície lunar na manhã de terça-feira, transportando amostras recolhidas no lado mais distante da Lua, um feito sem precedentes na história da exploração lunar humana. A sonda entrou numa órbita predefinida em torno da Lua, informou a Administração Espacial Nacional da China (CNSA). A sonda Chang'e-6, composta por um orbitador, um módulo de aterragem, um módulo de ascensão e um módulo de retorno - tal como a sua antecessora Chang'e-5 - foi lançada a 3 de maio. O seu conjunto de aterragem e ascensão aterrou na zona de aterragem designada na bacia do Pólo Sul-Aitken (SPA) em 2 de junho. A nave espacial terminou o trabalho de amostragem inteligente e rápida, e as amostras foram armazenadas num contentor dentro do ascensor da sonda, como planeado, informou a CNSA. Durante a amostragem e o acondicionamento, os investigadores realizaram uma amostragem simulada num laboratório em terra, com base nos dados de deteção enviados pelo satélite retransmissor Queqiao-2, fornecendo um apoio importante para a tomada de decisões e operações em todas as ligações. “A missão resistiu ao teste de alta temperatura no lado mais distante da lua”, disse a CNSA. A missão adoptou dois métodos de recolha de amostras da Lua, incluindo a utilização de uma broca para recolher amostras do subsolo e a recolha de amostras da superfície com um braço robótico. Recolheu automaticamente diversas amostras em diferentes locais. [caption id="attachment_20765" align="alignnone" width="1024"] Fonte da imagem: Xinhua[/caption] As múltiplas cargas úteis instaladas no módulo de aterragem, incluindo a câmara de aterragem, a câmara panorâmica, o detetor da estrutura do solo lunar e o analisador do espectro de minerais lunares, funcionaram bem e realizaram a exploração científica conforme planeado, afirmou a CNSA. O detetor de estrutura do solo lunar analisou e avaliou a estrutura do solo lunar subterrâneo da área de amostragem, fornecendo dados de referência para a perfuração de amostras. Após a conclusão da amostragem, uma bandeira nacional chinesa transportada pelo módulo de aterragem foi desfraldada pela primeira vez no lado mais distante da Lua. Ao contrário da descolagem na Terra, o ascensor não podia contar com um sistema de torre de lançamento. O módulo de aterragem funcionou como uma “plataforma de lançamento” temporária. A decolagem do ascensor Chang'e-6 do lado mais afastado da Lua não pode copiar a ascensão do Chang'e-5 do lado mais próximo da Lua, uma vez que não pode receber diretamente controle e apoio do solo. Utilizou os seus sensores especiais para conseguir posicionamento e orientação autónomos, com a ajuda do Queqiao-2 para a comunicação. Em comparação com a Chang'e-5, a Chang'e-6 registou melhorias na autonomia e fiabilidade do seu sistema de navegação, orientação e controlo, a fim de enfrentar os desafios colocados pelas incertezas do lado mais distante da Lua durante a sua decolagem e subida, disse Qiao Dezhi, um perito espacial do CASC. O sistema de controlo da Chang'e-6 foi também melhorado para melhorar a sua autonomia, permitindo-lhe completar a descolagem e a subida lunar com menor dependência do satélite retransmissor Queqiao-2 e do apoio terrestre, disse Huang Hao, outro perito espacial do CASC. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Diário do Povo