
28 de setembro de 2026
China2Brazil
O maior navio bate-estacas do mundo deixou a China neste domingo (27) com destino ao Brasil para participar da construção da Ponte Salvador-Itaparica, na Bahia, que terá 12,4 quilômetros sobre o mar e será a maior desse tipo na América Latina. A embarcação deverá levar cerca de 45 dias para chegar à costa do Recife antes de seguir para a obra na Baía de Todos-os-Santos . Batizado de “Tiejian Daqiao Zhuang 1”, o navio será usado na construção das fundações da ponte. Um bate-estacas é responsável por instalar no fundo do mar as grandes estruturas que darão sustentação aos pilares, uma etapa especialmente complexa no projeto baiano, onde a profundidade da água chega a 64 metros. A embarcação consegue operar em profundidades de até 70 metros e possui uma torre de 156 metros para a instalação das estacas. O equipamento também pode içar estruturas de até 700 toneladas. Segundo a empresa responsável, esses indicadores fazem dele o navio com a torre de cravação mais alta, a maior capacidade de içamento de estacas e a maior profundidade operacional do mundo. Para posicionar as estacas no fundo do mar, o navio combina um sistema de posicionamento dinâmico com ancoragem e utiliza o sistema chinês de navegação por satélite BeiDou. A tecnologia permite controlar o posicionamento com precisão de centímetros. A embarcação saiu do Porto de Lusi, na província chinesa de Jiangsu, e deverá passar pelo Estreito de Malaca, contornar o Cabo da Boa Esperança e entrar no Atlântico Sul antes de chegar ao Nordeste brasileiro. A Ponte Salvador-Itaparica atravessará a Baía de Todos-os-Santos e terá um trecho estaiado com vão principal de cerca de 682 metros. A altura livre de 85 metros permitirá a passagem de navios de grande porte. As obras começaram em julho deste ano e são executadas por um consórcio de empresas chinesas. O projeto tem investimento estimado em R$ 11,6 bilhões. Após a conclusão, a ligação deverá reduzir em cerca de 45 minutos o deslocamento entre Salvador e Vera Cruz e em aproximadamente duas horas as viagens entre a capital e o Baixo Sul da Bahia. A previsão é de circulação de cerca de 28 mil veículos por dia. Fonte: Xinhua

28 de setembro de 2026
China2Brazil
A China testou por mais de 1.000 horas um sistema capaz de produzir hidrogênio diretamente da água do mar, sem consumir água doce e aproveitando o calor residual da indústria. O equipamento operou de forma contínua e estável em uma unidade-piloto em Rizhao, na província de Shandong. A tecnologia elimina uma etapa comum nesse tipo de processo: a água do mar não precisa ser transformada previamente em água doce para ser usada na produção de hidrogênio. O sistema também aproveita o calor que sobra de atividades industriais costeiras, reduzindo o consumo de energia durante o processo. Além do hidrogênio, a operação produz água doce e concentra elementos presentes na água do mar considerados estratégicos. “Captamos a água do mar, aproveitamos o calor residual e produzimos hidrogênio, água doce e elementos estratégicos, sem consumir sequer uma gota de água doce durante todo o processo”, explicou Tang Bo, pesquisador responsável pelo projeto. Produzir hidrogênio diretamente da água do mar apresenta dificuldades técnicas. Minerais como cálcio e magnésio podem se acumular nos eletrodos e prejudicar o funcionamento do equipamento. O cloreto presente na água também pode causar corrosão e levar à formação de gás cloro. Segundo as informações divulgadas, a equipe desenvolveu uma combinação de aproveitamento do calor e concentração de elementos para lidar com esses problemas e manter o funcionamento do sistema por mais de 1.000 horas. A unidade tem capacidade para processar cerca de 800 toneladas de água do mar por ano e produzir 260 mil metros cúbicos de hidrogênio de alta pureza no mesmo período. Segundo o projeto, essa produção pode evitar aproximadamente 460 toneladas de emissões de dióxido de carbono por ano. A proposta é combinar três processos em uma mesma operação: aproveitar o calor residual de indústrias costeiras, produzir hidrogênio com água do mar e recuperar outros recursos presentes nela. O teste de longa duração é uma etapa para avaliar a viabilidade dessa tecnologia em operações de maior escala. Fonte: news.cn

28 de setembro de 2026
China2Brazil
A China quer levar as baterias totalmente de estado sólido a uma fase inicial de aplicação em larga escala até 2030. O país também estabeleceu como meta que baterias de lítio de longa duração cheguem a uma vida útil de até 15 mil ciclos. As metas fazem parte de um novo plano para a indústria de baterias divulgado nesta segunda-feira (28) pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação e outros seis órgãos do governo chinês. O documento prevê avanços em diferentes tecnologias, incluindo baterias de lítio, sódio e fluxo. A estratégia também envolve o desenvolvimento de novos materiais para eletrodos, eletrólitos e outros componentes usados na fabricação. Uma das prioridades será ampliar o uso dessas baterias para além dos veículos elétricos e produtos eletrônicos. O plano prevê aplicações em embarcações, aviação, robôs inteligentes, máquinas de engenharia e equipamentos agrícolas. A expansão também deve alcançar sistemas de armazenamento de energia. As novas baterias poderão ser utilizadas junto à geração de energia, em redes elétricas, parques industriais e data centers. Outros formatos também aparecem no planejamento. Baterias flexíveis e de formatos especiais deverão ter aplicações ampliadas em dispositivos vestíveis, casas inteligentes e equipamentos médicos móveis. O plano inclui ainda medidas para aumentar a coleta, reciclagem e reutilização de baterias usadas. As empresas deverão participar da estruturação desses sistemas, diretamente ou por meio de terceiros, de acordo com o volume de produtos colocados no mercado. Fonte: China news

28 de setembro de 2026
China2Brazil
A China conquistou 41 medalhas de ouro na WorldSkills 2026, competição internacional que reúne jovens em provas de habilidades profissionais e técnicas. O resultado colocou o país em primeiro lugar no quadro de ouros e na classificação geral por equipes pela quinta edição consecutiva e marcou seu melhor desempenho desde que passou a participar do evento. Encerrada no domingo (27), em Xangai, a competição terminou com a delegação chinesa somando ainda 11 medalhas de prata, quatro de bronze e seis prêmios de excelência. A equipe teve 71 competidores e participou das 64 modalidades previstas. As provas abrangem áreas como manufatura e engenharia, tecnologia da informação e comunicação, construção, moda, serviços, transporte e logística. Na prática, os participantes precisam demonstrar habilidades técnicas em atividades que vão de programação e robótica a alvenaria, instalações elétricas e manutenção de veículos. Algumas modalidades mantiveram sequências de títulos chineses. Na Fresagem CNC, processo usado para fabricar peças com máquinas controladas por computador, a China conquistou o ouro pela sexta edição consecutiva. Em Alvenaria e Tecnologia da Moda, chegou ao quinto título seguido. O país também alcançou o quarto ouro consecutivo em Instalações Elétricas, Tecnologia Eletrônica e Robótica Móvel Autônoma. Um dos principais resultados individuais veio de He Xiaoman, campeã na modalidade Tecnologia de Veículos Ferroviários. Ela recebeu também o Prêmio Albert Vidal, destinado ao participante com a maior pontuação entre todos os competidores da edição. Foi a terceira vez que a China conquistou essa premiação. Fonte: gmw.cn

28 de setembro de 2026
China2Brazil
O maior navio bate-estacas do mundo deixou a China neste domingo (27) com destino ao Brasil para participar da construção da Ponte Salvador-Itaparica, na Bahia, que terá 12,4 quilômetros sobre o mar e será a maior desse tipo na América Latina. A embarcação deverá levar cerca de 45 dias para chegar à costa do Recife antes de seguir para a obra na Baía de Todos-os-Santos. Batizado de “Tiejian Daqiao Zhuang 1”, o navio será usado na construção das fundações da ponte. Um bate-estacas é responsável por instalar no fundo do mar as grandes estruturas que darão sustentação aos pilares, uma etapa especialmente complexa no projeto baiano, onde a profundidade da água chega a 64 metros. A embarcação consegue operar em profundidades de até 70 metros e possui uma torre de 156 metros para a instalação das estacas. O equipamento também pode içar estruturas de até 700 toneladas. Segundo a empresa responsável, esses indicadores fazem dele o navio com a torre de cravação mais alta, a maior capacidade de içamento de estacas e a maior profundidade operacional do mundo. Para posicionar as estacas no fundo do mar, o navio combina um sistema de posicionamento dinâmico com ancoragem e utiliza o sistema chinês de navegação por satélite BeiDou. A tecnologia permite controlar o posicionamento com precisão de centímetros. A embarcação saiu do Porto de Lusi, na província chinesa de Jiangsu, e deverá passar pelo Estreito de Malaca, contornar o Cabo da Boa Esperança e entrar no Atlântico Sul antes de chegar ao Nordeste brasileiro. A Ponte Salvador-Itaparica atravessará a Baía de Todos-os-Santos e terá um trecho estaiado com vão principal de cerca de 682 metros. A altura livre de 85 metros permitirá a passagem de navios de grande porte. As obras começaram em julho deste ano e são executadas por um consórcio de empresas chinesas. O projeto tem investimento estimado em R$ 11,6 bilhões. Após a conclusão, a ligação deverá reduzir em cerca de 45 minutos o deslocamento entre Salvador e Vera Cruz e em aproximadamente duas horas as viagens entre a capital e o Baixo Sul da Bahia. A previsão é de circulação de cerca de 28 mil veículos por dia. Fonte: Xinhua

25 de setembro de 2026
China2Brazil
A indústria cultural da China superou RMB 20 trilhões em receita em 2025, alta de 49,6% em relação a 2020. Os ativos das empresas do setor chegaram a RMB 37,4 trilhões no mesmo período, crescimento de 36,5%, segundo dados apresentados pelo Ministério da Cultura e do Turismo nesta quinta-feira (24). O setor também aumentou sua participação na economia chinesa. Em 2024, o valor agregado das atividades culturais representou mais de 4,6% do PIB do país. Para os próximos cinco anos, a China pretende concentrar a expansão em quatro frentes: inovação, consumo, integração com outros setores e presença internacional. Na área de inovação, o plano prevê apoio à produção de conteúdo original em segmentos como artes cênicas, animação, design e artesanato, além de formatos ligados à tecnologia, entre eles animação digital, arte digital e apresentações imersivas. Produtos inspirados na cultura tradicional chinesa e o licenciamento de personagens e marcas também estão entre as prioridades. Outra frente será o consumo. A proposta inclui novas experiências culturais e turísticas, atividades noturnas e iniciativas ligadas a ingressos e lançamentos, além de melhorias em serviços como reservas e transporte para públicos como idosos e crianças. A integração entre cultura, turismo, esportes e comércio também deverá receber atenção. Antigas fábricas e bairros tradicionais estão entre os espaços que poderão receber novas atividades, seguindo exemplos já adotados em Pequim, Xangai e Chengdu. O planejamento prevê ainda a criação, em duas etapas, de cerca de 100 zonas e unidades nacionais de demonstração ligadas às indústrias cultural e turística. No mercado internacional, personagens e produtos chineses como Nezha, Wukong, Labubu e Wakuku são citados pelo Ministério da Cultura e do Turismo como exemplos de produtos que ganharam público fora do país. Literatura online, séries para internet e jogos digitais também estão entre os segmentos que o governo pretende apoiar na expansão internacional. A estratégia inclui ainda animações, espetáculos, brinquedos, produtos criativos, artesanato e equipamentos ligados ao entretenimento. Segundo o ministério, a intenção é criar plataformas de comércio e serviços que facilitem a entrada dessas empresas e produtos em outros mercados. Fonte: China news

25 de setembro de 2026
China2Brazil
A China instalou 354 mil robôs industriais em 2025, o equivalente a cerca de 59% de todas as novas unidades instaladas no mundo. Quase seis em cada dez novos robôs usados em fábricas foram colocados no país, segundo o Relatório Mundial de Robótica 2026, divulgado pela Federação Internacional de Robótica (IFR). Com o resultado, a China permaneceu pelo segundo ano consecutivo como o maior mercado mundial de robôs industriais. A IFR estima que o mercado chinês ainda poderá crescer, em média, entre 5% e 10% ao ano de 2026 a 2029. O número de robôs em operação nas fábricas também atingiu um recorde global. Ao fim de 2025, havia 5 milhões de unidades em funcionamento, alta de 9% em relação ao ano anterior. Mais de 600 mil novos robôs foram instalados durante o ano, aumento de 11%. A Ásia registrou o crescimento mais forte na adoção desses equipamentos, seguida pelas Américas. Na Europa, o ritmo foi menor. Entre os principais mercados, os Estados Unidos ultrapassaram o Japão e chegaram à segunda posição, com quase 38,5 mil novos robôs instalados em 2025, alta de 12%. O Japão registrou 36,2 mil unidades, queda de 19%, e passou para o terceiro lugar. Na Europa, a Alemanha permaneceu como o maior mercado da região e o quinto do mundo. O país instalou menos de 25 mil robôs industriais no ano, redução de 8%. Segundo o relatório, fatores como escassez de mão de obra e avanços em inteligência artificial, visão computacional e sensores deverão continuar influenciando a demanda por robôs industriais. Fonte: news.cn

25 de setembro de 2026
China2Brazil
A inteligência artificial começa a ocupar mais etapas da indústria automobilística chinesa, do desenvolvimento dos veículos à experiência dentro do carro. Geely e BYD apresentaram nesta semana aplicações da tecnologia em áreas como design, engenharia, produção, cabine e condução durante a Conferência Mundial de Veículos de Nova Energia 2026, em Haikou. A Geely chama essa próxima etapa de “carro definido por IA”. A ideia é que o veículo deixe de depender apenas de funções programadas por software e passe a usar inteligência artificial para interpretar informações, tomar decisões e adaptar determinados serviços ao usuário. Segundo Li Chuanhai, vice-presidente do Grupo Geely Automobile, a principal diferença está na capacidade de o carro agir de forma mais proativa. A empresa trabalha para integrar sistemas que hoje funcionam em áreas distintas, como condução inteligente, cabine, carroceria, chassi e propulsão. Um exemplo apresentado pela montadora é o Super Eva, agente inteligente que combina conversação com uma interface capaz de gerar respostas e serviços dentro do próprio veículo. A proposta é permitir que diferentes necessidades do usuário sejam resolvidas diretamente pelo sistema do carro. Na BYD, a inteligência artificial já é utilizada em pesquisa e desenvolvimento digital, análise de engenharia e manufatura inteligente. Segundo Lian Yubo, cientista-chefe do grupo, a tecnologia tem sido aplicada desde o design até a análise de projetos e também deverá aumentar a eficiência da produção e do funcionamento dos equipamentos. O uso da IA também começa a aparecer fora do veículo. Durante a conferência, o China Automotive Engineering Research Institute apresentou o NinetyAuto, modelo desenvolvido para auxiliar empresas do setor automotivo em questões regulatórias e processos relacionados à expansão internacional. O sistema pode localizar informações sobre regras e indicar equipes, órgãos e laboratórios envolvidos em projetos no exterior. Para Cheng Peng, CEO da SEEWAY.AI, os atuais sistemas de assistência à condução representam apenas uma parte desse processo. Ele prevê que, no futuro, chassi, gerenciamento de bateria e até pneus poderão utilizar inteligência artificial para realizar ajustes de acordo com as condições da estrada e os hábitos do motorista. Na avaliação do executivo, um veículo verdadeiramente “definido por IA” ainda levará alguns anos para se concretizar. Cheng estima que esse estágio poderá ser alcançado entre 2030 e 2035. Fonte: China News

25 de setembro de 2026
China2Brazil
Uma foca de dois anos percorreu cerca de 200 quilômetros pelo mar para retornar à Ilha Dachangshan, no nordeste da China, poucos dias depois de ser solta novamente na natureza. Batizada de Nana, ela já havia vivido por meses na região e ficou conhecida por não demonstrar medo de humanos. Nana foi solta em mar aberto em 7 de setembro e reapareceu na ilha no dia 13. A distância percorrida foi identificada por um equipamento de rastreamento preso ao animal. Pescadores locais relataram que ela estava mais magra após a viagem. Esse foi o segundo retorno da foca a uma área habitada depois de uma tentativa de reintrodução à vida selvagem. Em abril, Nana havia sido solta perto da Ilha de Sanshan junto com outras quatro focas, mas foi a única que não se integrou ao grupo selvagem e acabou permanecendo na Ilha Dachangshan. A história começou em setembro de 2024, quando Nana, ainda com poucos meses de vida e ferimentos, foi encontrada em uma praia na região autônoma de Guangxi Zhuang após um tufão. Depois de receber cuidados, ela foi transferida em novembro para uma base de proteção de animais marinhos em Liaoning, onde passou por treinamento para retornar à natureza . Segundo Wang Xin, pesquisador ambiental marinho da Universidade Oceânica de Dalian, o retorno pode estar relacionado à memória e à sensação de segurança criada durante o período de contato com pessoas. “Ela foi nutrida pelos humanos por um longo período, desenvolvendo assim uma associação entre humanos e segurança”, afirmou. A Ilha Dachangshan também oferece condições adequadas para o animal, segundo o pesquisador, com boa qualidade da água, presença de peixes e camarões e praias de areia. As autoridades locais adotaram uma política de “não intervenção, não alimentação”. O governo do condado de Changhai pediu que moradores e visitantes não se aproximem, persigam ou ofereçam comida a Nana, já que o contato frequente com pessoas pode dificultar sua adaptação à vida selvagem. Nana é uma espécie protegida de primeira classe na China. Apesar da popularidade que ganhou nas redes sociais, as autoridades afirmam que não pretendem controlar seu comportamento e mantêm o acompanhamento enquanto ela se adapta novamente ao ambiente natural. Fonte: scmp

24 de setembro de 2026
China2Brazil
A geração de filhos únicos da China entrou em uma fase em que o apoio familiar começa a mudar de direção. Muitos adultos ainda recebem ajuda dos pais para moradia, despesas do cotidiano e criação dos próprios filhos, mas mais de 80% já gastam com eles ou oferecem algum tipo de apoio financeiro. O envelhecimento dos pais também começa a influenciar decisões sobre onde morar, quanto poupar e até a escolha de um parceiro. A questão envolve mais de 200 milhões de pessoas, aproximadamente um em cada sete chineses, segundo os dados apresentados no levantamento. A pesquisa, realizada pela China Life Insurance em parceria com o Zhihu Research Institute, ouviu 878 participantes. Entre os filhos únicos, apenas 20,4% disseram praticamente nunca ter recebido ajuda financeira dos pais depois de chegar à vida adulta . Pais ainda sustentam parte da vida adulta Moradia, gastos cotidianos e grandes despesas domésticas estão entre as principais áreas em que essa ajuda continua. Entre os entrevistados casados e com filhos, mais de 70% disseram depender dos pais também para cuidar das crianças. Mesmo com essa participação, o fluxo financeiro começa a se inverter. Mais de 80% dos filhos únicos afirmaram gastar dinheiro com os pais ou oferecer algum apoio. Quando eles adoecem, 47,7% assumem tarefas como marcar consultas, acompanhar atendimentos, buscar medicamentos e ler exames, enquanto 30% disseram tirar licença especificamente para cuidar deles. A mudança, porém, ainda é desigual. Para 40,7% dos filhos únicos, os pais continuam oferecendo mais apoio do que recebem. Apenas 6,1% consideram que contribuem mais para os pais. Além disso, 43,5% ainda não começaram a assumir despesas elevadas ou de longo prazo, embora esse tipo de gasto esteja nos planos de cerca de 80% dos entrevistados. Cuidado já influencia moradia e casamento A preocupação com o envelhecimento também aparece fora do orçamento. Entre os filhos únicos, 33,7% disseram preferir morar com os pais para facilitar os cuidados na velhice, percentual cerca de dez pontos acima do registrado entre pessoas com irmãos. Outros 23,7% afirmaram considerar, ao escolher um parceiro, se essa pessoa estaria disposta a ajudar nos cuidados com os pais. Apesar disso, o planejamento financeiro ainda é limitado. Quase 40% dos jovens disseram não ter alterado hábitos de consumo ou poupança pensando na aposentadoria dos pais, e menos de 10% reservam mensalmente dinheiro específico para emergências médicas ou despesas futuras deles. A própria conversa sobre envelhecimento ainda é pouco frequente. Entre os filhos únicos, 41,6% disseram praticamente nunca ter discutido aposentadoria com os pais. Quando perguntados sobre o que consideram necessário para essa fase da vida, 79,6% citaram seguro-saúde, 70,2% apontaram uma poupança suficiente e mais da metade mencionou cuidados de longo prazo e ajuda no dia a dia. Fonte: 36kr