
1 de outubro de 2026
China2Brazil
A China reforçou a infraestrutura de recarga nas rodovias para atender ao aumento do fluxo de veículos de nova energia durante o feriado prolongado do Dia Nacional. Para esta quinta-feira (1º), primeiro dia da Golden Week, o país prevê um pico de 17,8 milhões desses veículos nas estradas. A Golden Week é um dos principais períodos de viagens do calendário chinês e costuma concentrar deslocamentos para turismo, visitas familiares e lazer. Entre 1º e 7 de outubro, a previsão é de 2,13 bilhões de deslocamentos inter-regionais, média de cerca de 300 milhões por dia, 1,7 vez o movimento habitual. Mais de 90% das viagens devem ocorrer por rodovias. No primeiro dia do feriado, o fluxo total nas rodovias pode chegar a 71 milhões de veículos. Em períodos normais, cerca de 9,8 milhões de veículos de nova energia circulam diariamente pelas rodovias expressas do país. A frota chinesa dessa categoria soma 48,97 milhões de veículos. Rede de recarga recebe novos equipamentos Para atender à maior demanda, a China aumentou a capacidade de recarga nas áreas de serviço das rodovias. Entre janeiro e agosto de 2026, foram instalados cerca de 11 mil conectores de alta potência nesses locais, volume equivalente ao total desse tipo de equipamento instalado até o fim de 2025. Com as novas instalações, as áreas de serviço contam atualmente com cerca de 22 mil conectores de alta potência. Considerando todos os tipos de recarga, o total chega a aproximadamente 89 mil instalações. Mesmo com o aumento da capacidade, o Ministério dos Transportes identificou previamente áreas de serviço com maior possibilidade de sobrecarga durante o feriado. Nos pontos de maior movimento, equipamentos móveis podem ser utilizados para aumentar temporariamente a oferta de recarga. Fonte: Ministério dos Transportes da China

1 de outubro de 2026
China2Brazil
A plataforma criada pela China para ampliar o uso internacional do RMB digital recebeu, até o fim de setembro, pedidos de adesão de 39 instituições financeiras nacionais e estrangeiras. As solicitações são para participação direta no sistema de pagamentos transfronteiriços CBETS, que já havia firmado acordos com um primeiro grupo de 26 instituições. O CBETS funciona como uma infraestrutura para pagamentos e liquidações internacionais com o RMB digital. A plataforma permite tanto a conexão com sistemas de pagamento e moedas digitais oficiais de outros países quanto a entrada direta de instituições financeiras estrangeiras. A estrutura atende operações comerciais, financiamentos e investimentos, mas também pagamentos feitos por pessoas que viajam entre diferentes países. Para o comércio exterior, a China lançou o CBETS LIFT, serviço voltado à liquidação de transações internacionais e a operações de financiamento e investimento. Para estrangeiros que visitam a China, a versão internacional do aplicativo do RMB digital permite abrir uma carteira com números de telefone de mais de 210 países e regiões. Depois de adicionar recursos à conta, o usuário pode fazer pagamentos presenciais e online no país. Também há opções físicas voltadas a quem está mais acostumado a pagar com cartões. Esses dispositivos permitem pagamentos por QR Code ou aproximação e consulta de saldo, ao mesmo tempo em que funcionam com a infraestrutura de pagamentos utilizada na China. A expansão também envolve conexões com sistemas de outros mercados. O CBETS já está integrado ao Faster Payment System, de Hong Kong, e à Lao National Payment Network, do Laos. A China também iniciou testes para pagamentos transfronteiriços em RMB digital com Singapura. A conexão com o Laos já é utilizada em operações comerciais. Em uma transação realizada neste ano, o pagamento de uma venda de eletricidade para o país foi liquidado em menos de cinco horas por meio da plataforma, ante um prazo tradicional de três dias úteis, segundo a Xinhua. Fonte: news.cn

1 de outubro de 2026
China2Brazil
A escritora chinesa Lu Min passou por São Paulo e pela Cidade do México em uma série de encontros com estudantes, escritores, tradutores e acadêmicos para discutir como a literatura pode aproximar leitores latino-americanos da sociedade chinesa contemporânea. No Instituto Confúcio da Unesp, em São Paulo, a autora apresentou diferentes aspectos da China a partir dos personagens de seus romances. A conversa também partiu de temas que já despertam curiosidade entre leitores brasileiros, como minisséries para internet, o mercado de produtos e serviços para animais de estimação e o consumo voltado ao bem-estar pessoal. Para Lu Min, esses fenômenos ajudam a observar hábitos de consumo e modos de vida, mas a literatura permite avançar para aspectos mais íntimos da experiência das pessoas. “A literatura precisa ir além e se aproximar do mundo interior e espiritual das pessoas”, afirmou. No México, a escritora participou de encontros na Universidade Nacional Autônoma do México e no El Colegio de México. As discussões também partiram das obras literárias para tratar de relações familiares, história, cultura e mudanças na sociedade chinesa. Eliázar Gil, que estudou chinês no Instituto Confúcio da UNAM, afirmou que as descrições das relações familiares presentes na literatura chinesa despertaram nele uma sensação de proximidade com o país. No El Colegio de México, estudantes destacaram a forma como escritores chineses retratam sentimentos e transformações sociais por meio de seus personagens. Segundo os participantes, o contato direto com autores contemporâneos também ajudou a ampliar a compreensão sobre a sociedade e a cultura chinesas. A viagem faz parte do projeto “Escritores chineses renomados visitam a América Latina”, organizado pela Associação de Escritores da China e pelo Centro de Cooperação Internacional de Línguas do Ministério da Educação. A iniciativa busca ampliar a tradução e a circulação de obras chinesas na região. Fonte: news.cn

30 de setembro de 2026
China2Brazil
A China ultrapassou 150 bilhões de encomendas expressas processadas em 2026 antes mesmo do fim de setembro. A marca foi alcançada no dia 29, 12 dias mais cedo do que em 2025, segundo dados da Administração Estatal de Correios. O resultado mantém o ritmo de crescimento registrado ao longo do ano. Entre janeiro e agosto, o país havia processado 134,06 bilhões de encomendas expressas, alta de 4,6% em relação ao mesmo período de 2025. A receita desse mercado chegou a RMB 1,03 trilhão, crescimento de 7,4%. A expansão não está concentrada apenas nas compras feitas por consumidores. Segundo a Administração Estatal de Correios, empresas de entrega também estão ampliando serviços ligados à indústria, às áreas rurais e ao comércio internacional. Em algumas fábricas, por exemplo, as empresas de logística passaram a operar dentro das próprias estruturas de produção. Em Danyang, na província de Jiangsu, um centro de equipamentos médicos instalou uma área logística de 7 mil metros quadrados que processa mais de 8 mil produtos por dia. Segundo os dados divulgados, a integração reduziu os custos de estoque em mais de 70% e encurtou em mais de quatro horas o tempo total de envio. As entregas internacionais também estão entre as frentes de expansão. A rede postal chinesa vem ampliando conexões por diferentes meios de transporte para atender encomendas do comércio eletrônico e operações de empresas voltadas ao exterior. No mercado doméstico, a ampliação dos serviços de entrega em áreas rurais também faz parte dessa estrutura. O setor tem combinado redes postais, transporte de passageiros e distribuição de mercadorias para levar encomendas a localidades fora dos grandes centros urbanos. Fonte: China news

30 de setembro de 2026
China2Brazil
A China manteve a 10ª posição entre as economias mais inovadoras do mundo em 2026 e passou a reunir 25 dos 100 principais polos globais de inovação, o maior número entre os países avaliados. Os dados fazem parte do Índice Global de Inovação, divulgado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI). A posição chama atenção também pelo nível de renda do país. A China é a única economia classificada como de renda média entre as 30 primeiras do ranking. Segundo a OMPI , o país apresenta resultados de inovação acima do que seus recursos disponíveis sugeririam: aparece em 5º lugar nos resultados gerados pela inovação, enquanto ocupa a 22ª posição nos recursos e condições destinados a produzi-los. A China também concentra 25 dos 100 principais polos de inovação do mundo, o maior número entre os países avaliados. Os Estados Unidos aparecem em seguida, com 20. O eixo Shenzhen–Hong Kong–Guangzhou ocupa pelo segundo ano consecutivo a primeira posição global, seguido por Tóquio–Yokohama e San José–São Francisco. Pequim aparece em quarto lugar e Xangai–Suzhou, em sexto. Esses polos são definidos pela OMPI a partir da concentração de inventores, publicações científicas e investimentos de capital de risco. No caso de Shenzhen–Hong Kong–Guangzhou, a região tem peso principalmente na produção de patentes e reúne empresas e universidades envolvidas em pesquisa e desenvolvimento. O crescimento da capacidade de inovação acompanha o aumento dos investimentos em pesquisa. Em 2025, a China destinou RMB 3,926 trilhões a pesquisa e desenvolvimento, alta de 8,1% em relação ao ano anterior. O valor correspondeu a 2,8% do PIB. A produção de propriedade intelectual também cresceu. Até o fim de junho de 2026, a China tinha 2,36 milhões de patentes de invenção classificadas pelo governo como de alto valor, equivalente a 16,8 para cada 10 mil habitantes. Mais de 70% dessas patentes estavam relacionadas a setores considerados estratégicos, como tecnologia da informação de nova geração e novas energias. Fonte: news.cn

30 de setembro de 2026
China2Brazil
Empresas brasileiras que negociam com o exterior terão novas possibilidades para manter recursos em moeda estrangeira no próprio país a partir de 1º de outubro. A mudança pode reduzir a necessidade de conversão entre moedas e facilitar a gestão de pagamentos e recebimentos em operações entre Brasil e China, inclusive em renminbi, segundo especialistas dos setores bancário , empresarial e jurídico. A Resolução nº 575 do Banco Central amplia as categorias autorizadas a manter contas em moeda estrangeira no Brasil. Entram nesse grupo exportadoras de bens, empresas brasileiras com crédito contratado no exterior e companhias sediadas no país com participação direta de investidores estrangeiros, além de determinadas empresas não residentes ligadas a operações de crédito ou investimento no Brasil. Com isso, uma exportadora brasileira poderá manter receitas recebidas em moeda estrangeira sem precisar convertê-las imediatamente para reais. Os recursos dessas contas poderão ser utilizados, entre outras finalidades, para pagamentos no exterior. Caso a empresa queira usar o dinheiro em reais, continuará sendo necessária uma operação de câmbio. Para o presidente do ICBC Brasil, Liu Hongbo, essa possibilidade pode reduzir custos de conversão, dar mais autonomia à gestão do risco cambial e facilitar o uso dos recursos pelas empresas. No comércio com a China, um exportador que receba em renminbi poderá manter a moeda na conta e utilizá-la posteriormente em obrigações denominadas na moeda chinesa. A possibilidade de evitar sucessivas conversões também foi apontada por Danilo Moura, diretor financeiro da Timbro. Muitas operações entre Brasil e China passam por reais, dólares e renminbi. Segundo ele, manter receitas e despesas na mesma moeda pode reduzir a exposição às variações cambiais e os custos associados às conversões. O executivo, porém, avalia que o renminbi deverá atuar ao lado do dólar, e não substituí-lo completamente. As novas contas também podem ter efeito sobre investimentos e financiamentos. Allan Mota, tesoureiro para Brasil e Colômbia da COFCO International, afirmou que manter e movimentar recursos em moeda estrangeira no país pode facilitar a gestão de projetos de longo prazo, como investimentos em armazenagem, logística e processamento. A regra, no entanto, não libera contas em moeda estrangeira para qualquer empresa. A atividade de importação, sozinha, por exemplo, não dá esse direito. No caso de operações relacionadas a crédito externo ou investimento estrangeiro direto, também existem requisitos específicos de registro e vinculação dos recursos. As mudanças foram discutidas nesta terça-feira (29) em webinar promovido pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC) e pelo ICBC Brasil. O encontro tratou dos efeitos das novas regras sobre pagamentos, gestão de recursos em diferentes moedas e das perspectivas para maior utilização do real e do renminbi no comércio e nos investimentos entre os dois países. Fonte: Xinhua

29 de setembro de 2026
China2Brazil
Depois de percorrer três cidades chinesas, visitar empresas de tecnologia, parques científicos, aceleradoras, centros de pesquisa em inteligência artificial, hubs de live commerce e fabricantes de veículos elétricos, voltei com a sensação de que a pergunta mais importante sobre a China hoje não é se ela será uma potência tecnológica. Essa etapa já ficou para trás. A questão agora é entender a velocidade com que o país está transformando tecnologia em infraestrutura econômica . O que mais me chamou atenção não foi uma inovação específica, mas a integração entre todas elas. No Ocidente, ainda costumamos pensar em inteligência artificial, mobilidade, comércio eletrônico, robótica, redes sociais e serviços financeiros como setores diferentes. Na China, eles parecem fazer parte de um único sistema. Essa percepção começou na visita à NIO . À primeira vista, trata-se de uma fabricante de carros elétricos. Na prática, porém, a empresa está construindo um ecossistema. Seu sistema de troca automática de baterias permite substituir uma bateria descarregada em menos de cinco minutos. Mais do que isso, a companhia criou o conceito de "Battery as a Service", no qual 85% dos clientes preferem alugar a bateria em vez de comprá-la. O veículo deixa de ser um produto para se tornar uma plataforma de serviços. A lógica se repete em outras áreas. A NIO possui milhares de estações de troca de baterias, centenas de milhares de pontos de carregamento, investe em chips próprios, desenvolve sistemas de inteligência artificial embarcada e mantém uma comunidade digital com milhões de usuários. Não vende apenas mobilidade. Vende conveniência, relacionamento, serviços e dados. Dias depois, em Hangzhou, encontrei o mesmo padrão em um setor completamente diferente: o live commerce. Em um gigantesco complexo dedicado às transmissões ao vivo, vi algo que parecia misturar shopping center, emissora de televisão, agência de marketing, marketplace e rede social. Influenciadores transmitiam por horas seguidas em estúdios profissionais. Equipes inteiras monitoram métricas, promoções, cupons, produtos e comportamento dos consumidores em tempo real. O mais impressionante não era o tamanho da operação, mas o fato de que o processo de descoberta, influência, recomendação e compra acontecia sem que o consumidor saísse da mesma tela. Enquanto ainda discutimos o futuro do varejo digital, a China já transformou o entretenimento em infraestrutura de vendas. Lá, um influenciador não é apenas um criador de conteúdo. Ele se torna um canal completo de aquisição de clientes. As plataformas não funcionam apenas como redes sociais, mas como sistemas operacionais para o comércio. A mesma lógica apareceu na discussão sobre superapps. O sucesso de plataformas como WeChat, Alipay, Douyin e Kuaishou não veio apenas da tecnologia. Veio a eliminação do atrito. Conversar, pagar, pedir comida, chamar transporte, comprar produtos, contratar serviços ou investir dinheiro acontece dentro do mesmo ecossistema. O smartphone não é mais uma coleção de aplicativos. É uma porta de acesso a uma infraestrutura digital integrada. Foi em Zhongguancun, considerado o berço da inovação tecnológica chinesa, que essa visão ficou ainda mais clara. Muitos observadores gostam de chamar a região de "Vale do Silício chinês". A comparação ajuda, mas talvez seja insuficiente. O que existe ali é um modelo de inovação que conecta universidades, governo, fundos de investimento, incubadoras e empresas privadas em uma mesma estrutura. A TusPark e a TusStar são exemplos dessa filosofia. O objetivo não é apenas financiar startups. É reduzir a distância entre pesquisa acadêmica e transformação econômica. Estudantes podem testar negócios antes mesmo de deixar a universidade. Incubadoras fornecem apoio jurídico, financeiro, operacional e tecnológico. Fundos acompanham a trajetória desde a fase inicial até a abertura de capital. A impressão é que a inovação chinesa não acontece apesar do sistema. Ela acontece porque existe um sistema desenhado para acelerar esse processo.Mas nada representou melhor o momento atual da China do que as visitas ligadas à inteligência artificial e robótica. Se o Ocidente está fascinado pelos modelos de linguagem, os chineses parecem já estar olhando para a próxima etapa. A discussão recorrente não era sobre chatbots. Era sobre robôs. Em diferentes apresentações, ouvi a mesma tese: a IA digital precisa migrar para o mundo físico. O desafio não é apenas fazer uma máquina conversar, mas fazê-la trabalhar. Empresas estão pagando pela captura de movimentos humanos em restaurantes, supermercados, hospitais, fábricas e fazendas para treinar robôs. A matéria-prima da próxima revolução tecnológica não será apenas texto e imagem. Será comportamento humano. A comparação mais interessante feita durante a viagem foi entre robôs e smartphones.Há quinze anos, o smartphone se tornou a principal plataforma para serviços digitais. Agora, muitos acreditam que os robôs poderão desempenhar papel semelhante no mundo físico. Assim como instalamos aplicativos em um telefone, no futuro poderemos instalar habilidades em máquinas capazes de cozinhar, limpar, transportar mercadorias, prestar assistência ou realizar tarefas industriais. Na SenseTime, uma das principais empresas de inteligência artificial do país, as demonstrações reforçaram essa visão. Sistemas de visão computacional fazem inspeções ferroviárias em dias em vez de anos. Soluções de IA ajudam hospitais, bancos, cidades e indústrias. Assistentes digitais ganham autonomia. Humanos digitais realizam atendimentos. Modelos analisam dados, identificam falhas e auxiliam decisões. Enquanto parte do mundo ainda debate os impactos futuros da inteligência artificial, a China está construindo os ecossistemas que poderão definir esse futuro.Talvez essa seja a maior diferença entre quem discute a próxima revolução tecnológica e quem já começou a implementá-la. *Por Vinícius Cordoni, fundador e co-CEO da VCRP

29 de setembro de 2026
China2Brazil
Sete em cada dez usuários de celular na China já utilizam 5G. Até o fim de agosto, o país somava 1,311 bilhão de usuários da tecnologia, o equivalente a 70,9% de toda a base de telefonia móvel. Desde o fim de 2025, a base de usuários 5G aumentou em 107 milhões. No total, as principais operadoras chinesas e a China Broadnet somavam 1,849 bilhão de usuários de telefonia móvel até agosto. A infraestrutura também cresceu. O país chegou a 5,195 milhões de estações-base 5G, 357 mil a mais que no fim do ano passado. Essas estruturas já correspondem a 39,7% de todas as estações-base de telefonia móvel da China. O maior número de conexões também aparece no consumo de internet pelo celular. Entre janeiro e agosto, o tráfego de dados móveis chegou a 297,1 bilhões de GB, alta de 17,3% na comparação anual. Em agosto, cada usuário de internet móvel consumiu, em média, 23,45 GB de dados no mês, crescimento de 12,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. A China tinha 1,638 bilhão de usuários de internet móvel no fim do período. A expansão também alcança a internet fixa. O número de usuários de banda larga chegou a 704 milhões, dos quais 263 milhões já tinham conexões de 1 Gbps ou mais. Esse grupo cresceu em 24,27 milhões desde o fim de 2025 e passou a representar 37,3% das conexões fixas. Enquanto o uso de dados aumenta, serviços tradicionais continuam perdendo espaço. Nos primeiros oito meses do ano, o tempo de chamadas por celular caiu 6,7%, e o volume de mensagens SMS recuou 9,8% na comparação anual. Fonte: China News

29 de setembro de 2026
China2Brazil
A China ultrapassou 700 milhões de usuários de inteligência artificial generativa no primeiro semestre de 2026, segundo estimativa divulgada nesta terça-feira (29) pelo Centro de Informação da Rede de Internet da China (CNNIC). A taxa de penetração da tecnologia já supera 50%. Os números fazem parte do Relatório sobre o Desenvolvimento das Aplicações de Inteligência Artificial Generativa de 2026, apresentado durante a 7ª Conferência da China sobre Recursos Básicos da Internet. O levantamento indica que as ferramentas de IA generativa estão sendo utilizadas em um número maior de atividades, embora o material divulgado não detalhe quais aplicações concentram a maior parcela dos usuários. O interesse por tecnologias inteligentes também aparece nas compras online. Nos seis meses anteriores à pesquisa, 38,7% dos internautas chineses compraram algum tipo de equipamento inteligente pela internet. Entre os produtos citados estão principalmente dispositivos vestíveis e eletrônicos digitais, apontados pelo relatório como algumas das principais formas de contato dos consumidores chineses com equipamentos inteligentes. O relatório também aponta maior presença da inteligência artificial na digitalização de diferentes setores da economia chinesa, além do desenvolvimento de tecnologias de IA no próprio país. Fonte: people.com.cn

29 de setembro de 2026
China2Brazil
A China destinou mais de RMB 3,92 trilhões a pesquisa e desenvolvimento em 2025, valor equivalente a 2,8% do PIB. O investimento acompanha uma estrutura científica que, segundo o Ministério da Ciência e Tecnologia, reúne o maior número de profissionais de pesquisa e desenvolvimento do mundo. O ministro da Ciência e Tecnologia, Yin Hejun, afirmou nesta terça-feira (29) que o país também possui o maior sistema educacional do mundo em escala e recursos humanos distribuídos pela mais ampla variedade de áreas acadêmicas. Para o governo chinês, essa estrutura sustenta a formação de profissionais e a expansão da capacidade científica e tecnológica do país. A formação de novos pesquisadores aparece entre os indicadores apresentados pelo ministério. Mais de 60% dos estudantes que concluem anualmente a pós-graduação na China vêm das áreas de ciências, engenharia, agricultura e medicina. O país também direciona programas de formação para campos considerados prioritários, como inteligência artificial. A aproximação entre universidades e empresas também faz parte desse processo. Mais de 60 instituições de ensino superior e 100 empresas já participaram conjuntamente da formação de mais de 20 mil estudantes de mestrado e doutorado em engenharia, segundo os dados apresentados na coletiva. Entre 2021 e 2025, período do 14º Plano Quinquenal, o Programa Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento apoiou mais de 700 mil participações em projetos, enquanto a Fundação Nacional de Ciências Naturais apoiou mais de 500 mil. O volume de trabalho de profissionais de pesquisa e desenvolvimento em universidades, institutos e empresas foi estimado em mais de 8 milhões de pessoas-ano no período. Essa medida representa o trabalho acumulado ao longo do tempo e não corresponde a 8 milhões de pesquisadores individuais. O investimento em ciência também aumentou. Além dos mais de RMB 3,92 trilhões destinados a P&D em 2025, o percentual equivalente a 2,8% do PIB superou pela primeira vez, segundo o ministério, a média dos países integrantes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Dados divulgados anteriormente pelo governo indicam ainda que o número de profissionais de P&D em equivalência de tempo integral chegou a 7,95 milhões de pessoas-ano em 2025, mantendo a China na primeira posição mundial por 13 anos consecutivos. Para o período de 2026 a 2030, o Ministério da Ciência e Tecnologia prevê novas frentes de pesquisa em inteligência artificial, computação quântica, biotecnologia e interfaces cérebro-computador. O planejamento também inclui áreas como circuitos integrados, equipamentos industriais avançados, energia, materiais e pesquisa básica, além de maior apoio à formação de jovens pesquisadores. Fonte: people.com.cn