Tecnologia

Pesquisadores chineses criam chip que usa luz para processar dados em alta velocidade

Chip que usa luz

Pesquisadores da Universidade de Lanzhou, na China, desenvolveram um chip óptico capaz de usar luz para realizar diferentes operações lógicas e matemáticas em alta velocidade. O dispositivo pode mudar de função sem precisar ter sua estrutura física redesenhada e alcançou velocidade de 20 Gbit/s nos testes, segundo estudo publicado na revista científica Nature Communications.

O trabalho foi liderado pelo professor Tian Yonghui, da Faculdade de Ciências Físicas e Tecnologia da universidade. A proposta é usar sinais ópticos para executar parte do processamento de dados, uma alternativa estudada para aplicações que exigem alta velocidade, baixa latência e menor consumo de energia.

A computação óptica utiliza luz para transmitir e processar informações. A tecnologia é pesquisada como uma possível forma de contornar limitações dos circuitos eletrônicos tradicionais, como o aumento do consumo de energia e os gargalos na transmissão de grandes volumes de dados.

Para desenvolver o chip, a equipe utilizou uma plataforma de fotônica de silício e microrressonadores, pequenos componentes capazes de controlar sinais de luz dentro do circuito.

Com essa arquitetura, o chip conseguiu executar operações lógicas como NOT, AND, OR, XOR e XNOR. O mesmo dispositivo também foi configurado para funcionar como somador de 2 bits, subtrator e comparador numérico, sem alterações na estrutura do hardware.

Nos testes, o sistema realizou operações a 20 Gbit/s. A densidade de computação chegou a 528 Gbit/s², enquanto a eficiência energética foi de 12,36 femtojoules por bit.

Os pesquisadores também testaram a tecnologia em tarefas de criptografia e descriptografia de dados, inserção de marcas d’água em imagens médicas e aprimoramento de diferenças entre imagens.

Segundo Tian Yonghui, a arquitetura pode servir de base para o desenvolvimento de chips fotônicos voltados ao processamento de informações em alta velocidade e a sistemas de computação inteligente integrados ao próprio dispositivo.

Fonte: stdaily.com