A China vai selecionar, pela primeira vez, empresas consideradas líderes em eficiência de carbono em cinco setores industriais de alto consumo de energia. O programa, anunciado pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação (MIIT) e outros dois órgãos do governo, faz parte das medidas para reduzir as emissões da indústria e introduzir critérios de carbono na avaliação do desempenho das empresas.
A primeira seleção abrangerá os setores de alumínio eletrolítico, clínquer de cimento, amônia sintética, etileno e metanol. Eficiência de carbono, de forma simplificada, mede quanto uma atividade econômica consegue produzir em relação à quantidade de carbono emitida.
A medida acrescenta esse critério ao programa que a China já mantém para identificar empresas com melhor desempenho em eficiência energética. Nesse caso, o governo também decidiu incluir novos segmentos, como ácido sulfúrico industrial, ácido acético glacial, formaldeído, estireno e silício monocristalino. Com as inclusões, o programa de eficiência energética passa a abranger 43 segmentos industriais.
Para participar da seleção, as empresas terão de cumprir requisitos relacionados ao uso de energia e aos processos produtivos. Entre as exigências, a participação da eletricidade proveniente de fontes renováveis no consumo da companhia deverá atingir, no mínimo, a meta estabelecida para cada região em 2025, além das regras específicas aplicadas aos setores de maior consumo energético.
As candidatas também deverão estar de acordo com a política industrial chinesa. Empresas que utilizem processos, equipamentos ou produtos proibidos pelo governo ou incluídos em listas oficiais de restrição e eliminação não poderão participar.
A criação da categoria de eficiência de carbono ocorre enquanto a China altera gradualmente a forma de controlar o impacto ambiental de sua indústria. Segundo Chen Daji, vice-presidente da Academia Chinesa de Padronização em Tecnologia Eletrônica, o país passa de um sistema centrado principalmente no controle do consumo de energia para outro que também considera diretamente as emissões de carbono.
A seleção das empresas funciona, portanto, como uma referência para identificar operações industriais que atendam aos critérios definidos pelo governo e para orientar projetos de economia de energia e redução de emissões nos setores contemplados.
O programa de eficiência energética já teve oito listas divulgadas. Até agora, 224 empresas de 35 segmentos industriais foram reconhecidas pelo governo chinês. A edição de 2026 acrescentará novos setores à avaliação energética e inaugurará a classificação específica por eficiência de carbono.
Fonte: news.cn

