A capacidade instalada de geração de energia da China atingiu 4,01 bilhões de quilowatts no fim de maio de 2026, segundo dados da Administração Nacional de Energia divulgados no dia 25. O volume representa alta de 11% em relação ao ano anterior e supera a soma da capacidade de Estados Unidos, União Europeia, Índia, Japão e Rússia.
O avanço mantém o país na liderança global do setor e ocorre em meio à expansão acelerada das fontes não fósseis. Essas fontes já representam 62,2% da capacidade instalada chinesa, enquanto a participação da energia a carvão recuou de 61,2% em 2010 para 31,7% em maio de 2026. As renováveis passaram de 23,6% para 60,5% no mesmo período.
A mudança na matriz energética também se reflete no ritmo de expansão do sistema elétrico. A China levou cerca de oito anos para passar de 1 para 2 bilhões de quilowatts, cinco anos para chegar a 3 bilhões e pouco mais de dois anos para alcançar 4 bilhões.
Segundo o Conselho de Eletricidade da China, o avanço resulta da combinação entre políticas públicas, redução de custos tecnológicos e consolidação da cadeia industrial. Desde 2020, medidas voltadas à transição energética ampliaram a integração de projetos renováveis à rede elétrica.
No campo tecnológico, o custo dos módulos fotovoltaicos caiu mais de 90% na última década, enquanto a energia eólica terrestre se tornou competitiva em relação ao carvão. Já na indústria, o país concentra grande parte da produção global de equipamentos de energia solar e eólica.
A infraestrutura de transmissão também acompanha a expansão. A China já concluiu 46 projetos de ultra-alta tensão, tecnologia usada para levar energia de regiões produtoras no oeste até centros consumidores no leste e no centro do país.
Fonte: finance.people

