A China planeja lançar, por volta de 2028, a missão Tianwen-3 para coletar amostras de Marte e trazê-las à Terra até 2031. O projeto inclui o envio de instrumentos voltados à análise da atmosfera, da superfície marciana e à busca por indícios de vida, segundo anúncio feito em 24 de abril durante o 11º Dia do Espaço da China.
Além do cronograma, a Administração Espacial Nacional da China (CNSA) divulgou os projetos internacionais que irão integrar a missão. Ao todo, cinco propostas foram selecionadas entre 28 submetidas desde abril de 2025, com base em critérios como relevância científica, contribuição operacional e viabilidade técnica.
O orbitador da missão levará três instrumentos. Entre eles, está o espectrômetro PEX de Marte, liderado pelo Comitê de Pesquisa Espacial (COSPAR), que será usado para analisar a composição mineral da superfície e identificar possíveis sinais de vida. Também integra a carga um analisador de íons moleculares, desenvolvido sob liderança da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau, com foco no estudo do escape da atmosfera marciana. Outro equipamento é o espectrômetro de heteródino a laser, da Universidade Chinesa de Hong Kong, que irá medir a distribuição de isótopos de água e os padrões de vento no planeta.
O módulo de serviço transportará um imageador hiperespectral, liderado pela Universidade de Hong Kong, que permitirá mapear minerais hidratados e outros recursos na superfície de Marte.
Já o módulo de pouso levará um conjunto de retrorrefletores a laser, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Física Nuclear da Itália, que será usado para estabelecer pontos de referência na superfície marciana e apoiar medições de alta precisão.
A Tianwen-3 integra o programa chinês de exploração espacial e marca a etapa voltada ao retorno de amostras de Marte, considerada uma das operações mais complexas da exploração espacial atual.
Fonte: gmw

