A China apresentou seu 15º Plano Quinquenal (2026–2030) durante a sessão legislativa anual encerrada em 12 de março. O plano define prioridades para inovação tecnológica, expansão da demanda interna, transição energética e abertura econômica. Ao mesmo tempo, o governo chinês afirma que a estratégia busca ampliar a cooperação internacional e oferecer previsibilidade à economia global em um cenário marcado por tensões comerciais e interrupções nas cadeias de suprimentos.
O plano estabelece metas para sustentar o crescimento econômico e avançar no processo de modernização do país até 2035. Para isso, o governo prioriza o chamado desenvolvimento de alta qualidade, com foco em inovação, sustentabilidade e fortalecimento do consumo interno como principal motor da economia.
Além disso, o documento reforça investimentos em setores tecnológicos considerados estratégicos. Entre eles estão inteligência artificial, computação quântica, e manufatura avançada. Segundo o plano, essas áreas devem ampliar a demanda por talentos, tecnologia e cooperação internacional, o que abre espaço para parcerias entre empresas, universidades e centros de pesquisa estrangeiros.
O plano também inclui metas ambientais. O governo reafirma o compromisso de atingir o pico de emissões de carbono e avançar rumo à neutralidade climática nas próximas décadas. Para isso, a estratégia prevê expansão de energias renováveis, estímulo à economia circular e investimentos em infraestrutura verde. Esse movimento pode ampliar oportunidades de cooperação internacional em tecnologias energéticas e projetos de descarbonização.
Outro eixo do plano é o fortalecimento do mercado interno. Em 2025, o consumo final respondeu por 52% do crescimento econômico da China, cinco pontos percentuais acima do ano anterior. A ampliação da renda e da demanda doméstica faz parte da estratégia para reduzir a dependência das exportações e tornar a economia menos vulnerável a oscilações no comércio global.
O governo afirma que pretende ampliar a abertura econômica. O plano prevê maior liberalização do comércio e dos investimentos, além da expansão das zonas piloto de livre comércio. As autoridades também indicam medidas para melhorar o ambiente de negócios, com maior proteção à propriedade intelectual e regras de concorrência mais claras para empresas estrangeiras.
No campo internacional, o documento reafirma a continuidade de iniciativas de cooperação, como a Iniciativa Cinturão e Rota, voltada para projetos de infraestrutura, conectividade e desenvolvimento sustentável em diversos países.
Outra medida anunciada foi a adoção da Lei sobre Planejamento Nacional de Desenvolvimento, que estabelece regras para a formulação e execução dos planos quinquenais. A legislação busca aumentar a previsibilidade das políticas econômicas e reforçar a governança de longo prazo.
Fonte: news.cn

