26 de outubro de 2023
As importações de pneus do Brasil aumentaram 28% nos nove primeiros meses de 2023, chegando a US$1,4 bilhão, em comparação com o mesmo período do ano anterior. De acordo com os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior e mapeados pela Vixtra, fintech de comércio exterior, a China é um dos principais países exportadores de pneus para o Brasil, com 38% de participação, e um volume de US$141 milhões. O Vietnã ficou logo atrás da China, exportando um volume de US$95 milhões nos nove primeiros meses de 2023 em comparação ao mesmo período de 2022, representando 14%. Em seguida veio a Índia (9%), os Estados Unidos (7%) e a Malásia (6%). Ainda de acordo com o levantamento, o aumento foi impulsionado principalmente pela alta na demanda, que teve um crescimento de 36% no volume de pneus importados em peso, totalizando um aumento de 116 mil toneladas em relação ao mesmo período de 2022, chegando a um patamar de 443 mil toneladas. Aliado à forte demanda, uma ligeira queda de 5,7% nos preços pode ter contribuído com o resultado. “Após uma retração em 2020 por causa da pandemia, o Brasil vem registrando um crescimento contínuo desde 2021, quando, dentre outras ações, o governo decidiu reduzir a alíquota de importação dessa classe de produtos”, explica Leonardo Baltieri, co-CEO da Vixtra. “Apesar do cenário ainda incerto e desafiador, a reabertura das economias globais , mesmo que de forma gradual, contribuiu para que tivéssemos um aumento na demanda”, prossegue. No início do ano, o Comitê Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex) decidiu fixar uma tarifa de 16% para a importação de pneus de carga, revogando uma norma anterior que havia zerado a tarifa para a importação de cinco modelos do item. A despeito disso, a forte demanda impulsionou o crescimento nos meses posteriores. Imagem principal: Fxquadro/ Adobe Stock
10 de março de 2022
Especialistas da Consultoria China Gate e da fintech de comércio exterior Vixtra contam os primeiros passos para importar da China com segurança A China é o principal e maior parceiro comercial do Brasil, sendo responsável pela maioria dos produtos que chegam no país. Com um aumento de quase 27% das importações, os acordos entre os países atingiram a marca de US$ 47,6 bilhões em 2021, de acordo com dados do governo federal. “Mesmo sendo uma relação já consolidada, não é uma das tarefas mais fáceis encontrar um fornecedor de confiança”, revela Caio Gelfi, diretor comercial da Vixtra , fintech brasileira de comércio exterior. Para Rodrigo Giraldelli, da consultora de importação China Gate , PMEs que querem comprar na China devem se organizar, pesquisar e negociar. “É totalmente possível importar da China com legalidade, segurança e com boa margem de lucro”, diz Giraldelli, que há 21 anos ajuda empresários a importar do país asiático. Confira as dicas dos especialistas: Como saber qual produto importar O primeiro ponto é simples: importe um produto que você sabe vender ou que conhece bem o ramo. Não adianta ter capital para importar um produto que aparentemente dá retorno, se você não tem conhecimento sobre o melhor canal de vendas, se não sabe fazer marketing para aquela mercadoria, ou se não tem clientes específicos prontos para comprar de você. Não escolha um produto só porque está aparentemente em alta. Busca de fornecedor A China já superou a fama de produtos de baixa qualidade, tendo em vista que os equipamentos de telecomunicações, incluindo peças e acessórios, são os mais enviados para o Brasil. Sites como Alibaba e Rakumart são os mais comuns para a busca de fornecedores e oferecem uma grande variedade de produtos e fabricantes. É necessário investir tempo pesquisando. Ou você faz isso por conta própria, ou contrata uma assessoria para fazer uma busca por você. Como saber se o fornecedor é confiável Mas, como saber se a fábrica existe de verdade na China, se os fornecedores vão entregar o produto? “Para isso, é preciso contratar um serviço de inspeção de fábrica em território chinês, que vai até o local verificar se a fábrica existe, se o local produz a mercadoria, além de checar os documentos da empresa”, explica Rodrigo Giraldelli. Há empresas especializadas nesse tipo de serviço e que podem entregar um relatório com todos os dados sobre o fornecedor em até 48 horas. “O grande gargalo é encontrar informações sobre o fornecedor que passem confiança ao importador, como, por exemplo, saber se o mesmo é bloqueado em outros países ou se cumpre com as regras de compliance internacional”, complementa Caio Gelfi. Tenha um processo de importação organizado Apesar do avanço da tecnologia, muitos importadores brasileiros ainda utilizam planilhas para fazer o controle e acompanhamento do processo de importação. “A falta de visibilidade dos processos e necessidade de consolidação das informações dos diversos players envolvidos em um processo de comércio exterior geram retrabalho e gargalos na cadeia de fornecimento”, diz Gelfi. Por isso, ter um processo de importação organizado é importante para evitar dores de cabeça depois que o produto já está em trânsito. Faça a cotação dos produtos e simulação de custos Para fazer a cotação dos produtos e simulação de custos, você terá que entrar em contato com o fornecedor através do chat ou e-mail que aparecem no site Alibaba. Muitas vezes, o preço que aparece no site não é o real e funciona apenas para chamar a atenção. Ao entrar em contato com a empresa que está anunciando, especifique o tamanho do seu pedido e dê informações sobre o produto, se necessário. O preço unitário pode reduzir ou aumentar dependendo do tamanho do pedido. “Sempre siga a planilha de custos, levando em conta o capital total que você tem para investir na importação e analise se vale a pena ou não importar”, disse Giraldelli. “Se o custo for 30% menor do que se comprado no Brasil, já é considerado vantajoso. O cenário ideal é se o custo do produto for 50% mais barato”, diz. Tenha a documentação necessária para importar Para importar da China, é necessário ter um CNPJ ativo (de qualquer natureza) e ser habilitado no Radar Siscomex. Essa é uma obrigatoriedade para quem quer atuar no comércio exterior. O Siscomex é o sistema onde o despachante aduaneiro irá registrar a Declaração de Importação (DI) assim que os produtos entrarem no Brasil. O Radar é um mecanismo utilizado pela Receita Federal para analisar a capacidade operacional e financeira da empresa importadora. Você pode habilitar o radar siscomex por conta própria, acessando o Portal Único do Siscomex. Capital para investir na importação Muitos fornecedores chineses priorizam o fechamento das negociações em dólares por ser a moeda mais valorizada no mercado. Não é por acaso que as principais dificuldades que os importadores enfrentam é o capital de giro e o próprio financiamento da mercadoria. "Para isso, é importante ter acesso a outros serviços financeiros, como de hedge , seguro e câmbio, para o cliente se proteger de flutuações de moedas", explica Gelfi. Além de fechar acordos em dólares, outra prática bastante recorrente é o pagamento adiantado antes mesmo do produto chegar ao país. “Algumas cadeias produtivas, os fornecedores solicitarem o pagamento antecipado em até 180 dias, gerando uma necessidade de caixa ainda maior”, finaliza Gelfi.
28 de janeiro de 2022
As instabilidades ocasionadas pela pandemia, como a alta do frete internacional, disparada do dólar e atrasos na logística marítima, colocaram diversos desafios para o comércio exterior nos últimos dois anos. Porém, longe de fazer vista grossa para os gargalos e problemas, os dados mostram que o Brasil seguiu batendo recordes em número de importadores e exportadores e em volume transacionado. De acordo com o Ministério da Economia, entre 2020 e 2021, houve um crescimento de quase 8% em empresas exportadoras (28.754 em 2020, ante 30.967 em 2021) e de quase 10,5% de importadoras (45.513 em 2020, ante 50.313 em 2021). Outros dados da Balança Comercial comparando o mesmo período mostram que o volume de exportações subiu quase 35% (R$209.1 bilhões e R$280.6 bilhões, respectivamente). Já o volume de importações cresceu quase 28% de 2020 para 2021 (R$158.7 bilhões e R$219.4 bilhões, respectivamente). Por causa desse aumento de demanda e movimentação no mercado, há algumas empresas dedicadas a auxiliar principalmente as pequenas e médias importadoras em suas operações, como é o caso da China Gate, Vixtra e a Logcomex, que ajudam de formas diferentes com as suas soluções de consultoria, capital de giro e big data, respectivamente. No Dia do Comércio Exterior, celebrado anualmente em 28 de janeiro, os CEOs dessas companhias comentaram sobre quais são os principais desafios que as importadoras enfrentam com base na experiência de seus clientes. China Gate - Consultoria Para empresas envolvidas diretamente no comércio internacional, importar continua sendo uma alternativa viável para varejistas brasileiros. “A China oferece a vantagem de custos mais baixos, de poder negociar preço diretamente com os fabricantes, além de personalizar a própria marca e produto”, disse Rodrigo Giraldelli, CEO da China Gate, consultoria de importação que auxilia empresários a comprar na China para revender no Brasil há 21 anos. Giraldelli reitera que a China é a principal e, em muitos casos, a única fornecedora de produtos e insumos para o Brasil. “Não comprar dos chineses, independentemente do preço, significará deixar de vender o produto no mercado brasileiro”, afirma. Vixtra - Capital de giro A falta de crédito é outro desafio recorrente enfrentado pelas pequenas e médias importadoras, que costumam ser cobradas com antecedência nas operações. Neste sentido, a Vixtra, fintech de comércio exterior que atua como um meio de pagamento internacional, já tem sido procurada para ajudá-las com a questão de capital de giro. "Em algumas cadeias produtivas, os importadores no Brasil e na América Latina estão antecipando os pagamentos em 180 dias, pois os fornecedores também estão encontrando dificuldades para obter todos os insumos para produzir o material”, comenta Leonardo Baltieri, um dos CEOs da empresa. Com a solução da fintech, que espera crescer dez vezes mais ao longo do ano, os fornecedores conseguem aliviar a necessidade de caixa e pagar em reais (R$) somente quando o produto é nacionalizado. Logcomex - Big Data Outra área crucial do comércio exterior é a de levantamento de dados que divulgam a quantidade, valor e quais insumos são importados e exportados do país. Presente no mercado há 6 anos, a Logcomex, startup que revolucionou o comércio exterior com automação e big data, possui em sua plataforma produtos que auxiliam as empresas do segmento sobre o mercado. “Com o Logcomex Search, o importador consegue agregar inteligência na tomada de decisão. A plataforma oferece informações dos mais diversos produtos, incluindo provável importador, valor importado, país de origem e principais encargos. Com ele, é possível achar fornecedores alternativos e calcular o market-share da empresa”, explica Helmuth Hofstatter, CEO da Logcomex. Sobre a Vixtra A Vixtra é uma fintech de comércio exterior e atua como um meio de pagamento internacional na relação entre importador e fornecedor, com o objetivo de conceder limite de crédito para médias empresas importarem produtos do exterior. Fundada em julho de 2021 por Caio Gelfi, Guilherme Rosenthal e Leonardo Baltieri, os administradores criaram uma forma de pagamento e financiamento em reais (R$), com menor risco cambial, menos burocrática e mais segura, cujo importador terá capital de giro, confiança e dados em relação ao exportador, outros serviços financeiros (seguros, hedge e câmbio) e controle e visibilidade do processo de importação. A companhia recebeu um aporte de R$ 35 milhões, um dos maiores valores para uma startup em estágio inicial, pelos sócios da Sertrading e mais dois investidores (Mauro Negrete e Gustavo Jobim). Sobre a Logcomex Fundada em 2016, pelos empreendedores Helmuth Hofstatter Filho e Carlos Souza, a Logcomex é uma startup que se propõe a organizar as informações do comércio global para transformar a maneira que as empresas fazem negócios. Oferecendo produtos de automação e Big Data para todos os elos do comércio exterior, a Logcomex atua em duas frentes: inteligência comercial (informações do mercado) e automação de tarefas (com organização e centralização de informações do cliente). Sobre a China Gate A China Gate é uma empresa de educação e consultoria focada em importação empresarial da China para o Brasil, presente no mercado há 20 anos. Com sede em Maringá (PR) e escritórios na China, auxilia empresários de pequeno e médio porte, de diversos ramos, a fazer busca por produtos e fornecedores no mercado chinês. Também presta assessoria de cálculo de custos, negociação e compra, inspeção, desembaraço aduaneiro, e acompanhamento em viagens de negócios à China. Além disso, ensina empreendedores a importar do país asiático através de cursos online e lives diárias em suas redes sociais.