11 de março de 2026
O Relatório de Trabalho do Governo da China de 2026 classificou pela primeira vez a indústria aeroespacial como “setor emergente de pilar nacional”. O documento, apresentado nas sessões legislativas anuais em Pequim, também destaca a meta de acelerar o desenvolvimento da internet via satélite como parte da estratégia de inovação tecnológica e crescimento econômico. Com a nova classificação, o governo eleva o setor aeroespacial de “indústria estratégica emergente” para “ setor pilar da economia ”. A medida indica que o programa espacial deverá atuar como motor de desenvolvimento, assim como ocorreu com os trens de alta velocidade e a tecnologia 5G . A estratégia inclui três frentes principais: exploração lunar tripulada, expansão da internet via satélite e desenvolvimento de foguetes reutilizáveis. Missão tripulada à Lua A China planeja realizar o primeiro pouso tripulado na Lua antes de 2030. A missão prevê experimentos científicos e testes tecnológicos na superfície lunar, além da consolidação da capacidade chinesa de exploração espacial tripulada. No longo prazo, o país considera a Lua uma plataforma para missões ao espaço profundo. Para isso, a China desenvolve o foguete Longa Marcha 10, a nave tripulada Mengzhou e o módulo lunar Lanyue, que já passaram por testes técnicos. Paralelamente, o país amplia a infraestrutura do Centro Espacial de Wenchang, na província de Hainan. Internet via satélite Outra prioridade é a construção de uma constelação de satélites em órbita baixa da Terra para oferecer internet global. Projetos como GW Constellation e Spacesail Constellation entraram na fase de implantação da rede. A infraestrutura permitirá conexão direta por satélite em regiões remotas ou no mar. O sistema também poderá manter comunicações durante desastres naturais, quando redes terrestres ficam fora de operação, além de ampliar a precisão de serviços de navegação. Foguetes reutilizáveis O plano também busca reduzir o custo de lançamentos espaciais por meio de foguetes reutilizáveis. Antes das chamadas “Duas Sessões”, o foguete Longa Marcha 10 realizou um voo de verificação de baixa altitude. Durante o teste, o primeiro estágio retornou e executou um pouso controlado no mar, um avanço na tecnologia de recuperação de foguetes. Ao mesmo tempo, empresas chinesas do setor aeroespacial comercial iniciaram pré-venda de passagens para voos suborbitais, sinalizando a abertura gradual do mercado espacial ao turismo. Com a nova classificação como setor pilar da economia, o governo chinês pretende ampliar o papel da indústria aeroespacial tanto na pesquisa científica quanto em aplicações comerciais. Fonte: CCTV News
14 de dezembro de 2023
Em uma decisão que reverberou pelo mundo da tecnologia, um tribunal em Chongqing, na China, tornou-se pioneiro ao determinar um teto para as taxas de royalties que fabricantes de smartphones devem pagar pelo uso de tecnologias patenteadas de quinta geração (5G). A decisão surgiu como desdobramento de uma ação movida pela Oppo Mobile Telecommunications contra a gigante finlandesa Nokia, que mantinha uma taxa de 6,82%. O tribunal estabeleceu uma taxa de royalties considerada justa, razoável e não discriminatória para patentes essenciais de 5G na China, oscilando entre 4,341% e 5,273%. Em termos práticos, para um smartphone 5G com preço de US$ 200, o fabricante não ultrapassará o montante de US$ 10,55 em royalties 5G. Essa medida não apenas promete impulsionar os lucros das empresas envolvidas, mas também acelerar o desenvolvimento da Internet das Coisas. A Oppo Mobile Telecommunications anunciou seu comprometimento total com a decisão do tribunal, manifestando a intenção de resolver ativamente a disputa sobre a taxa de licenciamento com a Nokia. A empresa com sede em Dongguan informou que recebeu um aviso prévio na semana passada, indicando uma postura de cooperação em meio ao novo cenário regulatório. Em contrapartida, a Nokia ressalta que o impacto da decisão está circunscrito à jurisdição chinesa, representando apenas uma perspectiva. Argumenta que tribunais fora da China já validaram a violação de compromissos pela Oppo como usuária da tecnologia Nokia em padrões abertos. A Nokia sustenta ter feito ofertas justas à Oppo, enquanto a resposta desta tem sido desigual, resultando em atrasos no desfecho da disputa. O embate legal entre as duas gigantes teve início em julho de 2021, quando ambas não conseguiram concordar com novas taxas de licenciamento FRAND (justas, razoáveis e não discriminatórias) para as patentes 5G da Nokia. A disputa estendeu-se por mais de 10 países, incluindo o Reino Unido, Holanda, França, Suécia e Finlândia, com resultados diversos. Para além da determinação de limites para os royalties de 5G, o tribunal de Chongqing também estabeleceu taxas de licenciamento aceitáveis para pacotes de patentes da Nokia relacionadas às comunicações sem fio de segunda a quinta geração em várias regiões. A taxa na primeira zona global é de US$ 1,151 por telefone 5G, enquanto na segunda zona (que inclui a China) e na terceira zona é de US$ 70,7. No caso de telefones 4G, a taxa é limitada a US$ 77,7 por aparelho na primeira zona, enquanto na segunda e terceira zonas é de US$ 47,7. Fonte: Kejixun
2 de março de 2021
Em 01 de março, o relatório "Reinventing the 5G Legend: Unlocking Business Model Innovation" (não está disponível a versão inglês do relatório, traduzido literalmente) da Ernst & Young (EY, pertencente das quatro maiores empresas contábeis) publicado em Pequim estimou que a cadeia industrial 5G da China e os investimentos de aplicação em variadas indústrias atingirão 3,5 trilhões de yuans até 2025 e os investimento em redes 5G chegará a 1,2 trilhão de yuans até 2025. A EY espera que quatro tipos principais de modelos de negócios surjam nos próximos anos no espaço de aplicação empresarial de 5G: construtores da ecologia, disruptores de produto, especialização em inserção do mercado e extensão do valor. Construtores da ecologia: provavelmente 5G irá impulsionar uma nova onda de desenvolvimento das aplicações e dispositivos, gerando demandas como plataformas no modelo multi-tenant e Pay-As-You-Go (pré-pago). Disruptores de produto: o desenvolvimento da tecnologia 5G oferece uma oportunidade única para algumas empresas que trabalham na inovação do produto, aproveitando as características funcionais do 5G, tais como baixa latência e qualidade de serviço garantida, pode-se criar cenários de aplicação que mudarão a vida das pessoas, assim como o surgimento dos smartphones com tela sensível ao toque da última década. Especialização em inserção do mercado: o relatório argumenta que algumas empresas podem assumir o papel de especialistas para fornecer serviços exclusivos a segmentos específicos de sua indústria, ajudando-as a se juntar rapidamente à onda de desenvolvimento 5G. Extensão do valor: as empresas podem usar a tecnologia 5G para agregar valor a seus produtos ou serviços existentes. Por exemplo, fornecer manutenção remota na pós-venda de produtos IoT, realizar manutenção preditiva com as funções de 5G. Algumas empresas também podem aproveitar 5G para realizar atualizações remotas de produtos via software sem ter que substituir os produtos. (Fonte: 21st Century Business Herald; Evento de lançamento do Relatório "Reinventing the 5G Legend: Unlocking Business Model Innovation") No futuro, a construção de múltiplas parcerias com diferentes segmentos do ecossistema será a chave para alcançar o sucesso na era 5G e, no desenvolvimento de novos modelos de negócios, as empresas devem se concentrar na experiência do cliente, resolver problemas do cliente e evitar cair em armadilhas tecnológicas. O relatório acredita que o 5G tem maior impacto nos setores de manufatura, saúde, entretenimento e transporte. Entretanto, ainda não existe um modelo de negócios claro para 5G, e para múltiplos setores verticais. A tecnologia 5G precisa quebrar barreiras com diferentes indústrias e explorar novas possibilidades de negócios com base nas diversas capacidades da tecnologia, o que não será fácil a curto prazo. Fonte: 21st Century Business Herald Imagem principal: Cliff Hang/ Pixabay
29 de janeiro de 2021
De acordo com os dados divulgados pelo “Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação” (MIIT), em 26 de janeiro, a China construiu mais de 600 mil novas estações base 5G e alcançou a cobertura total da rede 5G em todas as cidades acima do nível da prefeitura (prefecture-level city, uma das regiões administrativas da China); o número de conexões nos terminais 5G excedeu 200 milhões. Ao mesmo tempo, anunciou o novo plano para 2021, estabelecendo uma meta de mais 600.000 novas estações base 5G. Em 2021, a competição em cada província no 5G está passando gradualmente da fase de "construção" para a fase de "aplicação". A mídia 21st Century Business Herald (CBH) organizou estatísticas e concluiu que algumas províncias já atingiram um alto nível de construção em infraestrutura para 5G. Relatório de trabalho dos Governos locais Guangdong construiu 87.000 novas estações base 5G em 2020, com o número total de estações excedendo 120.000 unidades; Jiangsu construiu 71.000 estações base 5G durante o período do 13° Plano Quinquenal (2016-2020); Em 2020, Zhejiang construiu um total de 62.600 estações base de 5G; Shanxi construiu no total 18.000 estações base 5G; Yunnan construiu no total 18.500 estações base 5G; Jilin construiu 8.042 novas estações base 5G; Henan construiu 35.000 novas estações base 5G; Hubei construiu 26.000 novas estações base 5G; Guangxi construiu 21.000 estações base 5G; Chongqing construiu 39.000 novas estações base 5G. Planos divulgados pelo governo local para o 5G em 2021 De acordo com o boletim estatístico do Governo Chinês, muitas províncias propuseram planos de construção 5G. Por exemplo, Pequim propôs a construção de 6.000 novas estações base 5G; Jilin propôs em ultrapassar 15.000 estações base 5G; Yunnan propôs chegar a um total de 50.000 estações base 5G; Xangai propôs a construção de 8.000 novas estações base 5G ao ar livre; e Fujian propôs a abertura de 30.000 novas estações base 5G. De acordo com o plano do MIIT para o desenvolvimento de 5G em 2021, o Ministério promoverá modelos de consumo emergentes como 5G+realidade aumentada, 5G+realidade virtual e jogos imersivos, promovendo a integração da 5G na saúde, cuidados com idosos, gestão doméstica e outros serviços do cotidiano, aumentando continuamente a qualidade de vida das pessoas. Além disso, acelerará o uso da tecnologia 5G para transformar as redes das indústrias tradicionais, otimizando processos de produção, criando controle remoto, inspeção de qualidade, logística inteligente e outros, ajudando as empresas a reduzir custos, melhorar a qualidade e eficiência. Fonte: 21st Century Business Herald
12 de novembro de 2020
A China construiu quase 700 mil estações base de 5G, um número que é mais que o dobro do resto do mundo. O número de conexões em terminais 5G na China já ultrapassou 180 milhões. As informações foram passadas po Liu Liehong, vice-ministro da indústria e tecnologia da informação, na noite de 11 de novembro, durante o China Development Forum 2020. Uma boa infraestrutura facilitou a implementação de novas aplicações do 5G, tais como o ensino inteligente remoto de alta definição 5G, ensino imersivo com AR (Realidade Aumentada) e VR (Realidade Virtual), salas de aula holográficas, e muitos outros novos modelos e formatos no campo da educação inteligente durante a pandemia. Steve Mollenkopf, CEO da Qualcomm, uma das pessoas mais influencientes no setor de comunicação, observou que a Qualcomm acredita que a tecnologia 5G trará um impacto profundo e de longo prazo, desde setores automotivos, saúde e educação, até mesmo em áreas que não surgiram ainda, 5G tem um potencial infinito no futuro. Mollenkopf explicou que este ano, as operadoras móveis da China lançaram serviços 5G e implantaram 690.000 estações base, alcançando 160 milhões de conexões no final de julho, um feito impressionante nunca antes alcançado por operadoras em outras regiões do mundo. Ele destacou no fórum que a comercialização do 5G criará diretamente 540.000 empregos na China em 2020, e esse número crescerá para mais de 8 milhões em 2030. Ele também complementou sobre a tecnologia de ondas milimétricas de 5G, que a indústria duvidava da sua aplicação em comunicações móveis, conseguiu, recentemente, um avanço importante. Recentemente, no laboratório MTNEt da Academia de Tecnologia da informação e Comunicação da China, a Qualcomm realizou todos os testes de Radio Frequency e de desempenho das ondas milimétricas 5G na banda de 26GHz. Em apenas um ano desde a implantação das primeiras redes 5G, mais de 95 operadoras no mundo lançaram serviços 5G em mais de 40 países e regiões, e mais de 300 investiram na implantação da estrutura da tecnologia 5G. Estudos mostram que a China deverá ser responsável por 30% da conectividade de rede mundial até 2025. Fonte: 21 caijing