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China reforça setor aeroespacial como pilar econômico e projeta pouso na Lua até 2030

Setor aeroespacial
Imagem: Guo Zhongzheng/ Xinhua

O Relatório de Trabalho do Governo da China de 2026 classificou pela primeira vez a indústria aeroespacial como “setor emergente de pilar nacional”. O documento, apresentado nas sessões legislativas anuais em Pequim, também destaca a meta de acelerar o desenvolvimento da internet via satélite como parte da estratégia de inovação tecnológica e crescimento econômico.

Com a nova classificação, o governo eleva o setor aeroespacial de “indústria estratégica emergente” para “setor pilar da economia”. A medida indica que o programa espacial deverá atuar como motor de desenvolvimento, assim como ocorreu com os trens de alta velocidade e a tecnologia 5G.

A estratégia inclui três frentes principais: exploração lunar tripulada, expansão da internet via satélite e desenvolvimento de foguetes reutilizáveis.

Missão tripulada à Lua

A China planeja realizar o primeiro pouso tripulado na Lua antes de 2030. A missão prevê experimentos científicos e testes tecnológicos na superfície lunar, além da consolidação da capacidade chinesa de exploração espacial tripulada.

No longo prazo, o país considera a Lua uma plataforma para missões ao espaço profundo. Para isso, a China desenvolve o foguete Longa Marcha 10, a nave tripulada Mengzhou e o módulo lunar Lanyue, que já passaram por testes técnicos. Paralelamente, o país amplia a infraestrutura do Centro Espacial de Wenchang, na província de Hainan.

Internet via satélite

Outra prioridade é a construção de uma constelação de satélites em órbita baixa da Terra para oferecer internet global. Projetos como GW Constellation e Spacesail Constellation entraram na fase de implantação da rede.

A infraestrutura permitirá conexão direta por satélite em regiões remotas ou no mar. O sistema também poderá manter comunicações durante desastres naturais, quando redes terrestres ficam fora de operação, além de ampliar a precisão de serviços de navegação.

Foguetes reutilizáveis

O plano também busca reduzir o custo de lançamentos espaciais por meio de foguetes reutilizáveis. Antes das chamadas “Duas Sessões”, o foguete Longa Marcha 10 realizou um voo de verificação de baixa altitude. Durante o teste, o primeiro estágio retornou e executou um pouso controlado no mar, um avanço na tecnologia de recuperação de foguetes.

Ao mesmo tempo, empresas chinesas do setor aeroespacial comercial iniciaram pré-venda de passagens para voos suborbitais, sinalizando a abertura gradual do mercado espacial ao turismo.

Com a nova classificação como setor pilar da economia, o governo chinês pretende ampliar o papel da indústria aeroespacial tanto na pesquisa científica quanto em aplicações comerciais.

Fonte: CCTV News