30 de abril de 2025
A cápsula de retorno da nave tripulada Shenzhou-19 pousou com segurança nesta quarta-feira (30), no local de pouso de Dongfeng, na Região Autônoma da Mongólia Interior, norte da China. A missão foi oficialmente declarada um sucesso pela Agência Espacial Tripulada da China (CMSA). Às 14h02 (horário de Pequim), os três tripulantes — Cai Xuzhe, Song Lingdong e Wang Haoze — deixaram a cápsula de retorno após passarem 183 dias em órbita. Segundo a CMSA, todos estão com boa saúde. A missão estabeleceu um recorde mundial pela maior duração acumulada de atividades extraveiculares (EVAs) e marcou dois feitos inéditos: o comandante Cai Xuzhe tornou-se o astronauta chinês com maior número de EVAs realizadas, e Wang Haoze foi a primeira engenheira de voo do país a integrar a estação espacial Tiangong. Cai realizou cinco EVAs em duas missões, superando todos os colegas chineses nesse tipo de operação. “Ao observar o lindo planeta azul inúmeras vezes no espaço, lembro-me constantemente de que este é o nosso lar compartilhado, um lar que todos devemos proteger”, declarou o astronauta de 48 anos após o pouso. Song Lingdong, primeiro astronauta chinês nascido após os anos 1990 a conduzir uma atividade extraveicular, celebrou os resultados. “Transformamos a dedicação e o trabalho árduo de todos os pesquisadores em conquistas científicas frutíferas. Estamos extremamente orgulhosos disso”, afirmou. Wang Haoze, que fez história ao se tornar a primeira engenheira espacial chinesa na estação Tiangong, comemorou o retorno. “É maravilhoso estar em casa, sentir a terra firme sob meus pés novamente. Agora estou confiante para assumir desafios ainda maiores”, disse. A Shenzhou-19 foi lançada em outubro de 2024 . A nave desacoplou-se da estação espacial às 4h e iniciou o procedimento de retorno rápido, de acordo com o especialista Mao Yongjun, do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan. Às 12h17, o Centro de Controle Aeroespacial de Pequim enviou o comando de reentrada. A cápsula orbital se separou da cápsula de retorno, que, após a queima do motor de frenagem e separação da cápsula de propulsão, pousou às 13h08. Chineses realizam experimentos pioneiros na estação espacial Tiangong Durante os 183 dias em órbita, a tripulação da missão Shenzhou-19 realizou uma série de experimentos científicos inéditos a bordo da estação espacial Tiangong, consolidando avanços relevantes em diversas áreas do conhecimento. Pela primeira vez no mundo, astronautas conseguiram preparar condensados de Bose-Einstein espinor em órbita usando uma armadilha totalmente óptica — um feito inédito, segundo o porta-voz da CMSA, Lin Xiqiang. A missão também estabeleceu a primeira plataforma de rede óptica espacial para simulações quânticas, com átomos resfriados a temperaturas de dezenas de picokelvins — patamar de liderança internacional, de acordo com especialistas. Outro marco foi a criação bem-sucedida de três gerações de moscas-das-frutas no espaço. Mais de quatro terabytes de dados foram registrados, documentando seu crescimento, padrões de sono, atividade locomotora e comportamentos reprodutivos. Ao todo, os astronautas participaram de 88 projetos científicos nas áreas de ciências da vida espacial, física fundamental, microgravidade, materiais espaciais, medicina e tecnologias emergentes. A missão gerou mais de 102 amostras de 13 tipos diferentes, que foram trazidas à Terra para análises detalhadas. Pesquisadores agora irão estudar os efeitos da microgravidade e da exposição a campos hipomagnéticos sobre organismos vivos, além de investigar possíveis aplicações em novos materiais e compreender os impactos da radiação no ambiente espacial. Fonte: Xinhua News
23 de abril de 2025
Na véspera do 10º Dia Nacional do Espaço, comemorado em 24 de abril, a China apresenta novos marcos em seu programa espacial. No Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, a missão tripulada Shenzhou-20 se prepara para um encontro orbital com a equipe da Shenzhou-19. Paralelamente, a missão Tianwen-2, voltada à coleta de amostras de um asteroide, entra na reta final dos testes preparatórios. O presidente Xi Jinping afirmou: “Explorar o vasto universo, desenvolver a indústria espacial e construir uma potência espacial são os nossos sonhos incessantes”. Missão lunar estabelece novo recorde Em junho de 2024, a sonda Chang’e-6 retornou à Terra com 1.935,3 gramas de amostras da face oculta da Lua . O feito superou marcas anteriores e fortaleceu o programa lunar da China no cenário internacional. Em outubro, a missão Shenzhou-19 realizou o quinto encontro tripulado na estação espacial Tiangong, reunindo astronautas de três décadas distintas — dos anos 1970, 1980 e 1990. A missão Chang’e-6 superou obstáculos técnicos, como a criação de uma órbita lunar retrógrada , a coleta automatizada no lado oculto da Lua e a decolagem precisa. A China também lançou com sucesso uma constelação cislunar com três satélites, consolidando sua presença na exploração do espaço profundo. Avanço em foguetes e tecnologias reutilizáveis O país investe na construção de foguetes de alta capacidade e em sistemas reutilizáveis de transporte espacial. Esses esforços visam viabilizar a presença chinesa em regiões mais distantes do sistema solar. A China também ampliou sua infraestrutura científica. Com a conclusão da segunda fase do Projeto Meridiano, o país fortaleceu sua capacidade de monitoramento do clima espacial. Satélites como Wukong, Mozi e Huiyan atuam na análise de partículas cósmicas, radiação solar e composição da superfície lunar. Estação Tiangong testa biotecnologia e novos materiais A estação espacial Tiangong abriga experimentos que geram resultados replicáveis na Terra. O cultivo de arroz em órbita resultou em novas gerações viáveis. Além disso, pesquisas com peixes vertebrados e cristalização de materiais em microgravidade apontam para aplicações industriais futuras. Segundo Wang Chi, diretor do Centro Nacional de Ciência Espacial da Academia Chinesa de Ciências, a China passou a produzir descobertas com impacto internacional. Até o momento, o país firmou cerca de 200 acordos com mais de 50 países e organizações, abrangendo desde observação terrestre até missões lunares. A tecnologia espacial já influencia áreas civis. Em abril, a China lançou uma plataforma comercial em Hangzhou para facilitar o acesso de empresas privadas a componentes e serviços espaciais. A ferramenta busca ampliar a adoção de soluções tecnológicas no mercado interno. O sistema de navegação BeiDou monitora mais de 2.500 reservatórios e integra milhões de bicicletas compartilhadas com sistemas de alta precisão. Além disso, dados de satélite impulsionam a agricultura de precisão, a gestão de recursos e a resposta a desastres. Os impactos econômicos ultrapassam 300 bilhões de yuans. Próximas missões ampliam ambição espacial A China já planeja novas operações. A missão Chang’e-7 está prevista para 2026, a Chang’e-8 para 2028, e um novo sistema BeiDou deve entrar em operação até 2029. O país pretende realizar um pouso tripulado na Lua até 2030 e construir uma estação científica lunar básica até 2035. Fonte: Diário do Povo Tradução: Mei Zhen Li
30 de outubro de 2024
Em 30 de outubro, às 4h27 no horário de Pequim, o foguete de transporte Longa Marcha 2F Y19, carregando a nave espacial tripulada Shenzhou-19, foi acionado e lançado. Os três astronautas Cai Xuzhe, Song Lingdong e Wang Haoze entraram no espaço com sucesso. Às 11h, a nave completou a acoplagem rápida e automática com o módulo central da estação espacial chinesa, e os dois grupos de astronautas concluíram o 5º "encontro espacial" na história da exploração espacial chinesa . Às 1h37 do dia 30 de outubro, no horário de Pequim, a cerimônia de partida da missão Shenzhou-19 foi realizada na praça Wentiange do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan. Após a cerimônia, os três astronautas da Shenzhou-19, Cai Xuzhe, Song Lingdong e Wang Haoze, foram escoltados por uma equipe de motocicletas até a plataforma de lançamento. Às 4h27, o foguete foi acionado e lançado. Aproximadamente 10 minutos depois, a nave separou-se com sucesso do foguete e entrou na órbita prevista. Os três astronautas da Shenzhou-18, que estão na estação espacial, acompanharam o lançamento da Shenzhou-19 através de uma transmissão ao vivo. Às 11h, a nave acoplou-se com sucesso ao porto frontal do módulo central da estação espacial chinesa, um processo que durou aproximadamente 6,5 horas. Às 12h51, os astronautas da Shenzhou-18 abriram a "porta de casa" e deram as boas-vindas aos astronautas da Shenzhou-19 para se juntarem à estação espacial chinesa. Os astronautas das gerações "70", "80" e "90" se reuniram na estação e concluíram o 5º "encontro espacial" na história da exploração espacial chinesa. Posteriormente, os seis astronautas trabalharão e viverão juntos na estação espacial por aproximadamente cinco dias e realizarão uma troca de equipes em órbita. De acordo com o plano, o grupo de astronautas da Shenzhou-19 conduzirá experimentos científicos e aplicados no espaço, atividades extraveiculares, movimentação de carga, instalação de dispositivos de proteção contra detritos espaciais, instalação e recuperação de cargas e equipamentos externos, entre outras tarefas. Fonte: news.cctv.com