26 de maio de 2026
A Administração Estatal para Regulação do Mercado da China aprovou duas normas nacionais obrigatórias para módulos fotovoltaicos com foco em segurança, rastreabilidade e padronização técnica. As medidas, anunciadas em 26 de maio, tratam dos “Requisitos de Segurança para Módulos Fotovoltaicos” e dos “Requisitos de Identificação e Etiquetagem de Módulos Fotovoltaicos”. Segundo o governo chinês, as novas regras buscam reduzir riscos de acidentes, combater informações falsas sobre potência dos equipamentos e fortalecer a concorrência no setor de energia solar. A norma sobre segurança estabelece critérios para segurança elétrica, mecânica e contra incêndios, além de limitar o uso de substâncias nocivas nos módulos fotovoltaicos. O texto também define métodos de teste e cria exigências obrigatórias de retardância de chama para materiais utilizados nos componentes. A regulamentação amplia o controle sobre o desempenho dos equipamentos em situações de risco, especialmente em casos de incêndio. Já a norma voltada à identificação e etiquetagem fixa limites de tolerância para os parâmetros elétricos informados nas placas dos módulos fotovoltaicos. Além disso, determina métodos de medição e regras de rastreabilidade metrológica, permitindo a verificação técnica dos dados apresentados pelos fabricantes. Segundo Yu Xiuming, vice-presidente do Instituto Chinês de Padronização em Tecnologia Eletrônica, as duas normas passaram por testes experimentais e análises de dados antes da aprovação. Ele afirmou que a implementação das regras deve reduzir acidentes e garantir que as informações presentes nas etiquetas sejam verificáveis e rastreáveis. Yu também destacou que as medidas devem combater a prática de superdimensionamento da potência declarada dos módulos. De acordo com o executivo, as novas exigências também podem acelerar a retirada de capacidades produtivas consideradas obsoletas, pressionando fabricantes a investir em inovação tecnológica e melhoria da qualidade. A expectativa é fortalecer a competitividade da indústria fotovoltaica chinesa em um momento de expansão global da energia solar. O secretário-geral executivo da Associação da Indústria Fotovoltaica da China, Liu Yiyang, afirmou que as normas foram elaboradas com base em padrões internacionais avançados. Segundo ele, a iniciativa também deve ampliar a presença dos padrões técnicos chineses no mercado internacional e reforçar a competitividade global do setor fotovoltaico do país. As duas normas foram propostas e coordenadas pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China. Fonte: news.cn
13 de maio de 2024
Em um movimento estratégico para fortalecer sua posição na indústria de energia solar, a Tongwei, uma gigante chinesa do setor fotovoltaico , estabeleceu um acordo com a Longi Green Energy Technology para fornecer US$5,4 milhões em materiais de silício. Segundo o anúncio feito pela Tongwei, com sede em Chengdu, a Longi e suas subsidiárias adquirirão um total de 862.400 toneladas de produtos de silício cristalino de alta pureza da Tongwei, entre este ano e 2026. O valor do acordo será determinado mensalmente, com base nos preços de mercado. No entanto, a Tongwei alertou para os riscos associados ao acordo, incluindo possíveis mudanças nas políticas de mercado e eventos imprevistos que possam afetar a capacidade de cumprimento do contrato. Este acordo representa uma continuação da parceria entre Tongwei e Longi. Acordos anteriores já haviam sido estabelecidos para o fornecimento de grandes quantidades de silício cristalino. A Tongwei vê essa colaboração como uma oportunidade para impulsionar suas vendas e melhorar seu desempenho operacional. O setor fotovoltaico tem enfrentado desafios devido à queda nos preços ao longo da cadeia de produção, conforme indicado nos relatórios financeiros da Tongwei. Esta parceria estratégica visa enfrentar esses desafios e fortalecer a posição competitiva das empresas envolvidas no mercado solar. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: CE News Imagem principal: Zhang Cheng/ Xinhua