24 de novembro de 2025
A China lançará quatro satélites de exploração científica espacial durante o período do 15º Plano Quinquenal (2026–2030). As missões têm como objetivo investigar a origem do universo, a atividade do Sol , a busca por exoplanetas semelhantes à Terra e fenômenos físicos extremos fora da atmosfera. A primeira missão é o Projeto Hongmeng, que enviará uma constelação de dez satélites ao lado oculto da Lua. Os equipamentos formarão um conjunto de radiotelescópios de baixa frequência capazes de captar sinais fracos do período inicial após o Big Bang . O objetivo é estudar a fase anterior ao surgimento das primeiras estrelas. A segunda missão é o Kuafu-2, um satélite que fará observações do Sol a partir de uma órbita sobre as regiões polares. Será a primeira sonda no mundo a operar nessa trajetória. O projeto busca analisar a atividade magnética solar para ampliar a capacidade de prever tempestades solares e entender os efeitos da radiação no ambiente espacial e na Terra. A terceira missão é o Satélite de Pesquisa de Exoplanetas Terrestres, responsável por mapear estrelas e identificar planetas com dimensões próximas às da Terra e localizados na zona habitável. A missão pretende ampliar o catálogo de exoplanetas e avaliar potenciais ambientes adequados para a vida. A quarta missão é o observatório espacial eXTP, que operará fora da atmosfera terrestre. O satélite estudará buracos negros, estrelas de nêutrons e outras regiões sujeitas a gravidade e campos magnéticos intensos. O objetivo é testar modelos físicos e coletar dados impossíveis de obter em experimentos terrestres. As quatro missões integram a estratégia da China para avançar em pesquisas sobre a história do universo e os limites da física. Fonte: news.southcn
5 de abril de 2023
A China anunciou nesta terça-feira (3) que seu satélite hiperspectral para observação da Terra entrou em uso após a conclusão dos testes em órbita. O Gaofen-5 02 foi lançado em 7 de setembro de 2021, carregando sete cargas úteis, incluindo câmeras hiperspectrais de infravermelho de onda curta. De acordo com o Ministério de Ecologia e Meio Ambiente do país, o principal desenvolvedor do satélite, os dispositivos a bordo monitoram ar, água e solo na Terra enquanto fortalecem os esforços de proteção ambiental da China contra a poluição e fornecem suporte para alcançar as metas de pico e neutralidade de carbono. O satélite chinês pode monitorar dióxido de carbono, óxidos de nitrogênio, dióxido de enxofre, metano, ozônio e material particulado com maior precisão. Além disso, é capaz de detectar diferentes tipos de floresta, incluindo folhosas e coníferas. O satélite chinês, Gaofen-5 02 , também pode oferecer dados de sensoriamento remoto hiperspectral de alta precisão para usuários de outras indústrias, como levantamentos de recursos minerais, estimativas de produção agrícola e pesquisas sobre mudanças climáticas. Ao contrário dos satélites convencionais de imagens ópticas que só observam a forma e o tamanho de um objeto, os hiperspectrais são capazes de combinar espectros com imagens e detectar vários objetos no solo e componentes específicos da atmosfera. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: SCIENCENET.CN Imagem principal: Zheng Bin/Xinhua
9 de dezembro de 2022
A China enviou um novo satélite de detecção remota para o espaço a partir do Centro de Lançamento de Satélites Taiyuan, na província de Shanxi, no norte da China, às 2:31 da manhã de sexta-feira (9). O satélite, chamado Gaofen-5 01A, foi lançado a bordo de um foguete Long March-2D e entrou em sua órbita planejada com sucesso. É um satélite hiper espectral que será usado para sensoriamento remoto e aplicações em diversos campos, tais como redução da poluição, monitoramento ambiental, levantamento de recursos naturais e estudos de mudanças climáticas. O satélite ajudará a melhorar a capacidade de observação hiper espectral do país em áreas como proteção ambiental, terra, clima, agricultura e alívio de desastres. O satélite, enviado para uma órbita de 705 quilômetros acima da Terra, transporta cargas úteis como uma câmara hiper espectral infravermelha de onda visível e um dispositivo de imagem infravermelha térmica de amplo alcance, que fornecerá suporte de dados para a China responder ativamente às mudanças climáticas globais, de acordo com a China National Space Administration (CNSA) . O satélite é uma parte importante do projeto Gaofen da China, e melhora ainda mais a taxa de autossuficiência de dados de sensoriamento remoto por satélite hiper espectral na China, disse a CNSA. O lançamento bem-sucedido na sexta-feira marcou a conclusão da construção do segmento espacial do projeto Gaofen da China. Lançado em 2010, o projeto Gaofen se tornou a rede de base do sistema de observação da Terra de alta resolução da China. Promoveu a construção de um sistema nacional de infraestrutura espacial integrando comunicação por satélite, sensoriamento remoto por satélite e navegação por satélite. O lançamento foi a 453ª missão de voo envolvendo o uso da série de foguetes Long March . Fonte: Diário do Povo