29 de novembro de 2023
Por: Li Garry Em um cenário marcado por mudanças econômicas e geopolíticas, a parceria estratégica entre China e Rússia atingiu um novo marco durante a décima reunião do Comitê de Cooperação de Investimentos, realizada em Pequim no último dia 20 de novembro. O primeiro vice-primeiro-ministro russo, Belousov, revelou que a liquidação em renminbi e rublo agora responde por impressionantes 95% de todo o comércio bilateral entre as duas nações . O alto escalão russo expressou seu comprometimento com essa intensificação das relações, destacando que a parceria estratégica sino-russa está em um nível sem precedentes na nova era. Belousov afirmou que a Rússia está pronta para implementar os consensos estabelecidos pelos líderes das duas nações, fortalecendo a coordenação estratégica e colhendo frutos ainda mais substanciais da cooperação prática. O que chama atenção é a mudança significativa na forma como as transações comerciais estão sendo conduzidas entre os dois países. O ministro das Finanças russo, Siluanov, revelou anteriormente que mais de 70% das transações comerciais entre China e Rússia agora são liquidadas em moedas locais, marcando uma notável desdolarização em comparação aos 30% registrados apenas dois anos atrás. Os impactos dessa mudança já são visíveis nos números do comércio bilateral. Em 2022, o volume de comércio sino-russo alcançou um recorde de US$ 190,271 milhões, registrando um robusto aumento de 29,3% em relação ao ano anterior. A China, mantendo sua posição como principal parceiro comercial da Rússia pelo 13º ano consecutivo, capitalizou sobre as oportunidades surgidas após o conflito Rússia-Ucrânia. Mais de mil empresas estrangeiras retiraram-se da Rússia, abrindo espaço para produtos chineses, que agora dominam setores que vão de automóveis a vestuário. Em meio às restrições nas exportações de petróleo e gás russos para a Europa, a Rússia encontrou na China um mercado em expansão. Acordos sobre gasodutos de gás natural agora estão em andamento, fortalecendo ainda mais a segurança energética da China. Dados recentes divulgados pela Administração Geral das Alfândegas da China em outubro indicam um aumento substancial de 29,5% no comércio sino-russo nos primeiros nove meses de 2023, alcançando US$ 176,416 milhões. Projeções otimistas apontam para a possibilidade desse valor ultrapassar os US$ 200 bilhões até o final do ano. Além das implicações econômicas, a mudança na dinâmica das transações comerciais apresenta desafios geopolíticos. A redução no uso do dólar nas transações sino-russas levou a Secretária do Tesouro dos EUA , Janet Yellen, a renovar os apelos para que a Rússia se reintegre ao sistema SWIFT. Esse movimento de desdolarização não se limita apenas à China e à Rússia. Outras nações, como Arábia Saudita, Brasil, Irã e até mesmo a Austrália, têm adotado transações bilaterais em moeda local, sinalizando uma tendência global em direção à diversificação das moedas de liquidação. Tradução: Mei Zhen Li Imagem principal: Eric Prouzet/Unsplash
3 de agosto de 2023
No primeiro semestre deste ano, o valor total das atividades comerciais da província chinesa de Xinjiang foi de 149,6 bilhões de yuans, um aumento de 65,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. O valor total das importações e exportações da província de Guangxi, no sul do país, foi de 3,3 bilhões de yuans, um aumento de 43,2% comparado ao mesmo período do ano anterior. Na Mongólia Interior, o valor total de importações e exportações de mercadorias da Mongólia Interna foi de 90,3 bilhões de yuans, um aumento de 32,9% em relação ao mesmo período de 2022. Lei Xiaohua, vice-diretora do Instituto de Estudos do Sudeste Asiático da Academia de Ciências Sociais de Guangxi, disse ao Diyi Caijing que o alto crescimento das exportações de Guangxi deve-se ao fato de o governo liderar empresas para expandir mercados externos. No primeiro semestre deste ano, as atividades comerciais totais de Guangxi através do comércio fronteiriço de pequena escala e do comércio intercâmbio de residentes fronteiriços totalizaram 62,6 bilhões de yuans, um aumento de 126,3%. Entre eles, as atividades comerciais em junho foram de 10,1 bilhões de yuans, um aumento de 34,5%, tendo crescido em dois dígitos por cinco meses consecutivos. Razões para o crescimento O alto crescimento em Xinjiang e na Mongólia Interior tem fatores semelhantes ao alto crescimento em Guangxi. Primeiro, o comércio entre a China e a Ásia Central e a Rússia cresceu acentuadamente; segundo, o comércio fronteiriço cresceu rapidamente. No primeiro semestre do ano, as importações e exportações do Xinjiang através do comércio fronteiriço de pequena escala aumentaram 85,2%, representando 61,5%, e impulsionando o crescimento do comércio exterior do Xinjiang em 46,7 pontos percentuais durante o mesmo período. As estatísticas da Alfândega de Hohhot mostram que as atividades comerciais da Mongólia Interna para o "Belt and Road" aumentaram acentuadamente. As importações e exportações do primeiro semestre do ano totalizaram 61,7 bilhões de yuans, um aumento de 55,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, representando 68,4% do valor total das importações e exportações. Entre eles, as importações e exportações para a Mongólia foram de 32,6 bilhões de yuans, um aumento de 91,6%; as importações e exportações para a Rússia foram de 16,1 bilhões de yuans, um aumento de 84,8%, representando quase metade do valor total das importações e exportações. Fonte: Yicai News Imagem principal: Fang Zhe/ Xinhua
3 de julho de 2023
As refinarias indianas começaram a pagar parte de suas importações de petróleo da Rússia em yuan, já que as sanções ocidentais forçam a Rússia e seus clientes a procurar moedas alternativas, além do dólar americano, de acordo com novas fontes familiarizadas com o assunto. As informações são da agência Associated Press. A agência reporta ainda que as sanções ocidentais às exportações russas de energia mudaram o fluxo global de produtos petrolíferos russos, e a Índia está se tornando o maior comprador de petróleo russo transportado por via marítima. A Índia e a Rússia também estão tendo dificuldades para pagar pelo petróleo em meio à evolução das sanções. O dólar americano tem sido a principal moeda de liquidação do petróleo em países de todo o mundo, também conhecido como " petrodólar ". O dólar americano está intimamente ligado ao petróleo. As economias que comercializam petróleo no mercado internacional devem ter dólares americanos. O dólar americano tornou-se naturalmente a moeda de reserva cambial global. Mas as sanções internacionais excluíram a Rússia do sistema de liquidação em dólar e euro e também levaram o yuan a desempenhar um papel cada vez mais importante no sistema financeiro da Rússia. Além da Índia, a maior parte das importações de energia da China da Rússia também foi liquidada em RMB. No primeiro trimestre deste ano, a Rússia substituiu a Arábia Saudita como o maior fornecedor de petróleo bruto da China. Fonte: Eastmoney e Associated Press Imagem principal: Arnav Pratap Singh/ Adobe Stock
7 de fevereiro de 2022
Recentemente, a China e a Rússia assinaram outra parceria, abrindo uma nova cooperação mutuamente benéfica entre os dois lados, envolvendo petróleo, gás natural e novas energias. Olhando para as últimas décadas, devido à complementaridade de recursos e às mudanças na situação global, o escopo da cooperação sino-russa vem se expandindo, e a energia tem um papel muito importante nela. Em 3 de fevereiro, a CNPC e a Gazprom assinaram um acordo de compra e venda de gás natural no Extremo Oriente. Esta é outra importante conquista de cooperação entre os dois lados do comércio de gás natural, depois que o gasoduto China-Rússia Leste foi completado e colocado em operação em dezembro de 2019. No dia 4 de fevereiro, a CNPC fez outro acordo com empresa russa, a Rosneft, abordando a compra e venda de petróleo bruto para garantir o fornecimento de petróleo às refinarias no oeste da China. De acordo com a PetroChina, em janeiro de 2022, a empresa importou mais de 300 milhões de toneladas de petróleo bruto, e mais de 15 bilhões de metros cúbicos de gás natural de oleodutos russos. A Gazprom anunciou em seu site oficial que a empresa fornecerá gás à China através do gasoduto sino-russo do Extremo Oriente. A empresa fornecerá gás natural para a China todos os anos, chegando a 48 bilhões de metros cúbicos em volume. Sendo o maior consumidor de energia do mundo, a China está fazendo cada vez mais parcerias com a Rússia em energia. Para a China, a estabilidade do fornecimento de energia é crucial para o crescimento econômico. Fonte 21st Century Business Herald
8 de dezembro de 2021
A primeira estação de metrô Michurinsky Prospekt em Moscou, na Rússia, recém-inaugurada e construída pela China Railway Construction Corporation Limited (CRCC, sigla em inglês) estreou nesta terça-feira (7), horário de Moscou. Segundo a empresa, foi construída uma linha de 5,4 km, que contém três estações e nove túneis, como parte do Terceiro Circuito de Intercâmbio de 70 km do Metrô de Moscou. Fonte: IThome; A imagem mostra o mapa de metrô de Moscou. Nos anos 50 e 60, a primeira linha de construção de metrô na Nova China foi realizada através das especialistas da Rússia e hoje é a primeira vez que a Rússia introduz uma empresa chinesa na construção de seu metrô e registrando um novo marco para a amizade sino-russa. Na cooperação de design, o metrô de Moscou inseriu com sucesso o conceito de design avançado da China. A estação de metrô Michurinsky Prospekt adota elementos chineses como pilares vermelhos, caracteres chineses "Shou", que é um monstro do Ano Novo na lenda chinesa e significa longevidade e nuvens auspiciosas. Fonte: IThome; A imagem refere-se à estação de metrô em Moscou construída pela China. Além disso, os construtores chineses desenvolveram cinco máquinas de perfuração de túneis com capacidade para suportar temperaturas de até 30 graus Celsius negativos e resolvendo várias dificuldades de engenharia de classe mundial e batendo múltiplos recordes de construção da Rússia. Fonte: IThome; A imagem refere-se às máquinas de perfuração de túneis. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: IThome
23 de novembro de 2021
Nesta terça-feira, dia 23 de novembro, o conselheiro de Estado chinês e ministro da defesa, Wei Fenghe, fez uma videochamada com o ministro da defesa russo, Serguei Choigu. Os ministros da defesa dos dois países concordaram que, sob a orientação estratégica do presidente chinês Xi Jinping e do presidente russo Vladimir Putin, a parceria estratégica de coordenação China-Rússia na nova era, manterá um alto nível de desenvolvimento. Este ano, a cooperação pragmática entre as forças armadas chinesas e russas em vários campos foi intensificada, principalmente nos exercícios conjuntos. Os dois lados expressaram que estão unidos e trabalharão juntos para implementar plenamente o consenso importante dos dois chefes de Estado, a fim de defender os interesses centrais da China e Rússia. Os comandantes chineses Dong Jun da Marinha Chinesa e Chang Dingqiu da Força Aérea, junto com os comandantes-em-chefe russos Nikolai Yevmenov da Marinha Russa e Sergey Surovikin da Força Aeroespacial, participaram da reunião, com foco na junta sino-russa deste ano do cruzeiro naval e aéreo. Fonte: The Paper