18 de dezembro de 2020
Em 16 de dezembro, o gabinete da chanceler alemã Angela Merkel aprovou um projeto de lei que permitirá à Huawei continuar seus negócios na Alemanha. Entretanto, o projeto de lei não entrou em vigor imediatamente e ainda precisa ser aprovado pelo parlamento alemão. A notícia já é um sinal positivo para a Huawei. Como planejado, a Europa é a principal fronteira para a comercialização da Huawei 5G. Mas o Reino Unido, França, Itália, Suécia e Eslovênia já tomaram uma posição de rejeição total à Huawei, devido a influência do governo de Donald Trump. Os EUA disseram que o equipamento da Huawei é semelhante a um cavalo de Tróia (vírus, malware) que pode roubar informações confidenciais quando entra na infraestrutura crítica ocidental. Huawei nega estas alegações e está tomando medidas legais. De acordo com os últimos dados divulgados pelas instituições de pesquisa, no terceiro trimestre de 2020, no mercado global de equipamentos de comunicação 5G, a Huawei ainda está em primeiro lugar em termos de participação de mercado, mas sua participação caiu de 35,7% no primeiro trimestre para 32,8%; enquanto a Ericsson subiu rapidamente, com sua participação aumentando 10% em seis meses, atingindo um total de 30,7%, e a Nokia aumentou ligeiramente para 13%. Alemanha abre seu controle e diz que vai manter a concorrência legal do mercado A Alemanha é onde situa a sede europeia da Huawei e a Alemanha é uma das maiores economia da Europa, portanto, a posição da Alemanha em relação ao 5G da Huawei tem influências decisivas. De acordo com reportagens da mídia, a Alemanha tem procurado um meio-termo que permita à Huawei lançar suas operações na Alemanha, ao mesmo tempo em que gostaria de ter transparência técnica suficiente através de regulamentos. Quando o governo alemão revelou o projeto de lei de segurança 5G, o Ministro do Interior da Alemanha, Horst Zerhoffer, disse que o governo procurou criar uma base legal que abordasse as preocupações com a segurança cibernética, mantendo o mercado aberto às concorrências das tecnologias. Segundo a lei, os fornecedores de equipamentos de rede teriam que garantir que seus equipamentos possam ser usados com segurança e teriam que ser responsabilizados por perdas financeiras por quaisquer violações. A legislação também exigirá que fornecedores e operadores forneçam às agências de segurança alemãs meios técnicos e legais para monitorar a integridade de suas redes. A Alemanha tem uma longa história de cooperação com a Huawei em 5G, um dos motivos para que a Alemanha não abandone a Huawei foram os investimentos previamente colocados. Em agosto de 2017, a primeira estação de base 5G na Europa foi ativada no centro de Berlim, tornando-a a primeira rede pré-comercial 5G em toda a Europa. Na época, o CTO da Deutsche Telekom disse: "O sucesso desta primeira conexão europeia 5G marca um passo importante em frente na implantação da rede 5G para a Deutsche Telekom"! E é o uso da tecnologia 5G da Huawei que está por trás disso. A Deutsche Telekom está atualmente trabalhando com dois dos principais provedores de acesso sem fio, Ericsson e Huawei. Além disso, a Deutsche Telekom também está usando tecnologias da Huawei no seu equipamento principal de rede. Anteriormente, a Deutsche Telekom havia dito que o custo de substituição do equipamento da Huawei seria de cerca de 3 bilhões de euros adicionais. A fatia de mercado da Huawei 5G cai à medida que a Nokia da Ericsson ganha participação de mercado Em julho, o governo britânico tomou a decisão de parar de usar Huawei na construção 5G e disse que deixaria de comprar novos equipamentos da empresa até o final de dezembro deste ano e removeria o equipamento Huawei original até 2027. A decisão acima pode aumentar o custo da construção de 5G no Reino Unido em pelo menos £2 bilhões. No início de outubro, a British Telecom (BT) assinou um acordo de cooperação 5G com a Nokia, e há notícias de que a Nokia obterá mais de 60% da rede de telecomunicações do Reino Unido no futuro. A grande parte restante será detida pela Ericsson. Em 9 de outubro, a Proximus, o maior fornecedor de redes móveis da Bélgica, anunciou que se associaria à Ericsson para construir sua rede de comunicações 5G. E antes disso, a Proximus tinha trabalhado mais ativamente com a Huawei na estrutura de sua rede. Outra operadora de telecomunicações, a Orange da Bélgica, também anunciou que usará a tecnologia da Nokia para 5G. Fonte: AIcaijing.com.cn
13 de novembro de 2020
De acordo com o Global Times, o Departamento de Comércio dos EUA anunciou em 12 de novembro a suspensão temporária do bloqueio da TikTok. A proibição, que estava programada para entrar em vigor naquele dia, impediria a Amazon e a Alphabet de fornecer serviços de hospedagem web para a TikTok. Se a medida fosse implementada, a TikTok seria incapaz de continuar operando nos EUA. Impedir que o Departamento de Comércio dos EUA aplicasse a proibição foi uma decisão emitida por uma juÍza federal na Pensilvânia, no final de outubro. Em 30 de outubro, horário local, a juíza federal americana Wendy Beetlestone ordenou ao Departamento de Comércio dos EUA que adiasse a proibição de serviços de hospedagem de dados, serviços de entrega de conteúdo e outras transações técnicas para a TikTok nos Estados Unidos. O processo foi solicitado por três dos fundadores da TikTok, e em sua decisão, o juÍza disse que a liminar do Departamento de Comércio "resultaria no fechamento de uma plataforma de criação utilizada por 700 milhões de pessoas em todo o mundo. Do total de usuários da TikTok, mais de 100 milhões estão nos EUA, incluindo pelo menos 50 milhões de usuários ativos diariamente". Para a TikTok, conseguir o apoio do tribunal dos EUA significa um fôlego para manter seus produtos operando além da data efetiva da liminar imposta pelo Departamento de Comércio dos EUA. Ainda na noite do dia 12, o governo dos EUA apelou da decisão da corte, dizendo que a proibição foi imposta para proteger os dados dos usuários americanos, não para fechar a troca de informações. Fonte: 21caijing Imagem principal: Tingey Injury Law Firm/ Unsplash
23 de setembro de 2020
Poucas horas antes da proibição ao WeChat pelo governo dos EUA entrar em vigor, uma juíza da Califórnia emitiu uma decisão proibindo, temporariamente, sua execução. No segundo dia, o Departamento de Comércio dos Estados Unidos afirmou que o governo faria uma objeção a isso. Em resposta à suspensão da proibição do Departamento de Comércio dos EUA ao WeChat, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Wang Wenbin, expressou-se no dia 21 de setembro: “Não estamos comentando sobre práticas comerciais específicas das empresas. Por questão de princípio, gostaria de reiterar que a China exorta os EUA a respeitar os princípios de economia do mercado e de concorrência justa, a cumprir as regras econômicas e comerciais internacionais, a parar de politizar a habitual cooperação econômica e comercial, fornecendo assim um ambiente de negócios aberto, justo, imparcial e não discriminatório para as empresas estrangeiras investirem e operarem nos EUA.” Como resultado dos esforços dos sino-americanos, o WeChat ganhou uma trégua. Na manhã de 20 de setembro, a juíza Laurel Beeler, da Califórnia, emitiu uma liminar temporária, anunciando que uma série de ordens administrativas relacionadas à proibição do WeChat serão suspensas em todo o país. Os usuários dos EUA ainda podem usar, baixar e atualizar o aplicativo WeChat nas lojas de aplicativos do Google e da Apple. As funções de transferência e envelope vermelho ( chamado de Hongbao em mandarim), ainda podem ser usadas, e o WeChat ainda pode ser usado para efetuar pagamentos em restaurantes e supermercados chineses. Fonte: Dy.163
21 de setembro de 2020
A empresa Tencent, o maior e mais utilizado portal de serviços de internet da China, avaliará melhor o impacto da proibição do WeChat nos EUA, e continuará a negociar com o governo dos Estados Unidos e com as respectivas partes interessadas, para buscar soluções de longo prazo para essa situação. A Tencent emitiu um anúncio afirmando que havia notado a proibição do WeChat, emitida pelo Departamento de Comércio dos EUA no dia 17 de setembro, que entrou em vigor no dia 20 de setembro. De acordo com notícias, um juiz do tribunal da Califórnia acredita que essa proibição prejudica a liberdade de expressão do povo americano e que as evidências para banir o WeChat são insuficientes. A Tencent afirmou que, após a proibição entrar em vigor, ela pode ter os seguintes impactos no WeChat: os usuários existentes podem continuar a usar o WeChat para comunicação, porém, talvez não seja possível adquirir novos usuários nos Estados Unidos; usuários existentes nos EUA que atualizam o WeChat também podem ser afetados negativamente; a qualidade dos serviços fornecidos por meio do WeChat também poderá ser afetada negativamente. Até agosto deste ano, o WeChat tinha cerca de 3 milhões de usuários ativos nos Estados Unidos. Desde 2014, o número de instalações do WeChat por meio da Apple Store e da Google App Store acumulou mais de 20 milhões. Os principais usuários são chineses americanos e algumas empresas americanas que vendem produtos na China. Fonte: 36Kr