5 de setembro de 2023
A China estabeleceu uma agência especializada dentro da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC, na sigla em inglês) com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento da economia privada. Funcionários do principal órgão regulador econômico do país, juntamente com vários ministérios, anunciaram na segunda-feira, 4, uma série de medidas detalhadas para fortalecer o setor privado. A recém-criada Agência de Desenvolvimento da Economia Privada será encarregada de coordenar e formular políticas para o setor, além de promover o crescimento de empresas privadas tanto no cenário doméstico quanto internacional. Cong Liang, vice-diretor da NDRC, enfatizou a importância dessa iniciativa, destacando que o estímulo ao desenvolvimento da economia privada é um projeto amplo e sistêmico que envolve diversos elementos, políticas e procedimentos de trabalho. Tan Haojun, membro do conselho do Instituto de Pesquisa da Economia Privada da China, comentou que a China introduziu recentemente políticas significativas para apoiar a economia privada, criando um ambiente macroeconômico favorável para o setor privado. Ele observou que o sucesso dessas medidas dependerá da sua efetiva implementação, e a criação da agência especial vem em momento oportuno. O setor privado chinês, que representa 60% do PIB do país e é responsável por 80% dos novos empregos urbanos, enfrentou desafios na atração de investimentos devido a uma desaceleração econômica. Dados do Escritório Nacional de Estatísticas revelam que o investimento privado caiu 0,5% ano a ano nos primeiros sete meses deste ano, em comparação com uma queda de 0,2% nos primeiros seis meses. Para estimular o investimento privado, a NDRC anunciou que está incentivando ativamente projetos de investimento privado no setor de infraestrutura a emitir fundos de investimento imobiliário, conhecidos como REITs. Além disso, eles recomendaram com sucesso o primeiro projeto de REIT de energia limpa à Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China. Os REITs envolvem a propriedade ou financiamento de imóveis que geram renda em vários setores imobiliários, geralmente negociados nas principais bolsas de valores e oferecendo benefícios aos investidores. Xu Xiaolan, vice-ministra da Indústria e Tecnologia da Informação, anunciou que o ministério em breve lançará um guia abrangente para impulsionar o desenvolvimento de alto padrão das chamadas "pequenas gigantes". Essas empresas são, essencialmente, PMEs inovadoras que possuem tecnologias fundamentais em mercados de nicho e apresentam grande potencial de mercado. Dentre as 98.000 "pequenas gigantes" do país, 95% são empresas privadas. Nos primeiros sete meses do ano, a taxa de lucro dessas empresas foi 5,5 pontos percentuais maior do que a das principais PMEs em geral. Xu Hongcai, vice-diretor do Comitê de Política Econômica da Associação Chinesa de Ciência Política, destacou que os esforços recentes do país, juntamente com as diretrizes e medidas anunciadas, respondem diretamente às preocupações atuais dos empreendedores privados. Essas ações têm o potencial de estimular a vitalidade do mercado e contribuir para a recuperação econômica em longo prazo. Tradução: Mei Zhen Li Fonte. Southcn.com Imagem principal: NAYUKIFILMS/ Adobe Stock
10 de março de 2023
Uma medida da saúde operacional das pequenas e médias empresas (PME) da China subiu no mês passado para o nível mais alto desde agosto de 2021. O índice de desenvolvimento das pequenas e médias empresas (PME) da China subiu 0,7 ponto para 89,6 em fevereiro de um mês, ainda abaixo da marca expansionista de 100, de acordo com os resultados de uma pesquisa divulgada hoje pela Associação de Pequenas e Médias Empresas da China. O índice é calculado com base em uma pesquisa com 3.000 PMEs. A economia chinesa continuou a se recuperar desde que o país aliviou os controles da Covid-19 no final do ano passado e o consumo começou a ganhar ritmo durante o feriado de Ano Novo chinês em janeiro . As bitolas das oito indústrias incluídas na pesquisa subiram por um segundo mês consecutivo, com os setores de serviços sociais, software de informática, hospedagem e restauração no topo. Mas todos os oito pontuaram em território negativo, indicando que a recuperação ainda não está em uma base vendida. As medidas para pedidos domésticos, vendas e preços de venda subiram entre todas as indústrias pesquisadas. Oito subíndices saltaram, incluindo eficiência comercial, mercado e operações. Os subíndices de capital e força de trabalho atingiram o nível de expansão, enquanto o indicador de eficiência empresarial permaneceu o mais baixo. Na medida que a situação da pandemia melhora na China, as políticas fiscal e monetária continuam a exercer força, e a confiança do mercado tem sido significativamente reforçada. O subíndice de mercado subiu 1,1 pontos para 81,8 no mês passado, a partir de janeiro. Os custos continuaram a subir para as empresas dos oito setores, pois houve um aumento em quatro subíndices de custos de produção e seis subíndices de custos de mão-de-obra. Junto com a recuperação da confiança das PMEs, a medida da percepção econômica subiu 0,8 ponto para 99,5. As bitolas regionais, indicando o desenvolvimento regional das PMEs, também subiram no mês passado. As regiões leste e central foram as que mais ganharam, refletindo sua rápida reviravolta econômica. Fonte: Yicai Global
14 de junho de 2022
Em 9 de julho, o Centro de Promoção de Desenvolvimento de PMEs (Pequena e Médias Empresas) do MIIT, divulgou um relatório mostrando que o ambiente geral de desenvolvimento de PMEs de 2021 melhorou significativamente em toda a China. Concentrando-se nos principais pontos problemáticos e dificuldades enfrentadas pelas PMEs, foram pesquisadas 36 cidades e mais de 35 mil PMEs em cinco dimensões: mercado, legal, financiamento, inovação e políticas. Em cada um desses cinco ambientes, cada cidade participante teve uma melhora em geral. Ambientes das PMEs Ambiente político Em termos de ambiente político, as cidades participantes intensificaram os esforços para promover o desenvolvimento de pequenas e médias empresas, introduziram ativamente políticas e medidas de apoio, ao mesmo tempo que melhoraram o nível de serviços públicos para essas empresas e melhoraram efetivamente a sensação de ganho e satisfação das empresas. Segundo a pesquisa, 46,01% das empresas da amostra estão muito satisfeitas com a implementação da política de beneficiamento, e outras 41,92% estão apenas satisfeitas. Entre elas, as maiores satisfações são com a política de redução de impostos e taxas e a reforma do sistema de aprovação administrativa. Ambiente financeiro A fim de resolver os problemas de financiamento de PMEs, as cidades participantes implementaram efetivamente várias políticas e medidas nacionais, recursos integrados, plataformas e medidas inovadoras. De acordo com os dados, 31,74% das empresas pesquisadas relataram que a dificuldade de financiamento foi significativamente reduzida, e 27,45% relataram uma pequena redução. Ambiente de mercado As cidades participantes adotaram uma série de medidas para proteger e apoiar as entidades do mercado, relaxando ainda mais o limite de acesso ao mercado e promover a reforma do sistema de aprovação administrativa. A conveniência e eficácia dos serviços governamentais online vêm melhorando ano a ano e a vitalidade das entidades do mercado continua sendo estimulada. Em 2020, o número médio de novas empresas em cada cidade foi de 102.300, um aumento de 7% em relação ao 2019. Ambiente legal No âmbito legal, as cidades continuam a desbloquear os canais de proteção dos direitos empresariais, melhorar a padronização da aplicação da lei administrativa, além de melhorar o ambiente judicial e fortalecer a proteção dos direitos e interesses das pequenas e médias empresas. No entanto, a pesquisa mostra que a questão da proteção judicial das PMEs é a principal deficiência que restringe a melhoria do ambiente legal, sendo necessário mais atenção. Ambiente de inovação Em termos de ambiente de inovação, as PMEs “especializadas e inovadoras” tornaram-se a espinha dorsal da inovação, mas ainda é proeminente o fenômeno de que muitos recursos de inovação estejam concentrados em cidades de primeira linha. A pesquisa mostra que Pequim, Xangai, Shenzhen e Guangzhou, as quatro cidades têm um total de 684 operadoras de inovação reconhecidas nacionalmente, representando 26,53% do número total de cidades participantes da pesquisa. Em comparação com a última avaliação, a concentração de recursos inovadores nas quatro cidades diminuiu ligeiramente, mas a distribuição desigual entre as cidades ainda é bem evidente. Fonte: Diário do Povo
12 de abril de 2022
A pandemia de COVID-19 trouxe um sério impacto na cadeia de suprimentos e industrial do mundo inteiro, e a China com a sua eficiente prevenção e proteção do vírus, além de forte capacidade de suporte à fabricação, fez contribuições importantes para estabilizar a cadeia de suprimentos globais, e também estimulou efetivamente o crescimento do comércio exterior da China. Durante esse processo, o grande número de Pequenas e Médias Empresas (PMEs) de comércio exterior se mostrou resiliente lidando com dificuldades como bloqueios logísticos internacionais e a pandemia de forma efetiva, o que contribuiu para o crescimento do comércio exterior da China. No ano passado, a exportação de PMEs de comércio exterior continuou seu rápido crescimento. Um levantamento do Conselho de Promoção do Comércio Internacional da China mostra que, exceto pela queda no início do ano devido ao Festival da Primavera, o índice de exportação de PMEs manteve-se em um patamar elevado na maioria dos meses de 2021, sendo significativamente superior ao de 2020. Em 2021, a China forneceu ao mundo uma grande quantidade de materiais de saúde, bens de consumo e muitos componentes importantes, e a maioria deles vêm de PMEs. Neste ano, o comércio exterior da China manterá uma tendência de desenvolvimento de alta qualidade. Por outro lado, tendo resistido ao impacto da pandemia, a capacidade das PMEs em resistir aos riscos externos melhorou significativamente, usando novas tecnologias e plataformas para desenvolver mercados internacionais, melhorando a qualidade dos produtos, ao mesmo tempo em que a influência da marca expande cada vez mais, e são capazes de fazer grandes contribuições para melhorias para estabilizar a cadeia de suprimentos do mundo. Fonte: Diário do Povo
10 de março de 2022
Especialistas da Consultoria China Gate e da fintech de comércio exterior Vixtra contam os primeiros passos para importar da China com segurança A China é o principal e maior parceiro comercial do Brasil, sendo responsável pela maioria dos produtos que chegam no país. Com um aumento de quase 27% das importações, os acordos entre os países atingiram a marca de US$ 47,6 bilhões em 2021, de acordo com dados do governo federal. “Mesmo sendo uma relação já consolidada, não é uma das tarefas mais fáceis encontrar um fornecedor de confiança”, revela Caio Gelfi, diretor comercial da Vixtra , fintech brasileira de comércio exterior. Para Rodrigo Giraldelli, da consultora de importação China Gate , PMEs que querem comprar na China devem se organizar, pesquisar e negociar. “É totalmente possível importar da China com legalidade, segurança e com boa margem de lucro”, diz Giraldelli, que há 21 anos ajuda empresários a importar do país asiático. Confira as dicas dos especialistas: Como saber qual produto importar O primeiro ponto é simples: importe um produto que você sabe vender ou que conhece bem o ramo. Não adianta ter capital para importar um produto que aparentemente dá retorno, se você não tem conhecimento sobre o melhor canal de vendas, se não sabe fazer marketing para aquela mercadoria, ou se não tem clientes específicos prontos para comprar de você. Não escolha um produto só porque está aparentemente em alta. Busca de fornecedor A China já superou a fama de produtos de baixa qualidade, tendo em vista que os equipamentos de telecomunicações, incluindo peças e acessórios, são os mais enviados para o Brasil. Sites como Alibaba e Rakumart são os mais comuns para a busca de fornecedores e oferecem uma grande variedade de produtos e fabricantes. É necessário investir tempo pesquisando. Ou você faz isso por conta própria, ou contrata uma assessoria para fazer uma busca por você. Como saber se o fornecedor é confiável Mas, como saber se a fábrica existe de verdade na China, se os fornecedores vão entregar o produto? “Para isso, é preciso contratar um serviço de inspeção de fábrica em território chinês, que vai até o local verificar se a fábrica existe, se o local produz a mercadoria, além de checar os documentos da empresa”, explica Rodrigo Giraldelli. Há empresas especializadas nesse tipo de serviço e que podem entregar um relatório com todos os dados sobre o fornecedor em até 48 horas. “O grande gargalo é encontrar informações sobre o fornecedor que passem confiança ao importador, como, por exemplo, saber se o mesmo é bloqueado em outros países ou se cumpre com as regras de compliance internacional”, complementa Caio Gelfi. Tenha um processo de importação organizado Apesar do avanço da tecnologia, muitos importadores brasileiros ainda utilizam planilhas para fazer o controle e acompanhamento do processo de importação. “A falta de visibilidade dos processos e necessidade de consolidação das informações dos diversos players envolvidos em um processo de comércio exterior geram retrabalho e gargalos na cadeia de fornecimento”, diz Gelfi. Por isso, ter um processo de importação organizado é importante para evitar dores de cabeça depois que o produto já está em trânsito. Faça a cotação dos produtos e simulação de custos Para fazer a cotação dos produtos e simulação de custos, você terá que entrar em contato com o fornecedor através do chat ou e-mail que aparecem no site Alibaba. Muitas vezes, o preço que aparece no site não é o real e funciona apenas para chamar a atenção. Ao entrar em contato com a empresa que está anunciando, especifique o tamanho do seu pedido e dê informações sobre o produto, se necessário. O preço unitário pode reduzir ou aumentar dependendo do tamanho do pedido. “Sempre siga a planilha de custos, levando em conta o capital total que você tem para investir na importação e analise se vale a pena ou não importar”, disse Giraldelli. “Se o custo for 30% menor do que se comprado no Brasil, já é considerado vantajoso. O cenário ideal é se o custo do produto for 50% mais barato”, diz. Tenha a documentação necessária para importar Para importar da China, é necessário ter um CNPJ ativo (de qualquer natureza) e ser habilitado no Radar Siscomex. Essa é uma obrigatoriedade para quem quer atuar no comércio exterior. O Siscomex é o sistema onde o despachante aduaneiro irá registrar a Declaração de Importação (DI) assim que os produtos entrarem no Brasil. O Radar é um mecanismo utilizado pela Receita Federal para analisar a capacidade operacional e financeira da empresa importadora. Você pode habilitar o radar siscomex por conta própria, acessando o Portal Único do Siscomex. Capital para investir na importação Muitos fornecedores chineses priorizam o fechamento das negociações em dólares por ser a moeda mais valorizada no mercado. Não é por acaso que as principais dificuldades que os importadores enfrentam é o capital de giro e o próprio financiamento da mercadoria. "Para isso, é importante ter acesso a outros serviços financeiros, como de hedge , seguro e câmbio, para o cliente se proteger de flutuações de moedas", explica Gelfi. Além de fechar acordos em dólares, outra prática bastante recorrente é o pagamento adiantado antes mesmo do produto chegar ao país. “Algumas cadeias produtivas, os fornecedores solicitarem o pagamento antecipado em até 180 dias, gerando uma necessidade de caixa ainda maior”, finaliza Gelfi.
17 de fevereiro de 2022
A Associação de Pequenas e Médias Empresas da China (CASME, sigla em inglês) publicou recentemente, um relatório sobre o desenvolvimento econômico das pequenas e médias empresas chinesas (PMEs). Os dados mostram que a taxa do Índice de Desenvolvimento das PMEs foi de 89,4 em janeiro deste ano, 0,2 p.p. acima em uma base comparável, aumentando pelo terceiro mês consecutivo. Os subsetores da indústria, transporte e armazenagem, correio, transmissão de informações e serviços de informática e de software, hotelaria e restaurante também aumentaram, recuperando ou estabilizando por dois meses consecutivos. Com a melhoria na disposição das empresas para investir. A taxa do índice de investimento foi de 83,8 p.p. em janeiro deste ano, 0,3 p.p. acima do mês anterior. Com a recuperação estável na confiança empresarial, o índice de confiança empresarial, foi de 98,6 p.p. em janeiro deste ano, avançou 0,5 p.p. na comparação com dezembro de 2021. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Diário do Povo