24 de março de 2021
Uma pesquisa recente de Tao Luqi, vice-diretor do Centro de Inovação Colaborativa de Internet das Energias (Energy Internet) e Equipamentos Inteligentes da Universidade de Chongqing, pesquisador especial do departamento de Engenharia Elétrica, atraiu a atenção da comunidade científica, através de uma pesquisa de que o grafeno pode ajudar as pessoas com deficiência auditiva a “falar” e ter uma comunicação mais eficiente. Ao entrar no laboratório do vice-diretor, há algumas fatias finas da cor preta do tamanho do polegar na mesa. Esta é a pesquisa que Tao está fazendo – desenvolver sensores capazes de perceber todo o tipo de informação ambiental, como temperatura, umidade, tensão, e converter a informação ambiental em sinais elétricos que, no futuro, poderão ser utilizados principalmente na área da saúde e da medicina. (Fonte: Chongqing university; Pesquisador Tao Luqi com o material de fatia fina) Como a tecnologia pode ajudar as pessoas com deficiência auditiva? “Embora as pessoas surdas e mudas não possam falar, conseguem vibrar a garganta, e colocando material de grafeno de fatia fina fora da garganta, podemos detectar as vibrações da garganta. Uma vez que as vibrações são detectadas, o segundo passo é identificar as diferentes vibrações e convertê-las em uma espécie de “código de idioma” para pessoas surdas e mudas”. Segundo ele, a pronúncia codificada por cada pessoa é como as letras de um teclado, e pode expressar semântica contínua e completa através de diferentes combinações. E esta etapa de “expressar” a fala pode ser feita com grafeno. “Ao adicionarmos um sinal elétrico a ele, já pode reproduzir um som”. De acordo com o Tao, o grafeno além de poder detectar as vibrações da garganta é também capaz de emitir sons, e através do design, ele pode obter a percepção mais sensível à garganta, permitindo que as pessoas que não falam, possam passar por algum treinamento e usá-lo para realizar a comunicação normal com as pessoas. Por que estudar essa tecnologia de ponta? O Vice-diretor disse: “Isso se deve a uma conferência em 2017. Durante a reunião, conversando com meus colegas sobre a pesquisa e a relação entre grafeno e acústica. Percebi que, na época a equipe estrangeira encontrou um material chamado “grafeno nanoporoso”, material que tem boas propriedades mecânicas, e estrutura porosa extremamente sensível à pressão, que consegue sentir as pequenas vibrações da garganta. E enquanto eu estava dedicando a pesquisa em acústica descobri, que este material não só tem uma única propriedade mecânica, tem também um bom desempenho vocal, através do efeito termoacústico. Por isso, me concentrei na garganta artificial de grafeno inteligente”. “Vamos fazer algumas explorações no futuro baseadas na aprendizagem de máquinas (machine learning), combinando a inteligência artificial com a pesquisa de sensores, para que muitos sensores possam fazer coisas que antes não conseguia fazer”, disse. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Diário do Povo
18 de março de 2021
Segundo o The Nature Index 2021 supplement on Asia-Pacific, a China tornou-se o motor de crescimento em pesquisa científica na região Ásia-Pacífico e tem uma atração considerável para os colaboradores de pesquisa na região. Desde 2015, as 30 instituições que contribuiu mais para o indicador Nature Index, 29 dessas instituições são da China. O Nature Index é um indicador que mostra o desempenho científico das instituições. Os dois indicadores utilizados para a classificação são números de artigos (Count) e a proporção da contribuições (Share). (Fonte: Wenhui Daily; Postagem do assunto no Nature Index) Desde 2015, a participação da região Ásia-Pacífico na parte da Share pelo Nature Index cresceu de 26,9% para 34,3%, com a China respondendo por mais de 98% do aumento. Excluindo a China, a participação da região na produção científica diminuiria ligeiramente, devido a contribuição do Japão ter diminuído entre 2015 a 2020. De acordo com a Nature Index de 2020, os países destacados em pesquisa científica são China, Japão, Coréia do Sul, Austrália e Índia, e as cidades pioneiras em pesquisa são Pequim, Xangai, Tóquio, Nanjing e Seul. Das 50 instituições de investigação científica com maior participação na região, 32 são chinesas, sendo as 10 melhores são: Chinese Academy of Sciences (CAS, sigla em inglês), University of Science and Technology of China (USTC, sigla em inglês), The University of Tokyo (TODAI, sigla em inglês), Peking University (PKU, sigla em inglês), University of Chinese Academy of Sciences (UCAS, sigla em inglês), Nanjing University (NJU, sigla em inglês), Tsinghua University (THU, sigla em inglês), Zhejiang University (ZJU, sigla em inglês), Shanghai Jiaotong University (STJU, sigla em inglês) e National University of Singapore (NUS, sigla em inglês). Os EUA, a Alemanha e o Reino Unido continuam sendo importantes parceiros científicos na região Ásia-Pacífico, mas não conseguem ser comparadas com o tamanho e a taxa de crescimento das cooperações científicas da China na região. A colaboração em pesquisa entre EUA e China cresceu 56% desde 2015, superando o crescimento da cooperação dos EUA com outros países líderes em pesquisa científica na região da Ásia-Pacífico. David Swinbanks, fundador do Nature Index, disse: “A produção em investigação científica na região Ásia-Pacífico está crescendo rapidamente (o que mais cresce no mundo), devido à enorme contribuição da China”. Fonte: Diário do Povo; WENHUI Daily
11 de março de 2021
Os cientistas chineses conseguiram realizar uma técnica que era cena de ficção científica, foram costurados nas roupas uma tela que pode enviar e receber mensagens, mapear a navegação, procurar informações, entre outras funções. A equipe de pesquisa da Universidade Fudan vem trabalhando há mais de uma década para inventar um novo sistema de visualização (display) de tecido totalmente flexível. Essa tecnologia levou à uma conquista líder mundial e a pesquisa foi publicada na revista internacional de referência, Nature, em 11 de março. O uniforme escolar padrão será utilizado para exibir o logotipo da Universidade, e a parte foi eletrificada e iluminada utilizando a tecnologia. O segredo é que estes fios mais finos, de menos de meio milímetro de diâmetro, podem ser tecidos em roupas diferentes e formar um sistema especial de exibição de tecido que transforma a camisa em uma tela eletrônica. (Fonte: Xin Wen Fang, Tencent News; Ilustração da tela sensível costurado) (Fonte: Xin Wen Fang, Tencent News; Ilustração da tela sensível costurado) (Fonte: Xin Wen Fang, Tencent News; Ilustração da tela sensível costurado) (Fonte: Xin Wen Fang, Tencent News; Ilustração da tela sensível costurado) (Fonte: Xin Wen Fang, Tencent News; Ilustração da tela sensível costurado) Esta tecnologia de display super macia como roupas é o resultado de mais de dez anos de trabalho intenso da equipe de Peng Huisheng e Chen Peining, na Universidade Fudan. “Conseguimos um revestimento uniforme de algumas dezenas de micrometros desta camada ativa. A camada ativa luminescente, está apenas na superfície, se a linha quebrar em algum ponto, então o material perderá o seu brilho, portanto o primeiro passo foi desenvolver o material”, disse Peng Huisheng, diretor do Departamento de Ciência de Macromolecula da Universidade Fudan. Da luminescência estável à construção de um sistema de exibição de tecido, a equipe da Peng Huisheng desenvolveu duas fibras com funções diferentes. As duas fibras são usadas como fio de costura do tecido, e cada interseção entre elas é um ponto de brilho, como se fosse um pixel de um monitor de computador, dessa forma, criando um efeito de exibição dinâmica. Outro ponto surpreendente é que o tecido pode ser lavado centenas de vezes, sem perder a qualidade e o desempenho. Fonte da Capa: Xin Wen Fang Fonte: Diário do Povo; CCTV News
22 de fevereiro de 2021
A revista acadêmica internacional Science e o Research in Astronomy and Astrophysics publicaram conjuntamente, em 19 de fevereiro, artigos com as últimas medições precisas do Cygnus X1, o primeiro buraco negro de classe estelar já descoberto. Três equipes científicas da Austrália, Estados Unidos e China fizeram independentemente as medidas e limites mais precisos sobre a distância, massa, giro e a evolução de um buraco negro, e descobriram que este sistema contém um buraco negro com massa 21 vezes do Sol e uma velocidade de rotação próxima à velocidade da luz. Este é o único sistema binário de raios X com uma massa do buraco negro de mais de 20 vezes a massa do Sol e com uma rotação tão rápida que foi descoberta e confirmada pelos humanos até agora. O pesquisador do “Observatório Astronômico Nacional da Academia de Ciências da China (NAOC, na sigla em inglês), Gou Lijun, e os estudantes Zhao Xueshan e Zheng Xueying são co-autores do artigo publicado em na revista Science, e como primeiro autor e correspondentes do artigo publicado em Research in Astronomy and Astrophysics, sobre a medição precisa da rotação do buraco negro. Os buracos negros sempre foram um dos grandes mistérios do universo. Quando algumas estrelas maciças ficam sem energia para suas reações de fusão nuclear, seus núcleos decaem dramaticamente, e quando sua massa chega a ser cerca de três vezes a massa do Sol, elas formam em uma singularidade (termo científico para o centro do buraco negro) e se tornam buracos negros. Devido à sua densidade e gravidade extremamente alta do buraco negro, mesmo sendo a luz, ela não pode escapar do campo gravitacional dela. Os buracos negros são amplamente classificados de acordo com as suas massas como buracos negros de classe estelar (até 100 vezes a massa do Sol), buracos negros de massa intermediária (100-100.000 vezes a massa do Sol), e buracos negros supermassivos (acima de 100.000 vezes a massa do Sol). Os buracos negros de classe estelar são formados pela morte de estrelas maciças e estão espalhados pelo universo. Histórico do processo científico da medição precisa da massa e velocidade de rotação do Cygnus X1 A primeira tentativa de medir com precisão a natureza do buraco negro foi feita em 2011, quando Gou Lijun e colaboradores chegaram a resultados que colocaram o sistema de buraco negro a uma distância de 6.067 anos-luz da Terra, uma massa de 14,8 vezes a massa do Sol, e descobriram que o horizonte de evento (event horizon) do buraco negro estava girando a 72% da velocidade da luz. Mas dois anos depois, o satélite Gaia da Agência Espacial Européia foi lançado e a medição do Cygnus X1 resultou que ela pode estar um pouco mais longe, a cerca de 7.100 anos-luz. A diferença entre os dois resultados foi grande. Posteriormente, uma equipe da Austrália mediu e confirmou a distância do Cygnus X1 novamente. Combinando os dados anteriores, ele veio com uma distância atualizada de 7240 anos-luz para o buraco negro Cygnus X1, que é quase idêntica à distância dada pelo satélite Gaia. Gou Lijun explica do porquê do desvio nos cálculos anteriores: "Houveram alguns fatores que não consideramos no cálculo da distância, como o erro causado pelos efeitos gerados pelo fluxo de jato. Depois de levar em conta esses efeitos, acabamos obtendo resultados compatíveis aos do satélite Gaia". Gou Lijun disse que um estudo detalhado da natureza dos buracos negros tem sido um tema de pesquisa chave para a equipe. "Entre os mais de 20 sistemas de buracos negros identificados até agora, fizemos medições completas de mais de 10 deles, mas a precisão das medições de alguns sistemas ainda não é muito alta, esperamos também em fazer medições mais precisas com meios de multibanda (multiband em inglês) no futuro". Fonte: People’s Daily