30 de setembro de 2026
A China manteve a 10ª posição entre as economias mais inovadoras do mundo em 2026 e passou a reunir 25 dos 100 principais polos globais de inovação, o maior número entre os países avaliados. Os dados fazem parte do Índice Global de Inovação, divulgado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI). A posição chama atenção também pelo nível de renda do país. A China é a única economia classificada como de renda média entre as 30 primeiras do ranking. Segundo a OMPI , o país apresenta resultados de inovação acima do que seus recursos disponíveis sugeririam: aparece em 5º lugar nos resultados gerados pela inovação, enquanto ocupa a 22ª posição nos recursos e condições destinados a produzi-los. A China também concentra 25 dos 100 principais polos de inovação do mundo, o maior número entre os países avaliados. Os Estados Unidos aparecem em seguida, com 20. O eixo Shenzhen–Hong Kong–Guangzhou ocupa pelo segundo ano consecutivo a primeira posição global, seguido por Tóquio–Yokohama e San José–São Francisco. Pequim aparece em quarto lugar e Xangai–Suzhou, em sexto. Esses polos são definidos pela OMPI a partir da concentração de inventores, publicações científicas e investimentos de capital de risco. No caso de Shenzhen–Hong Kong–Guangzhou, a região tem peso principalmente na produção de patentes e reúne empresas e universidades envolvidas em pesquisa e desenvolvimento. O crescimento da capacidade de inovação acompanha o aumento dos investimentos em pesquisa. Em 2025, a China destinou RMB 3,926 trilhões a pesquisa e desenvolvimento, alta de 8,1% em relação ao ano anterior. O valor correspondeu a 2,8% do PIB. A produção de propriedade intelectual também cresceu. Até o fim de junho de 2026, a China tinha 2,36 milhões de patentes de invenção classificadas pelo governo como de alto valor, equivalente a 16,8 para cada 10 mil habitantes. Mais de 70% dessas patentes estavam relacionadas a setores considerados estratégicos, como tecnologia da informação de nova geração e novas energias. Fonte: news.cn
8 de setembro de 2026
Shenzhen, Hong Kong e Guangzhou formam o maior polo de inovação do mundo pelo segundo ano consecutivo, segundo o Índice Global de Inovação 2026, divulgado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI). A China também concentra 25 dos 100 principais polos do ranking, mais do que qualquer outro país. Além da liderança de Shenzhen–Hong Kong–Guangzhou, outros dois polos chineses aparecem entre os dez primeiros: Pequim ocupa a quinta posição e Xangai–Suzhou, a sexta. Tóquio–Yokohama aparece em segundo lugar no ranking global, seguido por San Jose–São Francisco, em terceiro, e Seul, na quarta posição. Os polos de inovação podem reunir uma cidade ou um conjunto de cidades com forte concentração de atividades tecnológicas e científicas. Para elaborar a classificação, a OMPI considera três indicadores: pedidos internacionais de patentes, produção de artigos científicos e localização de empresas que recebem investimentos de capital de risco. No total, a China possui 25 polos entre os 100 primeiros e lidera esse levantamento pelo quarto ano consecutivo. Os Estados Unidos aparecem com 20, seguidos pela Alemanha, com sete. Índia e Reino Unido têm quatro cada. Juntos, China e Estados Unidos concentram quase metade dos principais polos de inovação identificados pela OMPI. O Brasil também aparece no ranking, representado por São Paulo. Entre as demais economias de renda média com polos entre os 100 primeiros estão Índia, Egito, Irã, Malásia, México e Turquia. Segundo a OMPI, o desempenho dos polos chineses está relacionado à concentração de pesquisa, empresas, talentos e investimentos, além do crescimento de áreas como tecnologias de baterias e energia. Fonte: news.cn
3 de março de 2026
A China contabilizou, até dezembro de 2025, 602 milhões de usuários de inteligência artificial generativa, um aumento de 141,7% em relação ao final de 2024. As informações são do 57º Relatório Estatístico sobre o Desenvolvimento da Internet na China , divulgado pelo Centro de Informação da Rede de Internet da China. De 2021 a 2025, a IA generativa acelerou sua integração à produção e à vida cotidiana, tornando-se um importante motor para a transformação digital e inteligente da economia e da sociedade chinesas. Em 2025, o número de empresas chinesas de inteligência artificial ultrapassou 6.000, e o tamanho do setor central da indústria de IA deve superar RMB 1,2 trilhão. Além disso, a capacidade nacional de computação inteligente já excede 159 quintilhões de operações por segundo. Desde 2012, a China tem atribuído alta prioridade ao desenvolvimento da inteligência artificial, aprimorando o planejamento estratégico de alto nível e fortalecendo a coordenação das políticas públicas. Nos últimos anos, a China também intensificou os investimentos em pesquisa básica na área de IA. O país ocupa posição de destaque global tanto em quantidade quanto em qualidade de artigos científicos publicados. Segundo dados divulgados em 2025 pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), a China tornou-se o maior detentor mundial de patentes em inteligência artificial, concentrando cerca de 60% do total global. Fonte: people.com.cn
12 de novembro de 2025
Segundo a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), os pedidos de patentes globais atingiram 3,7 milhões em 2024, registrando aumento de 4,9% e o quinto ano consecutivo de crescimento. A China concentrou 1,8 milhão desses pedidos, seguida pelos Estados Unidos (501.831), Japão (419.132), Coreia do Sul (295.722) e Alemanha (133.485). A tecnologia da computação permaneceu a mais solicitada, representando 13,2% do total, seguida por equipamentos elétricos, tecnologia de medição, comunicação digital e tecnologia médica, mantendo padrões semelhantes aos de 2023. Os pedidos de registro de marcas somaram 15,2 milhões em 2024, apresentando leve queda de 0,1% em relação a 2023, mas indicando recuperação após dois anos de desaceleração. A China liderou com cerca de 7,3 milhões de pedidos, seguida por Estados Unidos (836.457), Rússia (559.436), Índia (532.900) e Brasil (436.291). O relatório também registra crescimento nos pedidos globais de patentes de design, que atingiram 1,6 milhão em 2024, alta de 2,2%. A China liderou com 906.849 pedidos, seguida por Alemanha (70.212), Estados Unidos (66.855), Itália (63.668) e Coreia do Sul (60.109). Esses cinco países representaram quase três quartos dos pedidos globais de design. Daren Tang, Diretor-Geral da OMPI, ressaltou que a propriedade intelectual é central para negócios e crescimento econômico. Ele afirmou que a inovação continua sendo um fator-chave para o desenvolvimento global e que o aumento dos pedidos reflete confiança no sistema de propriedade intelectual, reforçada por esforços governamentais e apoio da OMPI. Tang destacou ainda a necessidade de cooperação internacional para manter uma estrutura de proteção eficaz. O relatório anual da OMPI reúne estatísticas de departamentos de propriedade intelectual de aproximadamente 150 países e regiões, oferecendo uma visão detalhada sobre a dinâmica global de patentes, marcas, designs e outros direitos de propriedade intelectual. Fonte: Stdaily
22 de abril de 2025
A China passou a aceitar o registro de patentes desenvolvidas com apoio de inteligência artificial (IA). O anúncio ocorreu durante o Fórum de Alto Nível sobre Proteção da Propriedade Intelectual 2025, realizado entre 21 e 22 de abril, em Pequim. A Administração Nacional de Propriedade Intelectual da China atualizou o Guia de Exame de Patentes para incluir critérios específicos na avaliação de invenções com participação de IA. A mudança regulamenta o caráter inventivo dessas criações e alinha o país ao debate jurídico internacional sobre novas tecnologias. Segundo a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), a China detém 61% das patentes globais relacionadas à IA. O volume resulta de investimentos em tecnologia e de políticas públicas voltadas à inovação. “O número de pedidos de patentes em tecnologias digitais cresceu, em média, 172% nos últimos cinco anos, enquanto os relacionados à IA subiram 700%”, informou Kenichiro Natsume, diretor-assistente da OMPI. “Mais da metade das principais patentes em IA generativa estão nas mãos de entidades chinesas.” China usa IA para proteger seu próprio sistema de inovação O país também aplica ferramentas de IA para proteger sua base tecnológica. Entre as ações em curso estão o monitoramento em tempo real de violações, o rastreamento da origem de conteúdos e sistemas de reconhecimento digital. O governo promove ainda triagens em universidades e centros de pesquisa para acelerar a transformação de patentes em produtos. A iniciativa busca resolver obstáculos antigos, como a dificuldade de pequenas empresas em acessar tecnologias públicas. A política também incentiva a aproximação entre centros de pesquisa e empresas privadas para acelerar a inovação. Participação ativa da China nas regras globais de propriedade intelectual Além das ações internas, a China ampliou sua presença em fóruns internacionais. Em 2024, atuou diretamente na conclusão de dois tratados liderados pela OMPI: o Tratado sobre Propriedade Intelectual, Recursos Genéticos e Conhecimentos Tradicionais Associados e o Tratado de Riad sobre Desenho Industrial. O país também firmou acordos bilaterais com Emirados Árabes Unidos, Nova Zelândia, Itália, França e Austrália. Em parceria com Japão e Coreia do Sul, estabeleceu metas conjuntas para cooperação em propriedade intelectual pelos próximos dez anos. “A China deixou de ser apenas participante das regras internacionais e passou a influenciar a formulação de novas normas globais”, afirmou Kim Eun-ji, representante do Escritório de Direitos Autorais da Coreia em Pequim. Empresas estrangeiras ampliam presença em meio à segurança regulatória Nos últimos dez anos, o número de patentes válidas de empresas estrangeiras na China aumentou 336%. O investimento em pesquisa e desenvolvimento (P&D) de grandes indústrias internacionais cresceu 86,4% no mesmo período. A farmacêutica alemã Boehringer Ingelheim citou a importância da proteção regulatória ao anunciar novos investimentos no país.“Estamos encorajados pelas medidas da China em fortalecer a propriedade intelectual. Planejamos investir cerca de 5 bilhões de yuans em P&D nos próximos cinco anos”, disse Gao Haoting, presidente da empresa na Grande China. China propõe sistema global mais equilibrado Durante o fórum, o governo chinês defendeu um sistema multilateral mais justo na área de propriedade intelectual. O país reafirmou o compromisso com a inovação e o desenvolvimento sustentável em ambiente de colaboração internacional. “A China está pronta para cooperar com outros países na construção de um sistema mais favorável à inovação, contribuindo com soluções para o avanço da governança global da propriedade intelectual”, afirmou o comunicado oficial. Fonte: ST Daily Tradução: Mei Zhen Li
27 de setembro de 2024
O Relatório do Índice Global de Inovação (GII) 2024 publicado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) em 26 de setembro mostra que a classificação da China no índice global de inovação subiu uma posição em relação ao ano passado, para o 11º lugar. Isso coloca a China como uma das economias que mais cresceram em termos de inovação nos últimos 10 anos. O relatório avaliou o desempenho dos ecossistemas de inovação em mais de 130 economias em todo o mundo. A classificação mais recente mostra que os 10 países mais inovadores do mundo são Suíça, Suécia, Estados Unidos, Singapura, Reino Unido, Coreia do Sul, Finlândia, Holanda, Alemanha e Dinamarca. O relatório também mostra que a China é a única economia de renda média entre as 30 economias mais inovadoras do mundo, com 26 aglomerações de inovação e tecnologia globais classificados entre as 100 melhores, ocupando o primeiro lugar do mundo. A China ocupa o primeiro lugar em 8 dos 78 indicadores de inovação do índice. A OMPI expressou sobre a situação global de inovação que os principais indicadores de atividade de inovação no futuro apresentam uma situação de fraqueza grave, com uma queda no investimento de risco, no número de pedidos internacionais de patentes e na quantidade de publicações científicas em 2023, e um abrandamento do crescimento dos gastos em pesquisa e desenvolvimento. Daren Tang, diretor-geral da OMPI , disse que, apesar desse cenário, os avanços tecnológicos em 2023 ainda são fortes, especialmente em áreas como sequenciamento genético, capacidade de computação e baterias de veículos elétricos. A aplicação de tecnologias em áreas como 5G , robótica e veículos elétricos também está avançando. Além disso, o índice global de inovação deste ano também apresenta tendências positivas em alguns indicadores chave, incluindo a queda da taxa global de pobreza, o aumento da produtividade do trabalho e o aumento da expectativa de vida. Fonte: gov.cn
2 de março de 2021
No dia 2 de março, a Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI), com sede localizada na Genebra, Suíça, publicou o novo relatório sobre patentes internacionais. Segundo o relatório, em 2020 houve um aumento na quantidade de pedidos de patentes internacionais apresentados na OMPI. Em 2019, a China ultrapassou os EUA em quantidades, tornando-se o maior solicitante de patentes internacionais, e em 2020 continuou sendo a principal depositária. O relatório aponta que, em 2020, os pedidos de patentes internacionais aumentaram 4%, atingindo 275.900 solicitações, o maior número já registrado. A China cresceu 16,1%, com 68.720 solicitações, é a campeã mundial. O país é seguido pelos EUA, que apresentou 59.230 pedidos de patentes internacionais. Japão, Coreia do Sul e Alemanha ocupam o terceiro, quarto e quinto lugar, respectivamente. Os dados do relatório refletem a tendência global de inovação. Em 10 anos, a porcentagem de pedidos de patentes internacionais depositados pelos países e regiões da Ásia aumentou de 35,7% para 53,7%. Desde “Tratado de Cooperação em matéria de Patentes” (PCT, na sigla em inglês) da OMPI, que entrou em vigor em 1978, os EUA sempre lideraram no ranqueamento. Em 2019, pela primeira vez, a China ultrapassou os EUA e tornou-se a maior depositária mundial de pedidos de patentes internacionais. No entanto, afetados pela pandemia de Covid-19, houve uma queda de 0,6% nos pedidos de registros de marcas internacionais apresentados na OMPI em 2020, atingindo a quantidade de 63.800 solicitações, também é o primeiro decrescimento desde a crise econômica mundial entre 2008 e 2009. Os pedidos de registros de design de produtos industriais (desenho industrial) sofrem a primeira queda desde 2006, reduzindo 15%, resultando em 18.580 solicitações. O relatório da OMPI mostra que, nos últimos dez anos, a taxa de crescimento de pedidos de patentes internacionais já superou a do PIB mundial. A empresa chinesa Huawei é a maior solicitante por quatro anos consecutivos. Entre as dez faculdades com maior quantidade de pedidos, cinco são chinesas. Do ponto de vista da área, a tecnologia computacional ocupa a maior proporção de pedidos de patentes internacionais, seguida pela comunicação digital e tecnologia médica. Fonte: 21st Century Business Herald