4 de maio de 2026
A entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia , em 1º de maio de 2026, representa um dos movimentos mais relevantes do comércio internacional para o agronegócio brasileiro nas últimas décadas. Após mais de vinte anos de negociações, o entendimento conecta dois grandes blocos econômicos, reúne cerca de 700 milhões de consumidores e cria uma nova etapa de integração comercial entre América do Sul e Europa. Para o Brasil, principal país agroexportador do Mercosul, o acordo abre uma nova fronteira internacional baseada em acesso ampliado a mercados, redução tarifária gradual e maior diversificação de destinos estratégicos para seus produtos. Segundo informações oficiais do Governo do Brasil e da União Europeia, o acordo estabelece cronogramas progressivos de desgravação tarifária, além de avanços em áreas como facilitação de comércio, investimentos, compras públicas, medidas sanitárias e fitossanitárias e cooperação regulatória. Na prática, isso significa melhores condições de competitividade para diversos setores do agro brasileiro, especialmente aqueles em que o país já possui escala produtiva, eficiência logística crescente e forte reputação internacional em abastecimento. Para um país que já lidera exportações globais de soja, café, açúcar, suco de laranja, carne bovina e carne de frango, o novo ambiente comercial reforça o protagonismo do Brasil no fornecimento global de alimentos. Entre os segmentos mais impactados está a proteína animal. O mercado europeu historicamente impõe elevados padrões sanitários e barreiras tarifárias relevantes , o que sempre limitou parte do potencial exportador sul-americano. Com o novo acordo, foram definidos mecanismos de acesso preferencial e cotas específicas para determinados produtos, criando oportunidades concretas para expansão gradual das vendas brasileiras de carne bovina e de aves. Ainda que volumes estejam sujeitos a controles e exigências rígidas, a simples abertura institucionalizada desse canal comercial já altera a percepção estratégica sobre o futuro do setor. No caso da carne bovina, a criação de quotas tarifárias com alíquota reduzida é interpretada por analistas europeus como uma das áreas mais sensíveis do tratado, justamente pela competitividade do Brasil. Já no segmento avícola, onde o país ocupa posição global de liderança, o acesso ampliado tende a favorecer exportadores com histórico consolidado em biossegurança, produtividade e escala industrial. Outro grupo altamente beneficiado envolve açúcar, etanol e produtos agroindustriais. O Brasil reúne vantagens naturais e industriais difíceis de replicar: clima favorável, grande disponibilidade de terras agricultáveis, tecnologia tropical consolidada e matriz energética competitiva. No açúcar e no etanol, o acordo reforça a posição brasileira em um momento em que a Europa amplia o debate sobre segurança energética, transição verde e redução de emissões. O etanol de cana, em particular, passa a ganhar importância não apenas como commodity, mas como solução energética de baixo carbono. Frutas frescas, sucos e alimentos processados também devem encontrar ambiente favorável. O consumidor europeu valoriza rastreabilidade, qualidade, sustentabilidade e regularidade de entrega, atributos que cadeias exportadoras brasileiras vêm fortalecendo nos últimos anos. Itens como limão, melão, manga, uva, abacate, café especial e derivados vegetais podem ampliar presença em nichos premium, agregando valor à pauta exportadora nacional. I mpacto além da exportação direta O acordo reposiciona o Brasil como plataforma internacional de produção agroindustrial. Empresas globais que buscam abastecer diferentes mercados passam a enxergar o país não apenas como fornecedor de matéria-prima, mas como base estratégica para processamento, industrialização e distribuição. Para investidores estrangeiros, inclusive chineses, esse fator merece atenção especial. A China continuará sendo o principal parceiro comercial do agronegócio brasileiro em diversas cadeias, especialmente soja, carne bovina e celulose. No entanto, a abertura simultânea de uma nova frente robusta na Europa aumenta o valor geopolítico do Brasil. Em outras palavras, o país passa a atender com ainda mais relevância os dois maiores polos consumidores do mundo: Ásia e Europa. Isso fortalece a posição negociadora brasileira, amplia alternativas comerciais e reduz dependência excessiva de destinos específicos. Para grupos chineses com interesse em alimentos, logística, armazenagem, proteína animal, fertilizantes, biocombustíveis e infraestrutura portuária, o momento exige leitura estratégica. Investir no Brasil deixa de significar apenas acesso ao mercado local ou fornecimento à China. Passa a significar presença em uma plataforma capaz de abastecer múltiplos continentes sob diferentes regimes comerciais. Trata-se de uma mudança estrutural no mapa global de investimentos ligados ao agro. Naturalmente, o acordo não elimina desafios. O mercado europeu continuará exigindo padrões elevados de conformidade sanitária, rastreabilidade, sustentabilidade ambiental, bem-estar animal e governança corporativa. Portanto, o ganho brasileiro não será automático. As empresas mais preparadas tecnicamente, mais eficientes logisticamente e mais aderentes a padrões ESG serão as principais beneficiadas. Ainda assim, a mensagem central é clara: o agronegócio brasileiro entra em uma nova fase. Em um cenário global marcado por tensões geopolíticas, preocupação com segurança alimentar e busca por fornecedores confiáveis, o Brasil amplia mercados exatamente no momento em que o mundo mais precisa de estabilidade no abastecimento. O acordo Mercosul-União Europeia não substitui a importância da China para o campo brasileiro, nem reduz o protagonismo asiático. Ao contrário: ele confirma que o Brasil se consolida como eixo estratégico da segurança alimentar mundial. Para quem observa o comércio internacional com visão de longo prazo, a conclusão é objetiva: o agro brasileiro acaba de ganhar uma nova fronteira internacional. Autor: João Luiz Filho
19 de dezembro de 2025
Os protestos recentes de produtores rurais da União Europeia (UE) contra o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, que tomaram as ruas de Bruxelas e influenciaram diretamente o adiamento da assinatura do tratado, revelam mais do que uma resistência pontual ao comércio internacional. Eles expõem um conflito estrutural: a crescente dificuldade de competitividade do setor agrícola europeu frente a regiões com custos de produção estruturalmente mais baixos, como o Brasil. Embora o discurso político europeu enfatize preocupações sanitárias, ambientais e regulatórias, a raiz econômica do problema está cada vez mais clara: o diferencial de custo por unidade produzida tornou-se um fator central de tensão. Dados oficiais da consultoria Eurostat mostram que a agricultura da União Europeia é pressionada por custos com insumos. Em 2024, o consumo intermediário do setor agropecuário europeu ultrapassou €300 bilhões, sendo a ração animal, fertilizantes, energia e defensivos os principais componentes. Existem ainda outros fatores estruturais como fazendas de menor escala média, alto custo de energia e mão de obra, exigências ambientais rigorosas da Política Agrícola Comum (PAC), redução gradual de subsídios diretos e aumento de condicionalidades ambientais, e mercado consumidor exigente. Na prática, isso significa que qualquer ampliação da concorrência externa, mesmo que limitada por cotas e salvaguardas, gera reação imediata do setor produtivo europeu. A China ocupa uma posição singular nesse comparativo. Relatórios oficiais da National Development and Reform Commission (NDRC) indicam que os custos de produção agrícola chineses são fortemente influenciados por estrutura fundiária fragmentada, alto custo de mão de obra, e uso intensivo de subsídios e políticas de suporte. Diferentemente do Brasil , a China não busca competir globalmente em custo em todas as commodities, mas sim garantir segurança alimentar, estabilidade social e previsibilidade de oferta. Por isso, mantém estoques estratégicos e aceita custos domésticos mais elevados, compensados por importações seletivas, especialmente do Brasil. Compradores chineses recorrem com frequência à soja, ao milho e às proteínas brasileiras quando o diferencial de preço se amplia. O debate político na Europa enquadra a discussão exclusivamente em padrões ambientais ou sanitários, e não reconhece que o diferencial de custo é estrutural, não conjuntural. Nesse contexto, o acordo UE–Mercosul torna-se um símbolo de um dilema maior: como conciliar competitividade global, transição ambiental e proteção social do produtor europeu. Para o Brasil o momento exige uma comunicação mais sofisticada e baseada em evidências. É preciso explicar que a competitividade brasileira resulta de eficiência produtiva, não de “concorrência desleal”. Além disso, é necessário utilizar dados oficiais (CONAB, estatísticas setoriais reconhecidas) para demonstrar competitividade e mostrar que padrões sanitários e ambientais não são fraquezas, mas diferenciais crescentes em mercados exigentes. Os protestos dos agricultores europeus não são apenas contra o Mercosul — são contra uma realidade econômica que a Europa vem adiando enfrentar. O diferencial de custo entre Brasil, União Europeia e o resto do mundo está no centro desse embate, ainda que nem sempre explicitado. Para o Brasil, o desafio não é apenas negociar acordos comerciais, mas consolidar sua posição como fornecedor confiável, competitivo e transparente em um mundo onde agricultura, geopolítica e segurança alimentar estão cada vez mais interligadas.
20 de março de 2023
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva do Brasil visitará a China, de 26 a 31 de março, acompanhado de uma delegação de mais de 200 empresários. É esperado que a cooperação com a China seja fortalecida em várias áreas, tais como economia verde, economia digital, alta tecnologia e Mercosul. A grande questão e preocupação da comunidade internacional é se o Brasil, como o maior país em desenvolvimento dos hemisférios oriental e ocidental, assinará o acordo da “Iniciativa do Cinturão e Rota” (Belt and Road Initiative, BRI, na sigla em inglês) com a China, o que levará a um novo “boom político e econômico” entre os dois países. Este ano marca o 10º aniversário da BRI, e 21 países latino-americanos já assinaram acordos de cooperação BRI com a China. Embora a China tenha sido o maior parceiro comercial do Brasil desde 2009, e de acordo com estatísticas aduaneiras chinesas, o comércio bilateral entre o Brasil e a China será de US$ 171,49 bilhões em 2022, dos quais as exportações chinesas serão de US$ 61,97 bilhões. O ex-presidente Jair Bolsonaro adotou uma política pró-ocidental e distante da China, o que levou a uma situação de “economia quente e política fria” entre o Brasil e a China. Entretanto, devido à política pró-ocidental e distante da China do último presidente, o Brasil e a China haviam estado anteriormente em uma situação de “economia quente e política fria”, e o Brasil não havia assinado um acordo de cooperação com a China no acordo da “Iniciativa do Cinturão e Rota”, como fizeram a Argentina, o Chile e outros grandes países latino-americanos. Acredita-se que a assinatura do acordo da “Iniciativa do Cinturão e Rota” com a China ajudará a impulsionar os setores econômico, tecnológico e social do Brasil, reforçando ainda mais a cooperação com a China em áreas como nova infraestrutura, nova energia, e novos mercados. A viagem de Lula à China terá uma delegação de 27 deputados, 12 senadores, governadores estaduais e ministros, assim como mais de 200 empresários de mais de 140 indústrias. A delegação brasileira incluirá representantes empresariais de uma ampla gama de setores, incluindo infraestrutura, bancos, agronegócios, alimentos, vestuário e calçados, telecomunicações e inovação digital. Desenvolvimento da economia digital Em primeiro lugar, a cooperação na nova infraestrutura será reforçada. Embora o Brasil tenha uma população de 215 milhões de habitantes, uma taxa de penetração da Internet de 76% e uma taxa de penetração dos smartphones de 68%, a “nova infraestrutura” do país, representada pela tecnologia 5G, inteligência artificial, internet industrial e internet das coisas, ainda não é capaz de atender às necessidades de desenvolvimento econômico e social. Em resposta, o governo brasileiro desenvolveu uma estratégia e um plano para o desenvolvimento da economia digital, esperando torná-la um novo ponto de crescimento econômico através de tecnologias inovadoras como redes 5G, centros de dados e inteligência artificial. Embora a cúpula do G7, liderada pelos Estados Unidos, tenha emitido um comunicado conjunto em 2021 para estabelecer a parceria Build Back Better World, que planeja investir mais de US$ 40 trilhões para atender às necessidades de infraestrutura dos países em desenvolvimento, o governo não conseguiu atender a essas necessidades. Entretanto, desde seu início, o plano só tem sido ouvido. Ao mesmo tempo, a economia digital da China vem crescendo nos últimos anos, com a indústria continuando a crescer em ritmo acelerado e ocupando o segundo lugar no mundo há vários anos. Portanto, se o Brasil e a China fortalecessem sua cooperação no novo setor de infraestrutura e assinassem um acordo de cooperação para a construção da Rota da Seda Digital, isso ajudaria o Brasil a aprofundar seus esforços no novo setor de infraestrutura e impulsionaria o desenvolvimento da economia digital. Novas energias Em relação à estrutura de geração de energia do Brasil, a hidroeletricidade responde por mais de 60%. A situação atual de dependência da geração de energia hidrelétrica torna o fornecimento de eletricidade do Brasil desigualmente distribuído e vulnerável a condições climáticas extremas. Além da energia hidrelétrica, o Brasil é rico em recursos de energia solar e eólica. O Brasil tem uma intensidade luminosa média de 4,5 a 6,3 kWh/m2 por dia e um potencial de energia solar de 114 GW. O Brasil é também um dos países mais ricos em termos de energia eólica, com um potencial de 143 GW. Por esta razão, o governo brasileiro está encorajando o desenvolvimento da geração de energia não-hidro renovável e estabeleceu uma meta de aumentar a participação do país na geração de energia não-hidro renovável para 28% a 33% até 2030. A China alcançou um salto no desenvolvimento da energia renovável representada pela geração de energia hidrelétrica, eólica e fotovoltaica. Nos últimos 10 anos, a capacidade total instalada de geração de energia renovável da China atingiu 1,1 bilhão de quilowatts, com a capacidade instalada de energia hidrelétrica, eólica, fotovoltaica e de geração de energia de biomassa em primeiro lugar no mundo. Entre eles, a capacidade instalada combinada de energia eólica e fotovoltaica é de 670 milhões de quilowatts, o que é quase 90 vezes maior do que em 2012. Além disso, com a rápida iteração da geração de energia fotovoltaica da China e outras tecnologias, ela tem repetidamente estabelecido novos recordes mundiais de eficiência na conversão de baterias. E as baixas velocidades de vento, resistência a tufão, torres ultra altas e tecnologias de energia eólica de ultra alta altitude estão entre as melhores do mundo. Portanto, será muito benéfico se o Brasil puder fortalecer ainda mais a cooperação com a China no novo setor energético, utilizando e alavancando as novas tecnologias de geração de energia da China e o conhecimento em hidrogênio verde, armazenamento de energia e novas fontes de energia, como energia eólica offshore e geração de energia fotovoltaica distribuída, utilizando novos equipamentos de energia relevantes produzidos na China, além de atrair mais investimentos das novas empresas de energia chinesas. Acordo do BRI e a questão ecológica O acordo BRI, com seu tema de baixo carbono e ecologicamente correto, deve se tornar um novo destaque para a futura cooperação prática entre a China e o Brasil. Isto porque a urgência da ação global continua a aumentar à medida que os efeitos adversos da mudança climática global se tornam cada vez mais evidentes. Em particular, a floresta amazônica no Brasil, considerada o “pulmão da terra”, atingiu um ponto irreversível de mudança de vida ou de morte. Se o desmatamento não for interrompido imediatamente, a maior floresta tropical do mundo poderá desaparecer, provocando mudanças dramáticas no clima global. A questão de como salvar a floresta amazônica brasileira e proteger a segurança climática global tornou-se importante para todos os países. Como a floresta amazônica é a maior floresta tropical do mundo, ela desempenha um papel fundamental na acumulação e armazenamento de carbono na atmosfera. Espera-se que a China e o Brasil reforcem sua cooperação sobre como proteger a floresta amazônica, por exemplo, desenvolvendo conjuntamente vários satélites sino-brasileiros de recursos terrestres para monitorar a floresta amazônica em tempo real, e pesquisando e desenvolvendo conjuntamente plantas de alto valor econômico e agrícola. Em quarto lugar, devemos buscar a “Floresta Comum do Sul”. Mercosul O Mercosul é uma importante organização de cooperação econômica regional na América Latina e é considerado o quinto maior grupo econômico do mundo. A organização é formada por quatro países membros - Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai - e outros países sul-americanos, incluindo Chile, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Suriname e Guiana, são países associados ao Mercosul. O Mercosul havia chegado a um acordo com a UE em junho de 2019, mas o acordo ainda está sob revisão legal devido às preocupações dos países da UE tanto com questões ambientais no Brasil quanto com a concorrência insalubre que resultaria da entrada de produtos de países sul-americanos, especialmente produtos agrícolas, nos países da UE. O Mercosul está diante do fato de que o tratado com a UE tem sido “escondido”, e com o rápido desenvolvimento da economia chinesa, os países sul-americanos estão sentindo o crescente encanto e atração do mercado chinês. Para abrir ainda mais as portas do mercado chinês, é necessário desenvolver uma cooperação mais profunda com a China. Se durante sua visita à China, o Presidente Lula do Brasil puder facilitar e promover o progresso no acordo de livre comércio entre o Mercosul e a China, ou mesmo chegar a um acordo, ele não só trará o enorme mercado chinês de 1,4 bilhão de pessoas aos países sul-americanos, incluindo o Brasil, mas também ajudará a aumentar ainda mais a influência de Lula e do Brasil em todo o continente sul-americano. Vale notar que após tomar posse este ano, o Presidente Lula visitou os Estados Unidos em 10 de fevereiro. Embora ele tenha tido uma boa conversa com o Presidente americano Joe Biden, a visita a Washington não teve resultados substantivos e ele só ficou em Washington por um dia antes de voltar para casa apressadamente, o que foi classificado pela opinião pública internacional como superficial. Cooperação de ganhos múltiplos Portanto, se Lula não quiser repetir os mesmos erros e quiser cooperar com a China em todas as frentes e aumentar ainda mais a capacidade do Brasil de participar em assuntos regionais e até mesmo internacionais, assinar o acordo de cooperação BRI com a China e aderir à iniciativa seria uma boa ideia. O Brasil não só poderá abrir o mercado chinês de 1,4 bilhão de pessoas, mas como a maior economia da América do Sul, a cooperação entre a China e os países sul-americanos também será mais bem promovida, o que levará a uma situação de múltiplos ganhos. É claro que a visita do Presidente brasileiro Lula à China, com ou sem a assinatura do acordo de cooperação BRI com a China, não impedirá que a China e o Brasil acelerem sua cooperação e embarquem em uma nova situação de “prosperidade política e econômica”. Para os governos, empresas e pessoas de toda a Área da Grande Baía de Cantão-Hong Kong-Macau, vale a pena considerar como aproveitar as oportunidades apresentadas pelo aumento da cooperação entre a China e o Brasil, e de fato todo o Mercosul. Para Hong Kong em particular, enquanto a China explora as oportunidades nos países da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) e do Oriente Médio, deve também procurar ativamente oportunidades nos países da América do Sul, para que “parentes distantes possam ser como vizinhos próximos”. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Takungpao Imagem principal: Lucio Tavora/Xinhua