11 de fevereiro de 2026
A China registrou alta de 0,2% no Índice de Preços ao Consumidor (IPC) em janeiro, na comparação anual, enquanto o núcleo do índice, que exclui alimentos e energia, subiu 0,8%, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (11) pelo Departamento Nacional de Estatísticas. No mesmo comunicado, o órgão informou que passou a calcular o IPC com base em 2025, em uma atualização do ano-base que ajusta a cesta de consumo, amplia a cobertura da pesquisa e busca refletir mudanças recentes nos padrões de consumo da população. O Departamento Nacional de Estatísticas atualiza o ano-base do IPC e do Índice de Preços ao Produtor (IPP) a cada cinco anos. A partir de 2026, os dois índices passaram a usar 2025 como referência. A prática segue padrões adotados por institutos de estatística em outros países e tem como objetivo alinhar os indicadores às mudanças no consumo e na estrutura da economia. O IPC mede a variação de preços de uma cesta fixa de bens e serviços consumidos pelas famílias. Como os hábitos de consumo mudam com o avanço econômico e social, o governo revisa periodicamente os itens pesquisados e o período de comparação. Segundo o órgão, a atualização permite retratar com mais precisão o mercado atual. Entre as mudanças, o índice passou a incluir a eletricidade usada em veículos de novas energias, em resposta ao aumento da frota desses automóveis no país. O catálogo de classificação do IPC, os pontos de coleta de preços, as especificações dos produtos, os pesos das categorias e o período-base de comparação também passaram por revisão. Após a atualização, o IPC mantém oito categorias principais e 268 classes básicas. O órgão excluiu, fundiu e dividiu itens e incluiu novas categorias para captar padrões recentes de consumo. Entre elas estão dispositivos de segurança residencial, produtos voltados a idosos, lava-louças, eletricidade para veículos, serviços de fotografia, serviços médicos online e serviços de estética médica. O departamento revisou a categoria “alimentos, tabaco e álcool”, que passou a se chamar “alimentos, tabaco, álcool e refeições fora de casa”. A categoria “turismo” mudou para “agências de viagens e outros serviços turísticos”. Além disso, o órgão criou um índice derivado de serviços de viagem, que reúne passagens aéreas, passagens de trem, hospedagem, aluguel de veículos, agências de viagens e outros serviços turísticos. Na nova base, a pesquisa do IPC passou a cobrir cerca de 120 mil pontos de venda em todo o país e aproximadamente 620 mil especificações de produtos. O número amplia a cobertura em relação ao ciclo anterior. A coleta incluiu supermercados por associação, varejistas de novos formatos e plataformas de varejo sob demanda, como serviços de entrega. O levantamento também incorporou itens como drones inteligentes. O departamento ampliou o uso de big data na coleta de preços, com dados de transações online, registros eletrônicos de empresas e bases administrativas. A mudança busca ampliar a precisão e a frequência das informações. Os pesos das oito categorias do IPC com base em 2025 ficaram em 29,5% para alimentos, tabaco, álcool e refeições fora de casa; 5,4% para vestuário; 22,1% para habitação; 5,5% para bens e serviços domésticos; 14,3% para transporte e comunicação; 11,4% para educação, cultura e recreação; 8,9% para saúde; e 2,9% para outros bens e serviços. Em relação ao ano-base de 2020, o órgão informou que as mudanças nos pesos foram limitadas. O peso dos serviços aumentou, enquanto o dos bens de consumo caiu, em linha com a estrutura atual do consumo no país. O Índice de Preços ao Produtor (IPP) também passou a usar 2025 como ano-base. Em janeiro, o IPP subiu 0,4% em relação a dezembro, o quarto aumento mensal consecutivo. Na comparação anual, a queda foi de 1,4%, após recuo de 1,9% em dezembro. Fonte: news.cn
9 de setembro de 2024
O Escritório Nacional de Estatísticas da China divulgou nesta segunda-feira, 9, dados mostrando que, em agosto, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, com um aumento de 0,1 ponto percentual em relação a julho. O Índice de Preços ao Produtor (IPP) caiu 1,8% na comparação com o mesmo período do ano anterior, e os preços domésticos, de modo geral, mantiveram-se estáveis. Nos produtos que compõem a cesta do IPC da China, os alimentos têm uma alta proporção. Os dados mostram que, em agosto, os preços dos alimentos subiram 3,4% em relação ao mês anterior, com um aumento de 2,2 pontos percentuais em relação ao mês anterior. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, subiram 2,8%, impactando o IPC em cerca de 0,51 pontos percentuais. “Os preços dos alimentos, especialmente de vegetais frescos e frutas, subiram, o que ampliou o aumento do IPC”, disse Liu Fang, pesquisador do Instituto de Pesquisa de Mercado e Preços da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma. Ele explicou que fatores climáticos, juntamente com a sazonalidade, impulsionaram o aumento dos preços dos vegetais. Em agosto, os preços dos vegetais frescos impactaram o IPC com um aumento de aproximadamente 0,44 pontos percentuais em relação ao ano anterior. Em termos mensais, devido ao calor intenso do verão e a chuvas fortes em algumas regiões, os preços de vegetais frescos, cogumelos frescos, frutas frescas e ovos subiram 18,1%, 9,8%, 3,8% e 3,3%, respectivamente; os preços da carne suína subiram 7,3%. Em comparação com o ano anterior, os preços dos vegetais frescos subiram 21,8%, com um aumento de 18,5 pontos percentuais em relação ao mês anterior; os preços das frutas frescas passaram de uma queda de 4,2% no mês anterior para um aumento de 4,1%; os preços da carne suína subiram 16,1%. “Desde maio, os preços da carne suína têm se recuperado e continuado a subir devido à queda no número de abates. Em agosto, os preços da carne suína atingiram o nível mais alto desde fevereiro de 2023”, disse Zhu Zengyong, pesquisador do Instituto de Pecuária e Veterinária de Pequim da Academia Chinesa de Ciências Agrícolas. Ele acrescentou que, com o aumento contínuo do número de leitões recém-nascidos, os preços da carne suína devem se estabilizar gradualmente no futuro. Quanto aos preços não alimentares, em agosto, os preços não alimentares passaram de um aumento de 0,4% em relação ao mês anterior para uma queda de 0,3%; em relação ao ano anterior, subiram 0,2%, com uma queda de 0,5 pontos percentuais em relação ao mês anterior. Entre os não alimentares, devido à volatilidade dos preços internacionais do petróleo, os preços da gasolina caíram 3% em relação ao mês anterior, enquanto em relação ao ano anterior, passaram de um aumento de 5,3% no mês anterior para uma queda de 2,7%; a demanda por passagens aéreas e turismo diminuiu sazonalmente, com preços caindo 5,1% e 0,7%, respectivamente. Em agosto, devido à baixa demanda do mercado e à queda dos preços de algumas commodities internacionais, o PPI caiu 0,7% em relação ao mês anterior, com uma queda de 0,5 pontos percentuais em relação ao mês anterior; em relação ao ano anterior, caiu 1,8%, com uma queda de 1 ponto percentual em relação ao mês anterior. Entre os principais setores, a indústria de metalurgia e laminação de metais ferrosos, a indústria de produtos minerais não metálicos, a indústria de produtos agrícolas e alimentares, a indústria de extração de petróleo e gás natural, a indústria de petróleo, carvão e outros combustíveis, a fabricação de máquinas e equipamentos elétricos, a indústria automobilística e a fabricação de matérias-primas químicas e produtos químicos, juntos, impactaram o PPI com uma queda de aproximadamente 1,47 pontos percentuais, com um efeito de pressão maior em relação ao mês anterior. A porta-voz do Escritório Nacional de Estatísticas, Dong Lijuan, explicou que a queda nos preços das indústrias de alto consumo de energia foi a principal razão para a queda do PPI em relação ao mês anterior, sendo que os preços da metalurgia e laminação de metais ferrosos caíram 4,4%, os preços da metalurgia e laminação de metais não ferrosos caíram 2,3% e os preços da indústria de petróleo, carvão e outros combustíveis caíram 2%. Vale ressaltar que alguns setores intensivos em tecnologia apresentaram aumento nos preços em relação ao mês anterior. Os preços da fabricação de aeronaves subiram 2,1%, os preços da fabricação de robôs industriais subiram 0,8% e os preços da fabricação de computadores subiram 0,4%. Fonte: news.cn
12 de junho de 2024
A inflação ao consumidor na China aumentou pelo quarto mês consecutivo em maio, enquanto a queda nos preços ao produtor foi a menor em mais de um ano, marcando o vigésimo mês consecutivo de declínio. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,3% em relação ao ano anterior, conforme dados divulgados hoje pelo Escritório Nacional de Estatísticas da China (NBS). Em abril, o IPC também registrou alta de 0,3%, após aumentos de 0,1% em março e 0,7% em fevereiro. O núcleo do IPC, que exclui alimentos e energia, subiu 0,6%, informou Dong Lijuan, estatístico-chefe do NBS. Os preços dos alimentos recuaram 2% em comparação ao ano anterior e 0,7 ponto percentual em relação ao mês anterior, reduzindo o IPC em 0,4 ponto. Em contrapartida, os preços dos produtos não alimentares subiram 0,8%, 0,1 ponto abaixo de abril, contribuindo com 0,7 ponto para o IPC. A influência dos preços dos alimentos no IPC diminuiu no mês passado, com a queda dos custos dos vegetais devido ao aumento da oferta, compensando os preços mais altos da carne suína, de acordo com a China International Capital Corporation. Preços de serviços, transporte e energia aumentaram durante o feriado do Dia do Trabalho, conforme destacou o relatório. PPI O Índice de Preços ao Produtor (IPP) caiu 1,4% em maio em comparação ao ano anterior, a menor taxa de declínio desde fevereiro de 2023, após quedas de 2,5% em abril e 2,8% em março, segundo o NBS. A desaceleração na queda do IPP é atribuída ao aumento nos custos de algumas commodities internacionais e à melhoria na relação entre oferta e demanda no mercado chinês de bens industriais, segundo Dong. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Yicai Global Fonte da imagem: Ting Shen/Xinhua