Economia

Governo chinês atualiza cálculo da inflação após alta do IPC em janeiro

IPC China
Imagem: Xue Yingying/ Xinhua

cálculo da inflaçãoA China registrou alta de 0,2% no Índice de Preços ao Consumidor (IPC) em janeiro, na comparação anual, enquanto o núcleo do índice, que exclui alimentos e energia, subiu 0,8%, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (11) pelo Departamento Nacional de Estatísticas. No mesmo comunicado, o órgão informou que passou a calcular o IPC com base em 2025, em uma atualização do ano-base que ajusta a cesta de consumo, amplia a cobertura da pesquisa e busca refletir mudanças recentes nos padrões de consumo da população.

O Departamento Nacional de Estatísticas atualiza o ano-base do IPC e do Índice de Preços ao Produtor (IPP) a cada cinco anos. A partir de 2026, os dois índices passaram a usar 2025 como referência. A prática segue padrões adotados por institutos de estatística em outros países e tem como objetivo alinhar os indicadores às mudanças no consumo e na estrutura da economia.

O IPC mede a variação de preços de uma cesta fixa de bens e serviços consumidos pelas famílias. Como os hábitos de consumo mudam com o avanço econômico e social, o governo revisa periodicamente os itens pesquisados e o período de comparação. Segundo o órgão, a atualização permite retratar com mais precisão o mercado atual.

Entre as mudanças, o índice passou a incluir a eletricidade usada em veículos de novas energias, em resposta ao aumento da frota desses automóveis no país. O catálogo de classificação do IPC, os pontos de coleta de preços, as especificações dos produtos, os pesos das categorias e o período-base de comparação também passaram por revisão.

Após a atualização, o IPC mantém oito categorias principais e 268 classes básicas. O órgão excluiu, fundiu e dividiu itens e incluiu novas categorias para captar padrões recentes de consumo. Entre elas estão dispositivos de segurança residencial, produtos voltados a idosos, lava-louças, eletricidade para veículos, serviços de fotografia, serviços médicos online e serviços de estética médica.

O departamento revisou a categoria “alimentos, tabaco e álcool”, que passou a se chamar “alimentos, tabaco, álcool e refeições fora de casa”. A categoria “turismo” mudou para “agências de viagens e outros serviços turísticos”. Além disso, o órgão criou um índice derivado de serviços de viagem, que reúne passagens aéreas, passagens de trem, hospedagem, aluguel de veículos, agências de viagens e outros serviços turísticos.

Na nova base, a pesquisa do IPC passou a cobrir cerca de 120 mil pontos de venda em todo o país e aproximadamente 620 mil especificações de produtos. O número amplia a cobertura em relação ao ciclo anterior. A coleta incluiu supermercados por associação, varejistas de novos formatos e plataformas de varejo sob demanda, como serviços de entrega. O levantamento também incorporou itens como drones inteligentes.

O departamento ampliou o uso de big data na coleta de preços, com dados de transações online, registros eletrônicos de empresas e bases administrativas. A mudança busca ampliar a precisão e a frequência das informações.

Os pesos das oito categorias do IPC com base em 2025 ficaram em 29,5% para alimentos, tabaco, álcool e refeições fora de casa; 5,4% para vestuário; 22,1% para habitação; 5,5% para bens e serviços domésticos; 14,3% para transporte e comunicação; 11,4% para educação, cultura e recreação; 8,9% para saúde; e 2,9% para outros bens e serviços.

Em relação ao ano-base de 2020, o órgão informou que as mudanças nos pesos foram limitadas. O peso dos serviços aumentou, enquanto o dos bens de consumo caiu, em linha com a estrutura atual do consumo no país.

O Índice de Preços ao Produtor (IPP) também passou a usar 2025 como ano-base. Em janeiro, o IPP subiu 0,4% em relação a dezembro, o quarto aumento mensal consecutivo. Na comparação anual, a queda foi de 1,4%, após recuo de 1,9% em dezembro.

Fonte: news.cn