13 de novembro de 2025
A China concluiu a primeira fase dos testes da tecnologia 6G , após quatro anos de experimentos. Segundo o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação (MIIT), o país já acumula uma reserva de mais de 300 tecnologias essenciais relacionadas à nova geração de redes móveis. O 6G é considerado a principal infraestrutura digital da próxima década. A tecnologia deve integrar comunicação, sensoriamento, computação e inteligência artificial, ampliando o alcance das conexões para além de pessoas e máquinas. A meta é construir uma rede capaz de conectar agentes inteligentes e integrar serviços entre a terra, o ar e o espaço, conceito descrito pelo governo como “interconexão inteligente de tudo e gêmeos digitais”. O vice-ministro Zhang Yunming afirmou que o país seguirá investindo em pesquisa de tecnologias fundamentais, desenvolvimento de padrões, testes e aplicações, para criar uma base sólida rumo à padronização e à futura industrialização do 6G. De acordo com o MIIT, os testes nacionais de 6G ocorrem em três etapas. A primeira foca na verificação de tecnologias-chave e definição de diretrizes técnicas. A segunda desenvolve soluções e protótipos para cenários típicos e metas de desempenho. Já a terceira fase testará redes de sistema e equipamentos pré-comerciais, fase de preparação para o lançamento do 6G no mercado. Fonte: The paper
28 de fevereiro de 2025
A cidade de Pequim anunciou o lançamento do Plano de Ação para Inovação Científica e Cultivo Industrial de Inteligência Incorporada (2025-2027), com o objetivo de impulsionar o setor e consolidar sua posição como referência global na área. O projeto prevê que, até o final de 2027, Pequim superará mais de cem tecnologias-chave de inteligência incorporada e lançará pelo menos dez produtos de hardware e software com liderança internacional, fortalecendo sua capacidade de inovação original. Em coletiva de imprensa, Su Guobin, inspetor de segundo nível da Comissão de Desenvolvimento e Reforma de Pequim, destacou que a cidade já se posiciona como líder global em modelos de grande escala para o "cérebro" da inteligência incorporada, fusão de percepção multimodal e algoritmos de controle de movimento. Para impulsionar o setor, Pequim estabeleceu um fundo governamental de RMB 100 bilhões com duração de 15 anos. O investimento visa apoiar indústrias emergentes, como inteligência artificial e robótica, além de atrair capital privado para financiar projetos de pesquisa e industrialização de tecnologias críticas. Atualmente, Pequim abriga cerca de 2.400 empresas ligadas à inteligência artificial, o que representa 40% do total nacional, incluindo 36 startups unicórnio, mais da metade do país. Segundo Liu Weihua, vice-diretor da Comissão de Ciência e Tecnologia de Pequim e do Comitê de Gerenciamento do Parque Científico de Zhongguancun, o setor central de inteligência artificial ultrapassou RMB 300 bilhões em 2024, atingindo antecipadamente a meta prevista para três anos. Fonte: ithome.com
19 de abril de 2024
O Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China informou que o número de empresas de inteligência artificial na China ultrapassou 4.500. O porta-voz do Ministério, Tao Qing, afirmou que o próximo passo do país será acelerar a promoção de avanços em tecnologias e produtos-chave fundamentais, como chips inteligentes, algoritmos de grande escala e estruturas em torno de tecnologias de base, como algoritmos e capacidade computacional. Isso inclui melhorar a capacidade de operação e gestão do fornecimento de capacidade computacional voltada para a indústria manufatureira, orientar empresas a acelerar o desenvolvimento de modelos de grande escala globalmente competitivos, cultivar modelos de grande escala para cenários da indústria manufatureira, construir bancos de dados industriais de alto nível e estimular o valor dos elementos de dados industriais. “Para setores-chave com grande impacto na economia nacional, forte capacidade de impulso e boa base de digitalização, estamos implementando ações especiais de capacitação da inteligência artificial para a nova industrialização. Aprofundando a integração da tecnologia de inteligência artificial em todo o processo da indústria manufatureira, aumentando significativamente o nível de inteligência em etapas como pesquisa e desenvolvimento, testes, produção, serviços e gestão”, disse o porta-voz. Fonte: news.cn/fortune Imagem principal: Fang Zhe/ Xinhua
15 de dezembro de 2022
A China divulgou uma diretriz sobre a expansão da demanda nacional e a promoção de um sistema de demanda nacional sólido para promover seu desenvolvimento a longo prazo. As metas de longo prazo que se estendem até 2035 incluem ver a escala de consumo e investimento atingir novos níveis e estabelecer plenamente um sistema de demanda interna sólido, disse a diretriz, emitida conjuntamente pelo Comitê Central do Partido Comunista da China e pelo Conselho de Estado. Olhando para 2035, a nova industrialização, a informatização, a urbanização e a modernização agrícola serão basicamente alcançadas, os meios de subsistência das pessoas serão melhorados, o papel de base da reforma na propulsão do desenvolvimento da demanda doméstica será impulsionado e as vantagens da China em termos de engajamento na cooperação econômica global e na competição serão aumentadas, de acordo com a diretriz. Para atingir tais metas, o país visa impulsionar o investimento no consumo, otimizar o padrão de distribuição, reforçar a qualidade da oferta, melhorar o sistema de mercado e suavizar a circulação econômica durante o 14º Plano Quinquenal (2021-2025). A diretriz ressaltou os esforços para implementar tarefas-chave voltadas para os principais problemas da China que impedem o crescimento da demanda interna do país a médio e longo prazo, especialmente em gargalos como a insuficiente capacidade de fornecimento efetivo e a diferença de distribuição comparativamente grande. Serão feitos esforços para facilitar o consumo em todas as frentes e acelerar a melhoria da qualidade do consumo, otimizar a estrutura de investimento e expandir o escopo do investimento, enquanto se promove o desenvolvimento coordenado das áreas urbanas e rurais para liberar o potencial da demanda interna, de acordo com a diretriz. Também enfatizou a necessidade de melhorar a qualidade da oferta para melhor atender a demanda, aperfeiçoar o mercado moderno e os sistemas de circulação para facilitar a ligação entre produção e demanda, enquanto aprofunda a reforma e a abertura para fortalecer o impulso de crescimento da demanda doméstica. A diretriz diz que a China trabalhará para reforçar a prosperidade comum para cultivar o potencial de crescimento da demanda doméstica, bem como para aumentar sua capacidade de garantia de segurança para consolidar as bases para o crescimento da demanda doméstica. Plano de implementação Seguindo a diretriz, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China (NDRC, sigla em inglês) emitiu um plano de implementação para expandir a demanda interna. O plano detalhou medidas para concluir tarefas, incluindo a promoção do consumo e investimento, liberando o potencial da demanda doméstica e melhorando a qualidade da oferta na China. Fonte: China News
31 de março de 2021
Segundo o Boletim Estatístico Nacional de 2020, o valor total de consumo em Shanghai alcançou 1,59 trilhão de yuans (US$243,13 bilhões), tornando-se a única cidade da China que atingiu a meta de 1,5 trilhão de yuans com o consumo (US$228,9 bilhões). É atualmente a maior cidade consumidora da China, superando Beijing. Durante o período do 13º Plano Quinquenal da China (2016-2020), o consumo foi a chave para o crescimento econômico urbano. De acordo com o Boletim Estatístico Nacional de 2020, o setor primário representou 7,7% do PIB nacional, o setor secundário ocupou 37,8% e o setor terciário desempenhou 54,5% do PIB. Em 2020, entre as vinte e três cidades que apresentaram PIB acima de 1 trilhão de yuans (equivalente a US$152 bilhões), com exceção de Quanzhou, Foshan e Nantong, todas as outras tiveram mais de 50% de PIB representado pelo setor terciário. No entanto, a diferença na capacidade de consumo ampliou a desigualdade de crescimento econômico entre as cidades e até entre as regiões. Ignorando os efeitos de conurbação, Chongqing e Zhengzhou foram as cidades com PIB na escala acima de 1 trilhão de yuans (US$152 bilhões) que tiveram maior crescimento de consumo durante o 13º Plano Quinquenal. O valor total de consumo de Chongqing passou de 1 trilhão de yuans (US$152 bilhões), tornando-se a terceira cidade a atingir essa meta. (OBS: devido à falta de alguns dados, as informações da cidade Quanzhou referem-se ao ano de 2016 a 2020, as de Changsha são de 2015 a 2019, e as de 2020 de Tianjin basearam-se nos dados de 2018 da cidade. Fonte: Boletim Estatístico Nacional, 21st Century Business Herald) As quatro cidades com maior taxa de crescimento estão concentradas na região centro-oeste Durante o período de 13º Plano Quinquenal, com o avanço da industrialização e da urbanização, as cidades da região centro-oeste foram responsáveis de receber as indústrias da região leste. O consequente retorno da força de trabalho promoveu o consumo nas cidades de centro-oeste. De 2015 a 2020, todas as quatro cidades que tiveram maior crescimento de consumo estão localizadas na região centro-oeste. A primeira colocada é Hefei, cidade que cresceu 57,73% em cinco anos. A quarta é Chengdu, que cresceu 47,4%. Em ambas as cidades, houve aumento no comércio eletrônico. Mas a conurbação que aconteceu nas duas cidades é outro fator que impulsionou o crescimento de consumo. Caso ignorar os efeitos de conurbação, a taxa de crescimento foi maior nas cidades Chongqing e Zhengzhou, durante o período de 13º Plano Quinquenal. Zhengzhou cresceu de 329,47 bilhões de yuans (US$50,26 bilhões) em 2015 para 507,63 bilhões de yuans (US$77,46 bilhões) em 2020, entrando no grupo de “cidades com consumo superior a 500 bilhões de yuans (US$76,3 bilhões)”. Já Chengdu cresceu de 766,75 bilhões de yuans (US$117 bilhões) para 1,17 trilhão de yuans (US$179,8 bilhões), ultrapassando a meta de 1 trilhão de yuans (US$152,6 bilhões) de consumo. Para as cidades Chongqing e Zhengzhou, a causa principal de crescimento foi a sua industrialização e urbanização. Em 2019, a população urbana já ocupava 66,8% da população total de Chengdu, sendo que em 2015 a taxa de urbanização era de 60,94%. Ou seja, cresceu mais de 6%, muito maior do que a taxa de urbanização das outras cidades com PIB acima de um trilhão de yuans (US$152 bilhões). Zhengzhou cresceu de forma similar: em 2015, tinha 69,7% da população nas cidades; mas em 2019, 74,6% da população já é urbana, tendo um crescimento de 4,9%. A urbanização promove maior divisão de trabalho e maior necessidade de comprar produtos feitos por terceiros e, consequentemente, aumenta o consumo. A industrialização também promove o consumo local. Em 2020, as indústrias de Chongqing criaram um valor total de 699,07 bilhões de yuans (US$ 106,67 bilhões), e a taxa de crescimento industrial anual foi de 5,3%, bem maior do que a taxa média do país, que foi de 2,4%. A grande diferença entre as três grandes metrópoles Em 2020, entre as 23 cidades com PIB acima de um trilhão de yuans (US$152 bilhões), 8 delas tiveram taxa de crescimento positivo, incluindo as três cidades da Delta do Rio Yangtze (YRD, sigla em inglês): Nanjing, Shanghai e Nantong. Entre elas, Shanghai ultrapassou Beijing e tornou-se a cidade com maior consumo. De 2015 a 2020, a taxa de crescimento de consumo em Nanjing, Nantong e Suzhou superou 40%; a de Hangzhou e Ningbo excedeu 38%; e a de Shanghai e Wuxi passaram de 36%. Ou seja, de modo geral, as cidades pertencentes à YRD tiveram bom desempenho durante o período de 13º Plano Quinquenal da China. Isso porque a dispersão dos comércios da região YRD é maior do que outras regiões, por causa da presença de várias plataformas de comércio eletrônico, como Taobao e Pinduoduo. Ademais, essa região possui uma estrutura mais conveniente para as compras, como o frete grátis em toda a região. Por último, as cidades dessa região dão mais importância à popularização de marca. Por exemplo, em 2021, o Relatório de Governo de Shanghai mostrou a sua pretensão de promover a construção de centros internacionais de consumo e a criação de novos tipos de consumo, como de saúde, de experimento e on-line. Fonte: 21st Century Business Herald