26 de agosto de 2026
Pesquisadores da Universidade de Lanzhou, na China, desenvolveram um chip óptico capaz de usar luz para realizar diferentes operações lógicas e matemáticas em alta velocidade. O dispositivo pode mudar de função sem precisar ter sua estrutura física redesenhada e alcançou velocidade de 20 Gbit/s nos testes, segundo estudo publicado na revista científica Nature Communications. O trabalho foi liderado pelo professor Tian Yonghui, da Faculdade de Ciências Físicas e Tecnologia da universidade. A proposta é usar sinais ópticos para executar parte do processamento de dados, uma alternativa estudada para aplicações que exigem alta velocidade, baixa latência e menor consumo de energia. A computação óptica utiliza luz para transmitir e processar informações. A tecnologia é pesquisada como uma possível forma de contornar limitações dos circuitos eletrônicos tradicionais, como o aumento do consumo de energia e os gargalos na transmissão de grandes volumes de dados. Para desenvolver o chip, a equipe utilizou uma plataforma de fotônica de silício e microrressonadores, pequenos componentes capazes de controlar sinais de luz dentro do circuito. Com essa arquitetura, o chip conseguiu executar operações lógicas como NOT, AND, OR, XOR e XNOR. O mesmo dispositivo também foi configurado para funcionar como somador de 2 bits, subtrator e comparador numérico, sem alterações na estrutura do hardware. Nos testes, o sistema realizou operações a 20 Gbit/s. A densidade de computação chegou a 528 Gbit/s², enquanto a eficiência energética foi de 12,36 femtojoules por bit. Os pesquisadores também testaram a tecnologia em tarefas de criptografia e descriptografia de dados, inserção de marcas d’água em imagens médicas e aprimoramento de diferenças entre imagens. Segundo Tian Yonghui, a arquitetura pode servir de base para o desenvolvimento de chips fotônicos voltados ao processamento de informações em alta velocidade e a sistemas de computação inteligente integrados ao próprio dispositivo. Fonte: stdaily.com
23 de maio de 2023
De acordo com dados oficiais, a economia digital da China expandiu 10% no ano passado, mantendo sua posição como a segunda maior do mundo. Empresas chinesas envolvidas em serviços digitais adicionaram 50,2 trilhões de yuans (US$ 7,1 trilhões) à economia chinesa em 2022, um aumento de 10% em relação a 2021, conforme relatório divulgado hoje pela Administração do Ciberespaço da China . A produtividade dessas empresas representou quase 42% do produto interno bruto do país, um aumento de 1,7 pontos percentuais. A economia digital da China, tornou-se uma força motriz importante para o crescimento econômico e a transição do país, acrescentou o órgão regulador da internet. No entanto, parte desse impulso vem do setor de hardware. A indústria de fabricação de eletrônicos aumentou sua receita em quase 6%, alcançando 15,4 trilhões de yuans no ano passado. Os serviços de computação em nuvem e Big Data cresceram 9%, totalizando 1 trilhão de yuans (US$ 141,8 bilhões), e o setor de design de circuitos integrados registrou um aumento de 12%, atingindo 279,7 bilhões de yuans (US$ 39,7 bilhões). As empresas digitais estão aumentando seus investimentos em inovação, pesquisa e desenvolvimento. As 100 principais empresas de internet da China em termos de capitalização de mercado investiram um total de 338,4 bilhões de yuans em P&D no ano passado, um aumento de 9%, revelou o relatório. A China tem aprimorado sua infraestrutura digital. O país possuía 2,3 milhões de estações-base para comunicações sem fio de quinta geração até dezembro de 2022, um aumento de 887.000 em relação a 2021. Os centros de dados expandiram-se a uma taxa de crescimento anual média de 30% nos últimos cinco anos, totalizando 6,5 milhões de racks de servidores. O país tinha 1,1 bilhão de usuários de internet até dezembro, ou quase 76% da população total, um aumento de 2,6 pontos percentuais. A China continuará a aprimorar a construção de sua infraestrutura digital e a desenvolver setores digitais centrais, como a internet industrial e a inteligência artificial. Além disso, o país aperfeiçoará suas regulamentações este ano para fornecer um ambiente de negócios sólido para a economia digital, acrescentou o regulador. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: STDAILY Imagem principal: Ipopba/ Adobe Stock
24 de fevereiro de 2022
Entre 2017 e 2021, os gastos com blockchain na China aumentou em cerca de 12,8 vezes. No ano passado, a escala do mercado de hardware de realidade virtual da China foi de 13,64 bilhões de yuans, enquanto hardware de realidade aumentada foi de 20,88 bilhões de yuans. No mesmo ano, a escala de indústria de computação em nuvem da China foi de 210,95 bilhões de yuans uma taxa de crescimento de 26,3%. Até 2023, a escala de indústria de computação em nuvem da China poderá ultrapassar 300 bilhões de yuans. Fonte: iiMedia Research; gráfico mostra a escala de indústria de computação em nuvem da China Os analistas da iiMedia Research acreditam que o desenvolvimento da indústria de computação em nuvem da China pode fornecer uma boa base de porder de computação, para o desenvolvimento do metaverso na China. O rápido desenvolvimento de tecnologias em vários campos fornece suporte técnico abrangente para a indústria de metaverso, e RV, RA e IA como as bases técnicas do metaverso, também dará início a um período de rápido crescimento. A popularidade na internet do metaverso também está cada vez maior, e os internautas chineses estão muito interessados na ecologia virtual. De acordo com os dados da iiMedia Research, mais de 60% dos internautas têm um alto grau de compreensão do conceito de “metaverso”. No caso de jogos mais básicos do metaverso, mais de 90% das pessoas estão mais interessadas em jogos de RV, e seus atributos sociais estão gradualmente se tornando mais proeminentes. Além disso, 60% dos internautas indicaram que participariam da interação social do metaverso no futuro, e com grandes interesses. O que é o metaverso? O “metaverso” nasceu no romance de ficção científica de 1992, Snow Crash, escrito por Neal Stephenson, no qual o autor retratou um espaço digital tridimensional paralelo ao mundo real. A definição dos dias de hoje de metaverso, refere-se a um universo virtual construído por meio de uma variedade de tecnologias, ou seja, um mundo de dados no qual as pessoas podem entrar de forma imersiva usando ciência e tecnologia, como interfaces cérebro-computador e realidade virtual. O desenvolvimento do conceito metaverso passou por quatro processos, realizando a combinação do tecnológico e a vida real. Fonte: iiMedia
24 de janeiro de 2022
O presidente da Foxconn, Liu Yangwei, anunciou na semana passada que a empresa chinesa entrará no metaverso ainda em 2022, e planeja incorporar elementos do metaverso nos seus projetos, como dispositivos vestíveis, computação em nuvem, data centers, semicondutores e microtelas de LED. No início deste mês, a Ennoconn, subsidiária de hardware de computador da Foxconn, recebeu um investimento de US$ 39,8 milhões da Google. As duas empresas planejam colaborar em mais projetos de metaverso em Taiwan. A Foxconn propôs seus planos para metaverso na primeira vez em 2021. Em um evento virtual online, Terry Gou, fundador da Foxconn, apareceu como um personagem virtual, mostrando as ambições da empresa em veículos elétricos e no metaverso. Fonte: IT Home