10 de junho de 2025
Nesta terça-feira (11), aconteceu a primeira Feira de Universidades Chinesas em São Paulo, organizada pelo Instituto Confúcio e pela ESPM. O evento " Estude em Pequim, China " contou com a presença de 15 instituições chinesas, incluindo sete universidades, sete escolas de ensino médio e a empresa responsável pelos exames de proficiência em chinês, o HSK. Em 2014, 1.171 estudantes brasileiros se matricularam em instituições de ensino na China, ocupando o primeiro lugar na América do Sul, segundo Yu Peng, cônsul-geral da China em São Paulo. De acordo com o cônsul, estudar na China é uma oportunidade para aprender sobre o país. “Ao mesmo tempo em que ampliam seus horizontes e se aperfeiçoam, eles podem ser pioneiros na formação de uma percepção correta e praticantes de uma cooperação amigável”, disse. Wei Xubin, vice-diretor geral da Comissão Municipal de Educação de Pequim, informou que a capital chinesa conta atualmente com 47 mil alunos estrangeiros, provenientes de 184 países, distribuídos em 90 instituições de ensino superior e centros de pesquisa. “Nosso objetivo é, em 2028, alcançar 80 mil estudantes estrangeiros em Pequim e, até 2035, transformar a cidade em um importante centro global de estudo no exterior e em um destino almejado por jovens talentos de destaque de todo o mundo”, afirmou. Para facilitar a transmissão de informações a alunos interessados, será lançado o portal “Estude em Pequim”, em nove idiomas diferentes. A plataforma permitirá que os estudantes acessem, em um só lugar, informações abrangentes para a escolha das instituições e cursos que melhor atendam ao seu desenvolvimento pessoal. Além disso, para ampliar os canais de comunicação com os estudantes, o programa também contará com contas em todas as principais redes sociais ocidentais, com atualizações frequentes sobre as oportunidades disponíveis. No Brasil, o Colégio Bilíngue Dexin será a base de recrutamento de estudantes brasileiros para as universidades chinesas. IEST Group firma parceria com universidade chinesa Durante a cerimônia, o IEST Group assinou um acordo de cooperação com a Universidade Normal da Capital, de Pequim, para trocas de informações, de oportunidades de ensino e trabalho entre chineses e brasileiros. [caption id="attachment_24419" align="alignnone" width="2560"] Imagem: Redação China2Brazil[/caption] O IEST Grop foi a única instituição privada a estar presente no evento, formalizando parceria com uma instituição de ensino da China. "Isso mostra o pioneirismo do IEST Group em estabelecer pontes entre o setor privado brasileiro e as instituições educacionais da China. Estamos comprometidos em criar oportunidades reais de intercâmbio e crescimento para jovens talentos dos dois países", afirmou Daniel Lau, diretor comercial do IEST Group. Oportunidades para alunos brasileiros Luís Antônio Paulino, professor e diretor do Instituto Confúcio na Unesp, destacou: “O propósito é divulgar as oportunidades de estudo na China e isso representa um passo importante no esforço de aproximação acadêmica entre Brasil e China”. O professor Alexandre Uehara, Membro do Núcleo de Estudos e Negócios Asiáticos e professor do curso de Relações Internacionais da ESPM, afirmou: “A ESPM tem como característica a constante busca pela inovação, e uma parceria entre nossas instituições, como este evento, vai abrir novas oportunidades para nossos alunos”. Samo Tosatti, chefe da Assessoria Internacional do Governo do Estado de São Paulo, lembrou que a cooperação entre Brasil e China começou no campo econômico e se estendeu para outras áreas, como tecnologia, cultura e educação. “O campo da educação ganhou proeminência, e isso só vai aumentar. Hoje notamos que o epicentro mudou para a China — é um lugar para estar, para conhecer”, disse. Marília Marton, secretária estadual da Cultura, Economia e Indústrias Criativas de São Paulo, destacou que a feira representa uma grande oportunidade para que os alunos brasileiros possam vivenciar a experiência educacional chinesa. “A importância da educação para a cultura chinesa é muito forte. A educação é a grande porta para que as pessoas possam alcançar outras oportunidades na vida. Estar na China é ver como eles estimulam a questão cultural e educacional de forma integrada. Isso mostra que temos muito a avançar”, disse. [caption id="attachment_24418" align="alignnone" width="2560"] Imagem: Redação China2Brazil[/caption] André Bueno, deputado estadual de São Paulo e presidente da Frente Parlamentar Brasil-China, ressaltou: “Cada aluno tem a possibilidade de viver o que seus pais e avós não viveram, então devem aproveitar essa oportunidade”. Por fim, o professor doutor Cesar Martins, vice-reitor da Universidade Estadual Paulista (Unesp), afirmou que o Instituto Confúcio tem sido uma ponte cultural e educacional entre Brasil e China. “No passado, buscávamos a América do Norte e a Europa, mas agora precisamos olhar para a Ásia e para a China. Esse é um momento significativo para a aproximação entre os povos”, concluiu. Universidades participantes Universidade de Pequim Instituto de Tecnologia de Pequim Universidade Médica da Capital Universidade Normal da Capital Universidade de Tecnologia do Norte da China Universidade Vocacional de Ciência e Tecnologia de Pequim Colégio de Política para Jovens de Beijing Escolas Segunda Escola Secundária Afiliada à Universidade Normal da Capital Escola Secundária Zhongguancun de Pequim Escola Experimental Afiliada à Escola de Formação de Professores de Haidian Escola Secundária Afiliada à Universidade Tsinghua – Campus Rua Xueyuan Escola Yuying de Pequim Escola Secundária Afiliada à Universidade Tsinghua – Zhixin Escola Secundária nº 39 de Pequim Organização convidada Chinese Testing International Co., Ltd.