11 de agosto de 2021
No campo da biomedicina, a tecnologia de edição de genes está sendo gradativamente utilizada para o cumprimento da meta de tratamento preciso das doenças humanas. A edição de genes se trata de usar a mais recente tecnologia de biologia molecular e engenharia celular. Consiste em usar “tesouras de genes” para extrair os genes de tolerância imunológica em pacientes com tumor das células do sistema imunológico, para modificá-la, “amplificando-a” e inserido de volta no corpo do paciente, aumentando assim o monitoramento imunológico e as capacidades antitumorais, de moro que a condição dos pacientes com tumor possa ser gradualmente aliviada e controlada. Desde sua criação em 2015, a MedGenCell tem seguido o caminho da edição de genes e tecnologia de engenharia celular. Em 2016, MedGenCell lançou o primeiro ensaio clínico da fase 1 do mundo de células editadas por genes para o tratamento de câncer de pulmão, 6 meses antes dos EUA. O primeiro ensaio clínico do mundo Deng Tao, presidente da MedGenCell, disse: “Em essência, as células tumorais era células humanas normais antes de serem transformadas por várias rodadas de mutações durante um longo período de tempo. Elas carregam muitas características de células normais, é difícil para o sistema imunológico distingui-las. Nós projetamos produtos a partir das dimensões das mudanças ecológicas macroimunes do paciente, microambiente tumoral e células-tronco tumorais.” A lógica de P&D de MedGenCell é usar a tecnologia de edição de genes para remover vários obstáculos que causam a tolerância imunológica ao tumor, não apenas para rearmar as células imunológicas, mas também para reconstruir toda a ecologia imunológica do corpo. Em 2016, a Megacell desenvolveu o primeiro produto de células T com edição de genes de nível GMP clínico do mundo e, em conjunto, concluiu o primeiro ensaio clínico de fase I do mundo de terapia antitumoral de células editadas com genes com parceiros de testes clínicos. Enquanto a comunidade científica nos Estados Unidos só começou um experimento semelhante seis meses depois. MedGenCell deu um passo à frente em relação aos seus concorrentes, realizando 12 ensaios clínicos de fase 1, e seus resultados relevantes foram publicados na Nature Medicine em abril de 2020. Este é o relatório de ensaio clínico de fase 1 mais completo do mundo da terapia celular. Fonte: Diário do Povo
8 de janeiro de 2021
Pesquisadores da Academia de Ciências Agrícolas de Jiangsu da China desenvolveram a primeira ovelha, nomeada de “Hu”, com o gene da miostatina (MSTN, na sigla em inglês) modificada, com a esperança de que a tecnologia aumente a produção e a qualidade do carneiro para a indústria nacional. Disse a instituição em um comunicado à imprensa. O gene MSTN fornece instruções para a produção de uma proteína chamada miostatina, que inibe o crescimento e o desenvolvimento dos músculos. Quando o gene da miostatina sofre mutação natural, isso resulta em crescimento acelerado do músculo magro. Um exemplo desse fenômeno é o Belgian Blue, uma raça de gado de corte da Bélgica com físico extremamente magro, hiperesculturado e ultramuscular após a mutação genética da miostatina. Cientistas da instituição empregaram essa mutação que ocorre naturalmente em suas pesquisas e usaram CRISPR / Cas9 - uma nova tecnologia de edição de genes - para modificar o gene da miostatina. A eficiência de edição acabou sendo superior a 80%, de acordo com Cao Shaoxian, o cientista-chefe do projeto. As taxas de crescimento de duas em cada cinco ovelhas foram significativamente mais altas, com seus pesos em dois meses 25% maiores do que os de suas contrapartes criadas naturalmente, informou o Science and Technology Daily na quinta-feira. A ovelha Hu é uma das raças ovinas locais mais distintas da China, com origens na Mongólia, e é comumente reconhecida por suas peles de cordeiro grossas. A raça é mais conhecida por ter altas taxas reprodutivas, grandes ninhadas e ser muito adaptável a climas quentes e úmidos. Especialistas em agricultura afirmam que a tecnologia recém-desenvolvida pode ajudar a estabelecer programas de melhoramento genéticos e reduzir a dependência do país das importações. Wang Zuli, pesquisador adjunto do Instituto de Economia Agrícola e Desenvolvimento da Academia Chinesa de Ciências Agrícolas, disse ao Global Times que a tecnologia de edição de genes pode ser uma forma de melhorar a produção de carneiro e a porcentagem de carne magra, desde que não há grande diferença entre as ovelhas com edição genética e as raças estrangeiras. A tecnologia também pode reduzir a dependência do país nas importações de gado estrangeiro, acrescentou. Em 2019, o consumo chinês de carne de carneiro atingiu 5,27 milhões de toneladas, superior ao rendimento nacional de carneiro de 4,88 milhões de toneladas, intensificando os esforços para aumentar a produção. A carne de carneiro da Austrália e da Nova Zelândia foi responsável por 97,6% das importações do país no mesmo ano, de acordo com o Global Times. O consumo per capita de carne ovina é muito maior na China do que em alguns dos principais mercados, incluindo os Estados Unidos: 3,5 vs. <0,5 kg (1 kg = 2,2. Lbs.). Fonte: Pandaily